Banner 1

terça-feira, 12 de abril de 2016

El País: “Uma aula com o professor Sérgio Moro”. Europeus estão fascinados com o juiz-herói do Paraná


Há muito tempo o Brasil não produzia uma figura como Sérgio Moro. 

Os europeus e americanos estão fascinados com o juiz-herói que está aplicando golpes formidáveis na corrupção brasileira, com coragem e competência técnica extraordinárias. 

O jornal espanhol El País, um dos mais importantes do mundo, destacou seu correspondente, Felipe Betim para acompanhar Moro e ele produz uma série de matérias sobre o juiz federal. 

A última delas relata uma aula de Moro na Universidade Federal, onde ele dá aulas, e onde também é alvo frequente de ataques por parte da esquerda simpantizante do PT que domina a instituição. Confira última reportagem do El País sobre Sérgio Moro:

“Segunda-feira, dia 4 de abril, 20h50. Centenas de curitibanos se concentram diante da Universidade Federal do Paraná, na praça Santos Andrade de Curitiba, para acompanhar através de dois telões um ato de professores de Direito e alunos a favor do juiz Sérgio Moro, da Operação Lava Jato e pelo impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

Trata-se de uma resposta a uma manifestação contrária que se celebrou duas semanas antes, na qual chegaram a chamar Moro de fascista. 

Enquanto estão ali, mobilizados diante da imensa escadaria que leva ao acesso principal do edifício de arquitetura neoclássica, sustentado por seis colunas circulares gigantes, brancas e impolutas, o próprio Moro entra por um acesso lateral da universidade. 

Dirige-se a passos lentos, acompanhado por uns quatro seguranças, a um corredor do primeiro andar. 

Chega em silêncio e, com os olhos fixos no celular, espera junto à porta da sala na qual, às 21h em ponto, iniciará a sua aula de Direito processual penal para os alunos do 4º período da graduação de Direito — e para o EL PAÍS, que entrou de forma anônima.

Para alguns simpatizantes que estavam dentro da universidade durante o ato, sua chegada é uma oportunidade de tirar algumas fotos, ainda que à distância. Moro, no entanto, continua com os olhos fixos no celular, com a cara fechada. 

Ao cruzar a porta de madeira e cumprimentar o seu colega que está de saída, deixa para trás a sua condição de juiz herói da nação para assumir aquela que é sua segunda função, mas não por isso menos nobre: a de um discreto professor universitário do Paraná de 43 anos. 

Sua devoção pela sala de aula pode ser tanta que, segundo relatos, ao ser nomeado assessor da ministra do STF Rosa Weber, em 2012, teve de brigar na Justiça para compatibilizar suas tarefas na universidade com seu novo posto.

Na sala de aula, ele caminha pelas fileiras de mesas azuis claras até chegar ao tablado onde está a sua. Senta-se em cima do tampo, com as pernas abertas e as mãos entrelaçadas. Faz-se silêncio. O que se escuta agora é apenas a voz de Moro, com seu forte sotaque do interior do Paraná. Ainda não é o professor quem está falando, mas sim a figura pública.

“Agradeço a manifestação, só que não posso participar… Sou juiz e temos uma série de limitações sobre o que podemos falar ou fazer. Então poderia ficar um pouco esquisito. Essa era a razão da minha ausência”, justifica. E continua: “Sobre a manifestação que teve há duas semanas… Não sei quem participou ou não participou. 

Cada um tem suas preferências partidárias, ideológicas”, afirma.  “Agora, o que a gente tem colocado de maneira muito clara, ao menos a minha opinião é essa, é que uma coisa é uma questão de Justiça, de Direito, e outra coisa é uma questão de política.”

Moro acaba de entrar na seara mais sensível do atual momento brasileiro, quando a Justiça invadiu — e embaralhou — a política através da Lava Jato. Quando autorizou no mês passado a divulgação dos grampos do ex-presidente Lula, sobretudo a polêmica conversa com a presidenta Dilma, que tem foro privilegiado, recebeu uma série de críticas do mundo jurídico e teve que se retratar com o STF.

 “Se o que a gente decide, o que a gente faz nos processos, tem consequências políticas, não é por isso que você vai deixar de decidir de maneira correta. 

A pretensão do juiz é sempre tentar fazer a coisa correta segundo a lei. Se alguns interpretam como sendo uma questão política, paciência… Não é essa a minha perspectiva”. 

O resto da matéria está no site do El País.

Um comentário:

Gilmar Almeida disse...

Herói? Juiz não pode ser nem herói nem vilão. Juiz pacifica conflitos com imparcialidade. Juiz que prende a cunhada do Vaccari apenas pela aparência com a irmã que depositava mesada de 3,6 mil é imparcial? Juiz que não faz nada quanto à mulher e filha do Cunha, beneficiárias de propina da Lava-Jato, é imparcial? Juiz que arquiva listão da Odebrecht por que não cita nem Lula nem Dilma é imparcial? Juiz que considera delação da Andrade Gutierrez que exclui o Aécio, o maior beneficiário da empreiteira, é imparcial? Juiz que libera para a GloboNews grampo não autorizado, com pessoas com foro privilegiado, com pessoas e fatos não investigados, com o simples intuito de criar fato político, quer paz social?