quinta-feira, 15 de março de 2012

Os professores merecem respeito



Por Dinomar Miranda, 

Brasília - Há um mês os professores de Goiás entraram em greve. 

Desde segunda-feira passada, 12, os professores da rede pública do Distrito Federal e agora a Confederação Nacional dos Trabalhadores da educação convoca uma greve geral para todo o país.

Na manhã desta quinta-feira (15), cerca de 15 mil trabalhadores em educação de todo o Mato Grosso do Sul, segundo estimativas da Polícia Militar, participaram de uma passeata pelas ruas do centro de Campo Grande. 

A mobilização, organizada pela Federação dos Trabalhadores em educação de Mato Grosso do Sul, superou as expectativas de 10 mil trabalhadores, divulgada anteriormente.

O que eles querem? simplesmente a  valorização da profissão.

É inadmissível para um país, que está prestes a entrar para os “grandes” do mundo, tratar com tanta irresponsabilidade o bem mais precioso de qualquer nação: o valor humano.

O professor em nosso país trabalha mais do que o triplo em comparação aos trabalhadores “comuns”.

Antes de irem para a sala de aula, preparam o assunto na noite anterior. 

No dia seguinte cumprem uma jornada estressante e exaustiva de mais de oito horas na prática do ensino. Outras tantas horas gastam  em casa corrigindo provas, tarefas, produzindo relatórios.

Ainda têm aqueles que, para aumentar um pouco mais  a renda,  estendem a rotina para a parte noturna.

Não esquecendo da grande maioria que se mata em especialização, mestrado, doutorado  ou pós-doutorado, na ânsia constante do aperfeiçoamento.  

E para esta fatigante rotina nos rincões do Brasil percebem, em média,  menos do que  dois mil  reais por mês, convivendo com toda a falta de estrutura escolar  e a corrupção desenfreada de prefeitos e secretários.

Mês passado foi definido o piso nacional do magistério em R$ 1.451. Ou seja, nenhum professor país a fora pode ganhar menos do que isso.

Porém, a malandragem dos governadores e gestores escolares é obscena.

Eles estão tirando as gratificações por função e especialização, o que teoricamente  mantém os salários como estão, tudo sob o pano de fundo de não estourar o orçamento.

É contra isso tudo que os professores do Brasil estão lutando neste momento.

Um país que possui uma das maiores economias do mundo, tido como celeiro do planeta e  preste a ser potência mundial, não pode se dar ao luxo de negligenciar criminosamente a educação de seu povo, notadamente os mais jovens.

E nesta oportunidade é necessário enfatizar a urgência de uma escola integral para todos os alunos.

Só a educação é capaz de diminuir a violência, de aumentar o nível de cidadania e de democracia, de aumentar o poder de renda e propiciar a  mobilidade social.

Só a educação é capaz de dar uma alforria aos menos afortunados.

A questão salarial dos profissionais e a reestruturação da gestão escolar são dois caminhos indispensáveis para se começar a trilhar o caminho de uma educação decente e coerente com este novo país que se avizinha.

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