sábado, 22 de março de 2014

Distrito Federal começa a reciclar todo seu lixo. É hora das comunidade apertarem Goiás e Tocantins para iniciativa semelhante

Caminhões da coleta seletiva em Brasília 

Lixão aberto em Alto Paraíso de Goiás

As belezas naturais de Alto Paraíso ameaçadas
 pelo descarte irresponsável do lixo urbano 

Neste início de ano, o Governo do Distrito Federal (GDF) implantou a coleta seletiva em todas as Regiões Administrativa. 

Todas as residências, sejam elas, casas, condomínios fechados e edifícios de apartamentos receberam folhetos explicativos, folders, cartazes e informações sobre dia e hora do recolhimento. 

A coleta seletiva recolhe o lixo seco doméstico e comercial. 

E o que é o lixo seco?  são vidros, papéis, metal (lata, fio, panela) embalagens de longa vida (do leite, do achocolatado) e, finalmente, os infernais plásticos – uma sacola plástica demora cerca de 100 anos para se decompor no meio ambiente. 

A iniciativa do GDF atende à Lei  Federal 12.305/2010, que institui a política nacional de resíduos sólidos.

E está dando certo. Em 20 dias, a quantidade  de lixo seco recolhido pela SLU ( empresa de limpeza urbana do governo distrital) aumentou em cerca de 200%. 

Ou seja, as pessoas querem isso, a comunidade quer ajudar e entende o problema.

Só na primeira semana foram mais de 800 toneladas de material reciclado recolhidas das residências.

O lixo comum,  que agora engloba apenas o lixo orgânico (aquele que apodrece) continua sendo recolhido como de costume.

Os destinos dos dois lixos são diferentes. Enquanto o lixo seco é levado para uma cooperativa de reclicadores, o lixo comum, agora em volume menor, vai para a composição de adubo orgânico.  

Além disso, o lixo seco recolhido é 100% doado às cooperativas de catadores. 
Os recicláveis são comercializados pelas cooperativas, que poderão aumentar a renda mensal, já que o material separado chegará em maior quantidade e mais limpo.
A coleta seletiva tem dois papéis importantes, o lado sustentável, ajudando a preservar o meio ambiente, e o lado social, movimentando essa economia solidária de catadores — lembrou Ramos.
Todas as 32 cooperativas cadastradas no SLU são beneficiadas e os resíduos, divididos equitativamente, de acordo com o número de cooperados de cada instituição.
Apesar de tardia, essa iniciativa é exemplar e deve gerar mais qualidade de vida aos brasilienses.
Cidades de Goiás e Tocantins tem que pressionar prefeitos e vereadores 
Postei isso, principalmente, para despertar o interesse e iniciativas em todos os prefeitos da região do nordeste de Goiás e sudeste do Tocantins, onde nosso Blog tem um maior poder de influência.

É hora das comunidades de todas as cidades – Posse, Campos Belos, Arraias, São Domingos, Combinado, Dianópolis, Paranã, Monte  Alegre,  São João da Aliança, Alto Paraíso,  Aurora do Tocantins, Divinópolis de Goiás, Novo Alegre, Mambai,  Teresina, dentre outras – se unirem e cobrarem imediatamente dos governos locais um projeto, uma ação semelhante a esta feita pelo GDF.

Não podemos mais continuar a cometer este crime ambiental coletivo de despejar, descaradamente, toneladas de lixo, principalmente seco, em nossos rios, córregos, e no complexo e  rico bioma cerrado.

Todos sabemos dos danosos problemas advindos dessa ação, para a saúde pública, para as nossas águas, para os animais, enfim, para todo o equilíbrio ecológico.

Está na hora de ONGs, movimentos sociais, estudantis, de classes,  comprar essa briga do lixo reciclável.

Esse engajamento é extremamente necessário para que essas duas regiões, ricas em diversidade ambiental, mas pobres em cidadania, possam dar um verdadeiro passo para um futuro mais promissor e de qualidade.


Já publicamos:

Alto Paraíso negligencia descarte de lixo urbano







Nenhum comentário:

Postar um comentário

Os cometários aqui publicados são de inteira responsabilidade dos autores. Este Blog não se responsabiliza pelos comentários postados pelos leitores, que poderão ser responsabilizados e penalizados judicialmente por abuso do direito da livre manifestação.