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sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Acidentes na GO-118: promotora de Campos Belos (GO) abre Procedimento Administrativo, aciona Agetop e pede providências



A promotora de Campos Belos (GO), Paula Moraes de Matos, abriu, na última quarta-feira (23), um Procedimento Administrativo para apurar e fiscalizar os inúmeros acidentes em diversos pontos da rodovia GO-118, muitos dele com vítimas fatais, inclusive na "curva do caixão" e na "Pedra de Amolar".

De acordo com o órgão, alguns trechos da rodovia devem ser priorizados e cita os dois quilômetros da saída de São João D´Aliança, entre a Braspam e a entrada para o Atos Hotel Fazenda; a  curva do Jatobazinho, próximo à Pedra de Amolar; a entrada dos acampamentos, próximo à comunidade Flamengo; a curva próximo ao Poço Encantando, localizada a 15 Km de Teresina de Goiás; a curva do caixão, próximo também a Teresina e a curva da “Taboca”, na saída de Monte Alegre (GO).

Para a decisão, segundo o Ministério Público, pesou a quantidade de acidentes ocorridos na “curva do Caixão”, que registrou recentemente 17 feridos e três mortos.

Com a instauração do Procedimento Administrativo, a promotora determinou que  fosse feita expedição das recomendações à AGETOP (Agência Goiana de Transporte e Obras) e à Polícia Rodoviária Estadual.

2 comentários:

adriano monteiro(arraias) disse...

louvavel a ação do mp esta imagem deste veiculo era meu mais louvo a DEUS q nos livrou e não tivemos nada.

Nádia de Bona Porton disse...

A curva do caixão, no município de Teresina de GO e a curva da entrada do município de Monte Alegre de Goiás, são as mais críticas do trecho. Ambas são sinalizadas com as placas “curva acentuada”.
Todas as semanas, faço esse trajeto entre GO e DF e é desesperador ao passar nesses locais, em declives e ou curvas acentuadas, deparando no sentido contrário, com veículos em alta velocidade, desgovernados, engolindo a faixa em força centrífuga. Acredito que para esses trechos, necessitariam aumentar o quantitativo de sinalizações de distância, indicando a aproximação dessas curvas, combinado com o pavimento corrugado, aquelas arranhaduras na pista de efeito vibratório, que alerta e induz o condutor a diminuir a velocidade, bem como tachões refletores entre as pistas. Placas educativas de efeito moral ao longo da rodovia e informes também através de placas, sendo estas de numeração móvel, informando aos condutores, visitantes, turistas, o número de acidentes e mortes no ano, fixado nos postos da polícia rodoviária militar. Citando que no trecho, dos 300 km, contamos apenas com um posto, na cidade de São João da Aliança – GO.
O art. 14, da Lei Nº 14.408/2003, prevê que a AGETOP, após levantamentos de trechos nas rodovias, onde ocorrem altos índices de acidentes ou locais considerados de risco, deverá iniciar imediatamente serviços de melhorias, visando dar maior segurança aos usuários. Algo deve ser feito e é de suma importância a intervenção do MP. Acrescento aqui, o quantitativo de animais na pista e acidentes graves registrados, principalmente alguns quilômetros, após a ponte do Rio Paranã, território de Teresina de Goiás, sentido norte-sul.
Ressalta-se que é de relevância pública, inspeção, laudo técnico ao longo da via, ao qual o trecho entre Campos Belos e São João da Aliança, passou por pavimentação recentemente, contudo há trechos com desnível de pista, com acúmulo de água nessa época das chuvas, principalmente no território de Alto Paraíso de Goiás, configurando falhas na terraplanagem. Trechos com dissolução do material à água, resultando em buracos, podendo-se medir a fina camada e suspeitar da quantidade e qualidade do material utilizado. Outra observação, são as erosões da pista, por inexistência do meio-fio e os acabamentos entre as vias de acesso. Os trechos são desprovidos de pistas duplas para subidas e acostamentos.
Em tempo, cabe apurar o que foi previsto no contrato entre AGETOP e empreiteira em relação ao projeto de execução, repasses, qualidade e quantidade do material utilizado. Se obedeceu as normas vigentes e se efetivamente a obra foi concluída. Afinal, quem utilizou desse trecho, nessa época, não esquece das interdições, transtornos e morosidade para completar o trajeto. Dos acidentes com sequelas e vítimas fatais da tríade: imperícia, má sinalização e as britas soltas na pista.