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quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Artigo: O consumo do crack cresce e assusta as pequenas cidades



Por Oscar de Souza Neto, de Arraias (TO)

O elevado crescimento e consumo de drogas lícitas e ilícitas entre crianças, jovens e adultos vem crescendo de maneira significativa nos últimos anos, a exemplo o álcool e o crack. 

O esporte pode ser o maior aliado nessa luta. 

O melhor por via preventiva e pacífica. É um caminho que já provou ser bem mais eficaz que punições severas, através da prática esportiva todos são atraídos para convivência em grupo marcada pela solidariedade.

As necessidades de respeitar limites estabelecidos e as regras da competição acabam tornando um aprendizado essencial ao processo do desenvolvimento humano. 

A prática de se exercitar e de ultrapassar a cada dia os próprios limites do corpo, como único objetivo de subir mais um degrau, direciona o atleta- cidadão. 

O saldo é uma vida mais centrada, saudável e com certeza, mais distante do mundo das drogas. É um estilo de vida marcado pela disciplina e pelo prazer.  

Ao conviver em grupo com pessoas que possuem objetivos, sonhos a realizarem, as mesmas tendem a socializarem e absorverem as coisas boas daquela comunidade. 

Era assim que sentíamos quando Dom José Moreira, hoje bispo em Januária cidade localizada no norte de Minas Gerais, levou o Escotismo para Arraias, norte de Goiás “o corredor da miséria”, em 1982, proporcionando aos jovens a possibilidade de alimentar seus sonhos através do esporte e praticas de cidadania.

A prática do esporte contribuirá no que diz respeito ao ganhar e perder. E mais, aprende a conviver em grupo. Tudo isso em um ambiente de diversão, porém com responsabilidade. 

O potencial educativo e de socialização do esporte é muito maior do se se imagina. Vai além de distribuir jogos de camisa, bolas, matérias esportivos, um campeonato... 

Isso fica claro principalmente em ano politico. O esporte, a música, a educação, a saúde, a cultura e assim por diante deve ser vista como formação geral do ser humano e ai falta elaboração de politicas públicas para que isso ocorra.

Nos bairros e regiões não só das grandes cidades, mas em cidades do interior, a exemplo Arraias, o número de bares é significativamente maior que locais para a prática esportiva destinada a comunidade. 

As drogas (o crack, maconha) já invadiram até a zona rural.  

Faltam politicas públicas, portanto faltam gestão e vontade política. A cidadania pode ser conquistada, ainda mais forte, através da música, do esporte, da educação.

A criança, o jovem, que é o hoje da sociedade corre atrás da bola e dribla os preconceitos, trabalha com itens fundamentais para sua formação: liderança, igualdade de forças e espirito de coletividade. 

Ajudado, é claro, por professores, profissionais capacitados e parceiros que lhe oferecem o sentido de justiça nessa estrutura social que vira uma festa quando surge um gol. Cidadania se conquista com projetos imbuídos de sonhos.

Diante dos fatos e abaixo de DEUS, o esporte é o caminho mais rápido para combater os males da nossa sociedade e assim as futura gerações terão força de um chute num campo, nem sempre gramado, em que ganha à identidade de craques destemidos e conhecedores dos seus direitos e deveres, em fim, um craque preparado para os desafios da vida.

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