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quinta-feira, 17 de março de 2016

Estágio precário: acadêmicos da UEG Câmpus de Campos Belos realizam passeata em protesto contra a instituição



Os acadêmicos da Universidade Estadual de Goiás do Câmpus de Campos Belos, nordeste do estado, voltaram a se manifestar nesta semana.

Eles se reuniram em frente à instituição de ensino, com o apoio de um carro de som e da Policia Militar.

Os estudantes protestam contra a decisão da direção da Universidade que fez mudanças na realização do estágio.

Eles pertencem ao curso de Licenciatura em Pedagogia e têm o apoio dos acadêmicos de Letras e Tecnologia em Agronegócio. 

As novas regras de realização do estágio do curso de Pedagogia começaram a serem seguidas neste ano. Entre as mudanças estão a delimitação do campo de estágio, que, a partir de agora, só poderá ser realizado no município onde esta situado o câmpus, ou seja, em Campos Belos. 

Outro ponto é a não liberação das aulas.

Segundo o Diretório Acadêmico, a paralisação foi um ato mais radical para tentar mudar o atual quadro que se encontra o estágio, pois, após duas longas reuniões com a coordenadora de estágio, professores, coordenadora de curso e diretor do câmpus, os estudantes não foram ouvidos. 

"Grande parte dos acadêmicos que estudam ali moram em outros municípios como Aurora-TO, Arraias-TO, Monte Alegre-GO, Novo Alegre-TO, Combinado-TO e povoados da Prata e Barreirão e não possuem as condições necessárias para se deslocar ate Campos Belos para a realização do estágio", informam.

Efeitos     

Após passeatas, paralisações e muitos gritos de ordem, coros pedindo o direito a opinar e muito barulho, a administração do câmpus decidiu ouvir o lado dos estudantes.

Foi feita uma reunião com representantes de todos os cursos, do Diretório Acadêmico e coordenação, onde foi decidido que o estágio seria suspenso por 15 dias, até que fosse resolvido os problemas.

Segundo os estudantes, o estágio é um problema que se arrasta há muito tempo na UEG. 

Eles não recebem auxílio financeiro durante o período de estágio, e em alguns cursos não são liberados das aulas.

"Grande parte dos acadêmicos moram em outros municípios e não possuem condições financeiras para a realização desse período fundamental para qualquer profissional. 

Já está na hora de se olhar para o estudante e analisar suas condições para que a Universidade se fortaleça e forme profissionais cada vez mais qualificados e pessoas cada vez mais humanas", reclamam.

Ontem, com a proposta do diretor os acadêmicos, os estudantes concordaram em voltar às aulas, porém, à tarde, eles foram surpreendidos com o adiamento do colegiado, o que os deixou enfurecidos.

O movimento voltou para as ruas, ganhou mais força, um carro de som foi chamado e os estudante pediram novamente mudanças no estágio, valorização da educação, melhoria das UEG, autonomia do câmpus, entre outras reivindicações.