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segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Polícia do DF prende, em Iaciara (GO), suspeito de estar entre os 20 mais perigosos do Ceará



A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu no dia 26 de outubro um homem considerado um dos 20 mais perigosos do Ceará. Ele estava foragido da Justiça desde 2010 suspeito de participação em sequestros e pelo homicídio e esquartejamento de uma pessoa.

Segundo a Polícia Civil do DF, o homem preso se escondia na casa de um conhecido em Ceilândia (DF) e acabou preso em Iaciara, a 314 km ao norte de Brasília. Barbosa disse à corporação que estava na capital há quatro anos. Segundo a polícia, ele usava o nome de um parente para não ser localizado.

Ele costumava participar de vaquejadas nos arredores do DF e fazia bicos como domador de cavalos. A prisão foi feita por policiais da Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos (DRF), com apoio do serviço de inteligência da Secretaria de Segurança Pública do DF.

Conforme investigação realizada pelo Serviço de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Ceará, o suspeito preso participou do sequestro de uma estudante de 12 anos em novembro de 2009, em frente a uma escola do bairro conhecido como Parquelândia. A menina ficou 49 dias em poder dos criminosos antes de ser liberada.

Barbosa é apontado como suspeito de participar de roubos de cargas e homicídios, sendo que em um deles a vítima foi esquartejada.

Ele foi levado para a carceragem do Departamento de Polícia Especializada (DPE) e seguiu para o Centro de Detenção Provisória (CDP), onde aguardará o recambiamento para o presídio do Ceará. Segundo a Polícia Civil do DF, ele vai responder por homicídio, por esquartejamento e ocultação de cadáver, formação de quadrilha e sequestro.

A corporação informou que o suspeito fazia parte de um grupo criminoso conhecido como a “quadrilha dos Barbosa”, que era composto por pelo menos seis integrantes da mesma família, entre eles Francisco, parceiro de Antônio Jussivan Alves dos Santos, o "Alemão", apontado como mentor no furto ao Banco Central. Ele foi apontado pela polícia do DF como líder de uma das quadrilhas responsáveis pela tentativa de um assalto a uma transportadora de valores, em 2003.

Francisco foi condenado em 2006 a 24 anos de prisão por sequestro e formação de quadrilha. Acabou solto e morreu em 2013 em Caridade (CE), com mais de 10 tiros de pistola calibre .380.

Outro irmão é Reginaldo Martins Barbosa, morto em agosto de 2010 durante tiroteio com policiais militares e civis no município de Pacoti (CE). Havia 20 mandados de prisão contra ele, que foi identificado como responsável por comandar o bando que sequestrou e matou o ex-vereador José Maia de Castro Filho, em julho de 2010.

Assalto ao Banco Central

O furto ocorreu na madrugada de 5 para 6 de agosto de 2005. Ladrões entraram na caixa-forte da agência por meio de um túnel e levaram mais de três toneladas em notas de R$ 50 passando por baixo de uma das mais movimentadas vias do centro da capital cearense, a avenida Dom Manuel.

Os bandidos levaram R$ 164,7 milhões do cofre. A Polícia Federal considera o maior roubo a banco da história do país e o terceiro no mundo. O túnel partia de uma casa alugada pela quadrilha a uma distância de 78 metros do banco. 

O crime só foi descoberto no início do expediente da segunda-feira (8).

Dez anos após o furto, a Justiça Federal no Ceará soma 28 ações penais sobre o caso, 133 denunciados por envolvimento no crime e 94 réus condenados, sendo que 10 foram absolvidos pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5). Dos R$ 164,7 milhões levados, a PF estima queR$ 60 milhões foram recuperados, por meio da venda de bens dos participantes ou pelo resgate de quantias em dinheiro durante as investigações.

O núcleo que escavou o túnel ligando a casa ao banco não passou de 30 homens, mas diversas outras formas de participação elevaram a quantidade de denunciados. 

“Toda a linha de investigação que o Ministério Público, Polícia Federal e Banco Central, como assistente de acusação, empreenderam foi para identificar quem financiou, quem executou o plano e quem posteriormente ajudou na lavagem do dinheiro. 

As investigações foram se densificando nesse aspecto, e ao longo do tempo, foram encontradas 133 pessoas’’, afirmou o juiz federal Danilo Fontenelle Sampaio, titular da 11ª vara da Justiça Federal no Ceará, responsável pelo julgamento do caso.

Fonte: G1

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