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sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

2017 começa sem dó e nem piedade: tarifa de ônibus e metrô mais cara no DF a partir de segunda (2)


Os mais de 1,2 milhão de brasilienses que dependem diariamente do transporte público para se locomover podem ir preparando o bolso. As tarifas dos ônibus e do metrô vão ficar mais caras a partir de segunda-feira (2/1). 

Sobem de R$ 2,25 para R$ 2,50 as linhas circulares internas; de R$ 3 para R$ 3,50 as de ligação curta; e de R$ 4 para R$ 5 as viagens de longa distância e integração e as de metrô.

O reajuste chega a 25%, no caso das passagens do metrô e das linhas de longa distância. O índice está bem acima da inflação acumulada entre setembro de 2015 e novembro deste ano (último porcentual divulgado pelo IBGE). 

No período, o IPCA brasiliense ficou em 7,69%.O anúncio do reajuste foi feito nesta sexta-feira (30/12) pela Secretaria de Mobilidade. 

O DF tem mil linhas de ônibus, operadas por com três mil coletivos de empresas e cooperativas.

Quem usa cartão e comprar créditos até domingo (1º) terá disponível as passagens pelo preço não reajustado por 30 dias. Aqueles que obtiverem o bilhete a partir de segunda, já terão debitados os valores novos.

É a segunda vez que o governo de Rodrigo Rollemberg (PSB) aumenta o valor das tarifas. Depois de ficar quase dez anos sem aumento, as passagens foram reajustadas em setembro de 2015 em até 50%. 

Este ano, o GDF optou por contratar uma consultoria independente para analisar os contratos de concessão vigentes e estabelecer um reequilíbrio do sistema, que teve alta no número de passageiros.

Alta nos custos

De acordo com a Secretaria de Mobilidade, o reajuste é necessário para acompanhar a elevação de custos do sistema, manter as gratuidades para estudantes e pessoas com deficiência e compensar os quase dez anos de congelamento das tarifas, enquanto outros índices cresciam, como salários e combustível, por exemplo.

O secretário de Mobilidade, Fábio Damasceno, destacou que “o reajuste vem para garantir o nível de gratuidade no sistema, não interferir na parte social, e ajudar no reequilíbrio das contas do governo, pois o subsídio é muito além do que temos disponibilidade de pagar”, explica.

Fonte: Metropóles

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