Moradores de Arraias contrários à construção presídio exigem audiência pública



Uma mobilização vem sendo realizada por moradores de Arraias e de outros municípios da região contra a construção de uma unidade prisional naquele município. De acordo com o professor Oscar de Souza Alves, morador da cidade, “a população exige ser ouvida pelas autoridades”.

Neste sentido, as lideranças comunitárias de Arraias já protocolaram na Defensoria Pública do Estado, Ministério Público Estadual e agora no Ministério Público Federal, pedidos de audiências públicas para discutir o assunto. “Não há explicação lógica para a construção de uma unidade prisional em nosso município”, afirmou o professor.

Cidade privilegiada
Oscar de Souza destaca que Arraias é uma cidade privilegiada. “É a única cidade do Brasil com menos de 15 mil habitantes que conta com um campus de uma universidade federal, a UFT. 

É a cidade onde escolhi para criar meus filhos e agora querem construir uma unidade prisional lá sem que a comunidade sequer seja ouvida”, argumentou.

Oscar alega também que a construção de uma unidade prisional no município poderá inibir o crescimento da cidade e da região. “O maior investimento privado do Tocantins hoje está em Arraias, que é a mineradora Itafós. A construção de um presídio poderá inibir outros investimentos” argumentou o professor.

A empresa
A empresa terá uma produção inicial de 30 mil toneladas por dia de super fosfato simples com o projeto completo, em 2015, a produção poderá alcançar 1.000.000 de toneladas por ano.

Segundo Paulo Roberto Marques Silva, diretor da Itafós, a produção da indústria poderá fazer o Tocantins atingir o 2º maior produtor de fosfato super simples no Brasil. Atualmente, a maior planta de indústria do minério no país está localizado em Araxá – MG e pertence a Itafós.

Mobilização
A mobilização envolve professores, estudantes, lideranças comunitárias, evangélicas e políticas de Arraias, Sitio Novo, Novo Alegre, além de cidades vizinhas, no Estado de Goiás.