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domingo, 6 de março de 2016

Uma revolução que vem das Redes: Doa a quem doer. À FHC, Lula, Dilma, Aécio, Renan e Cunha, os rigores da Lei





Por Dinomar Miranda, 

Antes de iniciar este artigo, é salutar lembrar, mais uma vez, que não sou de esquerda, tão pouco de direita.

Não comungo de qualquer ideologia política, que as tenho como ultrapassadas. 

Vale sempre lembrar que foram essas ideologias, ambas, em sua dualidade e em contextos históricos do século XX, que mataram milhões de pessoas.

Só o louco do Stalim executou quase um milhão de partidários soviéticos, no chamado grande expurgo do partido comunista soviético.  

E quem o denunciou foi um membro do  próprio partido, Nukita Khrushchov, em um relatório secreto que publicou em 1956. A mesma matança ocorreu em Cuba e nos países da cortina de ferro, no leste Europeu.

Por outro lado, outras milhões de pessoas foram assassinadas, decapitadas, fuziladas, executadas por fascistas de extrema direita, principalmente partidários de Mussolini na Itália e Hitler na Alemanha, assim como nas centenas de ditaduras na América Latina, em todo o continente africano e na Ásia. 

Ideologias cruas e religião sempre mataram. 

O fascismo se caracterizou com uma forma de radicalismo político autoritário nacionalista, que procuravam unificar sua nação através de um Estado totalitário e que promovia a vigilância, um estado forte, e a mobilização em massa da comunidade nacional.

Agora voltemos ao nosso assunto.

Como se explica um prefeito que gasta meio milhão de reais numa campanha, para no final ter um salário de apenas R$ 15 mil por mês? prejuízo na certa, não?!

De onde ele irá tirar o investimento? ou é um homem santo, voltado para a comunidade, ou vai tirar de outra maneira (corrupção). Não há outra explicação.

A operação Lava-Jato chegou numa fase crítica e começou a atingir poderosos políticos.

Não sem surpresa, quando bateu à porta do ex-presidente Lula, a gritaria dos partidários e militantes soou nas ruas e nas redes sociais, como nunca antes, inclusive com ataques inaceitáveis a jornalistas e a meios de comunicação.

Se Lula não deve, qual o problema de ser investigado?  O pau que dá em Chico, dá em Francisco.

Chegou a hora de fazer uma limpeza, um pente fino,  não apenas no alto escalão do PT, assim como na vida pregressa de FHC e suas diversas privatizações na década de 90. 

Tem que investigar a presidente Dilma e a inaceitável venda de medidas provisórias.  Numa República, ninguém está acima da lei. 

Tem que fazer uma devassa na vida das velhas raposas, que nunca largaram o osso, como Renan Calheiros, Paulo Maluf, José Sarney e seu reino no Maranhão. 

Ir até às novas raposas, como Marcone Perillo, em Goiás, o louco do Eduardo Cunha, do PMDB.  Nem o Temer vai sobrar. 

É bom todos saberem:  isso é um caminho sem volta e vai chegar a todos. Não adianta espernear.  

Cabe explicar que a operação Lava-Lato e as demais devassas da Polícia Federal, Justiça Federal e Ministério Público Federal fazem parte de um processo histórico e que fique bem claro: não é perseguição política.

É um processo político, que analiso, dentre outros aspectos, baseado em dois fenômenos: a Revolução das Redes Sociais e o amadurecimento das instituições do Estado Brasileiro. 

Vamos por parte. O Brasil é corrupto desde quando nasceu e os tentáculos dos sanguessugas, que impedem o nosso país de crescer e de se estabelecer como país forte, estão fincados até hoje no coração do Estado, em todas as matizes, do governo federal às Câmaras de Vereadores. 

A revolução das redes sociais, como ocorreu nos países árabes, também está revolucionando o nosso país.  Nós estamos testemunhando e somos parte de um momento político histórico. 

Na Ásia e África,  há quatros anos, o Facebook, entre outras redes sociais e ferramentas da Internet, foi usado pelos egípcios para reunir esforços e criar um movimento social que só terminou com a saída de Hosni Mubarak do poder. 

Foi também através destas ferramentas que as informações sobre o desenrolar da revolução (também noutros países) chegaram ao exterior (mídia), dando um maior impacto mediático ao caso.

Os detentores do poder no Médio Oriente subestimaram não só a cobertura dos acontecimentos por emissoras internacionais de televisão, como a Al Jazeera e a CNN – como também ignoraram o poder das novas redes sociais na internet.

Muitos ditadores caíram. O líbio Muamar Kadaf  foi um deles. E surgiram outros movimentos fora do mundo virtual,  no vácuo do poder provocado pela redes sociais, como sanguinário Estado Islâmico. 

No Brasil, a revolução não está sendo diferente. Antes as pessoas não tinham voz. Apenas os poderosos, donos dos conglomerados de comunicação, de TV, rádio e jornal.

Só eles dominavam a informação, a notícia, o conhecimento, o poder de influenciar a opinião pública.

Por isso que uma das estratégias da classe política era comprar rádios e jornais. Quase 100% das rádios, inclusive nas pequenas cidades, pertencem aos políticos.

A família Collor é dona, por exemplo,  de um conglomerado em Alagoas. No Maranhão, não é diferente. Mas lá quem manda, quem dá as cartas são os "Sarneys". Em Brasília, as rádio pertencem  a políticos, assim como em Goiás, Tocantins...

Com as redes sociais, esse a figura mudou de lado. Este Blog é um exemplo. O poder de falar e de ser ouvido está literalmente hoje nas mãos de qualquer pessoa.  

A informação e o poder estão disseminados e os políticos e os donos do poder estão apavorados! essa é uma verdadeira revolução. 

No Brasil, em junho de 2013, milhões de brasileiros foram às ruas, guiados também pelas redes socais, gritando por melhorias e contra os cânceres que acometem este país, principalmente a corrupção enraizada, a origem de todo o mal e colapso da sociedade nacional atual.  

Por outro lado, desde a Constituição Cidadão de 1988, as instituições brasileiras ganharam força, musculatura. O Ministério Público ganhou outra feição e mais poder. Deixou apenas de ser apenas um mero acusador em processos criminais.

O concurso público trouxe a meritocracia. Quem não se lembra dos delegados nomeados pelos políticos? Eles eram apenas capangas dos políticos que serviram de padrinhos para um caminho rumo ao emprego público.

Quem não se lembra dos promotores e juízes nomeados, que da mesma forma estavam a serviço de uma classe dominante?

A Constituição Federal mudou isso. Hoje, o juiz, o promotor, o delegado da polícia federal, os procuradores só alcançam o cargo mediante concurso e depois de muito esforço pessoal, sem dever favores a qualquer político. Apenas à lei, à Constituição e ao povo brasileiro. 

Agora se junte a isso a informação vinda das redes sociais; vinda da opinião pública e com sua pressão.

Opinião que não é guiada pelos meios de comunicação, antes controlada. Junte-se a isso, a vontade dos novos agentes do Estado ( delegados, juízes, promotores), e nós, jornalistas, muitos espalhados Brasil a fora. 

Essa avalanche está destruindo o status quo; o velho modo de fazer politica; está expondo e prendendo quem se beneficia da corrupção. Seja ele de esquerda ou de direita. Nada vai ficar de pé. 

É uma revolução, compreendem?

Então, se Lula e Dilma, Perillo ou Renan; Cunha ou Aécio não devem, então não há nada a temer. Deixe a polícia investigar; deixe o competente juiz Sergio Moro, que é um filho da Constituição Cidadão de 1988, fazer seu trabalho. 

Doa a quem Doer, a lei serve para todos. 

Fico apenas triste, porque vejo tanta gente bacana, que embebecidas por uma ideologia, de esquerda ou de direita, não conseguem enxergar a história batendo à sua porta e continuam a defender o indefensável. 





Conheça sobre a Primavera Árabe, uma revolução que partiu das redes

Um comentário:

Antonio disse...

Perfeito, mas só um erro, na Asia as principais ditaduras foram de esquerda (Mao na china e Coreia do Norte), na africa a maioria também foram de esquerda, supostos revolucionários que levaram países a guerras civis terríveis onde milhões morreram, mas no caso da africa, não se pode tirar a culpa das ditaduras de direita, que no caso mataram menos, mas foram terríveis como no caso da segregação na Africa do Sul, sem esquecer que muitos desses países já passavam por uma ditadura de direita, antes das supostas revoluções de esquerda. Já sobre Fascismo e Nazismo, essa é uma grande briga da esquerda e da direita, a esquerda diz que era de direita por conta das empresas capitalistas que financiaram tanto Hitler quanto Mussolini, Sem falar da perseguição direta contra Comunistas, discurso Nacionalista, alem do fato da Russia ter tido um papel pesado na queda do Eixo, a direita diz que era de esquerda por conta dos discursos Anticapitalistas sempre propagados por Hitler e Mussolini, Hitler chegou colocou a Palavra Socialismo no nome do partido para reforçar essa veia anti capitalista que também era muito usada pelo ministro da propaganda Alemã(No livro do próprio ministro ele deixa claro essa veia anti capitalista, Kampf in Berlin, pag 19), A Luta da Inglaterra liderados pelo conservador churchill é sempre alegado, outra ponto também alegado pesa sobre o Discurso Trabalhista, onde o povo e os trabalhadores devem adorar o estado, que deve ser grande e servir somente ao povo, como no caso da carta del lavoro de Mussolini(direitos trabalhistas italianos), que mais tarde seria copiada por Vargas na criação das leis trabalhistas do Brasil. No final, fica claro que Fascismo e Nazismo são uma grande mistura de esquerda e direita, tendo assim uma junção de conservadorismo com Ideias de esquerda, sempre evitando de um lado o Liberalismo do outro a luta de classes.