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sábado, 12 de dezembro de 2015

Ossos e crânio humanos: achado parece ser arqueológico em Combinado (TO)


Um achado na cidade de Combinado, sudeste do Tocantins, leva a crer que se trata de uma descoberta arqueológica. 

Um morador da cidade resolveu edificar um Lava Jato e ao remexer o terreno na localidade encontrou ossadas humanas, inclusive crânio, dentro de jarros de barro. 

A suspeita é de que se trata de restos mortais indígenas. 

Uma fonte na cidade informou que especialistas em arqueologia desembarcam segunda-feira (14) na cidade para estudar o achado, que parece ser muito antigo. 

História indígena

Se se confirmar o achado arqueológico em Combinado (TO) e se realmente for indígena, os restos mortais devem pertencer aos povos Akwen.

Os Akwen pertencem à família Jê e subdividem-se em Akroá, Xacriabá, Xavante e Xerente: 

- Akroá e Xacriabá: habitavam extenso território entre a Serra Geral e o rio Tocantins, as margens do rio do Sono e terras banhadas pelo rio Manoel Alves Grande. Estabeleceram-se, também, além da Serra Geral, em solo baiano e nas ribeiras do rio São Francisco, nos distritos de Minas Gerais. 

Depois de vários conflitos com os colonos que se estabeleceram em suas terras, foram levados para o aldeamento oficial de São Francisco Xavier do Duro, construído em 1750. Os Akroá foram dizimados mais tarde e os Xacriabá encontram-se atualmente em Minas Gerais, sob os cuidados da Funai.

- Xavante: Seu território compreendia regiões do alto e médio rio Tocantins e médio rio Araguaia. Tinham suas aldeias distribuídas nas margens do Tocantins, desde Porto Imperial até depois de Carolina, e a leste, de Porto Imperial até a Serra Geral, limites das províncias de Goiás (antes da divisão) e Maranhão.

 Havia também aldeias na bacia do rio Araguaia, na região do rio Tesouras, nos distritos de Crixás e Pilar, e na margem direita do rio Araguaia. 

Na primeira metade do século XIX entraram em conflito com as frentes agropastoris que invadiam seus territórios e, após intensas guerras, migraram para o Mato Grosso, na região do rio das Mortes, onde vivem atualmente.


- Xerente: Este grupo possuía costumes e língua semelhante aos Xavantes e há pesquisadores que acreditam que os Xerentes são uma subdivisão do grupo Xavante. 

Os Xerentes habitavam os territórios da margem direita do rio Tocantins, ao norte, no território banhado pelo rio Manoel Alves Grande, e ao sul, nas margens dos rios do Sono e Balsas. Também viviam nas proximidades de Lageado, no rio Tocantins, e no sertão do Duro, nas proximidades dos distritos de Natividade, Porto Imperial e Serra Geral. 

Seus domínios alcançavam as terras do Maranhão, na região de Carolina até Pastos Bons. Como os Xavante, também entraram em intenso conflito com as frentes agropastoris do século XIX e, atualmente, os Xerente vivem no Estado de Tocantins.

Vamos aguardar o que os arqueólogos e historiadores têm a dizer. Vamos aguardar. 

Com informações histórica do governo de Goiás. 

Um comentário:

Célio Araújo disse...

Bom Dia
Dinomar ja à uns 10 anos eu tambem encontrei na Fazenda o meu pai proximo ao posto fiscal de Novo Alegre, conhecida como fazenda gameleira varios ossos tambem em uma panela de barro, eu tenho varias fotos revaladas com as ossadas, encontrei tambem outras com dentes humanos. Gostaria que tambem fossem estudados pelos arqueologos.