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quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Dedo na ferida: moradores e comerciantes ribeirinhas de Campos Belos limpam córrego por conta própria



As chuvas estão chegando no nordeste de Goiás e sudeste do Tocantins.  

É época também de grandes trovoadas e de grandes enchentes. 

Para se precaver dessas intempéries, comerciantes e moradores ribeirinhas de Campos Belos resolveram realizar um serviço que era obrigação da prefeitura: a limpeza de córregos e riachos. 

Numa cabeça de ponte, na rua do comércio, uma das principais da cidade, uma máquina trabalhou por horas a fio, sob contrato dos moradores e comerciantes, e retirou toneladas de lixo e matagal do local. 

A queixa é de que o serviço deveria ter sido feito pela prefeitura de Campos Belos, que não tomou as devidas providências. 

Dedo na ferida

Vou meter o dedo na ferida. 

Por óbvio, a prefeitura deve ser responsabilizada. É claro. Mas culpa não é só dela. 

A culpa também é de grande parte dos cidadãos da comunidade, que em pleno século XXI, ainda não conseguiu mudar certos comportamentos, inclusive de educação mesmo, e descarta lixo em qualquer lugar. 

Desde bituca de cigarro, papel de balas e picolés, até grande volumes de lixo, bichos mortos e restos de ossadas. 

Os moradores querem é se livrar do lixo, jogando em qualquer lugar. 

Mas o lixo cobra o seu preço. O ambiente devolve a conta. 

Os descartes se dirigem para os córregos e rios do município e sai contaminando tudo, além de entupir boeiros, pontes e canaletas. 

Os próprios moradores e comerciantes ribeirinhas também são culpados.

Eles construíram suas edificações às margens dos riachos e até por cima das pontes.  

Ou seja, invadiram o espaço natural das águas, que quando veem com as fortes chuvas, cobram o seu preço, invadindo, destruindo, causando sofrimento e prejuízos financeiros. 

Passou da hora de a comunidade de Campos Belos rever alguns comportamentos ambientais. 

Não só exigindo da prefeitura mais eficiência e eficácia em suas atribuições, como também cobrando mais políticas públicas como a coleta seletiva de resíduos sólidos; coleta de óleo de cozinha e de óleos automotores, assim como o replantio de mata ciliares. 

E os cidadãos precisam também fazer a sua parte. 

A primeira dela é respeitar o meio ambiente. A outra, é mais difícil, mas necessária: mudar comportamentos.    

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