quarta-feira, 2 de maio de 2012

Rapaz que degolou 7 pessoas iria receber 50 mil. Suspeito de ser mandante é sogro de um dos mortos


Um dos três suspeitos presos por participação na chacina de Doverlândia, a 413 quilômetros de Goiânia, disse em depoimento que receberia R$ 50 mil pelo crime.

A informação é da delegada-geral da Polícia Civil de Goiás Adriana Accorsi.

Detido na cidade onde o crime aconteceu, o jovem de 23 anos confessou a participação na morte de sete pessoas, degoladas em uma fazenda no último sábado (28). O alvo era o dono da propriedade e as outras pessoas acabaram mortas para evitar testemunhas.

Com ele, a polícia encontrou um revólver usado para imobilizar as vítimas, a espingarda do proprietário rural assassinado e as roupas sujas de sangue usadas por ele no dia do crime.

Adiana Accorsi disse que ele conhecia o fazendeiro e o filho assassinados.

Após ser preso, o jovem apontou como responsável pela "oferta" um dos homens presos em Frutal (MG), durante o velório das vítimas.

De acordo com a delegada, ele chegou a ser transferido para Goiânia, mas foi levado de volta para Doverlândia para ajudar a esclarecer os fatos.

Os dois homens detidos em Minas Gerais estão na Delegacia de Homicídios da capital. No final da manhã desta terça-feira (1º), a dupla foi transferida de helicóptero.

De acordo com a polícia, os suspeitos são um sobrinho do dono da fazenda assassinado e o futuro sogro do filho do dono da propriedade.

Em depoimento à delegada da cidade de Frutal na segunda-feira (30), eles alegaram inocência e apresentaram álibis para o dia da chacina.

“Desde o primeiro momento, a Polícia Civil, a Polícia Militar e a Polícia Técnica estão empenhadas na resolução desse caso. Ao ser preso, o primeiro envolvido indicou os nomes de várias outras pessoas. Essas pessoas, portanto, estão sendo detidas, interrogadas e seus álibis verificados.

Obviamente, não podemos acusar essas pessoas [dois detidos em Frutal], mas nenhuma hipótese, nenhuma indicação está deixando de ser verificada profundamente.

Tanto do ponto de vista investigativo e também pericial”, observou Adriana Accorsi.




Texto original: portal G1
 
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