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segunda-feira, 9 de maio de 2016

Ensino Público: Ex-aluna do Colégio Militar de Brasília é aprovada em Harvard



Walquíria Bolognani Cardoso Lajoia Garcia, 18 anos, estudou boa parte de sua vida em colégios militares. 

Passou por unidades no Rio de Janeiro, em Santa Maria (RS) e em Brasília, onde concluiu o ensino médio. 

Filha de um coronel, a estudante acaba de conseguir algo que poucos brasileiros já obtiveram: aprovação para estudar em cinco universidades norte-americanas, entre elas a prestigiada Harvard, que acabou sendo a escolhida.

“O fator principal por eu ter escolhido a Universidade Harvard foi a bolsa extremamente generosa que recebi e isso em conjunto por ser uma das melhores universidades do mundo”, ressaltou Walquíria, que ainda tinha as opções de Notre Dame, Pennsylvania, Yale  e Williams College.

O Sistema Colégio Militar do Brasil (SCMB) oferece ensino fundamental (do 6º ao 9º ano) e ensino médio, educando em linha com os valores, costumes e tradições do Exército Brasileiro. 

Localizados em 13 cidades brasileiras, esses estabelecimentos propiciam educação a cerca de 15 mil jovens, além de educação a distância.

No CMB, Walquíria conheceu e manteve contato com ex-alunos que prestaram vestibular em universidades americanas, circunstância que despertou o interesse de estudar fora do país. O CMB possui um histórico de preparar estudantes que desejam estudar no exterior.

O anseio se tornou mais forte quando o pai, coronel Flávio dos Santos Lajoia Garcia, foi deslocado para cumprir uma missão de trabalho nos Estados Unidos. 

“O desejo começou a se tornar realidade quando tivemos a oportunidade de morar lá por um ano. 

Percebi que era algo que eu também poderia fazer e pude avaliar se era uma mudança que eu estaria disposta a tomar na minha vida. O apoio dos ex-alunos contando suas histórias e dando dicas de como estudar também me ajudou bastante”, declara.

Para Walquíria, entre os diferenciais da rede de colégios militares estão os valores e tradições que os professores repassam aos alunos. Segundo ela, o alto grau de envolvimento dos docentes com os objetivos foram decisivos para o seu bom desempenho nas universidades norte-americanas. 

“É uma relação na qual os professores querem que você tenha conquistas e supere os seus obstáculos. E o colégio está ali para isso, para apoiar e para superar contigo”, explica.


Ela destaca que os alunos dessas instituições também recebem apoio para participarem de competições escolares, como olimpíadas de matemática e concursos de redação.

“Os coordenadores, sargentos e tenentes estão todo o tempo disponíveis para dar o suporte que for preciso para você participar de competições”, ressalta.

Para a estudante, outro ponto positivo desses colégios é o acompanhamento pedagógico oferecido pelos professores. “Eles estão diretamente comprometidos contigo, percebem quem tem dificuldade na matéria e precisa de apoio. Na verdade, eles sabem quem já entendeu o conteúdo e pedem para apoiar quem está com dificuldade”, observa.

Walquíria integrou o Grêmio da Cavalaria no Colégio Militar de Brasília. Em Santa Maria (RS), o Clube de Relações Internacionais Garança, grêmio estudantil que executa simulações no modelo das Nações Unidas. 

Ela acredita que a oportunidade de participar de atividades como simulações e olimpíadas de conhecimento tornou seu perfil mais completo e desejável para Harvard.

O pai da estudante disse ter ficado apreensivo com a notícia da aprovação da filha nas universidades norte-americanas por não ter condições de bancar os gastos, preocupação que foi superada com a conquista de bolsa de estudos. 

“As melhores propostas de bolsa foram de Harvard e da Universidade de Notre Dame. Penso que nem no Brasil teríamos tão pouca despesa. Isso foi muito bom e trouxe tranquilidade para gente”, aponta.

Para o coronel Lajoia, optar por colégios militares para o ensino da filha foi uma escolha pela qualidade por um preço excelente. “A gente coloca porque é bom e, além de tudo, é barato. 

O Colégio vai ter uma implicação na vida futura de seus filhos. E os nossos filhos são continuidade de nossa vida. A gente quer que eles tenham sucesso. Isso tudo com os princípios e valores, que são os valores do Exército, os valores da instituição e os valores das Forças Armadas: como a lealdade, a camaradagem, a disciplina e a honestidade”, finaliza.

Localizados nas cidades do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Fortaleza, Brasília, Recife, Belo Horizonte, Curitiba, Juiz de Fora, Campo Grande, Santa Maria, Salvador, Belém e Manaus, o ingresso no Sistema Colégio Militar do Brasil se dá por meio de concurso público e por amparo regulamentar. 

Os concursos são realizados, anualmente, para o 6º ano do ensino fundamental e para a 1ª série do ensino médio. A admissão por amparo, especificado em regulamento, destina-se a atender os dependentes de militares, como nos casos das transferências que ocorrem ao longo da carreira militar.

Colégio Militar de Brasília

O CMB tem como objetivo promover a educação básica nos anos finais do ensino fundamental (do 6º ao 9º ano) e no ensino médio, ministrada aos filhos de militares das três Forças Armadas e Forças Auxiliares, além de estudantes oriundos do meio civil que ingressam através de concurso público realizado anualmente nas cidades em que estão sediados os colégios 

Aproximadamente 2.700 alunos integram o CMB. O ensino no local é realizado em conformidade com a legislação federal de educação e obedece às leis e aos regulamentos em vigor no Exército, em especial às normas e diretrizes do Departamento de Ensino e Cultura do Exército Brasileiro, órgão gestor da linha de ensino da Força Terrestre.

A instituição oferece atividades extracurriculares como o Grêmio das Armas, Banda de Música, Corpo de Baile, Coral, Clube de Orientação, Clube de Relações Internas, Clube de Robótica, Grupo de Escoteiros, além das aulas de natação, esgrima, futebol e judô.

Comentário deste Blogueiro

O filho deste blogueiro estuda há 8 anos neste Colégio Militar de Brasília. 

É uma escola pública, paga com recursos públicos, com ingresso mediante concurso público ou transferência de militar das Forças Armadas e de embaixadas acreditadas no Brasil.

Não é a primeira vez que publico elogios a esta Instituição. E os faço porque conheço os métodos de ensino, a rigidez e a seriedade como a educação é levada. 

Diferente de muitas visões preconceituosas contra os colégio militares, tenho que as demais escolas públicas deveriam era adaptar parte da cultura e filosofia de ensino dessas instituições. 

Com informações do Ministério da Defesa


Formatura de conclusão do ensino fundamental de Diego Miranda, em 2013

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