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sábado, 20 de fevereiro de 2016

Transporte Escolar para Universitários. Acho que o povo não entedeu a dimensão do problema


Esta semana comentei sobre a questão do transporte escolar e sua extensão aos estudantes universitários.  

No título, afirmei que até lanchinho para motorista, os alunos teriam que arcar e fui muito mal interpretado. 

Veja o que escreveu um anônimo, que suponho seja um dos motorista: 

"Fiquei foi rindo das palavras do sr Dinomar, é lei e pronto... olha e lei sim, agora ver o que o nosso estado oferece as prefeituras para que isso seja cumprido. 

Sou trasportador de alunos também. Vcs sabe dizer quanto tempo o  FNDE fica sem repassar a esmola para o município? 3 mês. 

Vcs sabe dizer quanto tempo o governo do estado fica sem repassa a esmola para o município? 4 mes. Isso o senhor Dinomar não fala né? 

Entra lá no site e procurar saber também para explicar que tudo isso e reflexo da crise. Entra no site FGM, AGM e FNDE. É só procurar por.

(Tee) transporte escolar estadual. Aproveita e faça uma matéria sobre esses atraso que serei grato ao senhor. Obrigado..." escreveu o  nosso leitor. 

Gosto sempre de esclarecer as minhas posições e a questão do transporte universitário tem uma dimensão muito maior, muito mais profunda. 

Sou um árduo defensor de que se dê todas as condições para que os estudantes, do ensino infantil ao universitário possam estudar, inclusive de se deslocar gratuitamente. 

Sou um árduo defensor de que todas as escolas tenham a educação integral, em que as crianças passem o dia inteiro, com direito a cinco refeições e todas as atividades educacionais e lúdicas. 

Nossa educação seria outra, sem sombra de dúvida. 

Sou também um defensor - está na lei - que todos os estudantes universitários tenham o transporte gratuito e de qualidade, seja ela municipal ou intermunicipal.  E tem dinheiro para isso. 

O problema é que a corrupção e a falta de gestão, dois cânceres malignos, em todos os entes da federação, corrói tudo e deixa todo mundo de pires na mão, enquanto muitos torram o dinheiro surrupiado dos cofres públicos, inclusive com passeios e prostitutas. 

Isso é muito comum em nosso país e sempre que posso, noticio aqui em nosso Blog. 

Sobre o caso específico de Monte Alegre, não sou, absolutamente, contra se fazer uma cota para comprar lanche para o motorista. 

Pelo contrário, quanto mais você der mais condições para os trabalhadores, melhor e mais satisfeito todos trabalharão. 

Agora, isso não pode ser uma imposição ao alunos. Isso tem que ser um gesto voluntário. 

A obrigação de pagar corretamente e bem,  todos os benefícios, inclusive alimentação e veículos em bom estado de conservação, é do poder público. 

Se prefeitura, estado ou União. Não importa. Mas o ônus não pode ser passada para as costas de quem já não tem. Pagamos, todos nós,  quase 50% de nossos salários em impostos e o poder público ainda que jogar mais custos para as pobres famílias?!

Se o FNDE, a União ou qualquer outro órgão não cumpriu sua parte, que responda na justiça ou que os cidadãos façam atos e cobrem os repasses, mas jamais cobrar de quem já não tem. 

Educação tem que ser prioridade número em nosso país. Porque ela transforma as pessoas, traz esperança, forma cidadãos, liberta mentes, dar liberdade e todos os brasileiros têm o direito de estudar. É uma garantia constitucional, falha, mais é.  

Que o Poder Público tire dinheiro de qualquer outro lugar, mas para a educação não pode faltar. 

E estão corretíssimos os estudantes que estão lutando por seus direitos. Vocês têm aqui neste Blog um apoio incondicional.  

Um comentário:

  1. Um professor que trabalha longe da sua residência ainda não tem direito ao lanche fornecido pelo governo ( apesar de já ter saído a lei ainda não está em vigor), esses profissionais se não quiserem ficar com fome é obrigado tirar dinheiro do bolso ou virar bóia fria, nem por isso nenhum aluno tem que ficar pagando pela refeição desse profissional, por que para o motorista seria diferente?

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