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segunda-feira, 9 de maio de 2016

Anápolis (GO): Atleta paralímpico se explica após queda no revezamento da tocha olímpica e críticas





No reflexo, para evitar uma queda maior, João apoiou a perna no asfalto. Depois, foi ajudado por um dos guardiões do revezamento e voltou para a cadeira de rodas.

O fato de um cadeirante conseguir se apoiar sozinho não passou batido. E viralizou nas redes sociais de forma negativa. Internautas fizeram comentários de chacota e maldosos da situação.

Alguns até falaram que ele teria armado tudo para emocionar as pessoas. O vídeo foi visto 1,8 milhão de vezes no Facebook.

Também nas redes sociais, João Paulo Nascimento se defendeu. E desabafou. Ele postou um vídeo se defendendo e explicando situação. João é atleta paralímpico do basquete em cadeira de rodas, mas não é paraplégico. Ele tem "Geno Valgo", a doença do joelho em "X". 

As pernas não ficam alinhadas e os joelhos se aproximam, deixando os pés afastados, o que dificulta o caminhar. Mesmo assim, ele possui força nas pernas.

Ouvi cada baboseira, que pelo amor de Deus. Vamos esclarecer. Eu sou deficiente físico. 

Disseram que sou falso cadeirante, nada disso. Jogo basquete em cadeira de rodas, já joguei em Brasília, Espanha, Alemanha, na seleção brasileira. Não preciso provar para ninguém que sou deficiente. 

Para os leigos e ignorantes, aquilo é uma cadeira de basquete. É uma cadeira para lesão leve, um problema no joelho, como o meu. Então, sim, eu fico em pé, não uso a cadeira todo dia, não uso no meu dia a dia. Quero acabar com isso - disse João.

Desde a adolescência, João, de 25 anos, investiu no esporte e está convocado para as Paralimpíadas do Rio 2016, no Rio de Janeiro, em setembro.

Fonte: Globo Esporte


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