Pressão da comunidade faz vereadores reverem percentual de aumento

Os vereadores de Campos Belos, cidade do nordeste goiano, a 600 km de Goiânia, reagiram à pressão da comunidade contra o aumento abusivo de 60% proposto pelos parlamentares. 

Eles desejavam aumentar os próprios salários para cerca de R$ 6 mil; do prefeito para cerca de R$ 14 mil; do vice-prefeito para R$ 7 mil e dos secretários municipais para cerca de R$ 5 mil. 

No entanto, a comunidade reagiu fortemente e forçou  a "Casa do Povo" a rever o percentual de aumento. 

Depois de muito bate-boca, o novo percentual  caiu para o patamar de 35%. 

A reação da sociedade municipal não foi à toa. 

Os próprios servidores da Câmara não têm uma lei regendo a carreira. Muitos deles lotados há muitos anos por força de uma mera Resolução. 

E mais, todos os servidores municipais, incluindo aí áreas importantíssimas e estratégicas como a educação e a saúde, sobrevivem com salários baixíssimos, que não ultrapassam os mil reais. 

E enquanto isso, um grupo de parlamentares, que ainda não entendeu os reais anseios sociais e as novas exigências dos cidadãos, cada vez mais politizados e atentos, tentam empurrar "goela a baixo" da comunidade  um aumento salarial totalmente incompatível com a realidade econômica, financeira e social do município. 

E pior, inventam um projeto totalmente impopular, como o de aumento de salários, em pleno auge da campanha eleitoral. 

É muita ousadia ou falta de senso mesmo.


Cidadãos pressionam nas mídias sociais 

Um leitor nos mandou um e-mail e nos contou sobre o clima vivido na cidade e da intensa mobilização social nas últimas 48 horas: 

"Obrigado Dinomar, você tem nos ajudado muito. Com a informação crítica e a opinião do povo, você nem imagina como está contribuindo para a cidade de Campos Belos, e já surtiu efeito todos os comentários.

A sociedade está participando e usando o poder dela. Só para você ter noção, o projeto original que fixava aumento dos subsídios em 60%, recebeu modificação, caindo para 35%. 

Mas a comunidade não está ainda satisfeita e parece que vai  fazer abaixo-assinado para pedir o veto do prefeito ao projeto da Câmara."

Parece que a batata quente do veto vai ficar para o atual prefeito e candidato a reeleição Neudivaldo Xavier Sardinha (PP).