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segunda-feira, 13 de junho de 2016

Vendedor inventa sequestro relâmpago para salvar casamento após passar a noite na ‘farra’ no DF


Um homem de 39 anos, morador de Taguatinga (DF),inventou à Polícia Civil que havia passado mais de 15 horas nas mãos de bandidos entre o começo da noite de sexta-feira (10) até a manhã de sábado (11). 

Tudo, no entanto, não passava de uma mentira para “salvar” o casamento dele. 

Segundo o site Metrópoles, após ser pressionado pela polícia, o vendedor Valdenir Freitas de Araújo confessou ter inventado toda a história após ter passado a noite na farra com uma mulher e amigos no fim de semana. 

Ele teria inicialmente contado que foi abordado e rendido por três desconhecidos próximo a um poso de gasolina, mas a mentira não resistiu ao depoimento. 

Ele confessou, nesta segunda-feira (13/6), à Polícia Civil, que inventou tudo porque havia ficado a noite fora de casa, na farra, e queria “salvar” o casamento.

O vendedor chegou a contar que foi vítima de sequestro relâmpago depois de ter sido abordado e rendido por três desconhecidos às 19h30 de sexta (10), em um cruzamento próximo a um posto de gasolina do Setor Industrial de Taguatinga.

Porém, a mentira não resistiu ao depoimento. 

Pressionado, ele confessou ao delegado Ricardo Viana, chefe da 24ª Delegacia de Polícia (Ceilândia), que passou a noite em uma farra com uma mulher e amigos, até as 10h do dia seguinte, e inventou a história para evitar o fim de seu casamento. 

Ele foi indiciado por falsa comunicação de crime.

Viana ainda disse que os investigadores desconfiaram de outros detalhes do relato do homem. 

“Ele disse que passou 15 horas sob o poder dos bandidos e, duas horas depois de ter sido solto, afirmou que encontrou o carro próximo ao local onde tinha sido abandonado. Isso tudo foi muito estranho”, ressaltou o delegado.

Botecos e mulheres

Ainda segundo Ricardo Viana, após o homem contar a história, os agentes foram aos bares em que, na versão da suposta vítima, os bandidos o teriam obrigado a consumir bebidas alcoólicas. 

“Descobrimos que ele tinha estado nesses locais, mas com mulheres, e não com bandidos.”

Ao checar que a versão apresentada pelo homem não condizia com os relatos colhidos, o delegado intimou o suposto sequestrado para prestar esclarecimentos nesta segunda-feira (13), às 14h. 

“Fui mostrando para ele que as denúncias não faziam sentido. Até que chegou o momento que ele admitiu ter inventado tudo”, contou Ricardo Viana. Desta vez, segundo o delegado, o homem não chorou.

Falsa comunicação de crime


Agora, o homem, que não tem antecedentes criminais, será processado por falsa comunicação de crime ou contravenção. 

Por ser um delito de menor potencial ofensivo, ele só assinou um termo e foi liberado. 

Também pôde levar o carro, que estava na delegacia para ser periciado. 

A pena prevista é de 1 a 6 meses de prisão, que pode ser convertida em multa ou prestação de serviço comunitários.

E deve também passar em casa pelo "tribunal doméstico". 

fonte: Metrópoles

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