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sábado, 21 de novembro de 2015

Artigo: Acorda Brasil



Por Thiago Ferreira dos Santos, (Arraias-TO)

Comumente ouvimos outras pessoas se dizerem isentas de partido ou opinião. 

Mas, o simples fato de realizar tal negativa já é a defesa de uma opinião ou partido. 

Hoje se fala tanto em moral, mas por quê? Pois hoje os problemas morais vêm assumindo dimensões assustadoras na sociedade. 

Não significa aqui dizer que em outros tempos o assunto não tenha sido trazido para o debate, mas ao contrário do passado, vivemos em um mundo que se transforma e se re(transforma) a cada minuto.

No caso do Brasil, a vergonhosa onda de corrupção cínica, perversa e espetacularizada, ainda não causou uma onda de repúdio capaz de minimizar tal situação. 

Vivenciamos ainda a falência das instituições públicas ante a mistura do que é público e privado, ameaçando inclusive, os próprios fundamentos do Estado Democrático de Direito.

Cenário este desolador e ao mesmo tempo muito preocupante. Necessitando uma ecoação do desejo de moralidade entre a sociedade e seus pares.  E diante de tal situação, como as pessoas reagem? 

Cansadas de lutar por uma sociedade mais justa e igualitária, preferem desistir, se desestimulam diante da impotência para combaterem os abusos que se sucedem diante dos seus olhos.

Particularmente, e considerando haver outros mecanismos de combate a esse tipo de situação, entendo que a educação tem um papel importantíssimo nesse cenário.  

Que ao receber o aluno não deve ensiná-lo a tomar boas notas apenas no ambiente escolar, mas na vida. Para que tomando consciência de sua própria existência, seja capaz de operar mudanças no lugar onde vive. 

Logo, o indivíduo desde cedo, deve receber uma educação moral. 

Que o ensine a não fazer isso ou aquilo porque a sociedade proíbe, mas que deixe de fazê-lo ou o faça guiado somente pela sua consciência. 

Por fim, exige-se quase sempre uma educação mais voltada para o mercado do que para a formação moral dos sujeitos. 

E considerando as exigências do mercado, estas muitas vezes ferem diretamente os princípios da moralidade. 

E a uma nação que coloca os interesses individuais em detrimento dos interesses coletivos, e ainda, desatenta com a formação moral dos seus indivíduos, jamais competirá a tão sonhada sociedade justa e igualitária.

Thiago Ferreira dos Santos é Mestrando em Educação pela Universidade Federal do Tocantins e graduado em Pedagogia pela mesma universidade. Graduado ainda em Tecnologia em Agropecuária pela Universidade Estadual de Goiás. Especialista em Gestão Pública pela Faculdade do Noroeste de Minas.

Um comentário:

Alexandre Kallay disse...

Grande Thiago! Reflexão que vale para discutirmos principalmente o papel da família e da sociedade nas outras formas de educação, ou seja, a educação formal e informal, fora do limite físico da escola. Esses modelos de educação permitem as crianças além da compreensão de mundo e de como sobreviver a ele, também possibilita através das interações, o repasse de grandes valores e virtudes que valerão pra toda vida. Isso é formação cidadã. Isso é educação.