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segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

PF indicia prefeito por adulterar fotos para comprovar gasto que não existiu




O prefeito de Firminópolis (GO), Leonardo de Oliveira Brito (PTB), foi indiciado pela Polícia Federal (PF) pelos crimes de estelionato e desvio de verba pública, nesta sexta-feira (22). 

Conforme o delegado regional executivo da PF,  André Viana, a prefeitura recebeu R$ 45 mil do Ministério do Turismo (MTur) para locar um painel de LED no réveillon de 2012 da cidade, mas o equipamento não foi usado. 

Um laudo pericial apontou que, para comprovar o gasto, o prefeito adulterou imagens da festa enviadas ao MTur, inserindo o painel nas fotos.

Um empresário de Anápolis, a 55 km da capital, também foi indiciado por falsidade ideológica. O homem, que não teve a identidade divulgada, é apontado como dono da empresa que participou da licitação como único concorrente para fornecer o equipamento. Conforme a PF, no local onde deveria funcionar o empreendimento, na verdade, existe uma lan house.

O G1 tenta contato com a Prefeitura de Firminópolis por telefone desde 17h, mas as ligações não foram atendidas até a publicação desta reportagem.

Segundo o investigador, o Ministério do Turismo, ao receber as imagens enviadas pela prefeitura de Firminópolis como prestação de contas, desconfiou de possível fraude e pediu que a PF investigasse o caso.

"A partir do pedido do ministério foi feita uma perícia nas imagens que constatou que elas foram alteradas e o painel de LED que aparece nas fotos atrás do palco onde aconteceram os shows foi, na verdade, colocado nas fotos", relatou o delegado.

As investigações apontaram ainda, que a empresa que teria alugado o equipamento era apenas de fachada e forneceu notas fiscais falsas. 

No endereço onde ela deveria funcionar, em Anápolis, existia uma lan house. "A empresa até passou por processo de licitação para alugar o equipamento para o evento, mas não houve concorrência”, afirmou.

O empresário apontado como dono do empreendimento de fachada e o prefeito foram conduzidos à sede da PF  na capital goiana para prestar esclarecimentos na manhã desta sexta-feira. 

Segundo o delegado, o político preferiu permanecer calado e informou que vai se manifestar por meio dos seus advogados apresentando uma defesa técnica.

Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão na Secretaria de Administração de Firminópolis, na lan house onde funcionaria a empresa e em um escritório de contabilidade em Anápolis, que tinha documentos da companhia falsa.

"Com base no que apreendemos, vamos apurar se houve outros crimes além daqueles pelos quais o prefeito e o empresário foram indiciados. 

Também vamos investigar se existem outras pessoas envolvidas e se a empresa de fachada participou de outras licitações para prefeituras de outros municípios do estado”, completou o delegado.

O delegado Viana ressaltou que os indiciados ainda não foram presos, mas podem ser detidos ao final do processo, que corre no Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª região. 

Quando o inquérito for concluído, as provas devem ser repassadas ao Ministério Público Federal (MPF) que pode ou não oferecer denúncia contra os envolvidos.

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