quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Seis deputados do TO votam pela desfiguração das medidas contra a corrupção



Seis dos oito deputados federais do Tocantins aprovaram a desfiguração do projeto sobre as dez medidas de combate à corrupção. Entre eles, um dos parlamentares alvo da Operação Lava Jato, Lázaro Botelho (PP). 

A matéria, aprovada por 450 votos a 1 na noite dessa terça-feira, 29, será enviada ao Senado.

O plenário desfigurou completamente o relatório de medidas de combate à corrupção e tirou do texto pontos-chave, como a criminalização do enriquecimento ilícito, a criação do figura do "reportante do bem" — que recebe recompensa por denunciar ilegalidades —, o aumento do prazo de prescrição dos crimes e passar a contá-lo a partir do oferecimento da denúncia e não do seu recebimento, excluiu o acordo penal - onde a sanção possa ser negociada e aceita pelo autor do crime - e tira todas as regras sobre celebração de acordo leniência.

Do Tocantins, apenas a deputada Dulce Miranda (PMDB) não votou, porque não estava em Brasília, ma no Estado. 

Dos que estavam em Plenário, votaram para aprovar o projeto desfigurado: Professora Dorinha Seabra Rezende (DEM), Carlos Gaguim (PTN), Irajá Abreu (PSD), César Halum (PRB), Vicentinho Júnior (PR) e Lázaro Botelho (PP). Josi Nunes (PMDB) foi a única abstenção do Estado.

Confira nota da deputada Dulce Miranda:

"NOTA

Por virtude de compromissos no Estado, a deputada federal Dulce Miranda, vice-líder do PMDB na Câmara dos Deputados, não votou na apreciação das Medidas Contra a Corrupção. 

Entretanto, votaria pela sua aprovação. A parlamentar reafirma o seu compromisso com os eleitores tocantinenses no desempenho de um mandato em prol de melhorias para o Tocantins e seus cidadãos.

Assessoria de Comunicação da Deputada Federal Dulce Miranda"

fonte: CB

Depredações em Brasília: Não estou aqui para passar a mão na cabeça de malandros




"Caro amigo,

Já não lhe conheço mais. Cada dia o senhor se parece mais com o jornalista Cláudio Humberto. Se esse é o seu objetivo...parabéns". Doca.

O comentário acima é de um leitor, que está achando exageradas as críticas deste Blog aos movimentos que tomaram a Esplanada dos Ministérios na tarde e noite de ontem (29), em protesto contra a PEC do Teto do gasto público. 

Como sempre digo, não estou aqui para passar a mão na cabeça de malandros, seja de esquerda ou de direita. 

Da mesma forma que repudiamos, veementemente, toda forma de violência; crimes de colarinho branco, corrupção, as malandragens da classe política, a cultura ultrapassada e antiética do jeitinho brasileiro; os desmandos e a violência contra as minorias, denunciaremos também essa forma equivocada de se fazer política.

A cada dia me convenço que boa parte da sociedade brasileira é adepta dos regimes de exceção, seja eles de esquerda ou de direita. 

Acho que as lições da história mundial não foram suficientes ou leram mal, muito mal.  

O resultado é esse, das imagens, que não podem ser manipulado.   






Vídeo do Dia: Protesto contra PEC descamba para o quebra-quebra em Brasília




Ao menos 10 mil pessoas, ligadas a movimentos de esquerda, participaram de um tenso protesto nesta terça-feira contra a PEC (Projeto de Emenda Constitucional) que limita o gasto público da União por 20 anos. 

Caravanas de todo o Brasil, principalmente de estudantes universitários, movimentos sociais e sindicalistas, desembarcaram na capital federal e foram para a porta do Congresso Nacional. 

Não demorou muito e o que era para ser um protesto democrático e pacífico descambou para uma quebradeira geral. 

Paradas de ônibus, placas de sinalização e imóveis públicos foram depredados. 

Até carros particulares foram quebrados e incendiados. E tudo acabou em confronto com a Polícia. 

Este blogueiro esteve no local, por volta das 20h, acompanhou parte do protesto e fez o vídeo acima.  

Mas o pior de tudo é que os manifestantes só miravam a PEC 55 (do  teto orçamentário), em tramitação no Senado, e esqueceram que na Câmara os deputados estavam apreciando as 10 medidas contra a corrupção, que acabou sendo desfigurada pelos parlamentares. 

Não brandaram uma só palavra contra a Câmara e em apoio às medidas contra a corrupção. Por que será? 

Após a dispersão dos manifestantes que estavam em frente ao Congresso Nacional, um grupo de voltou a entrar em confronto com policiais na Esplanada dos Ministérios por volta das 18h50. 

O embate aconteceu nas proximidades do Ministério do Meio Ambiente e terminou rapidamente. Policiais do Distrito Federal avançam para a Esplanada e atuam com ação mais intensa para tentar isolar o grupo em frente à Catedral de Brasília.

A ação policial na Esplanada envolveu o uso da cavalaria, tropa de choque e bombas de gás. Manifestantes acusam a polícia de ter agredido uma das pessoas que invadiu o espelho d'água do Congresso, o que supostamente teria iniciado o conflito. Outra versão cita que o embate começou após alguns manifestantes terem virado um veículo estacionado nos arredores do Congresso Nacional.

Houve quebradeira dos edifícios públicos na Esplanada e equipamentos urbanos, como paradas de ônibus e lixeiras. Por outro lado, testemunhas afirmam que houve excesso dos policiais. Pessoas que se refugiaram atrás dos Ministérios que apenas aguardavam os ânimos se acalmarem foram atingidas por bombas de efeito moral.

Os manifestantes fizeram uma barricada com fogo em frente à Catedral e em alguns momentos eles dançam e entoando gritos de guerra contra a polícia. A polícia neste momento aguarda e alguns manifestantes que estavam em um carro de som dizem que há feridos e precisam de apoio para socorrê-los. Não se sabe o número de feridos.

Temer se posiciona

O presidente Michel Temer escalou o porta-voz Alexandre Parola para comentar as manifestações que acontecem na Esplanada. "O presidente Michel Temer repudia o vandalismo, a destruição e a violência de um grupo de manifestantes hoje em Brasília. A intolerância não é forma de expressão democrática e não pode ser instrumento para pressionar o Congresso", disse Parola.

Na mensagem, Parola destacou que o governo sempre esteve aberto ao diálogo e defende o direito às reivindicações. "Mas jamais transigirá com atos de destruição do patrimônio público e privado", afirmou. "O País não pode ser palco de atos que só disseminam o medo e a intimidação para as famílias e os cidadãos brasileiros."

O porta-voz também lamentou os ataques à imprensa e disse que a liberdade de imprensa "é um valor central em nossa democracia". "O presidente lembra que a mesma Constituição que garante a liberdade de manifestação, protege também a imprensa livre." Diferente de outras votações importantes, em que ficou no Palácio do Planalto até tarde, o presidente Michel Temer já foi para o Palácio do Jaburu.

Servidores

O aumento na intensidade dos protestos e da ação policial na Esplanada deixou servidores dos ministérios literalmente presos nos prédios. Funcionários que trabalham nos ministérios do Desenvolvimento Social, da Educação e da Cultura, segundo relatos obtidos pela reportagem, decidiram não deixar os prédios com receio de serem atingidos.

Alvo de protestos por conta das mudanças com do ensino médio, o Ministério da Educação, por exemplo, foi pichado. Garagens subterrâneas das repartições na Esplanada foram fechadas por precaução.

O MEC foi invadido e depredado por um grupo de 50 a 100 pessoas, algumas encapuzadas. Atearam fogo em pneus, em lixeiras, quebraram as entradas do ministério, caixas eletrônicos e câmaras de segurança. O ministro da Educação, Mendonça Filho, permanece no seu gabinete.

Cordões de isolamento

Numa ação para inibir os protestos, a PM fez dois cordões de isolamento na Esplanada. O primeiro, de acompanhamento e parado, é na altura da Rodoviária de Brasília, no início da Esplanada.

Por sua vez, o segundo grupo da PM avança a pé desde o espelho d'água no Congresso até a Catedral de Brasília. Essa ação visa dispersar e inibir os protestos. Os manifestantes reclamam também da truculência da ação policial que, dizem, deixou pessoas feridas.

Ampliação do Parque Chapada dos Veadeiros deve atingir cerca de 500 propriedades rurais



  
Em reunião com o secretário Vilmar Rocha (Secima) nesta terça-feira, dia 29, o governador Marconi Perillo deu o aval para a ampliação do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros em 90 mil hectares, um aumento de 150% em relação à área atual da unidade de conservação ambiental que é de 65 mil ha (a área passará para 155 mil ha). 

A decisão foi tomada após a exposição pelo secretário de documento elaborado pela Secima em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SED) e a secretaria-executiva do Conselho Estadual de Meio Ambiente.

Apesar de ser um Parque Nacional, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) aguardava o sinal verde do Governo de Goiás para o prosseguimento da ampliação da reserva porqueWilmar Rocha há vários conflitos e áreas não regularizadas na região. 


“Essa decisão reforça nossa posição que sempre foi a favor da ampliação do parque”, afirma o secretário Vilmar Rocha. 

“A nossa preocupação é somente de respeitar as condições legais e não cometer injustiças com essas pessoas que estão lá na região há décadas. Por isso, deixamos de fora, nesse primeiro momento, as áreas não regularizadas”, completa.

A proposta do Governo de Goiás que será encaminhada ao MMA recomenda a ampliação imediata do parque “somente nas áreas cujas matrículas foram validadas pelas ações discriminatórias já concluídas, ou seja, fora dos limites das terras já discriminadas de domínio do Estado e ainda não regularizadas”. 


Segundo levantamento da SED, 90 propriedades rurais precisam ser tituladas e, por isso, ficarão de fora da proposta do Governo.

“A ampliação baseada em apenas uma avaliação unilateral condenará toda a região e trabalho que vem sendo desenvolvido há décadas”, explica Vilmar Rocha. 


“Nossa decisão protege famílias e pequenas propriedades produtivas, muitas delas de subsistência, para evitar futuros problemas legais e de ordem fundiária, social e econômica”, acrescenta o titular da Secima.

A preocupação do governo se dá porque a proposta do MMA atingirá cerca de 500 propriedades rurais, desde assentamentos até grandes fazendas, com terras devolutas. 


Portanto, caso a ampliação do parque ocorra conforme a avaliação do ministério, essas famílias serão prejudicadas, visto que o processo indenizará apenas as benfeitorias, sendo as terras o único patrimônio dessas famílias. 

“Essa regularização é um problema legal que só o Estado pode resolver e é isso que queremos”, esclarece o secretário, garantindo que, após a regularização, uma nova ampliação do parque poderá ser realizada.

Criado em 1961, o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros atualmente protege uma área de 65 mil hectares do Cerrado. São diversas formações vegetais, centenas de nascentes e cursos d’água , rochas com mais de um bilhão de anos, além de paisagens de rara beleza, com feições que se alteram ao longo do ano. 


A reserva também preserva áreas de antigos garimpos, como parte da história local e foi declarado Patrimônio Mundial Natural em 2001 pela Unesco. Além da conservação, o parque tem como objetivos a pesquisa científica, a educação ambiental e a visitação pública.

 “O Governo de Goiás sempre entendeu e defendeu essa vocação ambiental e turística da região e nunca mediu esforços para garantir a preservação daquela área”, ressalta Vilmar Rocha, lembrando que, na região, o governo criou por meio do Decreto nº 5.419/2001 a Área de Proteção Ambiental de Pouso Alto, com 872.000 hectares. 


“É a maior do Estado e a segunda maior do País. E ela teve seu Plano de Manejo aprovado recentemente após um amplo processo com a participação do poder público e da comunidade local”, lembra.

Com o intuito de ampliar a preservação ambiental na região, Vilmar Rocha acrescenta ainda que o governo, através da Secima, também deve criar a Estação Ecológica da Chapada de Nova Roma, que protegerá uma área de aproximadamente 7 mil hectares de vegetação nativa. 


“A autorização para a criação desta unidade de conservação já está na Casa Civil em fase final de elaboração do decreto para sua publicação”, concluiu o titular da Secima.

Fonte: Governo de Goiás

Campos Belos: Curso de Letras promove I Seminário de Estágio Supervisionado do Curso de Letras

O Curso de Letras da UEG, unidade de Campos Belos (GO),  promove I Seminário de Estágio Supervisionado do Curso de Letras: Reflexões sobre a formação de professores de Língua Portuguesa, Língua Inglesa e Literaturas
Organização.



O evento começa nesta quinta-feira (1). De acordo com a professora JanneKelly Franco,  o estágio supervisionado é um momento singular na formação do professor. 

Período em que o acadêmico entra em contato com a sua profissão e campo de atuação – a escola. 

É importante que a prática de estágio seja organizada de modo a contribuir para o “aprender” a ser professor. Um espaço para refletir sobre a formação docente e as demandas da Educação Básica. 

Programação


Dia 01:


18:00 h - Avaliação do Estágio Supervisionado do Curso de Letras da Universidade Estadual de Goiás, Campus Campos Belos: Estágio Supervisionado em Literatura e Língua Portuguesa e Língua Inglesa. Prof. Especialista Luciana Nogueira (UEG).


19:00 h – Apresentação das experiências de Estágio Supervisionado 2016 – 3º ano do Curso de Letras


Dia 02: 


18:00 h - Palestra – O Estágio Supervisionado nas Diretrizes Curriculares Nacionais - Resolução CNE/CP n. 02/2015, de 1º de julho de 2015 . Prof. Especialista Luiz Marles Gonçalves (UEG)


19:00 h – Apresentação das experiências de Estágio Supervisionado 2016 – 4º ano do Curso de Letras


Finalmente: Governo de Goiás autoriza ampliação de 150% do terreno da Chapada


O Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros recebeu o aval do governo de Goiás para ser ampliado. 

O estudo prevê o crescimento de 150% da área da reserva. Hoje o espaço tem 65 mil hectares e pode passar para 155 mil ha. 

Inicialmente a previsão era de que o terreno chegasse a 249 mil ha, mas, segundo levantamento feito pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Goiás, há 90 propriedades rurais que ainda estão com terras não titularizadas e o governo poderia enfrentar problema judicial.

Caso as famílias que vivem ali tenham os terrenos regularizados, a proposta de chegar a 249 mil hectares pode ser resgatada. 

“Nossa decisão protege famílias e pequenas propriedades produtivas, muitas delas de subsistência, para evitar futuros problemas legais e de ordem fundiária, social e econômica”, destacou o secretário estadual de Cidades e Meio Ambiente (Secima),  Vilmar Rocha.

A recomendação do governo de Goiás é pela ampliação imediata do parque “somente nas áreas cujas matrículas foram validadas pelas ações discriminatórias já concluídas, ou seja, fora dos limites das terras já discriminadas de domínio do Estado e ainda não regularizadas”.

Agora o governador Marconi Perillo (PSDB) encaminhará a proposta ao Ministério do Meio AMbiente, já que o parque pertence à União. Caso o governo federal acate, o projeto pode ser transformado em decreto.

A decisão de Perillo foi tomada após exposição do documento elaborado pela Secretaria Estadual de Cidades e Meio Ambiente (Secima) em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e a secretaria-executiva do Conselho Estadual de Meio Ambiente.

O Parque Nacional da Chapa dos Veadeiros fica a 240km de Brasília. A região é conhecida no Brasil e no mundo como um polo de turismo com base na conservação da natureza. Desde a criação, em 1961, o parque perdeu quase 90% da área original.

Só no ano passado, o parque recebeu 56.630 visitantes, o corresponde a mais de oito vezes a população de Alto Paraíso (GO), principal cidade da região. O turismo injetou cerca de R$ 70 milhões na economia local.


Idas e vindas
 

O Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros surgiu em 1961, com uma área de 625 mil hectares (quase 10 vezes maior que o tamanho atual). 

Com o tempo, o então Parque Nacional de Tocantins foi perdendo espaço para a agricultura, a agropecuária e a ocupação populacional, por sua proximidade com Brasília, a nova capital. Em 1972, a reserva teve a área reduzida para 65 mil hectares e foi renomeado para Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros.

Quase três décadas depois, em 2001, a área de proteção aumentou para 230 mil hectares, dando ao parque o título de Patrimônio Natural da Humanidade, concedido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). 


Dois anos depois, no entanto, advogados entraram com um mandado de segurança contra a ampliação, alegando que não haviam sido feitos os estudos necessários e as audiências públicas. 

O Supremo Tribunal Federal (STF) anulou o decreto presidencial que ampliava a área e o parque teve o território novamente reduzido para 65 mil hectares.

Fonte: CorreioWeb

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Artigo: descontinuidade das políticas públicas é mal ao país


Eurides Borges,

A descontinuidade das políticas públicas em função de mudanças políticas e administrativas é um tema recorrente no Brasil. 

A cada período eleitoral ou quando há transição de gestores o tema vem à tona, pois surge a indagação se as políticas públicas em andamento continuação vigorando. 

A cada mudança política, e consequentemente administrativa, na estrutura do Estado, os governantes tendem a recomeçar do zero, descontinuando políticas importantes para os cidadãos, em nome, muitas vezes, da manutenção do clientelismo e personalismo político característicos do setor público brasileiro, que precisam apresentar soluções “inovadoras”, que tenham sua marca.

Tais mudanças manifestadas por meio de cortes nos orçamentos, remanejamento e substituição de servidores e de projetos,  interrupção de obras e serviços públicos, e troca de nome de programas comprometem a continuidade e a efetividade das políticas públicas, levando-as a um eterno recomeço, ao desperdício de recursos públicos, desmotivação das equipes envolvidas, tensão e animosidade entre técnicos estáveis e os que entram dos processos eleitorais.

Independentemente da troca de comando político, a discussão sobre a continuidade de políticas públicas deveria ser pautada em estudos de avaliação administrativa, que aferem o impacto e a eficácia dessas políticas, a fim de evitar a descontinuação daquelas que são importantes e eficazes para o bem da população.

Todavia, a avaliação de políticas públicas não é comumente utilizada pelos governantes e gestores. 

Primeiro, porque estes desconhecem a importância do processo avaliativo no ciclo das políticas públicas. Segundo, porque os recursos são escassos, e dá-se prioridade a outras despesas, especialmente, para manutenção da máquina pública.

É fato que tal interferência político-partidária tem tendência a diminuir conforme evolui o próprio modus operandi desse processo. 

Além do mais, a construção de uma burocracia estável e sólida a fim de garantir a continuidade das políticas públicas parece ser uma solução a ser buscada no Brasil, a exemplo do que ocorre em países como Estados Unidos, França e Inglaterra, que possuem estabilidade política, e onde não há mudanças significativas no corpo burocrático do Estado a cada mudança partidária.

Antes de tudo cabe aos governantes e gestores a responsabilidade pela identificação e continuidade das políticas públicas eficazes, e descontinuidade daquelas que não o são, reconhecendo a importância da avaliação administrativa nesse processo a fim de empregar os recursos públicos de maneira ética, transparente e eficiente.

Prefeito de Campos Belos emite nota de pesar pela tragédia com o avião da "Chape"


Narrador Deva Pascovicci também morreu na tragédia da Colômbia




O narrador Deva Pascovicci também morreu na tragédia da Colômbia. 

Ele estava em ascensão, assumiu os microfones da CNB e recentemente passou a narrar jogos para a TV.    

Pascovicci era um dos principais narradores da Fox. Mais uma perda lastimável, neste acidente que abalou o futebol mundial. 

Força "Chape"#


segunda-feira, 28 de novembro de 2016

"Liso" é morto a tiros no Setor Guaíra, em Taguatinga (TO)


O crime que pode ter sido um acerto de contas e aconteceu na manhã desta segunda feira (28).

Era 10h30 da manhã, quando Marcos Aurélio da Costa Silva, 18 anos de idade, foi surpreendido por um homem, que o alvejou com 5 tiros.

Segundo testemunhas, autor dos diparos chegou à Avenida Palmira, no Setor Guaíra, em uma caminhonete branca, junto com dois comparsas.

Ao avistar a vítima no quintal de uma residência, um dos homens desceu do veículo e efetuou os disparos.

Ele foi atingido por três tiros na cabeça, um na virilha e outro nas costas, morrendo no local.

Marcos Aurélio, que era conhecido como "Liso", tinha várias passagens pela polícia e era famoso na cidade por seus atos criminosos.

Ele teria completado 18 anos recentemente, mas há muitos anos vinha aterrorizando a cidade, com roubos e furtos a residências. 

O assassino fugiu na mesma caminhonete. Até o momento do fechamento desta matéria nenhum suspeito tinha sido identificado e preso. 

A Polícia Militar ainda continua em diligências.

A Polícia Civil investiga o caso e uma das linhas de investigação é de que o crime teria sido motivado por um acerto de contas.

Com informações do AMT

Vídeo do Dia: Reguffe diz que que caso Geddel é gravíssimo e que é inaceitável a mistura do interesse público com privado



Arraias (TO): PM registra aumento no índice de apreensões de armas de fogo




Como um dos órgãos integrantes das Forças de Segurança Pública, a Polícia Militar do Estado do Tocantins (PM) tem se destacado nas diversas áreas de sua atuação, seja na repressão à criminalidade, localização e recuperação de veículos furtados ou roubados, em ações voltadas à sociedade ou apoio no combate ao tráfico de entorpecentes.    

Empenhando todo o efetivo disponível e desenvolvendo estratégias para levar mais segurança ao cidadão tocantinense, a PM também tem obtido bons resultados no que tange à retirada de armas de circulação. 

Para ratificar essa afirmação, somente no final de semana de 25 a 27 de novembro foram apreendidas seis armas de fogo e 178 munições, sendo que um dos autores preso no município de Gurupi já possuía antecedentes criminais, o que demonstra um considerável índice de reincidência dos envolvidos.   

Por meio de levantamento realizado pela Assessoria de Estatísticas e Análises Criminais da Polícia Militar e Sistema Nacional de Estatística de Segurança Pública e Justiça Criminal foi constatado que houve um crescimento do número de armas brancas e de fogo apreendidas em 2016, nos meses de janeiro a outubro, num comparativo com o mesmo período do ano de 2015.    

Conforme os dados apurados foram apreendidas um total de 1131 armas, entre brancas e de fogo, o que representa um aumento de 21,48% no índice que apreensões em relação a 2015. 

Só armas de fogo, foram retiradas de circulação esse ano mais de 670 unidades dos mais diversos calibres em situação irregular ou na posse de pessoas não autorizadas, um aumento de 44,20%.  

Vale destacar que grande parte das apreensões de armas acontece durante as abordagens e averiguações a pessoas e veículos, sendo esta ação um fator importante na prevenção e combate à criminalidade.   

Para o Comandante Geral da Polícia Militar do Tocantins, coronel Glauber de Oliveira Santos, “a PM realiza um trabalho de extrema relevância na apreensão de armas de fogo e munições, o que contribui sobremaneira para o combate ao tráfico de entorpecentes e crimes a ele relacionados, e possui impacto direto na redução da criminalidade, que é o nosso foco enquanto encarregados de cumprir o que determina a Constituição Federal”, destaca o Comandante.

fonte: PMTO

É desesperador passar em pontos da GO-118


Por Nádia de Bona Porton,

A curva do caixão, no município de Teresina de GO e a curva da entrada do município de Monte Alegre de Goiás, são as mais críticas do trecho. Ambas são sinalizadas com as placas “curva acentuada”.

Todas as semanas, faço esse trajeto entre GO e DF e é desesperador ao passar nesses locais, em declives e ou curvas acentuadas, deparando no sentido contrário, com veículos em alta velocidade, desgovernados, engolindo a faixa em força centrífuga. 

Acredito que para esses trechos, necessitariam aumentar o quantitativo de sinalizações de distância, indicando a aproximação dessas curvas, combinado com o pavimento corrugado, aquelas arranhaduras na pista de efeito vibratório, que alerta e induz o condutor a diminuir a velocidade, bem como tachões refletores entre as pistas. 

Placas educativas de efeito moral ao longo da rodovia e informes também através de placas, sendo estas de numeração móvel, informando aos condutores, visitantes, turistas, o número de acidentes e mortes no ano, fixado nos postos da polícia rodoviária militar. Citando que no trecho, dos 300 km, contamos apenas com um posto, na cidade de São João da Aliança – GO. 

O art. 14, da Lei Nº 14.408/2003, prevê que a AGETOP, após levantamentos de trechos nas rodovias, onde ocorrem altos índices de acidentes ou locais considerados de risco, deverá iniciar imediatamente serviços de melhorias, visando dar maior segurança aos usuários. Algo deve ser feito e é de suma importância a intervenção do MP. 

Acrescento aqui, o quantitativo de animais na pista e acidentes graves registrados, principalmente alguns quilômetros, após a ponte do Rio Paranã, território de Teresina de Goiás, sentido norte-sul. 

Ressalta-se que é de relevância pública, inspeção, laudo técnico ao longo da via, ao qual o trecho entre Campos Belos e São João da Aliança, passou por pavimentação recentemente, contudo há trechos com desnível de pista, com acúmulo de água nessa época das chuvas, principalmente no território de Alto Paraíso de Goiás, configurando falhas na terraplanagem. 

Trechos com dissolução do material à água, resultando em buracos, podendo-se medir a fina camada e suspeitar da quantidade e qualidade do material utilizado. 

Outra observação, são as erosões da pista, por inexistência do meio-fio e os acabamentos entre as vias de acesso. Os trechos são desprovidos de pistas duplas para subidas e acostamentos. 

Em tempo, cabe apurar o que foi previsto no contrato entre AGETOP e empreiteira em relação ao projeto de execução, repasses, qualidade e quantidade do material utilizado. 

Se obedeceu as normas vigentes e se efetivamente a obra foi concluída. Afinal, quem utilizou desse trecho, nessa época, não esquece das interdições, transtornos e morosidade para completar o trajeto. 

Dos acidentes com sequelas e vítimas fatais da tríade: imperícia, má sinalização e as britas soltas na pista. 

Temer, ministros e políticos, entre eles Pedro Chaves (PMDB/GO), ainda não caíram na "real"


O presidente da República, Michel Temer, fez acordo com os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), de fazerem um pronunciamento conjunto neste domingo (27) contra a proposta de anistia do crime de caixa dois.

A decisão veio depois da ampla repercussão negativa, principalmente pelas redes sociais, da intenção dos parlamentares de agirem por debaixo dos panos e anistiarem o caixa 2. 

Um deles foi o deputado federal Pedro Chaves (PMDB/GO) - pensou que iria passar desapercebido -  que votou sim no requerimento de urgência da matéria.

A emenda a ser incluída livra de acusação criminal políticos acusados de caixa dois até agora. Foram 312 votos favoráveis e 65 contrários. Apenas PSOL e REDE fecharam questão no 'não'. 

Ontem, em meio a explicações sobre o caso Geddel, Marcelo Calero e sobre a possibilidade do Congresso aprovar uma absurda anistia em favor deles mesmos, uma coisa ficou clara:

A coletiva foi uma forma de pedir pelo "amor de Deus ao povo", para que não invada o Congresso Nacional, como ainda está se cogitando nas redes.  

Uma coletiva convocada pelos chefes dos três poderes nunca tinham acontecido na história do país. 

A presidente do STF, Carmém Lúcia, não participou. 

Temer está cada vez mais perdendo apoio popular e o impeachment dele não está descartado. 

Parece que ele, seus ministros e os congressistas ainda não compreenderam a "real".

Novela entre Saneago e prefeitura de Campos Belos parece que não tem fim


A novela entre a Saneago e a prefeitura de Campos Belos (GO) parece que ainda não terminou. 

Hoje recebemos a imagem de mais um capítulo dessa história. 

Esse veículo atolou em uma das ruas do setor Bom Retiro, dentro de um buraco no meio do asfalto, que parece ter sido feito pela concessionária do serviço de água e esgoto do estado (Saneago). 

Essa novela de empurra-empurra tem se prolongado a vários anos. 

A prefeitura ou o estado faz a pavimentação das ruas. Para consertar vazamentos de canos, a Saneago arromba o asfalto, faz o buraco, estanca a sangria da rede e deixa a sujeira para a prefeitura, que nada faz. 

A Saneago, em outra oportunidade, já informou ao Blog que faz corriqueiramente repasse de verbas para a prefeitura refazer o asfalto. 

A briga entre as instituições não termina nunca e quem paga o pato, duas vezes, é o cidadão, o contribuinte: primeiro com o imposto, depois com o prejuízo (do carro, do tempo perdido, da raiva, da indignação).

Até quando os órgãos públicos de nosso país vão continuar a atuar assim? 


Marcelo Miranda, governador do Tocantins, é alvo da PF, que investiga esquema que teria desviado R$ 200 milhões


A Polícia Federal deflagrou, nesta segunda-feira, 28, a Operação Reis do Gado, com o objetivo de desarticular uma suposta organização criminosa que atuava no Tocantins praticando crimes contra a administração pública e promovendo a lavagem de capitais por meio da dissimulação e ocultação dos lucros ilícitos no patrimônio de membros da família do governador do Estado. 

A operação tem entre os alvos o governador Marcelo Miranda (PMDB). Foi apurado que o grupo movimentou mais de R$ 200 milhões em lavagem de dinheiro. 

Outro alvo, o secretário de infraestrutura, Sérgio Leão, teria sido preso. Dois empreiteiros também estariam sendo conduzidos coercitivamente para a sede da PF para depoimentos. 

Também haveria mandado de prisão contra a irmã de Marcelo, Maria da Glória Carvalho Miranda.

Participam da operação cerca de 280 policiais federais. Ao todo estão sendo cumpridos 108 mandados judiciais expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) sendo, oito mandados de prisão temporária, 24 de condução coercitiva e 76 de busca e apreensão nas cidades de Palmas e Araguaína no Tocantins, Goiânia, Brasília, Caraguatatuba (SP) Canãa dos Carajás, Redenção, Santa Maria, São Felix do Xingu e Sapucaia, no PA.

Policiais foram à casa do governador, na quadra 404 Sul, em Palmas, mas ele não estava na residência. Um chaveiro chegou a ser chamado para abrir a porta. A polícia cumpre mandados também na casa do pai de Marcelo, o ex-secretário de Infraestrutura Brito Miranda, para quem haveria ainda mandado de condução coercitiva, e de irmãos do governador.

Fraude de licitações

A investigação apontou um suposto esquema de fraudes em contratos de licitações públicas com empresas de familiares e pessoas de confiança do chefe do executivo estadual, que teria gerado enorme prejuízo aos cofres públicos. As autoridades identificaram, até o momento, um montante de mais de 200 milhões de reais efetivamente lavados.

A ocultação do dinheiro desviado ilicitamente era feita por meio de transações imobiliárias fraudulentas, contratos de gaveta e manobras fiscais ilegais dentre os quais a compra de fazendas e de grandes quantidades de gado. Parte do valor teve por destino a formação de caixa dois para campanhas realizadas no Estado.

"Chamou atenção dos policiais o volume de algumas transações financeiras do grupo que, pela sua desproporcionalidade, denotam claramente a intenção de dissimular as vultosas movimentações ilícitas do grupo”, afirma nota d PF. 

Em um dos casos foi identificada um contrato de compra de gado cujo volume, segundo a perícia realizada, não caberia sequer dentro da propriedade onde pretensamente deveriam se encontrar o rebanho. Essa técnica foi apelidada pelos investigadores como “Gados de Papel”.

Em outro caso, um contrato de prestação de serviços entre o governo e uma empresa de transportes aéreos alcançou valores tão exorbitantes que, sendo dimensionadas em horas de voo, obrigariam os aviões a serem abastecidos no ar para que se pudesse suprir o valor integral do contrato.

Os investigados responderão pelos crimes de lavagem de dinheiro, peculato, corrupção passiva, fraudes à licitação e organização criminosa.

O nome da operação “Reis do gado” foi dado em razão dos principais investigados serem grandes pecuaristas no Estado do Pará e o gado era a destinação de grande parte do dinheiro desviado, onde se operava verdadeira lavagem de dinheiro.

Esta é a terceira grande operação da PF no Estado desde o dia 13 de outubro, quando a Ápia foi deflagrada, com a prisão do ex-governador Sandoval Cardoso, para investigar desvios de recursos públicos em obras de pavimentação e terraplanagem no Estado. 

No dia 10 de novembro foi a vez do prefeito de Palmas, Carlos Amastha, ser alvo da Operação Nosotros, que apura suposta fraude envolvendo o processo de licitação para construção do BRT na Capital, no valor aproximado de R$ 260 milhões, e pressão que estaria ocorrendo contra propriedades de áreas. 

Com informações da Ascom da PF

domingo, 27 de novembro de 2016

Seu dinheiro: PF divulga imagens da lancha usada por Sergio Cabral



A Polícia Federal divulgou imagens da lancha que era usada pelo ex-governador do Rio Sergio Cabral (PMDB), apreendida na operação Calicute, desencadeada dia 17. 

Cabral e nove colaboradores de um esquema milionário de recolhimento de propina de empreiteiras estão presos. 

Batizada de Manhattan, a lancha tem 75 pés e era utilizada com frequência por Cabral e sua família em passeios por Mangaratiba, no Sul Fluminense, mas não estava registrada em seu nome, segundo a PF.

O ex-governador é acusado de chefiar organização criminosa que recebeu pelo menos R$ 224 milhões das construtoras Andrade Gutierrez e Carioca Engenharia, que participaram de obras de vulto, como a reforma do Maracanã para a Copa de 2014, o Arco Metropolitano e o PAC das Favelas. 

Suspeitas, as relações dele com outras grandes empreiteiras, como Odebrecht, Queiroz Galvão, OAS e Camargo Corrêa, já estão sendo investigadas.

Sebrae faz curso “Atendimento ao Cliente” em Campos Belos (GO)



O Sebrae Goiás promove o curso “Atendimento ao Cliente”, que vai ser realizado gratuitamente em Campos Belos, no nordeste goiano, nos dias 28/11 e 02/12.

O evento é em parceria com a CDL de Campos Belos e com o IF Goiano – Campus Campos Belos.

O curso terá inicio no dia 28, as 19hs, no campus do IF goiano Campos Belos, e é gratuito.

Informações e inscrições pelo telefone (62) 3451-1825 – CDL.

Chapada dos Veadeiros vai cobrar ingressos. Ministro do Meio Ambiente autoriza concessão


Durante o evento “Parques do Brasil” que discute a gestão e o futuro dos parques públicos do País, na quinta-feira (24) em São Paulo, o ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho, anunciou que pretende até o final deste ano, iniciar concessões privadas dos parques nacionais de Brasília, da Chapada dos Veadeiros e do Pau Brasil (Bahia).

A previsão é que na Chapada dos Veadeiros será aberta a concessão para cobrança de ingresso, transporte interno, acampamento e loja de conveniências. Em Brasília, terá abertura de cobrança de ingresso, estacionamento, loja de conveniência, lanchonete, aluguel de bicicleta e centro de visitantes com auditório e espaço para eventos. 

Já no Parque do Pau Brasil, terá cobrança de ingresso, estacionamento, acampamento, lanchonete empório, tirolesa, arvorismo e transporte interno.

O ministro afirmou que nos próximos dois anos quer “consolidar a moldura institucional e um marco regulatório para desenvolver uma infraestrutura robusta de visitação, com zoneamento menos restritivo às atividades de visitação e mais amigável ao público”. 

Esse modelo já existe nos parques do Iguaçu, da Tijuca, da Serra dos Órgãos e de Fernando de Noronha.

De acordo com Sarney, o projeto possibilitaria melhores condições para o estabelecimento de pequenos e grandes negócios, como acampamentos, alojamentos, pousadas e hotéis, além de lojas, lanchonetes, restaurantes e circuitos para atividades físicas a fim de “atingir um novo patamar de desenvolvimento e de gestão das unidades de conservação”.

Em tempos de crise, o ministro também falou sobre o suporte financeiro que a concessão traria. 

“(Fazer a concessão) é importante porque estamos em um momento em que os investimentos do governo federal praticamente não existem. Precisamos de parcerias. Como isso é feito em muitos países com muito sucesso, nós estamos aqui nos associando com a iniciativa privada”, afirmou.

Sarney ainda falou sobre os problemas nos parques da Chapada dos Guimarães e da Serra da Capivara, devido a falta de repasse para o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). 

“É um problema que estamos enfrentando e já superando. Primeiro as verbas orçamentárias foram recompostas, tanto do ICMBio quanto do Ibama. Estávamos sem dinheiro para combate a desmatamento, sem dinheiro para combate a queimadas, e isso tudo foi superado”, disse. Ele ainda completou. 

“Hoje temos a recomposição desses recursos. Mas é preciso inovar. Não dá só para o governo sozinho fazer o uso dessas unidades de conservação. Quanto mais parceria, melhor. E a iniciativa privada tem muito mais know how, mais competência para utilizar, investir do que o poder público. A verba para vigilância foi retomada”.

Segundo o presidente do ICMBio, Ricardo Soavinski, há um déficit orçamentário no instituto de cerca de R$ 60 milhões. 

“Temos um volume de contratos que vão além do orçamento do instituto, então não temos como renová-los se não tivermos um orçamento suplementar, porque senão vai representar crime de responsabilidade fiscal. 

Nós pedimos um acréscimo do orçamento, o Ministério do Planejamento está estudando a disponibilização dessa verba. É bem possível que essa questão se resolva ainda entre esta semana e a próxima e volte a normalidade dentro das unidades de conservação”.

Soavinski falou também que estão sendo feitos estudos de viabilidade para concessão em pelo menos mais 12 unidades de conservação, como o parque da Serra da Bocaina, Lençóis Maranhenses e Chapada dos Guimarães.

Fonte: O Popular

Monte Alegre de Goiás, Cavalcante e outras 15 cidades em alerta por surtos de zika, dengue e chikungunya


O estado de Goiás tem 17 cidades em situação de alerta por causa de surtos de doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, como dengue, chikungunya e zika, de acordo com o Ministério da Saúde. 

Segundo o órgão, os dados constam no Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) 2016, que traça um panorama das doenças em todo o país.

O ministério diz que, atualmente, o levantamento é feito de forma voluntária nos municípios. 

Em Goiás, além de Goiânia, que está entre nove capitais do país em alerta, também aparecem na mesma situação as cidades de Cavalcante, Caiapônia, Gameleira de Goiás, Monte Alegre de Goiás, Nova Glória, Novo Brasil, Planaltina, Paranaiguara, Pilar de Goiás, Porteirão, Rialma, Rianápolis, Rio Verde, Rubiataba, São Luiz do Norte e Santo Antônio da Barra.

Dados da Secretaria Estadual de Saúde (SES) apontam que, do início do ano até agora foram notificados 147.663 casos de dengue no estado, sendo que 69.425 foram confirmados. 

Os dados representam uma queda de 18,35% na comparação com 2015, quando o estado bateu o recorde, com 189.421 notificações e 95.700 confirmações.

Já sobre a zika, segundo a SES, foram confirmados 5.432 casos nos últimos 12 meses, contra 49 confirmações em 2015, quando a primeira notificação ocorreu no mês de dezembro daquele ano.

Do início do ano até agora, foram confirmados 22 casos de chikungunya em Goiás, sendo que 17 casos foram importados de outras cidades e 5 autóctones registrados em Goiânia. No ano passado, foi apenas um caso confirmado, que também foi importado.

A secretaria destacou, em nota, que “está mobilizado nas ações de combate ao Aedes, de uma forma mais intensa, desde novembro de 2015, quando da decretação de situação de emergência nacional”.

Segundo o órgão, “nesse período está acontecendo, nos 246 municípios do estado, a Operação ‘Goiás Contra o Aedes’, em parceria com o Corpo de Bombeiros. 

Com as atividades, foram realizadas 16 milhões de visitas domiciliares pelos agentes de endemias, comunitários de saúde e voluntários, que realizam inspeções nos domicílios e orientações aos moradores. No total, foram eliminados mais de 107.000 focos de Aedes nesses 12 meses de operação”.

A SES destacou, ainda, que até o momento já foram registradas 950 mil visitas somente em novembro, sem contar com as visitas de Goiânia que são computadas a parte em um sistema próprio do município.

Fonte: G1

Polícia Civil investiga morte de ex-candidato a vereador de Aliança do Tocantins


A Polícia Civil (PC) está investigando a morte de um ex-candidato a vereador em Aliança do Tocantins, na região sul do estado. 

Roberto Carlos Antônio de Santana, conhecido como Betim, de 40 anos, foi encontrado morto, por volta das 5h40 desta quinta-feira (24), na zona rural do município.

Roberto Carlos trabalhava como motorista o transporte escolar. 

Na última quinta, como fazia todos os dias, ele deveria ir buscas as crianças que moram em fazendas e levá-las para escolas na cidade. 

Contudo, Betim não apareceu. Diante do fato, um fazendeiro se encarregou de transportar alguns alunos. No caminho, ele encontrou o corpo do motorista.

Betim foi morto com pelos menos três tiros. Um deles atingiu a nuca da vítima. O corpo estava ao lado do veículo que Roberto Carlos usava para transportar estudantes. 

A Polícia Militar informou que moradores da região disseram ter ouvido disparos durante a madrugada. A PM chegou a fazer buscas nas proximidades, mas até a conclusão deste texto, nenhum suspeito foi preso ou identificado. 

Como nenhum pertence da vítima foi levado, a Polícia Civil trabalha com a hipótese de execução. O motivo, porém, ainda é desconhecido.

Roberto Carlos disputou uma vaga na Câmara Municipal de Aliança pelo PPS e obteve a suplência com 71 votos. 

Fonte: Rede

Polícia Militar realiza 1ª Caminhada da Saúde em Taguatinga (TO)



A 1ª Companhia Independente da Polícia Militar de Arraias (TO), juntamente com os militares e familiares do 3º Pelotão Operacional de Taguatinga, realizou na na última quinta-feira (24) a 1ª Caminhada da Saúde do Projeto Viver Bem, com o slogan “Saúde e qualidade de vida para nossos policiais militares e família”.

A caminhada teve início na frente da sede do 3º Pelotão na Rua Espírito Santo, passando pelas principais praças da cidade com chegada na sede da Associação dos Militares.

Um pouco antes do evento, técnicos da saúde realizaram nos participantes alguns testes preliminares como teste de glicemia e pressão arterial. 

Durante todo o percurso equipe de saúde com veículo apropriado deram apoio aos participantes. Após a chegada foram servidos alimentos naturais que teve acompanhamento de uma nutricionista.

O objetivo visa o estímulo à realização de exercícios físicos e promoção à saúde.

Além do estado, o Projeto Viver Bem contou com o apoio do Banco do Brasil, Poder Judiciário, Prefeitura Municipal de Arraias, Ministério Público do Estado do Tocantins, Hospital Regional de Arraias e Clínica Taguatinga.

Fonte: site AMT

Evento em Taguatinga (TO) ajuda hospital de Câncer de Barretos (SP), um dos melhores do país


sábado, 26 de novembro de 2016

Arraias (TO) recebe o II Encontro de Educação de Campo da UFT e o I Simpósio de Educação Musical e Artes Visuais na Educação do Campo


Debater as experiências da Educação no Campo, vinculando-a aos conteúdos das Artes Visuais e da Educação Musical e traçar metas para a formação dos alunos são alguns dos temas do II Encontro de Educação no Campo. 

O evento acontece nos dias 29, 30 de novembro e 1º de dezembro, no campus da UFT - Arraias (TO) e vai reunir especialistas de renome nacional na área de educação no campo, educação musical e artes visuais.

A palestra de abertura vai ocorrer na Câmara de Vereadores da cidade,  na manhã do dia 29 de Novembro, com a palestra de abertura do professor doutor Luiz Bezerra Neto (UFSCAR);;

Ele vai falar sobre "A presença do Marxismo na formação do educador brasileiro".

Às dez horas, a primeira mesa-redonda traz o tema  "Interculturalidade, Luta Política e Movimentos Sociais, com o os professores doutores Alexandre Martins Araújo (UFG) e José Roberto (UFMS), com mediação do do professor doutor George Coelho. 



A programação segue até o dia primeiro de dezembro. Confira a íntegra da programação.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Polícia Civil diz que surto psicótico motivou atentado em Itumbiara. Uma das vítimas foi o vice-governador de Goiás



Um surto psicótico-etílico e mania de perseguição motivaram o atentado cometido pelo servidor público Gilberto do Amaral contra o candidato a prefeito de Itumbiara, José Gomes da Rocha, e do cabo da Polícia Militar, Vanilson João Pereira, ocorrido em 28 de setembro deste ano. 

É o que conclui relatório da Operação Paranaíba, da Polícia Civil, em apresentação realizada no Fórum de Itumbiara, nesta sexta-feira (25).


A Polícia Civil também concluiu que o autor do atentado agiu sozinho. As investigações apontaram que não houve rixa por conta de disputa de terras, nem agressão ou perseguição a Gilberto por parte do então candidato à Prefeitura de Itumbiara, Zé Gomes.


Duas pessoas ficaram feridas no atentado, entre elas o vice-governador e secretário de Segurança Pública e Administração Penitenciária de Goiás (SSPAP), José Eliton e o ex-secretário de comunicação de Itumbiara, Célio Rezende.


O delegado Douglas Pedrosa, responsável pela operação, afirma que a Polícia Civil acredita “que, dentro da mente do Gilberto, ele se sentia perseguido, independente de ter ou não motivo para isto”, afirma. 


“Ele era uma pessoa conturbada e de caráter duvidoso, que cometeu um ato de barbárie contra pessoas de bem”, diz. “As provas que nós coletamos durante o período de investigação nos apontam para este desfecho”, conclui.


O prefeito eleito de Itumbiara, Zé Antônio, destacou os esforços das investigações, mas observa que “infelizmente, não trará de volta o Zé Gomes e o cabo Vanílson ao nosso meio”, afirma. 


“O traço psicótico, estimulado pela ambientação em que o Gilberto vivia, o estimulou ao extremo, à barbárie, que ceifou a vida de pessoas importantes para a nossa sociedade”, diz.


De acordo com a PC, Gilberto do Amaral tomava o remédio Anfepramona, utilizado para emagrecimento desde 2004, e o misturava com álcool. O delegado Douglas Pedrosa afirma que “isto fazia com que ele ouvisse vozes”. 


O surto, aliado a uma série de circunstâncias variadas, também motivou o atirador a cometer a barbárie, aponta o comandante da força-tarefa.


Motivações


A primeira peça deste complexo quebra-cabeça que culminou no atentado em Itumbiara foi iniciada anos antes, quando Gilberto ouviu um boato de que seria transferido para ser coveiro no cemitério municipal. 


As investigações apontam que esta situação não ocorreu, mas que, na lógica de Gilberto, seria orquestrada por Zé Gomes.


Em sequência, anos após, em fevereiro de 2016, Gilberto começou a trabalhar com um político adversário de Zé Gomes. Em julho, este candidato foi vítima de um assalto na cidade. 


Na época, surgiram boatos de que o crime teria sido orquestrado por Zé Gomes. “Isto foi desmentido, mas o Gilberto, com a sua mania de perseguição, acreditava que o assalto foi encomendado pelo ex-prefeito”, analisa Douglas.


Mais uma peça surge em agosto, quando Gilberto foi trabalhar com a camiseta de um adversário político, e o seu chefe imediato pediu para que trocasse de roupa, devido ao impedimento legal em repartição pública. 


No dia seguinte, de acordo com Douglas Pedrosa, o autor do atentado faltou ao emprego na prefeitura e teve o ponto cortado. Nesta situação, Gilberto pediu para ser transferido da pasta.


Posteriormente, ele se arrependeu da transferência e pediu para seguir no mesmo cargo e local. “A partir dali, já havia sido iniciado o trâmite legal do pedido, o que irritou o Gilberto”, diz Douglas Pedrosa. 


Esta situação foi mais uma peça para que o autor do atentado seguisse acreditando que era perseguido por Zé Gomes.


Em 15 de setembro, em conversa com amigos em um bar de Itumbiara, ele afirmou que, mesmo que Zé Gomes fosse eleito, ele não assumiria a prefeitura, causando estranheza para quem ouviu o desabafo. Em 27 do mesmo mês, um dia antes do atentado, confidenciou que poderia cometer um crime e fugir para o Tocantins, mas sem especificar quem seria a vítima.


No mesmo dia, ele foi até Araporã, cidade mineira e vizinha de Itumbiara, e testou sua pistola, adquirida de maneira ilegal. Na manhã do dia 28, às 7h, Gilberto saiu para comprar remédios, mas não conseguiu o produto, o que o frustrou profundamente. 


Por volta das 14h20, teve outra discussão com um aliado político do Zé Gomes. “Foi dito para ele que a eleição já estava ganha e que a carreata seria da vitória”, conta o Douglas Pedrosa.


Após o incidente, Gilberto seguiu até o comitê de campanha do candidato em que trabalhava na época. Lá, conversou com integrantes no local e partiu para sua residência, aonde pegou o Siena, propriedade de seu filho, veículo utilizado para cometer a barbárie.


A Polícia Civil destaca que Gilberto agiu, naquele momento, por impulso, já que deixou o celular em casa e carregando, tinha pouco dinheiro no bolso e o tanque do carro não estava cheio – todos indícios de que não poderia fugir. 


“Esta situação também denota que agiu como suicida. Ele sabia que não iria sair vivo daquela situação”, conclui Douglas Pedrosa.


Zé Gomes não agrediu


A linha de investigação também descartou duas possíveis motivações. A primeira seria uma suposta briga e agressão contra Gilberto, cometidas por José Gomes da Rocha e um segurança. 


“Este boato se tornou forte dias após o atentado. Não há nenhuma prova que isto tenha acontecido”. O outro entrevero seria por conta de uma suposta briga por terras, que também foi descartado por não haver nenhum indício


No atentado, José Eliton levou tiros na região do abdômen, passou por cirurgia no Hospital Municipal de Itumbiara, foi transferido para o Hospital de Urgências Governador Otávio Lage Siqueira (Hugol), em Goiânia, onde recebeu alta dias depois.


À época, o vice-governador afirmou que “a atuação dos demais policiais foi fundamental”. Segundo observa, “eles foram para o enfrentamento, inclusive, colocando a sua vida na proteção dos demais que estavam ali”. Para ele, “se os policiais não tivessem conseguido abater aquele homem insano, teria tido uma tragédia muito maior naquele episódio”.


A força-tarefa da Operação Paranaíba envolveu 14 delegados de polícia da especializada e de delegacias circunscricionais, além de agentes policiais de várias unidades, totalizando aproximadamente 80 profissionais. 


Em quase dois meses de investigações, mais de 90 oitivas e 20 laudos periciais foram realizados para descobrir as causas do atentado do dia 28 de setembro que levou à morte o então candidato à prefeitura de Itumbiara. 


Num inquérito, as investigações buscaram a materialidade, a autoria e a motivação do crime. No caso do atentado de Itumbiara, a materialidade e a autoria já estavam definidas no momento de instauração do inquérito. Por isso, as investigações buscaram a motivação do atentado.  


Fonte e texto: Mais Goiás