quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Fechamento de escola agrícola: governo do Tocantins agora sinaliza com uma audiência pública


Recentemente publicamos aqui que o governo do estado do Tocantins estava descendo goela abaixo da comunidade de Arraias e região a  extinção, pura e simples, da Escola Agrícola David Aires França, sem ao menos consultar quem mais interessa: a comunidade.

Exigíamos pelo menos uma audiência pública para que o povo, a comunidade fosse ouvida.  E parece que o bom senso imperou.

Hoje saiu a informação de que será feita uma audiência pública para discutir o problema, que vem se arrastando desde o início do ano.
 
A notícia foi publicada no Jornal do Tocantins e informa que depois de manifestação pacífica de professores, servidores e alunos, o secretário de educação do estado, Danilo de Melo Souza, resolveu  ceder e ouvir as pessoas.

Ainda não foi divulgada uma data para a audiência pública ou audiências, que possivelmente devem ser realizada em Arraias.

Agora é hora do povo se mobilizar, ouvir o outro lado, ou seja, qual é realmente a proposta da Secretaria de Educação do Estado e também apresentar as suas propostas. 

Já que o governo abriu o canal de diálogo, tem que se aproveitar ao máximo.


Já Publicamos: 

Secretário Estadual de Educação do Tocantins, Danilo de Melo Souza, quer fechar a Escola Agrícola de Arraias (TO). Por quê?


Casas do nosso povo: uma realidade do Brasil Central, nas barbas da capital federal





Modelos de casas populares das comunidades do campo e da cidade, no Brasil Central, cerrado goiano. 

A primeira é uma casa muito humilde, onde moram seis pessoas. A segunda é de adobe, uma espécie de tijolo dos nativos, com um quarto para duas pessoas e uma criança.

A terceira é de tijolo de bloco e cimento, do programa Minha Casa, Minha Vida (super faturada). Possui um quarto, uma sala, uma cozinha e um banheiro. Neste casebre moram quatro pessoas. 

A quarta casa foi fabricado com tijolo ecológico. São dois quartos, uma sala, uma cozinha, um banheiro. Aqui moram um casal e oito crianças.

Conclusão, ainda falta saneamento ambiental, energia elétrica e estradas.

Presidente Dilma, acorda... o povo pede qualidade de vida. Essa realidade fica bem próximo a Brasília, em Cavalcante, nordeste de Goiás, a 350 km da capital federal.

Com texto e fotos da ONG Caravana Ecológica 
 

Comunidade arraiana vai às ruas comemorar novos cursos da UFT




Por Bianca Zanella,  

Uma grande carreata mobilizou a cidade de Arraias na manhã desta quinta-feira (31). 

Velhos, jovens e crianças, quem sabe futuros universitários, saíram às ruas do centro para comemorar junto à comunidade acadêmica da Universidade Federal do Tocantins (UFT) a aprovação de três novos cursos para o câmpus do município - Agroecologia, Tecnólogo em Mineração e Tecnólogo em Turismo - anunciada durante as atividades da Reitoria Itinerante. 

Pelo caminho, quem ainda não sabia da notícia foi se inteirando da novidade com os vizinhos, assistindo à movimentação nas calçadas, com portas e janelas abertas.

Na "Cidade das Colinas", com pouco mais de 10 mil habitantes no sudeste tocantinense, também virou assunto a inauguração do novo prédio do Câmpus Buritizinho. 

O Bloco Administrativo Logístico e Acadêmico (Bala) abriga salas de professores, laboratórios e setores administrativos da Universidade.
 
"Em termos de recursos, os cerca de R$ 7 milhões de recursos investidos aqui parecem muito, mas eles se justificam quando se vê a importância desse investimento para a comunidade arraiana", ressaltou o diretor do câmpus, Idemar Vizolli, na cerimônia que contou com a participação de lideranças locais, alunos, servidores e a equipe da reitoria.

"A UFT está cada vez mais de portas abertas para a comunidade", acrescentou.

"Para nós, que entramos nessa Universidade para trabalhar numa sala sem vidros e sem piso, é emocionante ver o nosso sonho se transformar em realidade; e uma realidade cada vez mais bela, constitutiva e cheia de futuro", comentou a professora Magda Suely Pereira, do curso de Pedagogia.
 
O prefeito de Arraias, Cacildo Vasconcelos, falou da satisfação da comunidade de presenciar o que ele chamou de "consolidação definitiva da UFT no município" e aproveitou a ocasião para pedir a criação de um curso de Medicina no câmpus. 

"Por que não?", provocou ele, colocando o hospital municipal à disposição para a implantação de um Hospital Universitário e lembrando a situação de dezenas de pacientes que precisam se deslocar por quilômetros para tratamentos de saúde.
 
"Nós sabemos que a justificativa para isso existe, sabemos que o vazio em termos de atendimento de saúde é imenso nessa região, então essa não é uma proposta tão irrealista assim", ponderou em resposta o reitor, Márcio Silveira.

 "Ela é uma proposta sonhadora. Mas, afinal, se existe um bom lugar para se sonhar, esse lugar é a Universidade", arrematou.


Fonte: UFT

UFT anuncia três novos cursos para o Câmpus de Arraias




Três novos cursos - Agroecologia, Tecnólogo em Mineração e Tecnólogo em Turismo e Gestão - serão implantados em no Câmpus da Universidade Federal do Tocantins (UFT) em Arraias. 

O anúncio da autorização para criação deste cursos foi feito na manhã desta quarta-feira (30) pelo reitor Márcio Silveira durante a abertura da Reitoria Itinerante no auditório Bala do Câmpus da UFT no município. 

Segundo o reitor, outros sete cursos da Universidade tiveram a criação aprovada pelo MEC em reunião com a equipe do Ministério da Educação realizada nesta terça-feira (29).

O Câmpus de Arraias já conta com os cursos presenciais de Pedagogia, Matemática e Educação no Campo, e com os três novos a serem implantados, com 50 vagas cada um, vai superar a meta da atual gestão de dotar os câmpus menores da UFT com pelo menos cinco cursos cada um. 



"É uma vitória neste final de ano para que a gente tenha uma UFT cada vez mais fortalecida", comemorou o reitor.

Com a expansão a UFT passará a contar com 61 cursos de graduação. "Com isso, teremos novos concursos para docentes e técnicos-administrativos, com 120 e 138 vagas, respectivamente, e novos desafios de pensar a formação com qualidade nesses novos cursos", comentou a vice-reitora, Isabel Auler.


Abertura - O início da Reitoria Itinerante no Câmpus de Arraias ocorreu no auditório do Bloco Bala. 

Os trabalhos foram abertos pela vice-reitora, professora Isabel Auler, e o diretor do Câmpus, professor Idemar Vizolli. 

O evento teve a participação da banda de música da Companhia Independente da Polícia Militar, que executou o Hino Nacional Brasileiro.


O diretor do câmpus apresentou um resumo das ações e obras de 2010 a 2013 e enfatizou a importância da participação de todas as categorias para a boa consecução das atividades realizadas no período. 

Destacou também questões administrativas, de estruturação e também sobre novos cursos de graduação e oferta de cursos de pós-graduação.A vice-reitora destacou que há um clima de pertencimento na Universidade, e que isto é bastante salutar. 
"Eu creio que estamos com projeto exitoso, todos os câmpus se envolveram com as comunidades locais e acadêmicas". 

Isabel ressaltou a realização e o sucesso das Reitorias Itinerantes já realizadas em Miracema e Porto Nacional. "Nosso objetivo é encaminhar a UFT em uma gestão participativa", destacou. 

A vice-reitora também apresentou o planejamento e as ações já executadas na gestão, como a criação da Prefeitura Universitária e também ações e recursos para fomento à pesquisa e pós-graduação, da área de ensino, de extensão e também relacionados aos assuntos estudantis na UFT.
Programação - As atividades da Reitoria Itinerante prosseguem durante a tarde desta quarta-feira com espaços para diálogo com a comunidade acadêmica (veja abaixo). 

Deverão ser debatidas questões como a consolidação/expansão do câmpus, definição de novos cursos, transferência da Escola Agrícola à UFT e tópicos relacionados a compras, recursos humanos, patrimônio, planejamento, obras, avaliação de cursos e movimento estudantil. 
À noite ocorrerão atividades relacionadas à Calourada Cultural, no Feirão da cidade, a partir das 20h.

Fonte: UFT

Divinópolis de Goiás e Teresina de Goiás são selecionadas para o programa Cidades Digitais

Divinópolis, nordeste de Goiás 

Dois municípios do Nordeste Goiano tem muito a comemorar. Divinópolis de Goiás e Teresina de Goiás sãos as únicas cidades do nordeste do estado a integrarem a segunda fase do programa Cidades Digitais. 

Os municípios serão convocados oportunamente por este Ministério para assinatura do Acordo de Cooperação e recebimento de instruções básicas acerca dos próximos passos.

O programa Cidades Digitais tem como objetivo promover a inclusão digital nos municípios com foco na melhoria da qualidade dos serviços e da gestão pública, por meio da instalação de redes, pontos públicos de acesso à internet, sistemas de gestão na área pública e capacitação.

Modelo básico das Cidades Digitais:

- Pontos de acesso público à internet em praças, rodoviárias e outros espaços.

- Conexão entre os órgãos públicos;

- Implantação de aplicativos de gestão para os setores financeiro, tributário, de saúde e educação;

- Capacitação de servidores públicos no uso específico dos softwares e nas TICs;

- Acesso da população aos serviços de governo eletrônico;

Segundo a publicação no Diário Oficial, a lista apresenta a seleção de cidades que submeteu suas propostas por meio de formulário digital entre os dias 4 de fevereiro e 5 de março de 2013.

Veja a lista das cidades contempladas

Fonte: Goianinho

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Meio Ambiente: Retirada de combustível do reator 4 de Fukushima ameaça criar cenário apocalíptico


Uma operação com consequências potencialmente “apocalípticas” deve começar em cerca de duas semanas – “em torno de 8 de novembro” – no reator 4 de Fukushima, que está danificado e vazando. 

É aí que a operadora da usina, a TEPCO, vai tentar remover 1.300 bastões de combustível gastos de um depósito completamente estragado no andar superior da usina. Os bastões têm radiação equivalente a 14 mil bombas como as que foram jogadas em Hiroshima.

Apesar de o prédio do reator 4 em si não ter sofrido um colapso, ele passou por uma explosão de hidrogênio, e está indo de mal a pior, e a chance de aguentar mais um abalo sísmico é zero.

Japan Times explicou:

“Para remover os bastões, a TEPCO colocou um guindaste de 273 toneladas por cima do prédio, que será operado remotamente, de uma sala separada. [...] os bastões gastos vão ser retirados das armações em que eles estão armazenados um a um e inseridos em uma pesada câmara de aço, com as peças ainda submersas debaixo da água. Quando essa câmara for retirada da água e depositada no chão, será transportada até outra piscina em um prédio intacto para armazenamento.

Em circunstâncias normais, uma operação como essa demoraria três meses. Mas a TEPCO esperar completar essa antes do início do ano fiscal de 2014.”

Um coro de vozes têm soado como um alarme contra o plano – nunca algo assim já foi feito – de remover manualmente 400 toneladas de combustível gasto da TEPCO, que tem sido responsabilizada por problema atrás de problema na danificada usina nuclear.

Arnie Gunderson, engenheiro nuclear veterano dos EUA e diretor da Fairewinds Energy Education, alertou, nesse verão, que “eles terão dificuldade na remoção de um número significativo dos bastões”, e disse que “daí se pular direto para a conclusão de que vai dar tudo certo é um belo salto no escuro”. Paul Gunter, diretor do Reactor Oversight Project, também deu o alarme, afirmando ao Commom Dreams que “dadas as incertezas sobre as condições objetivas e a disposição de centenas de toneladas de partes, vai ser como um perigosíssimo jogo de pega varetas radioativo”. Gunter fez a seguinte analogia sobre o perigoso processo de remover os bastões de combustível gastos:

“Se você pensar na armação nuclear como um maço de cigarros, se você puxar um cigarro direto, ele sai – mas essas armações sofreram danos. Agora, quando eles forem puxar o cigarro direto para cima, ele vai provavelmente quebrar e soltar Césio e outros gases, Xenônio e Criptônio, no ar. Suspeito que quando chegar novembro, dezembro, janeiro, vamos ouvir que o prédio foi evacuado, que eles quebraram um dos bastões, que os bastões estão liberando gases. [...]

Suspeito que vamos ter mais liberações no ar à medida que eles tiram o combustível. Se eles puxarem rápido demais, quebram o bastão. Acho que as armações foram retorcidas, o combustível superaqueceu – a piscina ferveu – e o efeito é que provavelmente, boa parte do combustível vai ficar lá por muito tempo.”

Japan Times acrescentou:

“A remoção dos bastões costuma ser feita por computador, que sabe a localização de cada uma das peças com precisão milimétrica. O trabalho às cegas em um ambiente altamente radioativo faz com que haja um risco de o guindaste danificar um dos bastões – um acidente que deixaria ainda mais miserável a região de Tohoku.”

Como explicou Harvey Wasserman, ativista contra atividade nuclear de longa data:
“Os bastões gastos de combustível precisar ser mantidos resfriados o tempo todo. Se eles forem expostos ao ar, seu revestimento de liga de Zircônio vai pegar fogo, os bastões vão se queimar e grandes quantidades de radiação serão liberadas. Se os bastões encostarem um no outro, ou se eles se desfizerem numa pilha grande o suficiente, pode haver uma explosão.”

RT ainda acrescenta que, na pior das hipóteses: “a piscina pode desabar no chão, derrubando os bastões uns sobre os outros, o que poderia provocar uma explosão muitas vezes pior do que a que aconteceu em março de 2011.”

Wasserman diz que o plano é tão arriscado que merecia uma intervenção global, um pedido do qual Gunter compartilha, afirmando que “a perigosa tarefa não deveria ficar nas mãos da TEPCO, deveria envolver a supervisão e o gerenciamento de especialistas internacionais independentes”.

Wasserman disse ao Commom Dreams que:

“A retirada dos bastões de energia da unidade 4 de Fukushima pode bem ser a missão mais perigosa da engenharia até hoje. Tudo indica que a TEPCO é incapaz de fazer isso sozinha, ou de informar de maneira confiável à comunidade internacional o que está acontecendo. Não há razões para se acreditar que o governo japonês também faria isso. Esse é um trabalho para ser feito pelos melhores engenheiros e cientistas do mundo, com acesso a todos os recursos que poderiam ser necessários

A potencial liberação de radiação em um caso desses pode ser descrita como apocalíptica. Só o Césio equivale a 14 mil bombas como as que foram jogadas sobre Hiroshima. Se algo der errado, a radiação poderia forçar que todos os seres humanos no local sejam evacuados, e poderia provocar a falha dos equipamentos eletrônicos. A humanidade seria forçada a assistir sem poder fazer nada enquanto bilhões de curies de radiação mortal são jogadas no ar e no mar.”

Por mais ousado que possa parecer o alerta de Wasserman, ele encontra ressonância na pesquisadora de fallout de radiação Christina Consolo, que disse ao RT que na pior das hipóteses o cenário é de apocalipse. O alerta de Gunter também foi ousado.

“O tempo é curto enquanto nos preocupamos que outro terremoto pode danificar ainda mais o complexo do reator e o depósito do resíduos nucleares”, continuou ele. “Isso poderia literalmente reinflamar o acidente nuclear a céu aberto e incendiar até alcançar proporções hemisféricas”, disse Gunter.

Wasserman diz que, dada a gravidade da situação, os olhos do mundo deveriam estar voltados para Fukushima.
 
“Essa é uma questão que transcende ser antinuclear. O destino da Terra está em jogo aqui, e o mundo todo deve acompanhar cada movimento daquele local a partir de agora. Com 11 mil bastões de energia espalhados pelo local, e com um fluxo constante de água contaminada envenenando o oceano, é a nossa sobrevivência que está em jogo.”
 
Tradução de Rodrigo Mendes.
Texto original: Carta Maior 
Créditos da foto: EBC

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Policiais militares de Goiás cobram melhorias no trabalho

Taxado de "oposicionista", jornalista Roberto Naborfazan, do Jornal O Vetor, responde


Por Roberto Naborfazan

Mesmo sendo taxado de "oposicionista" por mostrar os fatos relacionados a operação realizada pelo Ministério Público, visando analisar valores pagos a titulo de diárias ao prefeito de Campos Belos, Aurolino José dos Santos Ninha, o Jornal O VETOR não se intimida e continua em busca da informação que dê esclarecimento à sociedade sobre o caso.

Na reportagem publicada no dia 18 de outubro, veja
http://www.ovetor.com.br/portal/campos-belos-mp-fiscaliza-diarias-pagas-ao-prefeito-ninha-3/

Nossa fonte informava que computadores haviam sido levados da prefeitura e de um hotel da cidade.

Tentamos, na época, falar com o prefeito ou sua assessoria através do número 3451-1403, não conseguimos, ligamos para o assessor de imprensa, que não atendeu e não retornou, falamos com um secretário muito ligado ao prefeito, que nos disse que estava na prefeitura, mas não acompanhou a operação, depois de a matéria publicada, no entanto, esse mesmo secretário afirma agora que estava presente e que, categoricamente, "apenas" documentos foram levados pelos promotores.

A reportagem de O VETOR falou agora há pouco com o promotor de justiça da comarca de Campos Belos, Doutor Paulo Brondi, buscando esclarecer os fatos e verificar o andamento das investigações. 

Segundo o promotor, documentos foram levados da prefeitura visando verificar o pagamento de diárias ao prefeito Aurolino Ninha quando em viagens à Goiânia. 

Essa documentação será confrontada com, por exemplo, os dias em que o prefeito esteve nas emissoras de Rádio local, visto que o prefeito não poderia estar em Goiânia e em Campos Belos ao mesmo tempo.

Quanto ao valor de R$ 37.800,00 (Trinta e sete mil e oitocentos reais), poderá ser maior visto que se refere apenas até o mês de setembro.

Doutor Paulo Brondi esclarece ainda que as investigações deverão levar aproximadamente mais 30 dias, nesse período será pedido explicações por escrito ao prefeito, que terá oportunidade de mostrar se há ou não ilícitos nesse episódio.

Questionado se a prefeitura deve pagar despesas referentes a moradia e alimentação do prefeito em Campos Belos, devido o fato de prefeito morar em Brasília e trabalhar em Campos Belos, o promotor frisa que, o prefeito tem a liberdade de morar onde quiser, mas a prefeitura não deve pagar por suas despesas em seu local de trabalho, visto que quando eleito para a função, o prefeito sabia das despesas inerentes ao cargo.

finalizando, doutor Paulo Brondi diz que, as investigações continuam e, até sua conclusão, nada pode deixar de ser considerado, mas que há fortes indícios de irregularidades.

O jornal O VETOR ressalta que o espaço para o prefeito e/ou sua assessoria esclarecer, de vez, o assunto, está aberto. 

No direito ao contraditório, buscamos, por várias vezes falarmos com alguém na prefeitura que pudesse se posicionar e não obtivemos respostas.

Reafirmamos, porém, o objetivo de levar a informação aos nossos leitores, com clareza, doa em quem doer.

Por equivoco de uma fonte de nosso jornal, publicamos o recolhimento de computadores na prefeitura e em um hotel na cidade: ERRAMOS. Na prefeitura foram levados apenas documentos e não houve buscas em nenhum Hotel referente a esse caso.

Questionamos apenas o seguinte: Mesmo o MP não levando computadores, por que o prefeito não esclarece em que foram gastos quase R$ 40.000,00 pagos como diárias?

Mais uma vez estamos abertos para darmos o espaço necessário para o prefeito se posicionar.

Hudson Lee é campeão da Asian internacional Open, no Japão


Por Dinomar Miranda, 

O brasileiro, campos-belense e representando Brasília na competição, o lutador Hudson Lee acaba de se sagrar campeão internacional de Jiu-Jitsu na Asian internacional open 2013no Japão, na categoria peso pesado, adulto, após derrubar quatro adversários.

Depois de um intenso treinamento no Brasil e de driblar sérias dificuldades em patrocínios para a viagem, Lee mais uma vez fez bonito e conquistou também o coração e a admiração dos japoneses. 

“Tudo foi difícil, desde conseguir o visto, dinheiro, contatos, viajar 42 horas, encarar o fuso, conseguir a passagem, e chegar no japão com 400 dólares no bolso para passar 12 dias... Para mim nada veio de graça, na verdade veio pela graça de Deus, ele me sustentou e fez de minha vida uma história escrita pelo dedo Dele”, afirma.

A competição foi realizada no último final de semana, nas cidades de Osaka, Toquio e Sapporo e foi promovida pela Federação Brasileira Internacional de Jiu-Jitsu (IBJJF). 

Ainda neste ano, em março, Lee já tinha conquistado outra vitória internacional, quando faturou o cinturão Naga, em Las Vegas, nos Estados Unidos.

Após a histórica conquista, Hudson Lee disse que só deseja que um dia sua história possa ser exemplo para as pessoas que desistiram de voar alto, ou estão pensando em desistir e agradeceu, muito. 

“Não sou melhor que ninguém, absolutamente. Porém só quero que me entenda de uma vez por todas, que eu sou o instrumento de Deus, a prova real de que ele existe, essa é minha verdadeira missão.”

Tenho que agradecer minha família, amigos, o pessoal da Igreja de Deus do Guará, que se mobilizou e me deu uma ajuda importante. 

Ao meu patrocinador Sparta; a Milene Favilla, que me surpreende sempre, à minha rainha Raissa Vilarins, por orar e me dar tanta força, ao querido Edison Kagohara, cara que é usado por Deus. Dedico essa vitória a minha avó, Zélia”, finaliza.






Já publicamos:

Campeão brasileiro e mundial de Jiu-Jisu tem sangue de Campos Belos

Hudson Lee: aqui e no Japão



Campos Belos: Ministério do Trabalho dá mau exemplo e sede do órgão quase foi incendiada por demitido exaltado


Por Jefferson Victor, 
A cada dia que passa, detectamos mais problemas que afetam de forma negativa a qualidade de vida da nossa população.

Há tempos estamos alertando as autoridades e comunidade sobre a gravidade de determinadas empresas prestadoras de serviços, que insistem em operar de forma inadequada em detrimento de nosso povo.
Se não bastasse as já denunciadas, agora surge o Ministério do Trabalho como a bola da vez.

As informações que tivemos acesso dão conta de que há quase dois anos o órgão funciona com apenas uma funcionária na sede de Campos Belos, a qual tem que se desdobrar para atender o  nordeste de Goiás e sudeste do Tocantins.

Neste período, as empreiteiras da Mbac, empresa multinacional de fertilizantes que opera na extração de fosfato na região, chegaram a trabalhar com cerca de 3 mil homens.
E como de praxe, as contratações são temporárias, o que leva a um número considerável de demissões todos os meses.

Já testemunhamos filas intermináveis naquele órgão, mas até então não tínhamos conhecimento da gravidade da situação.

Grande parte desses operários são de outras localidades e ao serem demitidos ficam angustiados para voltarem para casa e com isto exercem uma grande pressão sobre a única funcionária do setor.

Inclusive, a funcionária já chegou a ser ameaçada várias vezes.

Ela  trabalha sobre pressão e que até mesmo já  foi vítima de uma tentativa de atentado, onde um demitido mais exaltado teria comprado gasolina para incendiar o órgão com a funcionária dentro dele.

O ato só não se consumou graças à intervenção de outras pessoas que estavam na fila e que não permitiram o "ato de loucura".

Empresários locais também reclamam do atendimento daquele órgão, já que não conseguem agendar homologações em prazos pré-determinados, em função do acúmulo de processos.

É inadmissível que o Ministério do Trabalho, que combate o trabalho escravo e que busca inibir a exploração de empregados pelos patrões, cometa este abuso sobre uma única funcionária, colocando até mesmo a sua integridade em risco.

Tempos atrás, por motivo de doença, a funcionária teve que se afastar e por mais de uma semana  não houve atendimento, o que complicou ainda mais a situação.

Quero aqui esclarecer que a funcionária tem se desdobrado para atender as pessoas que a procuram, porém é humanamente impossível que consiga dar um atendimento digno nas condições a que é submetida.

O Ministério do Trabalho precisa estruturar melhor esta unidade de Campos Belos e que coloque a disposição dos usuários um número maior de servidores como meio de solucionar um problemas, que já se arrasta há  anos.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Campos Belos: "Não havia nada de irregular nas diárias e nas contas da prefeitura", afirma leitor

Fotografia: Dimas Justo

Caro Dinomar, inicialmente gostaria de lhe parabenizar pelo excelente trabalho.

Estive em Campos Belos nesse último feriado e procurei me informar melhor sobre esse assunto das "diárias". 


Os três promotores foram na semana passada até a prefeitura (acompanhados da polícia e de cinegrafista) e lá mesmo eles fizeram as investigações necessárias e constataram que NÃO HAVIA NADA DE IRREGULAR NAS DIÁRIAS E NAS CONTAS DA PREFEITURA e como foi veiculado ai por um Jornalista CLARAMENTE de oposição, não foi levado NENHUM computador da prefeitura, nem mesmo um pen drive. 

Entre em contato com alguém lá de dentro da prefeitura, peça as mesmas provas apresentadas aos promotores e publique aqui no seu blog. 

E outra coisa, os oposicionistas estão assediando moralmente alguns funcionários da prefeitura e pessoas ligadas a eles, perguntando coisas relacionadas aos promotores e gravando escondido esses diálogos na intenção de que alguém fale mal dos promotores para que assim possa incriminar o prefeito e os funcionários. 

Volto a repetir, não FOI ENCONTRADA NENHUMA IRREGULARIDADE, todas as diárias e as contas da prefeitura estão em dia. 

O que quero é que se faça justiça e que você entre em contato com a prefeitura de Campos Belos e peça os papéis que foram entregues aos promotores. 

Assinado, Paulo

Parque Terra Ronca, a rota das cavernas



Fotografias: José Humberto (cedidas pela Secretaria de Turismo de São Domingos)

Seiscentos milhões de anos atrás, a natureza se encarregava de formar uma das mais espetaculares atrações subterrâneas do hemisfério sul: as Cavernas de “Terra Ronca”, hoje consagradas como um dos maiores complexos espeleológicos,não só do Brasil, como da América Latina e também do mundo.

O nome do Parque soa estranho: “Terra Ronca”. 


A expressão deriva do rugido dos rios que atravessam as cavernas,e do burburinho das cachoeiras que despencam em suas entranhas.

Camufladas entre a paisagem ressequida do cerrado, e emolduradas pelo suave contorno da Serra Geral de Goiás, as cavernas do Parque, oferecem um ecoturismo de grande aventura, recheado de emoção e adrenalina.

No complexo, estão grandes sistemas de cavernas do Brasil. 


São mais de 60 cavernas “molhadas” atravessadas por rios, e 200 “cavernas secas”, mas apenas algumas foram exploradas,entre elas a Angélica, Terra Ronca I e II, São Vicente, São Bernardo, Lapa do Bezerra e São Mateus.

Sete delas constam da lista das trinta maiores cavernas do Brasil. A Angélica, com 14.100 metros de extensão é a 4ª colocada do país.


São várias cavernas esculpidas por rios, com formações moldadas durante milhões de anos, desde que a região era banhada pelo mar, no período Pré-Cambriano superior.

O parque da Terra Ronca foi criado em 1989 para preservar o complexo de cavernas, berço de incríveis formações calcárias, como as gigantescas colunas de estalactites, estalagmites (formadas por gotinhas impregnadas por calcário que pingam por milhares e milhares de anos).

A região do parque fica no Planalto Central Brasileiro, a noroeste de Goiás, na divisa com o estado da Bahia. 


A melhor opção para se chegar até o Parque de Terra Ronca é partir da Capital Federal rumo ao nordeste Goiano. Seguindo pela BR-020, o caminho é por Formosa, Alvorado do Norte e Posse. 

Em Posse, deixa-se a BR-020 em direção a Guarani de Goiás. O Parque de Terra Ronca fica aproximadamente 40km de Guarani de Goiás.

A cidade base para esse santuário natural subterrâneo é São Domingos, que fica 400km de Brasília e aproximadamente uns 50km de distância das cavernas.

A visão da gigantesca boca da Terra Ronca1 é dramática. 


O vão de entrada atinge fenomenais 96 metros de altura e 120 metros de largura, com salões medindo 760 metros de comprimento com 100 metros de altura, onde ocorre anualmente a cerimonia religiosa de Bom Jesus da Lapa.

Terra Ronca é um parque envolvente e misterioso. 


Ao desvendar as entranhas da terra, atravessar salões com estonteantes formações calcárias e deslumbrar a ousadia da natureza, de repente você se dá conta de que está adentrando em outro mundo, como se fosse uma viagem ao centro da Terra.

Para quem gosta de explorar cavernas, o Parque de Terra Ronca é um paraíso, e quem acha que não gosta, certamente mudará de opinião.

Enfim, Terra Ronca é um silencioso e encantador mundo subterrâneo, que hipnotiza e arrebata o visitante com suas surpreendentes atrações.


Texto: Tripadvisor





Senadora Kátia Abreu dá início na próxima quinta, 31, ao programa Sudeste Empreendedor em Dianópolis



A senadora Kátia Abreu, presidente da Confederação da Pecuária e Agricultura do Brasil e da Federação da Agricultura e Pecuária do Tocantins (CNA/Faet) promoverá, no próximo dia 31, o seminário “Técnicas e Alternativas para Conviver com a Seca”, em Dianópolis.

O Evento dá início ao programa Sudeste Empreendedor, que visa capacitar os produtores rurais do sudeste do Estado a conviver e produzir com a seca que abate a região durante o inverno, levando tecnologias que permitirão a convivência com o clima semiárido, aumentando a produtividade e renda dos empreendimentos rurais.

O evento, que acontecerá no Centro de Formação dos Agricultores e Agricultoras Familiares de Dianópolis, será aberto pela senadora Kátia Abreu. 


Logo após, o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Pará e coordenador institucional do programa Sertão Empreendedor, Mário Borba, fará a apresentação do programa aos produtores rurais da região, que também conhecerão o caso de sucesso do programa Viver Bem no Semiárido da Bahia, apresentado pelo 2º vice-presidente de Desenvolvimento Agrário da Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia, Humberto Miranda de Oliveira.

Após o almoço, o pesquisador da Embrapa Semiárido, Gherman Araújo apresentará a palestra “Estratégias Tecnológicas para Produção Agropecuária e Captação de Água para Consumo Humano em Regiões Sujeitas à Seca”. 


Os pesquisadores da Embrapa Caprinos e Ovinos, Henrique Antunes de Souza e Roberto Pompeu, farão a palestra “Informações Agronômicas das Culturas de Sorgo, Girassol e Milheto e Custos para Confecção e Produção de Silagem”. 

O pesquisador da Embrapa Semiárido, Tadeu Voltolini, apresentará o painel “Conservação de Forragens: Fenação, Ensilagem e Amoniação”. 

O engenheiro agrônomo do Senar Ceará, Eduardo Queiroz, encerra o ciclo de palestras apresentando a experiência do Estado na produção de milho para forragem na época da seca. 

Todos os produtores que participarem do evento receberão certificados, comprovando sua habilitação dentro do programa Sudeste Empreendedor.

Programação:

09:00 – Abertura com a senadora Kátia Abreu.

10:00 – Apresentação do programa Sertão Empreendedor: Um novo tempo para o semiárido com o presidente da Faepa e coordenador institucional do programa, Mário Borba.

11:30 – Apresentação do programa Viver Bem no Semiárido – case Bahia com o 2º vice-presidente de Desenvolvimento Agropecuário da FAEB e superintendente adjunto do Senar-BA, Humberto Miranda Oliveira.

14:00 – Palestra Estratégias Tecnológicas para Produção Agropecuária e Captação de Água para Consumo Humano em Regiões Sujeitas à Seca com o pesquisador da Embrapa Semiárido, Gherman Araújo.

14:45 – Palestra Informações Agronômica das Culturas de Sorgo, Girassol e Milheto e Custos para produção e confecção de silagem com os pesquisadores da Embrapa Caprinos e Ovinos, Henrique Antunes e Cláudio Pompeu.

16:00 – Palestra Conservação de Forragens: Fenação, Ensilagem e Amoniação com o pesquisador da Embrapa Semiárido, Tadeu Voltolini.

16:45 – Palestra Experiência do Ceará na Produção deMilho para Forragem na Época da Seca com o engenheiro agrônomo do Senar-CE, Eduardo Queiroz.

18:00 – Entrega de certificados e encerramento.


Fonte: Assessoria de Comunicação - Senadora Kátia Abreu

sábado, 26 de outubro de 2013

Aleluia!!! O Rio Bezerra renasceu, a Mbac liberou a água ou um milagre aconteceu?



Por Jefferson Victor, 

Alívio para os ribeirinhos do Rio Bezerra. Segundo eles, dois dias após divulgação do vídeo pelas redes sociais, youtube, Blog do Dinomar Miranda,  Site Cidaderegião e G1 (Globo) do Tocantins, finalmente a água apareceu.

Era caótica a situação daquela comunidade. Conforme retratamos no primeiro vídeo, alí prevalecia a tristeza e a desilusão.

Após o restabelecimento  da água, voltamos àquela comunidade e fomos recebidos com muito entusiasmo e   agradecimentos por parte daquele povo que penou por dois meses sem uma gota d’água para atender suas necessidades.

Pra mim foi muito gratificante ver um cenário totalmente diferente. Ví  as pessoas sorrindo, bem diferente do dia  em  que estive lá fazendo as filmagens.

Na verdade, na primeira vez que estive lá, havia um clima de desconfiança,  políticos e até mesmo advogados haviam passado por lá com a promessa de resolver o problema, mas até então não havia nada de concreto, só promessas.

O Ministério Público, através de seu titular, o Dr. Paulo Brondi, acolheu as nossas denúncias e nos acompanhou até a barra do Carvalho com o Bezerra e ao  Balneário,  locais das filmagens, para constatar de perto todos os acontecimentos em questão.

Leandro Silva Oliveira, Gestor Ambiental, servidor municipal junto á Secretaria de Meio Ambiente,  e funcionários do MP fizeram parte da visita em loco.

Na oportunidade  ficou constatada água em quantidade razoável, a qual acredito seja suficiente para atender os ribeirinhos durante este período de estiagem.

Em uma nota oficial postada pela Mbac, eles alegaram não estar represando o rio, e que, a falta de água prede-se ao fato que o Rio Bezerra sempre seca nesta época do ano e dizem ter documentos  que ratificam as informações prestadas.

Esta nota nos causa estranheza, pois conhecemos  o Rio Bezerra ha décadas, e não temos nenhum relato de que tais fatos sejam concretos.

Agora se eles não estavam represando o rio, e dois dias depois das denúncias a água apareceu, com certeza alí aconteceu um milagre digno de peregrinação.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Nota de esclarecimento do vereador de São Domingos João de Lú Gomes da Silva


Venho por meio desta, esclarecer fatos publicados no site do Ministério Público Estadual, que versam sobre ação de improbidade administrativa contra minha pessoa e o vereador João de Lú Gomes da Silva.

Quero deixar claro que não houve abastecimento de meu carro particular, por conta da Prefeitura Municipal de São Domingos, como versa a matéria. 

E baseados em indícios o Membro do Ministério Público cita apenas uma conversa que houve entre o Vereador e o Gerente do Posto, sem apresentar uma prova se quer da consumação do ato, até porque não houve.

 Esclareço também que tenho em mãos uma declaração, assinada e autenticada do mesmo gerente do posto, afirmando que não houve abastecimento do meu carro naquele estabelecimento. 

É de estranhar também o fato de que não houve citação nem minha e nem do Vereador João de Lú da referida ação, onde só ficamos sabendo pela imprensa, mostrando um total desrespeito, por parte do promotor, pelos princípios Constitucionais, sem se preocupar com a imagem dos acusados, ainda mais se tratando de pessoa pública no caso do João de Lú vereador por três mandatos no município de São Domingos-GO. 

Por fim ressalto a minha inocência e a do Vereador e faço um desafio o membro do parquet para que prove a consumação do fato, e não fique embasado em provas frágeis por mera perseguição politica.


João Augusto Chaves Gomes
Advogado
OAB-GO.37.425
Goiânia, 24 de outubro de 2013.

Publicado originalmente no Jornal Populacional 

Nota referente matéria 

Vereador de São Domingos e seu filho acionados por abastecer carro próprio na conta da prefeitura 

Hospital Municipal de Campos Belos, lugar de lê revista?


Esta semana, infelizmente, estive no Hospital Municipal de Campos Belos. Digo infelizmente porque quase todas as vezes que vou sempre acontece situações desconfortáveis.  

Ou o médico sai para almoçar e demora 4 horas para retornar, ou nunca encontra a ficha de atendimento, ou ainda não tem nenhuma enfermeira em seu posto de trabalho, enfim está tudo BAGUNÇADO.

Nesta segunda, 21 de Outubro, por volta das 09h30min, fui até o hospital acompanhando minha avó, uma senhora de 81 anos. 

Segundo a lei  10.741, de 2003, Art. “1o As pessoas portadoras de deficiência, os idosos com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos, as gestantes, as lactantes e as pessoas acompanhadas por crianças de colo terão atendimento prioritário, nos termos desta Lei.” Pois bem, lei essa que não foi respeitada. 

A mesma encontrava-se enferma, com necessidades de atendimento naquele instante, porem a princípio só para a ficha dela chegar até a triagem demorou aproximadamente 40 minutos, isto após eu ter que ir cobra-la na entrada, o tormento começou ai.

Minha mãe e eu começamos uma “procurar a enfermeira”. Só havia a minha avó para ser atendida e nenhuma enfermeira. 

Minha mãe foi até a ENFERMEIRA que estava atendendo naquela área e que também não encontrava no seu posto de trabalho, ela relatou para minha mãe que iria lanchar e logo atenderia. 

Esperamos mais uns 20 minutos, até que a mesma veio para uma sala ao lado da triagem sentou-se e foi lê revista, e só havia minha avó ali.   

Conclusão da história, minha avó esperou 01h16min minutos para ser atendida, e não foi por esta ENFERMEIRA não, por outra. 

As horas foram curtas, mas o descaso foi enorme. E surge a pergunta: onde ficou o cumprimento da lei?

Chegamos ao hospital e a cena que deparamos é: enfermeiras (não generalizo), preocupadas em lê revistas, fazer pedidos de franquias. 

Sinceramente, Hospital é lugar de lê revistas? E os pacientes, vão morrer na fila esperando atendimentos destas pessoas?

A situação da minha avó que era relativamente seria,terá que se repetida quantas vezes para que as autoridades tomem providências?Quando isto vai acabar? Ou melhorar? 

Vocês CHEFES do HMCB, vamos melhorar o atendimento, pois as pessoas que procuram tratamento médico muitas vezes carecem igualmente de uma palavra de conforto e de esperança, coisas que podem ser manifestadas simplesmente num gesto de respeito dispensado através de um bom atendimento.

Eu acredito ainda que não estou pedindo demais e lembro ainda que a situação ocasionalmente aconteceu com uma idosa e esta é minha avó, mas se aconteceu com ela pode acontecer com o parente de qualquer pessoa.

Quero chamar a atenção para o fato de que hospital NÃO é lugar de ler, folhear e fazer pedidos em revistas. Hospital é lugar de ATENDER os pacientes, lugar este que devemos trabalhar com vontade, sabendo que todos os pacientes têm problemas diferentes, idades diferentes, mas necessidades iguais. 

“Serem bem atendidas” terem suas dúvidas esclarecidas ou pelo menos ouvidas, portanto responder uma pergunta com EDUCAÇÃO é dever do servidor público, e direito do cidadão. 

Quero pedir apenas que esses profissionais tratem as pessoas como gostariam que fossem tratados. 

A diretoria fixa um informativo no corredor onde relata que desacatar funcionário público é crime de 06 meses a 01 ano de prisão,“ “Artigo 331 – Desacatar funcionário público no exercício da função ou em razão dela:

Pena – detenção, de seis meses a dois anos, ou multa” então eu não posso, mas eles podem.

Sinceramente, o serviço não é de graça, pagamos e queremos ser bem tratados, isto é o mínimo que um funcionário público deve fazer “TRATAR BEM”. Senhores, autoridades municipais, seria interessante fixar este também ao lado: 

Art. XX: DESACATO AO CIDADÃO DE BEM: Desacatar, humilhar, não atender, ser irônico, desrespeitoso de qualquer forma, em altos brados ou em silêncio, de forma contumeliosa ou não, o cidadão de bem que buscar os serviços públicos, pagos com a arrecadação de pelo menos um dos 85 tributos pagos por ele Pena: Se o crime for cometido em:

I – Hospitais, clínicas ou análogos     
II – Fóruns, Delegacias de Polícia, Receita Federal
III – Escolas

Servirá para que os funcionários públicos também saibam que os direitos não estão somente do lado deles.

É com grande REVOLTA que escrevo, por mim, por minha avó, por minha mãe e por todas as pessoas que são maltratadas no Hospital Municipal de Campos Belos, o péssimo serviço e ainda espero que essa forma que encontrei para GRITAR sirva para algo.

Vanessa