Banner 1

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

A metáfora de ser poeta


Por Júnio Miguel da Costa

Ao tocar a pena no pote de tinta
Abarco o universo em meu mundo fechado.

Este é meu robe, meu fetiche, minha sina;
Mas também meu peso, minha culpa e meu fardo.

Rogo que tire-me tudo o que puder,
As riquezas, ou mesmo minha amada.

Todavia deixe-me a pena, as palavras e a fé;
Pois sem tais não serei mais nada.

Mas não comova-se por minhas histórias benditas,
São sonhos, dramas, sonhos e devaneios.

Sou apenas um usuário da maravilhosa escrita
Exercendo meu papel de incômodo mensageiro.

Já pude ser rico, mas também moribundo,
Vagando em fantasias e sem metas.

Já pude ser nobre, dono do mundo.
Mas nunca passei de um simples poeta.

Um comentário:

Junia J, Garcia Junia disse...

Acompanhei a tessitura desse poema, acompanhei a formação do poeta. O poema é tão perfeito quanto o dono. Parabéns! Continuo esperando o livro, Junio!