quarta-feira, 29 de maio de 2013

Crack avança em Campos Belos. Sociedade tem que reagir



Depois de tomar conta das grandes cidades do Brasil, aos poucos, a epidemia do crack avança sobre as comunidades do interior. 

Acompanho as informações disponibilizadas pela Polícia Militar de Campos Belos e a cada dia vejo crescer o número de ocorrências envolvendo o uso do crack na cidade. 

Obviamente, este crescimento tem se repetido nas outras cidades do nordeste de Goiás e sul do Tocantins, inclusive na área rural. 

Na última terça-feira (29),  por volta das 8 horas da noite, policias militares  se deslocaram até o "Estádio Xeco", de Campos Belos, com a denúncia de que um casal havia saltado o muro do estádio. 

A Guarnição entrou no local e flagrou um casal com pedras de crack. 

Na madrugada desta quarta-feira (29), os policiais abordaram três suspeitos no setor Brejinho e após a revista encontraram, em posse do trio, uma pedra de crack de 10 gramas. 

Os usuários eram três adolescentes. 

O  uso do crack em nosso país, principalmente nas pequenas cidades, tem que ser tratada não como questão de segurança pública, mas como uma prioridade de saúde pública. 

O crack tem um efeito devastador. Não apenas para o usuário, mas e principalmente para as suas famílias, que penam e sofrem sem "poderes" para ajudá-los. 

Por isso, o combate ao crack não é um papel apenas da polícia. 

Os órgãos dos poderes públicos, notadamente aqueles ligados às áreas social e de saúde, têm que criar mecanismos, estratégias e políticas públicas com vistas a prevenir o uso dessa droga nefasta, que transforma as pessoas em verdadeiros zumbis. 

E creio que essa tarefa, também, não é apenas dos poderes públicos. 

A sociedade como um todo tem que encarar esse desafio, seja nas escolas, nas igrejas, nas reuniões familiares, nas festinhas...

E estas ações não podem esperar, sob o risco de se perder, para sempre,  pessoas maravilhosas para o submundo.  

5 comentários:

  1. O crack é uma doença social, uma epidemia, que não podemos e nem devemos aceitar, nossos jovens se corrompendo, sendo destruído, mesmo mediante a tanta informação. É preciso mais, é preciso discutir, buscar alternativas, a falta do que fazer traz para perto do jovem essas experiências maléficas. O que nossos jovens têm de atrativo em nossa cidade? Qual a sua diversão? Nas rodas de conversa no colégio o assunto é bebida, festinhas nada saudáveis e é o primeiro passo para qualquer outra droga. O que fazer? Sei que não é receita de bolo, porém é preciso debater, sair da “tolerância”, da cegueira social.

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  2. Triste realidade Dinomar! Na minha família tem dependente químico e toda família está doente. Esse crack é uma câncer que destrói e arrasa com tudo: saúde dignidade, família, etc. Temos que travar uma batalha enorme para salvar nossos jovens dessa epidemia maligna. As escolas precisam promover campanhas e palestras, utilizando todos os meios possíveis para mostrar ao jovem que o crack é uma pedra destruidora de vidas. Todos os meios de comunicação disponíveis no nosso município devem participar com campanhas educativas e ou informativas, também as polícias continuar atuando preventivamente inibindo o tráfico que alicia o viciado e o faz roubar a sua família e quando não tem mais o que roubar em casa rouba na rua para alimentar o seu vício. Triste da família que tem um dependente químico! Só Deus pra ter misericórdia! Graças a Deus uma lei esta sendo aprovada para ajudar a família a internar compulsoriamente o seu dependente; espero que seja sem os entraves da burocracia. As leis precisam ser mais rigorosas com o traficante; sabemos que só existe o traficante por que tem o usuário consumidor, por isso acho que o usuário também deveria ser punido como forma de inibir o uso da droga.
    Faço aqui uma alerta: "Pais dê mais atenção aos seus filhos! fiquem bem atentos às suas atitudes, controle suas amizades, e os ensine a desviar dessa armadilha que é a Droga.
    "CRACK, UMA PEDRA NO CAMINHO DE MUITOS JOVENS!!! DEUS NOS SALVE!!!

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  3. Concordo com a Joyce Karla. Mais que tudo, penso que é uma questão educacional. Educação entendida como não apenas escola - tudo é educação, porque tudo educa, faz aprender isto ou aquilo. O que estamos oferecendo para nossos jovens? Quais modelos lhes são apresentados? Quais possibilidades de estilo de vida, de construção de consciência positiva? Não temos quadras de esporte, centros de lazer, educação e cultura na região. Quando temos, não valorizamos. Apenas deixamos que a moral do "cada um por si, todos por nenhum" tome conta. Quem, por exemplo, toma tempo para conversar ou ser voluntário nas ações sociais? Ainda mais, os pais. Quais deles dão tempo para seus filhos, em quantidade e qualidade? Precisamos entender, que aquilo que somos e o que o outro é, também é nossa responsabilidade.

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  4. Fiquei feliz com seu post,parece que estao percebendo a triste realidade das situaçoes que envolvem a dependencia quimica,enfim estao vendo que ela nao escolhe classe,raça... ela esta ai assombrando as familias ,senti a descriminaçao na pele,doia muito,com isso eu e umas amigas criamos um grupo de apoio''grupo superaçao''la trabalhamos com pesssoas com problemas com alcool como tambem familiares .funciona toda quinta as 19:30 no salao paroquial.temos que estar voltados pro trabalho social ,se cada um fizer sua parte teremos um mundo melhor!!
    .estamos fazendo a nossa .

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  5. A droga de mogo geral tem sido o grande malefício da sociedade.As famílias têm buscado ajuda do poder público e não conseguem apoio na internação do usuário viciado.Vale aqui elencar um questionamento !!!O que fazer se as entidades que podem ajudar a amenizar ou resolver o problema se negligenciam ou dificultam por questões talvez burocráticas e nada fazem para ajudar as famílias carentes deste apoio!!!Fica aqui um apelo de socorro também tenho usuário na minha família...

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