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terça-feira, 8 de março de 2016

Representantes do Ministério de Minas e Energia, Celg e Furnas se reuniram com as Lideranças Kalungas em Cavalcante






Por Evônio Madureira, 

Os representantes do Ministério das Minas e Energia, Diretores da Celg e Furnas (Reginaldo J. Oliveira, Maria Eustaquia Silva, José de Souza MME/ FURNAS e Juny Cesar Leso, Edilderto Gomes da Silva e Everton Luiz da Costa), se reuniram com os representantes das Associações Quilombo Kalunga de Cavalcante para discutirem sobre as linhas de transmissão de rede de energia para as comunidades Kalunga do Quilombo de Vão de Almas e Vão do Moleque no município de Cavalcante e Teresina.

A reunião aconteceu no dia 18 de fevereiro na casa Kalunga de Cavalcante, com a presença de várias lideranças da região. 

O presidente da Associação Kalunga de Cavalcante, Paulo de Deus Coutinho, pediu explicações sobre a lentidão das obras no Vão de Almas. O engenheiro da Celg Edilberto Gomes da Silva, explicou que a obra começou de forma acelerada, e, devido o grande volume de chuvas na região, foi obrigado a diminuir o ritmo de trabalho. 

“Em alguns trechos as estradas ficaram quase intransitável, dificultando o trajeto dos caminhões pesados carregados de poste e equipamentos elétricos, principalmente nas serras que cortam o sítio histórico, dificultando a chegada dos materiais”, disse Edilberto. 

O vereador Neto da cidade de Teresina de Goiás participou da reunião e reivindicou a extensão da rede para beneficiar os pequenos produtores rurais de sua região. 

Segundo o Neto os agricultores fizeram as inscrições há mais de dez anos e até agora nada de energia. 

O vereador disse que todos os inscritos no programa cumpriram com as exigências da Celg, como construir casas de alvenaria e fazer as instalações elétricas internas. 

“Na esperança da chegada da luz, muitos compraram eletrodomésticos que continuam nas caixas sem poder usar por falta da energia”, disse o parlamentar.

Os representantes da Celg disseram ao vereador que a segunda etapa do programa, que começa em abril, vai beneficiar não só o município de Teresina, mas também o município de Monte Alegre de Goiás.

O presidente da Associação Quilombo Kalunga, Vilmar Souza, responsável juntamente com o presidente da Associação Kalunga de Cavalcante, Paulo de Deus Coutinho acompanham de perto todas as tratativas do Programa “Luz para Todos”. 

A encerrar a reunião, os representantes do MME, FURNAS E CELG foram visitar o canteiro de obras na comunidade de Vão de Almas onde estão sendo instalados os postes de luz. 

No caminho a comitiva constatou o estrago que as chuvas causaram nas estradas, confirmando a impossibilidade do trafego dos caminhões e o alto risco de acidentes em muitos trechos. 

As lideranças kalungas reivindicaram por meio de oficio ao prefeito de Cavalcante, senhor João Neto, solicitando “urgente” a recuperação das estradas.

A equipe da Celg espera que com a diminuição das chuvas e a força tarefa das prefeitura para consertar as estradas os serviços vão continuar a todo vapor. 

A primeira etapa da rede vai beneficiar todas a região de Vão de Almas e Vão do Moleque, entre os dois município, Teresina e Cavalcante. 

Esta primeira etapa está prevista para terminar em abril. Segundo os engenheiros responsáveis pela obra a segunda etapa termina em junho, passando pelas comunidades do Vão do Moleque, Choco, Prata, Monte Alegre e Teresina de Goiás.

Maria Eustaquia Silva, representante do MME e sua comitiva estiveram com o prefeito de Cavalcante João Neto para pedir que ajude urgentemente na recuperação das estradas para dar celeridade nas obras. 

O prefeito garantiu atender ao pedido e disse que vai providenciar as máquinas o mais rápido possível para que a obra não atrase o seu cronograma.

O presidente da Associação Quilombo Kalunga, Vilmar Souza Costa, espera que a prefeitura não demore no atendimento, pois a demora significa a paralisação das obras e desperdício de dinheiro. 

São mais de 32 milhões de reais a serem investidos na rede de energia que vai beneficiar mais de quatro mil famílias kalunga e não kalunga da região.



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