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segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Droga domina o interior goiano. Consumo que leva à morte em Posse (GO)


Por Cleomar Almeida, Malu Longo e Alfredo Mergulhão,

Cidades do interior de Goiás vivem o drama de verem seus filhos engolidos pelo vício. 

Elas têm se tornado, numa velocidade assustadora, reféns do tráfico, sobretudo do crack, o que contribui para desmanchar a imagem de lugar pacato, tomado pela tranquilidade, distante do tumulto e violência urbana. 

Numa tentativa de conter esta epidemia, por exemplo, a Polícia Militar apreendeu, no ano passado, nas divisas do Estado, mais de 5 toneladas de drogas. 

A estatística retrata, no entanto, só uma parte do problema. 

O tráfico está no submundo. Em muitos municípios, moradores não saem à rua despreocupados. Impera o medo. 

E, além disso, se na capital há famílias desesperadas por não conseguirem atendimento adequado aos dependentes químicos, muitos deles adolescentes e jovens, a situação é mais estarrecedora no interior, castigado pela falta de infraestrutura de saúde e segurança públicas. 

Em algumas cidades, o socorro fica nas mãos de pouquíssimas comunidades terapêuticas, mas há casos em que a ajuda não chega a tempo, já que os dependentes químicos são assassinados. 

Só ficam na história triste de um lugar que um dia viveu a calmaria.

Consumo que leva à morte em Posse (GO)


A força das drogas é estarrecedora e provocou a morte de dois homens em duas pequenas cidades do Estado. Um deles, de 30 anos, morreu depois de engolir pedras de crack enquanto tentava fugir da polícia, em Posse, no Nordeste goiano. 

Domingos Alves Rodrigues não resistiu às complicações da contaminação, no dia 25 de novembro, quando era submetido a uma lavagem estomacal no Hospital Municipal de Formosa.

Ele havia sido flagrado por policiais militares recebendo porções de crack de Davison Washington Farias Almeida, de 20. Desesperado, temendo a prisão, Domingos correu para um lote baldio e engoliu as pedras. 

Como a polícia tinha recebido informações de que no local funcionava uma boca de fumo e ele já tinha passagem por tráfico, foi detido e começou a passar mal dentro da viatura que o levava para o presídio de Formosa. 

No caminho, passou mal mais uma vez. Morreu enquanto era submetido ao procedimento médico na unidade de saúde do município.
Em Rianápolis, cidade com apenas 4 mil habitantes, Gilson José dos Santos, de 26, foi morto na barraca onde vendia melancias, às margens da BR-153. 

Três dias depois a polícia descobriu que Lucas Vinícius de Carvalho dos Santos, de 22, e Paulo Wender Cordeiro Ferraz, de 18, foram fumar crack no local e atiraram seis vezes em Gilson. O rapaz ainda se levantou e recebeu um tiro no rosto que o matou.

Fonte: O Popular

Um comentário:

Anônimo disse...

Isto acontece devido o descaso ou incompetência das polícias, pois nestas pequenas cidades é muito fácil descobrir quem são os traficantes que em geral são pessoas simples e amadores, tentando ganhar dinheiro fácil, muitos no primeiro chá de cadeia já desistem da atividade, e não existe usuário sem existir traficante.