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quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Presos de Campos Belos (GO) fazem prova do ENEM




Nos últimos dias 01 e 02 de dezembro, detentos de todas as Unidades Prisionais do Brasil tiveram a oportunidade de fazer a prova do Exame Nacional do Ensino Médio para Pessoas Privadas de Liberdade (ENEM PPL 2015).

Para isso, as unidades devem antes fazer a adesão ao sistema do Ministério da Educação, seguindo orientação do Instituto Nacional de Estudo e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. 

Feito isso, são selecionados profissionais, como colaboradores externos do Cebraspe para aplicação da prova. 

Dentre das unidades escolares que realizaram suas adesões, encontra-se a extensão do Colégio Estadual Professora Ricarda, na unidade prisional de Campos Belos. 

O evento foi coordenado pela professora Cidália Rodrigues Oliveira, da Universidade Estadual de Goiás (UEG) e pelo diretor da Unidade Escolar, professor Josivaldo Moreira de Carvalho.

Quatro reeducandos realizaram a prova do ENEM e estiveram acompanhados pela chefe de sala Loilse Regina Eleutério e pela aplicadora de prova, professora Olindina Ribeiro Rocha e com o apoio dos agentes penitenciários e pelo diretor da unidade Carlos de Castro.

Dia 1º dia dezembro, às 13h, foi feita a prova das áreas de ciências humanas e suas tecnologias e ciências da natureza e suas tecnologias.

Já no dia seguinte, a prova de linguagens, códigos e suas tecnologias, redação, matemática e suas tecnologias.

De acordo com o diretor Josivaldo Moreira, para os reeducandos, esse foi um momento importante para possivelmente ingressar em uma universidade, por que acreditam que é por meio da educação que a população carcerária terá condições de tornar cidadãos e cidadãs de bem. 

"A educação permite um processo de formação integral dos sujeitos, e isso contribui com mudanças significativas na relação social e intrapessoal. 

O objetivo de uma pessoa ter sua liberdade privada num sistema penitenciário é para ter um processo de reeducação. Portanto, o ENEM é uma das formas de garantir essa reeducação", disse Josivaldo Moreira.

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