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terça-feira, 17 de maio de 2016

O ministério de Temer


A equipe ministerial de Michel Temer tem como característica principal a força política. 

Há representantes de 11 partidos que, juntos, somam 357 votos na Câmara (69,59%) e 60 no Senado (74,07%).

Dos 23 ministros anunciados, 19 são ou foram deputados, senadores ou presidentes de partidos. Apenas três nunca tiveram atividade partidária direta. Treze têm mandato parlamentar.

Além disso, Temer abriu espaço a todos os potenciais presidenciáveis do PSDB no seu ministério, uma maneira de ter o partido no governo. 

José Serra foi para o Ministério das Relações Exteriores; Bruno Araújo, ligado a Aécio Neves, para Cidades; e Alexandre Moraes, ligado a Geraldo Alckmin, para Justiça e Cidadania.

Romero Jucá, líder de governo dos presidentes desde FHC, é especialista em matérias orçamentárias e econômicas. 

Ajudará Henrique Meirelles no diálogo com o Congresso e na aprovação de medidas.

Meirelles terá completa autonomia e influência direta na escolha dos presidentes dos bancos públicos. 

Agora fica ainda mais explícito por que a presidente Dilma não acatou a orientação do ex-presidente Lula de nomeá-lo.
Serra também terá papel importante na economia. 

Com o boom das commodities, o país pôde se dar ao luxo de não priorizar acordos bilaterais para incentivar o comércio exterior. 

Agora, o quadro é diferente. Em 2014, Serra defendeu mudanças nas regras do Mercosul para permitir que o Brasil priorizasse acordos bilaterais.

O senador Blairo Maggi, nomeado para a Agricultura, é uma importante liderança do agronegócio. O perfil é similar ao da ex-ministra Kátia Abreu, que também é senadora e foi presidente da Confederação Nacional da Agricultura.

Transição complicada

Por conta do impeachment, que impôs a Dilma Rousseff a entrega do cargo de presidente da República ao vice Michel Temer, e não do processo eleitoral,  o ambiente nesse processo foi tenso e marcado pelo conflito.

A gestão que assumiu tem pouca informação, necessária no curto prazo, sobre programas em curso e dados financeiros.

Outro freio vem da existência ainda de muitas indicações, portanto aliadas do governo anterior, em posições-chave na administração federal. 

Parte deles promete criar dificuldades e/ou usar algumas informações para desgastar a nova gestão.

Fonte: Congresso

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