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sábado, 21 de novembro de 2015

'Universidades começam a ter cores de nosso povo'. Dilma menciona Monte Alegre e Teresina (GO)


A inclusão de toda a população negra e a capacidade de garantir oportunidades iguais é uma questão essencial para qualquer governo, declarou a presidenta Dilma Rousseff, nesta quinta-feira (19), em cerimônia alusiva ao Dia Nacional da Consciência Negra, que é comemorado em 20 de novembro. 

Ressaltando que, no último censo, mais de 54% da população brasileira se declarou negra e descendente de negros, a presidenta elencou uma série de políticas públicas que têm sido desenvolvidas nos últimos anos e que têm contribuído para mudar a questão racial no País.

“Se hoje as universidades brasileiras começam a ter as cores de nosso povo, é porque temos a política de cotas, e temos também o Prouni e temos o Fies. É fundamental lembrar que, no Brasil, a pobreza sempre teve uma cor predominante. Sempre teve como predominante a cor negra. Por isso, os impactos positivos do Bolsa Família, do Minha Casa Minha Vida, da formação técnica para a população negra são maiores.”

Dilma afirmou que tanto as cotas nas universidades e nos institutos federais de educação quanto as cotas no serviço público federal, fazem parte de um processo que não pode parar.

“É o processo de inclusão de toda a população negra, garantindo que todos tenham acesso às oportunidades que levarão a definição ao longo da sua trajetória de vida a ter aquilo que têm capacidade de conquistar”, disse.

Dilma dirigiu uma saudação especial às mulheres negras presentes à cerimônia, destacando a importância da Marcha das Mulheres Negras, realizada na quarta-feira (18), em Brasília. O ato, segundo ela, mostrou a força das mulheres negras, “sua capacidade de luta, sua dignidade e toda sua cultura”.

Apesar dos avanços até então conquistados, a presidenta disse que muito mais tem que ser feito. “Chegamos até aqui, mas asseguro a vocês que nesse meu mandato a igualdade de oportunidade de direitos a todos os brasileiros e brasileiras, e aqui marcadamente aos negros e negras do meu país, continuará sendo nossa diretriz.”

Dilma afirmou que, por causa dos séculos em que houve escravidão no País, é necessário ter a consciência de que é necessário privilegiar aqueles que “permaneceram por séculos apartados ou até desconsiderados na divisão dos frutos da riqueza e do desenvolvimento”. Isso, segundo a presidenta, exige ações afirmativas e ações de resgate histórico.

Quilombolas

Dilma fez uma menção especial às comunidades quilombolas, pela sua importância em honrar o sonho da liberdade, e a história de lutas das negras e negros brasileiros. 

Durante a cerimônia, foram entregues títulos definitivos de reconhecimento de domínio e contratos de concessão de direito real de uso às comunidades Lagoa dos Campinhos, em Amparo do São Francisco e Telha (SE); Serra da Guia, em Poço Redondo (SE); Conceição das Crioulas, em Salgueiro (PE); São José da Serra, em Valença (RJ); Cafundó, em Salto de Pirapora (SP); São Pedro, em Ibiraçu (ES); e Kalunga, nos municípios de Cavalcante, Teresinha de Goiás e Monte Alegre (GO).

“Alegra-me assinar os decretos de desapropriações de terra em favor das comunidades quilombolas, concluir o processo de legalização dessas terras. Com todos esses processos, mais famílias passarão a contar com a segurança de ter terra para viver, terra para produzir, terra para honrar e preservar suas tradições”, anunciou. 

Declarou, ainda, que o governo está empenhado em assegurar instrumentos para gerar mais inclusão produtiva e desenvolvimento nessas comunidades.

4 comentários:

Rafael Barbosa disse...

Eu penso que o próprio governo ocasiona o racismo, como diz os Direitos Humanos, devemos tratar de forma igual os iguais e de forma diferente os diferentes, ou seja, um cadeirante é diferente de uma pessoa normal, pois sua capacidade de locomoção irá depender de outrem. Agora vejamos os negros, eles são de total semelhança com qualquer outro ser humano, seja ele loiro, pardo, ruivo o que seja, então consequêntimente não tem porque os tratar de forma diferente, essa reserva de cota racial em universidades por exemplo, isso é uma falta de respeito com os nossos próprios irmãos mesmo. Negros e Brancos são iguais em tudo e por tudo , não tem porque os tratar de maneira diferente, a não ser que esse tenha alguma diferença realmente plauziva além de uma simples cor de pele.

João Serafins disse...

Concordo 100 por cento com você, Rafael.

Anônimo disse...

Aqui vai sua resposta. Vc fala assim porque não e negro, pois se fosse no mínimo ja teria tido alguma lição de carregar na pele uma istoria real de dor e sofrimento. Para mim o governo ta mais do que serto, pois na sociedade tudo que se ver e tudo indo contra os princípios da vida e sobrevivência. Hoje os negros não teria ves se o governo não desse esse grande paço que deu. Tudo que vemos hoje e muito pouco para garantir essa grande conquista, pois nesse mundo do mercado competitivo, não e so dar essa cota de negros em concurso etc. Tem que dar estrutura para um grande aprendizado.

Willian de Oliveira Almeida disse...

Discordo sistematicamente do comentário retro. Entristece-me que pessoas ainda suponham não haver diferenças entre negros e brancos (principalmente social). A política de cotas é instrumento importantíssimo para inclusão do Negro na sociedade brasileira, a qual é demasiadamente racista e hipócrita. De fato, o Negro não tem vez, não tem oportunidade, não tem reconhecimento. Basta olharmos para o perfil das classes “a”, “b” e “c” para notarmos, onde infelizmente, é a posição dos negros (sub empregos, sub profissões, marginalizados, excluídos). De forma alguma supomos que os negros tenham condições intelectuais inferiores aos brancos, na verdade eles não têm é a oportunidade de desenvolver-se, tal como os brancos tem. Admitir isso é o passo inicial para alcançarmos uma sociedade mais justa. A política de cotas é na verdade, um modelo de política pública de emergência, ou seja, de caráter excepcional, imediato, temporário, que visa oportunizar aos negros, o acesso às Universidades para que se instruam, formem e tenham condições de modificar seu destino, sonhar e realizar o sonho de ter uma profissão. Graças à política de cotas, os negros representam hoje 10% dos universitários do país, percentual baixíssimo, mas já melhorado com relação ao período anterior as cotas. Viva à Política de Cotas, e quaisquer outras que visem à inclusão e igualdade social.