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quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Campos Belos (GO): Colégio Polivalente é interditado e alunos são distribuídos para outras unidades escolares. Obra mal feita é a causa



Por Jefferson Victor,

A tão esperada reforma do Colégio Polivalente Professora Antusa, uma escola estadual em Campos Belos, nordeste de Goiás, foi colocada em xeque nesta semana.

Depois de muita espera, finalmente o Polivalente passou por uma  "reforma” que traria alívio aos alunos e professores da unidade escolar. Mas o prédio do colégio não resistiu às fortes chuvas que castigaram a região nos últimos dias.

Foram anos e anos de espera, muitas promessas políticas e infelizmente fizeram apenas uma maquiagem nas instalações, uma melhora na aparência.

A fragilidade dos serviços vieram à tona, com salas inundadas e instalações elétricas em curto, colocando em risco alunos, professores e funcionários.

Segundo informações passadas pela diretoria do colégio, a maioria das salas de aula ficaram inundadas pelas águas que se acumularam na laje e vazaram impiedosamente, impossibilitando a continuidade das aulas.

A Secretaria Estadual de Educação enviou uma equipe de engenheiros para uma avaliação das dependências e após um minucioso levantamento, constataram que há risco iminente e recomendaram a interdição imediata, o que foi prontamente providenciada pela subsecretaria e diretoria da escola.

Os alunos estão sendo relocados na UEG (Universidade do Estado de Goiás) e no Colégio Felismina, maneira encontrada para não prejudicar o calendário escolar do ano em curso.

Segundo funcionários do Colégio Polivalente, as aulas iniciaram de forma precária em função do desconforto causado pelos vazamentos, mas depois dos curtos circuitos causados pela chuva, a rede elétrica foi desligada por questões de segurança e as aulas interrompidas temporariamente.

Colaboradores destes blog estiveram in loco e presenciaram uma manifestação por parte de professores e alunos na manhã desta terça (26), em frente ao Polivalente.

Através de um carro de som, eles denunciavam a má qualidade da reforma e pediam interferência do MP e de políticos para que as instalações sejam recuperadas com qualidade e agilidade, visando o breve retorno das atividades naquela localidade.

A secretária continuará funcionando no mesmo local de forma precária, já que não há energia e consequentemente computadores e internet não funcionarão até que parte do problema seja solucionado, informou a diretora.

O que se espera é que as autoridades interfiram neste processo e cobrem o mau uso do dinheiro público nesta “reforma”, não se pode enganar a população desta maneira, o Colégio Polivalente é uma referência na região e não pode sofrer com tamanha irresponsabilidade daqueles que têm o dever de fazer com que as coisas funcionem a contento.

Este é um verdadeiro exemplo do que ocorre largamente no pais, empresas ganham licitações e executam serviços de péssimas qualidades, muitas vezes até mesmo com a conivência dos órgãos governamentais que aprovam verdadeiras gambiarras e colocam em risco a vida da população. 







2 comentários:

  1. Nesta terça, 26/jan, eu tive a oportunidade de sentir à flor da pele o que é ser vítima da corrupção que se alastrou em nosso país ao me reunir com colegas profissionais da Educação e alunos em frente ao Colégio Polivalente e não poder entrar para cumprir com mais um dia letivo. O Colégio Polivalente, recém reformado, não oferece condições seguras e dignas de trabalho (direito meu como profissional) e menos ainda aos nossos alunos, a quem a Lei prenuncia "educação de qualidade".
    O telhado do Colégio está totalmente comprometido, pois não foi substituído durante a reforma realizada recentemente. Pequenos reparos e algumas telhas foram substituídas e o que temos agora é uma escola com lages a ponto de desabar, redes elétricas comprometidas, goteiras por toda a parte, paredes encharcadas e eletrizadas. Para que isso? Contenção de gastos? E em que foi empregado o dinheiro ora economizado? O que dizem os relatórios finais de entrega da obra? É isso que devemos questionar sociedade camposbelense!
    Retomaremos as atividades com o apoio da UEG que cedeu o seu prédio para atender os turnos matutino e vespertino, e o Colégio Felismina para atender o turno Noturno. Estamos gratos a todos, pois esse apoio é essencial para o resgate de nossa dignidade profissional e nos permite assegurar o direito dos nossos alunos.
    No entanto, é imprescindível que toda a comunidade entenda que o problema não é a chuva e que a estiagem não será a solução (Pelo contrário, em nossa região prevalecem atividades de agropecuária, de modo que as chuvas são essenciais!) Esperar que tudo seque e retomar as atividades no Colégio Polivalente, sem que as substituições do telhado e da rede elétrica sejam efetivamente realizadas é o que não pode ocorrer.
    É o momento de aproveitar essa crise que se instalou em nosso meio para assumirmos atitudes de fiscalização, de cobrança, de indignação. Ao sermos passivos diante de uma reforma como a que foi realizada em 2012 nessa escola, estamos compactuando para que o dinheiro público tome outros rumos que não sejam em benefício da sociedade.

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  2. Comentar o quê? As imagens estar aí mostrando tudo.vergonha,vergonha!!
    Isso não deveria acontecer as autoridades deveriam ter respeito com a história que esse colégio tem.

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