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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Namorada de suspeito de ter matado a menina Ana Clara foi quem informou onde ele estava escondido



O Assessor de Comunicação da PMGO, Tenente Coronel Ricardo Mendes e o Delegado Gilson da Assessoria de Comunicação da Polícia Civil promoveram na tarde desta quarta-feira (22) uma coletiva de imprensa para esclarecer algumas informações a respeito do caso da pequena Ana Clara Pires Camargo, que estava desaparecida desde a última sexta-feira (17).

De acordo com o que foi relatado, o caseiro de uma propriedade rural denunciou o veículo abandonado à polícia por volta das 5h30, que seguiu para investigação. 

Ao analisar a placa do carro, foi possível chegar ao endereço registrado, onde havia uma placa de ‘aluga-se’ com número de telefone.

“Para surpresa dos policias, quem atendeu a ligação se identificou como Luís e, ao ser informado de que estava falando com um policial militar, o suspeito confessou o crime e disse que iria se entregar”, informou o Tenente Coronel Ricardo Mendes.

No momento em que foi visto, o suspeito estaria retornando ao local onde o corpo de Ana Clara foi deixado para fazer uso de produtos corrosivos, provavelmente para eliminar odores e provas. Ao perceber a presença de testemunhas ao redor, Luís abandonou o local, largando o material químico e o carro para trás.

Quem informou, espontaneamente, aos policiais o local onde Luís poderia ser encontrado foi a própria namorada dele. 

A casa era do irmão da mulher. “No momento da abordagem, Luís efetuou disparos com arma de fogo... diante dessa ação, os policiais revidaram e o suspeito morreu no local”, completou o Tenente Coronel.

Todo material encontrado, assim como o corpo de Ana Clara, passarão por perícia. A Polícia Civil acredita que há mais pessoas envolvidas no caso.

Caso Ana Clara

Desde o desaparecimento de Ana Clara uma força tarefa foi estruturada em parceria com a Polícia Militar para tentar localizar a criança. 

A estudante de 7 anos sumiu na rua de casa, no Residencial Antônio Carlos Pires, na região Norte de Goiânia, na última sexta-feira (17). Segundo a mãe, Glauciane Pires Silva, a criança não tinha motivo para fugir.

A cabeleireira disse que a filha tinha o hábito de andar sozinha pelas ruas do bairro. 

Ela contou que a menina saiu mais cedo para ir ao supermercado comprar refrigerante e voltou para almoçar.

Em seguida, Glauciane pediu que a criança fosse à casa de uma amiga para pagar 10 reais de uma marmitex e pegar uma tinta de cabelo. A menina foi à casa e desapareceu ao voltar de lá. 

A vizinha disse para a polícia que a menina nem chegou a lhe entregar o dinheiro.

Revolta

Familiares e amigos estão reunidos na casa de Ana Clara Pires Camargo desde que receberam a informação que o corpo da criança foi localizado. Equipes da Cavalaria, do Choque, da Ronda e o Graer estão no local auxiliando na segurança. 

Uma ambulância do Corpo de Bombeiros está atendendo uma familiar da menina que passou mal após receber a notícia.

A Escola Municipal Orlando de Morais decretou luto e cancelou as aulas de hoje, após a confirmação do encontro do corpo de Ana Clara. Alguns comércios da região também fecharam em luto pela morte da criança.

Vizinhos contaram que o suspeito da morte de Ana Clara já morou na região e foi visto por vizinhos nos últimos dias nas redondezas no carro que foi encontrado na estrada vicinal junto com o corpo da criança. 

Alguns, inclusive, estão se dirigindo até a residência do suspeito, que fica no mesmo setor, com o intuito de incendiar o imóvel. No entanto, o grupo foi impedido pela Cavalaria da Polícia Militar.

Fonte: O Popular

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