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quarta-feira, 8 de junho de 2016

Nua pela Chapada: projeto fotográfico alerta sobre devastação do cerrado





Não é só este Blog que está preocupado com o avanço do agronegócio sobre a Chapada dos Veadeiros e a consequente destruição de um dos lugares mais belos do planeta. 

Há muita gente por com esse mesmo sentimento e agindo. 

Uma mulher nua, usando apenas um par de bota e uma máscara, é fotografada na estrada GO-118, ao longo do trecho que liga Brasília ao Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. 

Em um primeiro momento, a cena causa surpresa. Mas, por trás dela, há um alerta. 

O intuito é mostrar a degradação ambiental que o percurso tem sofrido nos últimos anos, como o uso de agrotóxicos nas plantações e a derrubada de árvores. Ao entrar na área protegida, a modelo tira a máscara do rosto. Agora, ela pode respirar, em um espaço que permanece preservado.

O projeto O caminho do cerrado, da fotógrafa Melissa Maurer, convida à reflexão sobre a devastação do bioma local. 

O lançamento do conteúdo ocorreu nas redes sociais no último domingo, durante a celebração do Dia Mundial do Meio Ambiente, e já ultrapassa 20 mil visualização. As fotos serão liberadas, aos poucos, nos próximos dias.

Seis sessões, mais de 6 mil cliques, 52 imagens para postagens e 250 ainda a serem trabalhadas. Esses são os números que o trabalho de Melissa e a modelo M.M.G. resultou. 

As duas são amigas há mais de duas décadas e compartilham a paixão pelo meio ambiente. 

Moradora de Alto Paraíso há 12 anos, a fotógrafa trabalha com nudez há algum tempo e, segundo ela, o conceito usado é para sensibilizar. “O cerrado está, literalmente, sumindo. 

Além de tentar ajudar para que isso não prossiga, quero que as pessoas reflitam com o que está acontecendo com ele. Quero que as fotos causem impacto, mas que também mexam com as pessoas.”

Outro ponto do projeto é mostrar como a exposição do corpo da mulher vem sendo apresentada como algo banal e erótico. 

A apresentação do trabalho quebra o tabu da nudez e resgata a sabedoria, o empoderamento feminino, a liberdade de as mulheres serem o que são, da forma que quiserem, sem se sentirem ameaçadas ou inferiores. 

“Eu tive dificuldade no início, mas, depois, encarei a intenção da proposta e consegui posar para as fotos sem problemas. Dentro do nu, a gente mostra como o corpo está desprotegido com a degradação e exibe a fragilidade dele”, sintetiza M.M.G. 

A modelo, que exerce a profissão de professora, também já trabalhou com educação ambiental. 

Apesar de ser moradora de Brasília, tem casa em Alto Paraíso e abraçou a causa por perceber que a devastação toma conta da estrada com o passar dos anos.

Nas redes

Facebook:
O caminho do cerrado

Blog:
https://ocaminhodocerrado.blogspot.com.br/





Com informações e texto do Correio Braziliense 

Já Publicamos:

Estão acabando com o cerrado goiano (2012)







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