quinta-feira, 14 de junho de 2012

Servidores da Justiça Federal fazem paralisação de 48 horas

Por Sheila Tinoco, coordenadora do Sindjus
Mais de 600 servidores do Judiciário atenderam ao chamado do Sindjus (sindicato da categoria) e participaram de um grande ato na tarde desta quarta-feira (13) em frente ao Palácio do Supremo Tribunal Federal, coroando o primeiro dia da paralisação de 48 horas, aprovada durante assembleia do dia 06 de junho. 
O ato mesclou a indignação dos servidores com o impasse em torno da aprovação do PL 6613/09 e a apresentação da quadrilha “Pau Melado”, de Samambaia. 
Afinal, hoje, dia 13 de junho, é dia de Santo Antônio, um dos santos celebrados nas festas juninas.

O coordenador do Sindjus, Jailton Assis, mostrou-se confiante no que se refere à conquista do reajuste. 
“Estamos confiantes que teremos revisão salarial”, afirmou após a caminhada pela Praça dos Três Poderes que paralisou parte da pista em frente ao Palácio do Planalto, chamando a atenção dos Três Poderes e da sociedade para a nossa reivindicação.

Com as palavras de ordem “Servidores na rua. Dilma a culpa é sua” e “PCS já ou a Justiça vai parar”, os manifestantes permaneceram por cerca de duas horas na Praça. 
Durante este período, o diretor-geral, Amarildo Oliveira, e o secretário-geral da Presidência do STF, Anthair Edgard, foram até a nossa manifestação pedir para reduzir o barulho.

“Nas inúmeras manifestações que fiz aqui nunca havia visto duas importantes autoridades descerem até nossa manifestação para dizer que estamos atrapalhando a sessão. Essa é aprova de que atingimos o nosso objetivo”, disse a delegada sindical Cristina Vidal.

Direção do movimento cobra resultado das autoridades

A direção do movimento aproveitou as presenças ilustres para informá-los que precisam de uma resposta do presidente Ayres Britto quanto a negociações em torno do PL 6613/09, que está parado na Comissão de Finanças da Câmara dos Deputados desde 2010. Os coordenadores Jailton Assis e Jean Loyola falaram com Amarildo e com Anthair na própria Praça dos Três Poderes. 
Deixaram claro que o movimento espera uma sinalização positiva do STF antes do início do ato desta quinta-feira (14), quando será votado em assembleia o indicativo de greve.

Paralisação é um sucesso 

Segundo balanço realizado ao final desta quarta-feira, a paralisação das atividades em alguns fóruns do DF chegou a 70%. 
Na Vara de Execuções penais, segundo informou Cristina Vidal, somente o efetivo necessário de cada área trabalho no dia de hoje. “Foi excelente o resultado alcançado neste primeiro dia de paralisação. Mais de 70% dos servidores pararam”, declarou a delegada. 

Ato tem cobertura da grande imprensa

O site do Correio Braziliense, com reportagem de Ana Carolina Dinardo, publicou matéria referente ao nosso ato, destacando a luta e a mobilização da nossa categoria. 
A reportagem esclarece o motivo da nossa mobilização e informa que amanhã realizaremos uma assembleia para decidir o futuro do nosso movimento grevista. 
Traz também uma fala da coordenadora Sheila Tinoco, que destacou que mesmo com o envio da previsão orçamentária pelo STF ao Ministério do Planejamento na última sexta-feira os servidores não têm garantia alguma de que seu projeto será aprovado. Para ler a matéria na íntegra, clique AQUI.

Paralisação cobra acordo

A paralisação dos servidores cobra das autoridades competentes celeridade na negociação que levará à aprovação do PL 6613/09, que há dois anos está estacionado na Comissão de Finanças e Tributação. Para o PL 6613 andar, segundo informou o coordenador-geral do Sindjus, Cledo Vieira, é preciso que seja firmado um acordo concreto entre o Judiciário e o Executivo. 

“Os servidores estão há seis anos sem reajuste devido ao tratamento desrespeito que a presidenta Dilma tem dispensado a nossa categoria. Ela simplesmente tem se negado a cumprir com a Constituição. 
Com isso, vem deliberadamente sucateando o Poder Judiciário”, afirmou Cledo Vieira.

No momento, a maior reivindicação dos servidores é de que o presidente Ayres Britto informe o que está sendo negociado, qual o calendário de aprovação. 

“Queremos que ele consiga fazer o PL andar. Passamos 2010 e 2011 confiando e queremos agora algo de concreto. 
Falta transparência a essa negociação. Os servidores tem o direito de saber o teor dessas conversas entre presidentes”, destacou a coordenadora de Administração e Finanças do Sindjus, Ana Paula Cusinato.

Nesta quinta, ato e assembleia no STF

Nesta quinta-feira (14), todos os 600 servidores se comprometeram a levar mais 5 pessoas para o ato-assembleia que tem concentração marcada para às 15h, em frente ao Supremo. 
É importante também que todos se lembrem da importância de participar e reforçar os piquetes no início do expediente. 
O primeiro dia de paralisação foi bom. No entanto, cada servidor deve trabalhar para que o segundo dia seja ainda melhor. 
Com muita garra, participe e faça a diferença nessa paralisação.

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