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terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Policial Civil é encontrado morto. Mais um caso de suicídio que abala a cidade de Arraias (TO), que precisa de ajuda


A cidade de Arraias, sudeste do Tocantins, registrou mais um caso de suicídio nesta semana. 

O caso ocorreu por volta das 9h da manhã, desta segunda-feira (13). A vítima, um policial civil da ativa, de 48 anos, com mais de 20 anos de serviço público.

O policial usou uma corda. 

O corpo dele foi levado ao Instituto de Medicina Legal e, depois, liberado para família realizar as celebrações fúnebres, que ocorreu nesta terça-feira (14).

Mais uma triste notícia para a cidade. 

De acordo com informações de pessoas próximas, o policial apresentava quadro depressivo. 

Os casos de suicídios na cidade de Arraias chamam a atenção pela constância e pela quantidade pessoas que tem perdido a vida ou tentado. 

Neste ano também foi registrado outra tentativa. 

Um rapaz que morava ao lado do ginásio de esporte chegou a ficar dependurado numa corda, mas acabou sendo salvo pelo irmão, que entrou no quarto minutos depois para pegar uma chave e se deparou com a cena. 

Ele foi socorrido e seu irmão conseguiu salvá-lo. 

Em outubro de 2015, uma jovem de 19 anos, Dayane de Castro, não teve a mesma sorte e foi encontrada morta.

No mês de setembro daquele ano, o jovem João de Deus Soares de Melo, conhecido como "Deuzim", também usou uma corda para se matar. 

Na carta, Deuzim se despediu da família e dos amigos, mas não justificou porque cometeu um ato tão grave e atentatório contra a sua vida. 

Dias antes, em 23 de agosto, um cabo da polícia militar também resolveu tirar a própria vida, usando uma arma de fogo. 

João Fernandes deu um tiro na cabeça, mas também acertou fatalmente um colega de farda e também amigo, cabo Messias, que tentava impedi-lo de cometer o ato insano.  

As mortes dos militares de forma tão inesperada e repentina deixaram a cidade de Arraias chocada. 

Em outubro daquele mesmo ano,  a Polícia Militar também foi acionada e conseguiu deter um jovem, que, de cima de uma árvore, tinha a intenção de se matar. 

A pergunta é: por que tantos casos de suicídios nesta pequena cidade do Tocantins? 

Será que não está na hora do Poder Público começar a investigar as prováveis causas?

Não seria a hora de se convocar médicos especialistas em saúde mental?  

Por que médicos, psicólogos, psiquiatras e especialistas da Universidade Federal do Tocantins não entram em campo para estudar as causas dessa tragédia estadual, que insiste em não parar? 

Explicação das publicações por este Blog

A imprensa em geral não tem o costume de publicar casos de suicídios. 

Há um tabu e até um temor de que este tipo de publicação possa incentivar outras pessoas, com tendência ao suicídio, a cometer o ato fatal. 

Este blog publica porque é notório que os casos de suicídios em nosso país se tornaram uma questão de saúde pública. 

Há de milhares de casos registrados anualmente no Brasil. 

Como é um tabu, nem governo, nem a sociedade e nem a polícia desenvolvem ações de políticas públicas de prevenção. 

Segundo a Fio Cruz, ao ano, no mundo, quase um milhão de pessoas morrem em decorrência de suicídio. 

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o ato está entre as dez causas de morte mais frequentes em muitos países do mundo. 

No Brasil, são registradas 10 mil mortes por ano, com uma taxa de 4,8 a cada 100 mil habitantes, em 2008. 

Depois destes dados, podemos pensar o suicídio como uma questão de saúde pública? 

Especialistas na área de saúde mental defendem que sim. E acreditam que esses números podem diminuir se aumentarem os debates sobre o assunto. 

Aqui mesmo já escrevemos muito, inclusive divulgando sites especializados em ajuda e prevenção. 

Fizemos até uma campanha contra um shopping de Brasília, onde eram corriqueiros os casos, pela facilidade de acesso.

A cidade de Arraias precisa de ajuda.  

É hora da comunidade, dos órgãos públicos, da comunidade acadêmica e pesquisadores juntarem as mãos e encontrarem soluções, medidas de prevenção e qualquer outra ação para tentar barrar tantas mortes.

Já Publicamos 


Suicídios em Arraias (TO): Aumento de casos faz Ministério Público recomendar que município implante ações de prevenção



Jovem comete suicídio em Arraias (TO), o segundo caso em dez dias. Tema é tabu na sociedade







5 comentários:

Anônimo disse...

Dinomar ,quero te dar uma idéia porque vc não cria um aplicativo,para facilitar a navegaçao com o seu maravilhoso blog,pense nisso.

Anônimo disse...

Dinomar vc podia criar um aplicativo,para facilitar a navegaçao com o seu maravilhoso blog.

Rafael Queiroz disse...

Queria eu também que estes especialistas agissem na própria universidade! Na verdade nem sei se existe estes especialistas! Pois aqui no Campus de Arraias ainda não apareceu! Abraços

Marcos disse...

Dinomar, seu blog é importante, mas verifique se a legislação do TO publicar esse tipo de notícia dessa forma. Veja bem: refiro-me à exposição de um profissional...de uma categoria.

Sueli Pereira disse...

Muitos policiais civis e militares se encontram depressivos em decorrência, com certeza, das peculiaridades do serviço. E a providência que se vê é o Presidente querendo unificar a idade para aposentadoria, colocando todos no mesmo "patamar". Isso precisa ser repensado. Não há como considerar o serviço policial com outros.