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quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Câmpus da UFT de Arraias inicia curso de extensão para formação de estudantes quilombolas


Quarenta estudantes quilombolas dos cursos de graduação da Universidade Federal do Tocantins (UFT), Câmpus de Arraias, participam do curso de extensão Formação de Estudantes Quilombolas: Ancestralidade, Cultura, História e Identidade, que teve seu início no sábado (27). 

O objetivo principal do curso consiste em fortalecer a identidade afrodescendente dos estudantes quilombolas do Câmpus Arraias/UFT e contribuir com a implementação da Lei 10.639, promulgada em 2003.

O curso aborda uma reflexão crítica relacionada à história e cultura africana e afro-brasileira. 

O conteúdo abarca o estudo de história da África e dos quilombolas, a luta dos negros no Brasil, a cultura quilombola, o negro na formação da sociedade nacional, recuperando a contribuição do povo negro nas áreas social, econômica e políticas pertinentes à História do Brasil.

"Estudar sobre a história dos africanos e afrodescendentes é importante para desconstruir a imagem negativa que está inculcada em nosso imaginário de um continente que só existem violência, pobreza e miséria e, na verdade, é um continente milenar riquíssimo, berço das grandes civilizações, com diversos países e culturas elaboradas. 

Por isso, é necessário conhecer a história dos povos africanos que foram excluídos dos livros didáticos e reconhecer a beleza e a contribuição dos africanos na formação do povo brasileiro", destaca a coordenadora do curso, professora Noeci Carvalho.

Para o acadêmico do curso de Biologia EaD da UFT, Lourivaldo dos Santos, e participante do curso de extensão, "esse ensino é importante porque apresenta uma base teórica capaz de propor uma dinâmica de debates para a reflexão sobre as relações raciais na formação social do povo brasileiro", pontua.

O curso será oferecido em nove encontros, aos sábados. 

A última atividade do curso culminará no mês de novembro com a Semana da Consciência Negra, com atividades culturais organizadas pelos estudantes, coordenação de assistência estudantil e professores.

Fonte: UFT

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