quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Escola Agrícola de Arraias: "Digo não ao fechamento!!"


"Fui aluno nesta escola entre os anos de 2001 e 2004, e sou a prova viva de que uma educação de qualidade muda qualquer pessoa.

Tudo o que conquistei profissionalmente e me mantenho até hoje graças à educação que tive ali. 


Essa Escola sempre se destacou no município pela educação que é dada aos alunos, seus projetos, seus trabalhos são de grande importância para os jovens dessa região.

Fiquei abalado com essa notícia do fechamento. 


Se for para apenas "federalizar" e apoiaria... mas fechar e tomar esse espaço de formação técnica de qualidade é um grande desrespeito a todos nós de Arraias e região. 

Sou grande fã de nosso Exmo Governador, mais essa ai foi muito fora. EDUCAÇÃO TÉCNICA PROFISSIONAL DE QUALIDADE, EU SOU A FAVOR!!!! 

Digo não ao fechamento!!"

Jairo Costa Rodrigues - Tecnico em Agropecuária

Concurso Público: Prefeitura de Campos Belos faz 4ª convocação



“O Prefeito Municipal de Campos Belos, Estado de Goiás, o Senhor AUROLINO JOSÉ DOS SANTOS NINHA, no uso de suas atribuições legais que lhe são conferidas pela Lei Orgânica do Município e tendo em vista a aprovação no CONCURSO PÚBLICO nº 001/2012, promovido por esta Prefeitura Municipal para suprir as vagas existentes dos cargos da estrutura administrativa do Município e de acordo com a Constituição Federal em seu art. 12, inciso I e, tendo em vista a necessidade imediata de preenchimento das vagas existentes: 

RESOLVE: 

Art. 1º - Convocar para assumirem o cargo de:   

Técnico de Enfermagem - Geral 

- ILDA FERNANDES DA CUNHA;
- NILZETE DA SILVA SANTOS;
- MARIA JOSE LIMA DA SILVA. 

Operador de máquinas leves – Geral 

- DIVINO DE SOUSA REIS 

Operador de Máquinas Pesadas – Geral

- LEONIDAS TEIXEIRA DE ASSUNÇÃO;
- MANOEL NERES DOS SANTOS. 

Art. 2º - As pessoas convocadas deverão comparecer no Departamento De Pessoal da Prefeitura Municipal, munidas de todos os documentos pessoais e profissionais para a investidura no cargo, no horário de expediente. 

Art. 3º - Ficam as pessoas convocadas para comparecerem no prazo de 30 (trinta) dias, a contar da presente data, sendo que o não comparecimento dentro do prazo será considerado o candidato automaticamente como desistente.

GABINETE DO PREFEITO MUNICIPAL DE CAMPOS BELOS, Estado de Goiás, aos 25 dias do mês de fevereiro de 2013.

 Engº Aurolino José dos Santos Ninha, Prefeito Municipal

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Voluntários participam de mutirão para erguer IML de Campos Belos




No último fim de semana, um grupo de moradores de Campos Belos, nordeste de Goiás, literalmente "botaram a mão na massa" em prol da comunidade. 

Dezenas de voluntários, coordenados pelo Conselho de Segurança Comunitário, participaram, por dois dias, de um mutirão nas obras no Instituto de Médico Legal (IML), que está sendo erguido na cidade. 

Regado a churrasco, feijão tropeiro, mandioca, humor e muita boa vontade, eles se juntaram na intenção de rebocar as paredes do edifício. 

Pedreiros, ajudantes de pedreiros, cozinheiros e muitos outros profissionais doaram seu fim de semana para ajudar a concretizar o sonho do IML em Campos Belos. 

O promotor da Comarca, André Luiz, também esteve presente e deu apoio aos voluntários, assim como os conselheiros comunitários. 

"Esse mutirão foi feito com trabalho voluntário de todos que passaram por lá. Agradecemos de antemão a todos, e dizer que depois desse fim de semana, temos certeza que vamos conseguir terminar", disse Zoraima Soares de Abreu, presidente do Conselho de Segurança de Campos Belos.




Benefício para outras cidades

Além de Campos Belos, o IML também irá atender às cidades de Monte Alegre de Goiás, Teresina de Goiás, Cavalcante, Divinópolis, São Domingos e Alto Paraíso.  O IML contará com 800 metros quadrados de área construída.

Por interveniência dos promotores de Justiça de Campos Belos, André Luís Ribeiro Duarte e Douglas Roberto Ribeiro de Magalhães, de São Domingos, o terreno foi cedido pela Agência Estadual de Transporte e Obras (Agetop). 

A terraplenagem do terreno também foi uma ação voluntária, de responsabilidade social das empresas MBAC Fertilizer Corporation e Engefort Construtora.

Areia e pedras já foram doadas por outros segmentos da sociedade, cita ele. “Outra parte dos recursos será obtida dos termos circunstanciados de ocorrência (TCOs), cabendo a administração dos recursos ao Conselho de Segurança de Campos Belos”, informou o promotor.



Os entendimentos para melhorar o atendimento da polícia técnica na região do Nordeste Goiano começaram no início de agosto de 2011.

Diante da situação precária, advinda da falta de instalação do IML, que gera demora e amplia o sofrimento de milhares de familiares de mortos, os promotores procuraram a Superintendência da Polícia Técnico-Científica. 

A superintendente, Rejane da Silva Sena, se comprometeu então em implantar o IML englobando perícia criminal, além de identificação civil e criminal. 

A doação da área e o início da terraplenagem foram na sequência.

A criação de uma circunscrição do IML em Campos Belos é uma das metas prioritárias do plano estratégico de atuação conjunta das Promotorias da Região Nordeste, estabelecido pelos dois promotores, tendo em vista que a precariedade das perícias prejudica a apuração de crimes. 

Correios de Campos Belos continua a causar sérios transtornos à população



Por Jefferson Victor de Souza, 

"Os moradores de Campos Belos mais uma vez estão passando por sérios problemas junto aos Correios. 

De acordo com situações que vivenciamos e também informações que nos chegam, dão conta que grande parte da população local ficou cerca de 25 dias sem receber suas correspondências.

As informações passadas pelo órgão aos usuários são de que um carteiro responsável por parte da entrega tirou uma licença médica por um longo período não existindo, portanto, um substituto para dar continuidade dos trabalhos.

O que mais se viu neste período, foram pessoas procurando a agência dos Correios em busca de suas correspondências.  

A resposta mais comum era dada pelos atendentes  que alegavam não poder deixar o atendimento para procurarem  tais correspondências dentre as milhares alí acumuladas.

Outras informações que nos passaram, é que eventualmente funcionários anotavam o nome de várias pessoas que ali compareciam, entravam para o local dos malotes e minutos mais tarde voltavam com a notícia que nada foi encontrado.

Essa atitude é profundamente irresponsável e desrespeitosa. 

Como pode um cidadão ter que procurar os Correios, quando na verdade deveriam receber suas correspondências no conforto de seus lares e ainda ser enganado com esse faz de conta? Enganação pura, como não se encontra a correspondência se ela está lá e não foi entregue?

Não estou aqui crucificando os atendentes, pelo contrário, eles fazem o que é possível, sei que não conseguem  mergulhar nas milhares de correspondências em busca de localizar as de  quem as procuram, pois  certamente deixariam de também atender as filas que se formam de pessoas  em busca de outros serviços.

Esse mau atendimento em Campos Belos  já se arrasta por anos. 

No final do ano passado, bem próximo do natal, dois carteiros foram enviados à Brasília para desafogar a entrega de lá, deixando os moradores de Campos Belos sem correspondência por cerca de 30 dias.

Eu me sentindo prejudicado com a situação, procurei a  administração local e foi informado da que aqui nada poderia ser feito, já que a iniciativa partiu da administração regional e que então eu ligasse no 0800.

Feito esse procedimento, pediram que se formulasse por email  com a reclamação, o que foi prontamente realizado. 

Após uns quinze dias de espera, recebi a seguinte resposta: “Realmente estamos com problemas na agência de Campos Belos, mas o problema será resolvido nos próximos  15 dias.

Olha quanta hipocrisia, irresponsabilidade, imoralidade e desrespeito com o cidadão.

Vejam se isso é resposta que se dá a quem procura por solução imediata.

Indignado com a situação liguei na ouvidoria dos correios e tive como resposta que se eu estivesse me sentido prejudicado que então entrasse com uma ação contra o órgão.

Agora imaginem o seguinte: A lei que regulamenta as pequenas causas determina que as ações propostas sejam de até 20 salários mínimos, porém vem com uma ressalva: “desde que não sejam contra o estado”.

Não se pode entrar com uma ação contra órgãos do estado sem o uso de advogado ou através do Ministério Público. Com isso, se sentem a vontade para debochar do cidadão.

A atitude dos Correios de Campos Belos não sei se por questões internas ou de gerenciamento regional é passiva de intervenção do Ministério Público, para que se moralize essa prestação de serviços que é paga antecipada e que deveria  ser um exemplo para outras estatais, mas não, tratam o usuário com indiferença e irresponsabilidade, causando as vezes transtornos irreparáveis para a população local.

Pretendo  entrar em contato com a superintendência em Brasília, e fazer os questionamentos necessários, e espero que eu  tenha uma resposta satisfatória e concreta  e não respostas hipócritas que causam tanta indignação a todos nós que necessitamos desses serviços no nosso dia a dia.

Felizmente em Campos Belos estão surgindo pessoas com visão futurísticas, e que estão de uma certa forma a atenção da comunidade e autoridades   para os vários problemas existentes no município.

Estamos  tendo uma boa oportunidade através das redes sócias e  particularmente o Blog do Dinomar Miranda  que tem sido uma excelente ferramenta para divulgar e cobrar dos responsáveis maiores  providencias no sentido de fazerem com que as coisas boas fluam de forma satisfatória e  que a população de Campos Belos e  do nordeste goiano possam ter uma melhor qualidade de vida.

A constituição brasileira nos garante direito e deveres. 

A administração pública tem mecanismos que nos obrigam a cumprir com nossos deveres, eles são impostos e respeitados a qualquer custo.

Os nossos direitos sempre são sucumbidos, e só com muita  luta e perseverança se chega a resultados  mais favoráveis."

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Ambientalista vai criar ONG em defesa do meio ambiente e dos direitos sociais



O ambientalista Evônio Madureira vai criar uma ONG em Defesa do Meio Ambiente e dos Direitos Sociais em Campos Belos, nordeste de Goiás.  

Ele convida os interessados na defesa do meio ambiente e dos direitos sociais a participar da entidade. 

Para participar, bastar entrar em contato com o ambientalista: e-mail: evôniopt13@gmail.com ou pelo fone:(62)9624-8409.

Fechamento da Escola Agrícola de Arraias (TO): "O sonho não pode acabar"



Por Valmir “Crispim” Santos*, 

O sonho não pode acabar...

"Transcorria o ano de 1986, e as belezas exuberantes da Ilha do Bananal embalavam minhas esperanças e o sonho de um futuro melhor. 

Naquele dois de fevereiro iniciava a maior oportunidade que tive em minha vida, aliás, de toda uma família composta por 12 irmãos, filhos de agricultores de uma região pobre de Goiás. 

Vinte e sete anos depois o sonho de criança ainda está presente na memória que revive esse momento como se fosse ontem, e a cada vez sou invadido pela emoção de sua importância em minha vida. 

É que nessa data iniciava minha trajetória de estudante no internato da Escola Agrícola de Canuanã em Formoso do Araguaia – TO. Essas emoções (não as chamo de lembranças), vieram a tona nesse final de semana (23/02), com a notícia da possibilidade de fechamento da Escola Técnica Agrícola David Aires França em Arraias – TO. 



Entre os sonhos de uma criança pobre em 1986, iniciando uma trajetória vitoriosa como interno de uma Escola Agrícola lá na Ilha do Bananal e os jovens alunos da Escola Agrícola David Aires França de Arraias existem muitas semelhanças; a maior delas a verdade clara de que somente uma educação de qualidade pode fazer a diferença na vida de qualquer cidadão.


Outra semelhança está no fato de que as duas escolas estão localizadas em regiões pobres do Estado do Tocantins, sobretudo a Escola Agrícola David Aires França, e ambas tem como característica principal o atendimento da população carente da região onde estão instaladas.


O sudeste do Tocantins apresenta os piores indicadores sociais do Estado, principalmente em função do passivo social acumulado pela falta de políticas públicas adequadas ao desenvolvimento local. 

Esse passivo foi primeiro evidenciado nos Estudos do Geógrafo Josué de Castro em “Geografia da Fome no Brasil” – 1946. 


Nele essa região ficou nacionalmente conhecida como “corredor da fome e da miséria”, onde imperava o abandono, a exploração e a falta de investimentos em políticas básicas de desenvolvimento humano. 



Essa realidade começou a mudar nas últimas duas décadas, principalmente após a criação do Estado do Tocantins e consequentemente a potencialização de investimentos públicos em diversas áreas, visando acima de tudo a inclusão social. 

A melhoria nas condições de vida da população dessa região nos últimos tempos está diretamente associada aos avanços na educação, especialmente na redução do analfabetismo e na formação superior.


Nos quesitos que compõem o IDH – Índice de Desenvolvimento Humano do município de Arraias, a educação é o que apresenta os avanços mais consistentes. Mesmo assim, ainda exibimos um índice de analfabetismo de 21,2%, ante os 9,6% de média nacional (IBGE/Censo Demográfico de 2010). 


Se aprofundarmos mais um pouco nessa análise descobriremos que a maior quantidade de analfabetos do município habitam na zona rural, onde a grande maioria não tem acesso à escola; e quando essa possibilidade existe encontram uma situação desalentadora, pois a realidade das escolas rurais no Brasil é motivo de desestímulo a quem quer que seja.


Diante de tal realidade a opção utilizada nos últimos tempos pelo sertanejo dessa região foi transferir - se para as cidades na busca de uma educação de melhor qualidade aos seus filhos. 



Por mais que sejam humildes, todos compreendem que somente uma educação de qualidade poderá proporcionar uma ascensão social à família, quebrando a corrente de pobreza, miséria e submissão que perpetua há séculos principalmente na zona rural dos municípios do sudeste do Estado do Tocantins. 


Fato é que nos últimos vinte anos o índice de habitantes residentes na zona rural de Arraias caiu de 53,79% para 30,75% da população, conforme mostram os censos populacionais de 1991/2010. Situação que numa primeira análise representa inúmeros inconvenientes sociais, culturais e econômicos ao município. 


Só a título de comparação, a redução da população rural no Brasil nesse mesmo período foi de apenas oito pontos absolutos, caindo de 24% em 1991 para 16% em 2010, enquanto que em Arraias tivemos o dobro disso. Sem dúvida a busca por uma educação de qualidade é a principal razão do elevado êxodo rural experimentado nos últimos vinte anos.


Diante desse cenário muito me estranha a decisão do Governo Estadual em fechar e entregar à Universidade Federal do Tocantins a área da Escola Técnica Agrícola David Aires França. 


Tendo como base os números acima apresentados e a necessidade de políticas públicas que possibilite a redução do êxodo rural não só em Arraias, mas em todo país, chegamos facilmente a conclusão de que o caminho mais adequado é ampliar a disposição de vagas nas Escolas Técnicas e Internatos que atendem principalmente os habitantes da zona rural; em especial aos sertanejos humildes que estão espalhados nesses sertões, resistindo bravamente a fúria do agronegócio sobre suas propriedades. 


Internato como a Escola Agrícola de Arraias representa o último refúgio seguro para os filhos desses bravos brasileiros abandonados pelas politicas públicas ao longo de nossa história. 


É a certeza de uma educação de qualidade sem a necessidade de abandonar o campo e a vida simples, mas digna. E pelo que percebemos as políticas do Governo Estadual apontam no sentido contrário dessa necessidade.




O fechamento da Escola Agrícola David Aires França vai contra o entendimento do Governo Federal e da própria Universidade Federal do Tocantins em potencializar a Educação no Campo como politica pública capaz de minimizar os diversos problemas enfrentados pelo meio rural atualmente. 


A própria UFT terá entre seus cursos nos Campus de Arraias e Tocantinópolis a graduação em Educação no Campo. 



Situação semelhante vive à Universidade Federal de Goiás, que acabou de aprovar junto ao CNPq um Projeto de Especialização em Agroecologia e Desenvolvimento Rural, destinada à formação de professores que trabalham na Educação do Campo nos territórios da cidadania do Vale do Paranã e Chapada dos Veadeiros em Goiás, incluindo as comunidades remanescentes de quilombos kalunga; também atendidas pela Escola Agrícola David Aires França. 


Essa tendência deixa evidente a valorização da Educação no Campo e sua importância social. Portanto, desativar uma unidade de ensino com a estrutura da Escola Agrícola David Aires França seria ir contra a mobilização atual para a valorização do ensino em tempo integral.


E voltando aos sonhos de criança de 1986, ao entrar na Escola Técnica Agrícola na 5ª série ginasial, na busca de um futuro diferente que não o da pobreza e da miséria experimentado até aquele momento pela família, os resultados não poderiam ser melhores: conclui o curso Técnico em Agropecuária em 1992, e construí uma carreira profissional que me possibilitou a graduação em Geografia, e abriu caminho para que outros irmãos também tivessem acesso a universidade. 


Esse foi o diferencial entre a pobreza evidente e uma vida sem grandes privações à toda família. 

E para que não digam que sou uma exceção, sonharam e compartilharam dos meus sonhos os amigos de turma: João de Albuquerque Filho – Extensionista Rural em Almas – TO; Hélio Dinarte – Médico Veterinário da ADAPEC em Almas – TO; Ten. Cel Carlos Alberto Rodrigues – Cmte do Corpo de Bombeiros em Gurupi – TO; Dr. Raimundo Wagner Rodrigues – Professor da Universidade Federal do Tocantins em Gurupi; Cícero Crispim Santos – Assessor Técnico da Prefeitura Municipal de Campinaçu – GO; Cabo Jailton Alves – Policial Militar em Formoso do Araguaia – TO; e mais vinte e cinco cidadãos honrados e queridos pela sociedade onde vivem.




Nesse momento estão construindo esse sonho na Escola Agrícola David Aires França – em Arraias – TO, os jovens e sonhadores: Sabino Dias Carvalho – Fazenda Santa Maria; Francivânio Chaves de Jesus – Comunidade dos Poções; Matheus Barbosa Chaves – Comunidade das Canjicas; Deuzimário dos Santos Marques – Comunidade Kalunga do Mimoso; Ozelino Fernandes Castro – Comunidade Kalunga do Riachão; Luziel Tiago Santos – Comunidade Kalunga de Campo Alegre; Deusimar Santos – Caseara – TO, e mais de duas centenas de adolescentes provenientes em sua maioria de comunidades pobres e esquecidas pelo poder público de Tocantins e Goiás. 

Esses sonhos não poderão ser interrompidos e jogados ao vento. 


Todos esses jovens sem exceção, são pessoas carentes e batalhadoras que encontraram na Escola Agrícola David Aires França, talvez a única oportunidade de mudar a realidade familiar e alcançar uma condição socioeconômica mais justa e satisfatória. 

A chance de sonhar.

A vocês jovens e cidadãos de bem, estudantes da Escola Agrícola David Aires França meus sinceros agradecimento por continuar esse sonho, e tenham a certeza de que continuaremos lutando pelo direito de sonhar. O sonho não pode acabar...



*Técnico em Agropecuária, Geógrafo, Professor e Mestrando
em Geografia e Ordenamento do Território pela
Universidade Federal de Goiás.  

PS: opiniões e críticas referentes ao texto acima poderão ser enviadas a valmircrispim@hotmail.com, http://www.facebook.com/crispim.santos.1

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Governador Siqueira Campos quer fechar Escola Agrícola de Arraias (TO) e outras três




Não é de hoje que venho externando aqui no Blog a nossa posição firme em favor da "escola integral", uma ferramenta que pode ser uma aliada importantíssima na qualidade da educação das crianças brasileiras e na  prevenção da marginalização social. 

E o governo da presidente Dilma Rousself ensaia alguns passos em prol da educação integral.

No entanto, na contramão desse processo envereda o governador do estado do Tocantins, Siqueira Campos. 

Ele simplesmente quer fechar quatro das mais tradicionais escolas agrícolas do estado: Arraias, Almas, Pedro Afonso e de Dianópolis.

E pior, essas escolas recebem dentro de seus muros, em sua maioria, crianças e adolescentes carentes, sem qualquer perspectivas de vida, senão o oferecimento de uma educação firme e presente.  

Ao invés de ampliar este tipo especial de escola e investir numa gestão de qualidade, o nobre governador acha melhor fechá-las.  

Um bom exemplo de como a escola integral é o futuro de nosso país são os Colégios Militares existente no Brasil, dirigidos pelo Exército Brasileiro.

Seguindo essa nova concepção de educação continuada e presente, os Colégios Militares começaram neste mês de fevereiro a escola integral para os alunos do ensino fundamental (veja no site do Colégio militar de Belo Horizonte).

O texto abaixo, "Um Grito de Socorro da Escola Agrícola de Arraias", da educadora Vera Lúcia Santos, é uma tentativa de sensibilizar o governador e expor à opinião pública do estado o retrocesso absurdo da iniciativa governamental.  






Um grito de socorro da Escola Agrícola de Arraias



"É impressionante como certas coisas acontecem tão de repente em nossa vida e ameaçam levar embora sonhos e perspectivas de toda uma trajetória alicerçada com lutas, conquistas, garra e muita coragem, minando a capacidade de visão e atravancando os passos de forma a comprometer a história de toda uma história construída com os esforços de uns, a contribuição rica e sincera de outros.

Mais lamentável ainda  é imaginar como algo tão imprescindível em nosso sistema de governo, como a política, pode se mostrar tão insensível diante de realidades tão sublimes como a da Escola Agrícola David Aires França, de Arraias do Tocantins. 

Lugar onde residem vidas  que não almejam tão somente um cantinho seguro  que os permitam ser e viver, se  descobrirem como pessoas,   dotados de capacidades especiais para construir um novo jeito de caminhar num contexto tão adverso do qual vieram.

Apresentamos com isso, o nosso pequeno mundo. 

É assim que gostamos de chamá-lo. Tal qual o mundo recontado no Ateneu de Raul Pompéia, com o diferencial de que não é composto por personagens, mas com gente de verdade

Um laboratório humano, vivo, com um caráter formador e polidor do menino-homem, com gente que trabalha, que estuda, que luta, que vence que suporta, que inventa, reinventa, recria, que aprende de um jeito diferente, aprende a fazer, fazendo!      
     
Onde se aprende muito mais do que regras gramaticais, conceitos matemáticos, signos ou convenções linguísticas, máximas filosóficas ou coisa e tal.  

Lugar onde o filho chora e a mãe não o vê. Onde chora o choro dá dor, da separação, do crescimento, do descontentamento, da maturidade, do despertar pra vida... 

O choro que lava a condição do velho homem e faz brotar o sorriso da construção de um novo ser, com novas perspectivas, descobridor de capacidades tais que, de outra sorte, talvez  nunca seriam descobertas.


Isso porque no interior dessa pequena representação de mundo interagem crianças, adolescentes, jovens e adultos de vários lugares, com diferentes costumes e culturas, realidades das mais diversas e adversas, construindo de tal forma, uma grande família, a super FAMÍLIA AGRÍCOLA! Personalidades que se fundem, favorecendo um cenário multicor belíssimo bem propício à aprendizagem. 

Gente pequena que ao transpor os portais da escola trazem como despojo apenas a esperança de algo que lhes devolva a fé na vida e restitua a vontade de ser e viver, que com o acolhimento necessário, se transformam em verdadeiros gigantes.

Infelizmente, esse nosso universo, ora se encontra ameaçado pela doação de toda área escolar e patrimônio da Escola Estadual Agrícola David Aires França para o Campus da Universidade Estadual do Tocantins da – UFT, sem uma prévia consulta aos interesses da comunidade local.  E o motivo? Contenção de gastos. 

E quem paga por tal contenção? Adolescentes e jovens de toda região sudeste do Tocantins, alunos da Escola Agrícola, que na maioria dos casos tem nesta instituição a única oportunidade para conclusão da Educação Básica, o aprendizado de uma profissão e perspectiva de um futuro digno.  

Em pensar que tanto dinheiro público escorrendo pelo ralo da corrupção, dos grandes paraísos fiscais, nos salários ostentosos dos nossos governantes, da criminalidade... e a solução  encontrada  para tanto é justamente essa? 

É importante salientar que a permanência de instituições educacionais com este foco, nada mais é do que a correção de uma dívida social que o Brasil tem há  mais de cinco séculos para com os seus filhos.

Os alunos e servidores da Escola Agrícola vivem hoje um momento de consternação total com a possibilidade do fim de seu funcionamento. 

Ao longo dos seus 25 anos  de história, a escola funciona em regime de internato e semi-internato atendendo aproximadamente 200 alunos da comunidade e regiões circunvizinhas, ofertando a segunda fase do Ensino Fundamental e o Curso Técnico Agropecuário Integrado ao Ensino Médio. 

Realidade essa que além de proporcionar melhor envolvimento com as práticas de ensino aprendizagem, representa também maior distanciamento desses jovens do mundo das drogas e da criminalidade. Inúmeros são os depoimentos de jovens que passaram pela escola e tiveram o seu futuro transformado.

 Diante de tal situação, fica visível a demagogia dos discursos eleitoreiros em prol da educação. 

Os resultados das avaliações externas dizem que a educação vai mal. 

Mas algo tratado com tanto descaso pode vir a ter algum resultado satisfatório? Não seria necessário maior investimento, a princípio, na educação básica ao invés de minar as práticas bem sucedidas que  já existem?

Nesse sentido nós, equipe da Escola Estadual Agrícola David Aires França, manifestamos aqui o nosso posicionamento e indignação contra essa decisão de nossos governantes. 

Insensíveis seríamos se não nos mobilizássemos diante desse disparate, pois  trabalhamos diretamente com as vidas que serão prejudicadas com esse interdito e sabemos o valor que representa o resgate de cada uma delas, são pelas  nossas  mãos que elas recebem todo apoio que precisam para se reafirmarem na vida e temos a certeza e a convicção de que a nossa escola funcionando tal como ela é, representa o ideal de educação que queremos para nossos alunos.

Por isso,  somos mais ESCOLA AGRÍCOLA, sempre!!!"

Assina: Equipe Escola Agrícola


  

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Vídeo mostra as belezas do Parque Estadual Terra Ronca e suas espetaculares cavernas

Leitor diz que administração do Parque Estadual Terra Ronca é omissa



"O Rio São Vicente é o maior e mais importante rio da micro-bacia do PETeR (Parque Estadual de Terra Ronca). 

O parque tem problemas graves de descaso, administração incompetente, omissa e até mesmo fraudulenta no trato da questão de indenizações.

Já tivemos lá, até mesmo o absurdo de uma carvoaria em área do proteção APA. 

Pessoas que tiveram a coragem de denunciar à época foram ameaçadas. 

A WWF já la esteve, há alguns anos, com uma reportagem do fantástico que colheu mostras de água no Rio São Bernardo, quando constatou-se a poluição  das águas por agrotóxicos vindos do altiplano e das culturas baianas de soja. 

Nada foi feito!!! Sim, o agronegócio não tem limites, não respeita nada e tem poder econômico para desfazer qualquer coisa.

Somos pequenos como esses homens andando dentro desses horríveis tuneis de voçoroca e eles fabulosos fazendeiros em suas casas e carros esplendorosos.

Mas, se o parque estadual que fosse devidamente administrado e cuidado com a devida importância nunca deixaria isso acontecer.

As fotos revelam algo que vem acontecendo há anos...uma erosão dessa dimensão não acontece do dia pra noite....

Isso prova que não há administração no PETeR, não há fiscalização, não há respeito à  Lei, não há respeito à dignidade humana da população local, que se viu sem suas terras e sem indenização e agora se vê soterrada em seu curso de água de onde retiram a vida e o lazer dos domingos!!!! 

Vejam as fotos e me digam, se algum tiver o conhecimento para isto: quantos anos essa enxurrada criminosa está derramando lama e agrotóxicos na nascente desse pobre e belo rio?! desculpem mas estou mesmo chocado!!!!

Parabéns, Dinomar, e também a "Ziro" pela denúncia...aliás fiquei sabendo que só após o "Ziro" subir a cavalo e chegar ate o local é que os responsáveis pelo Parque resolveram fazer o mesmo.

Há um processo antigo no Ministério Público que pede a federalização do PETeR, tendo em vista uma vasta documentação que comprova a incapacidade do governo de Goiás de administrá-lo. Mais  uma prova esta aí.

Quem provocou isto deve ser punido e exemplarmente - mas isto dependerá muito da voz da comunidade (acho que vai ser muito difícil!).

Mas a SEMARH é a maior responsável por este desastre. Espero que este blog não tenha apenas interesses políticos e não filtre este comentário!!!!"






Publicamos: 


Mais um acidente ambiental na Serra Geral. Desta vez, em São Domingos de Goiás, no parque estadual Terra Ronca





Leitor postou em nosso blog e foi perseguido

blogueira cubana Yoani Sánchez


Alienados e fundamentalistas ideológicos que não respeitam  a liberdade
de expressão ou melhor a liberdade dos outros, porque eles podem se expressar


Não é à toa que a colega blogueira cubana Yoani Sánchez foi tão mal tratada no Brasil, principalmente por radicais de esquerda do nosso país, os quais  denomino como fundamentalistas ideológicos, obsoletos e alienados, incapazes de fazer uma simples leitura histórica do momento vivido. 

A cubana está sendo perseguida pelo regime cubano simplesmente por usar o verbo, as palavras, por pedir democracia, liberdade e um desejo dos mais básicos: falar o que pensa. 

Ser perseguida em Cuba, tudo bem, é compreensível. Lá é uma ditadura de quase 50 anos.  Mas no Brasil!... inimaginável,não!?....

É, meus amigos, não é só no regime ditatorial cubano que isso ocorre. Isso é mais comum "debaixo das nossas barbas", mais do que você imagina. 

Veja o  que ocorreu com um leitor do nosso blog, brasileiro, concursado, trabalhador, estudante... 

A pessoa é instruída e conhece seus direitos,  mas nem por isso deixou de ser perseguida por justamente usar o seu direito constitucionalmente protegido da livre expressão: 


"É, não tenho certeza da segurança em postar no seu blog, não que eu desconfie da sua postura de jornalista sério e que irá manter o sigilo, mas sim porque não confio na própria rede.

Quero lhe falar a respeito da sua postagem no blog sobre as pessoas se identificarem ou não: É que em Campos Belos está se vivendo um período de grandes mudanças e dentre essas veio também a perseguição política.

Quando eu digo período é porque espero que realmente seja só um período e PASSE.

E não estou te falando segundo "fulano ou beltrano", eu fui e estou sendo vítima de perseguição após ter postado no seu blog sobre determinado fato, que as pessoas deveriam ter conhecimento.

Pois é, sou concursado há seis anos e após a postagem fui alvo de perseguições, assédio moral e danos de muitas espécies, pois fiquei sendo transferido pra um lugar e pra outro pra trabalhar.

Hoje estou num órgão mais longe da minha residência que eles encontraram e quando eu fui em uma diretora de um dos órgãos pelo qual eu passei, ela veio me perguntar de que família "eu era", pra ver se era oposição ou a favor do prefeito.

Dessa maneira, Dinomar,  é difícil identificar quando posto um comentário no seu blog, mas ao mesmo tempo sinto a necessidade, pois é o único meio de expor nossa opinião.

Agora, por exemplo, gostaria muito de participar novamente, pois seu blog é muito acessado e tenho percebido a força desse meio de comunicação. 


Estou na lista do  último concurso municipal e nenhum candidato reserva foi chamado ainda, sendo que existem vagas e estão sendo ocupadas por pedagogos. 

Mas não arrisco postar sobre isso no seu blog. Pois aquilo que está ruim pra mim ainda pode piorar com essa perseguição.

Peço desculpe pela extensão do texto, mas é que a insegurança é muito grande, desde já agradeço pela atenção."