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Mostrando postagens de Novembro 14, 2010

20 de novembro: dia nacional da consciência negra

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Passados mais de dois séculos do fim da escravidão negra no Brasil, ainda persiste a maldita herança do período mais vergonhoso de nossa história.

A escravidão do Brasil, além de ter sido uma das mais cruéis, marcou profundamente a sociedade brasileira.

O tratamento dispensado aos negros traficados da África, ao longo dos  mais de 300 anos, deixou marcas sociais, econômicas e estruturais indeléveis, que tem repercutido, de geração em geração, de forma contudente milhares  e milhares de famílias afrodescendentes.

Somente uma política afirmativa, como a adotada pela Constituição Brasileira, poderá ser capaz de minimizar ( apenas minimizar) a imensa e eterna dívida que nós, brasileiros, temos com o povo negro.

O Dia da Consciência Negra é uma marco simbólico, que serve para relembrar  o quanto de suor e sangue negro foi derramado em prol deste Brasil que conhecemos hoje.

Infelizmente, os benefícios atuais do nosso país, como educação, saúde e prosperidade ainda não chegaram as descenden…

Poesia: Negro Aroeira (Canto da Abolição)

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Por João Beltrão Filho

Sou madeira de dar em doido,
Sou cerne de aroeira...
Sou barranco, agüento o tranco,
Do balanço da peneira...
Sou como peão do trecho,
Sou seda, não sou molambo...
Sou negro, sou forte, sou bravo,
Conheço bem um quilombo...
Faço renda, faço arte,
Danço, jogo capoeira...
Sou de samba, sou de bola,
Sou cerne de aroeira...
Nas contas do meu rosário,
Eu exalto a minha fé...
Ao som do meu atabaque,
Negro joga “cangapé”...
Olho gordo não me ofende,
Curo cobreiro e quebranto...
Quando toco o meu berimbau,
Tristeza para longe espanto...
O negror da minha pele,
Não muda meu proceder...
Pois eu amo e sou amado,
Também tenho um bem-querer.

Artigo: Nordeste goiano. O que Goiás tem de pior agente esconde

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Por João Beltrão Filho*
Com o término das eleições é hora de “baixar as armas” e de modo civilizado e imparcial cumprimentar os eleitos, lhes desejar saúde, sorte, sabedoria e elevado espírito público para que honrem cada voto recebido sejam eles de qualquer cidade, região, religião ou cor partidária.
Este é o momento oportuno para colocarmos em pauta as discussões dos graves e infindos problemas que afligem a Região Nordeste Goiano e a busca pelas suas soluções.
O Nordeste Goiano está localizado na divisa com os estados da Bahia e do Tocantins, se apresenta de forma homogênea, todos os seus municípios comungam dos mesmos males.  

Sua população sofre com a falta de investimentos e de políticas sustentáveis que busquem de forma definitiva minorar as asperezas da vida deste sofrido e altivo povo, o que lhe valeu o incômodo e infeliz pseudônimo de “Corredor da miséria”.
A região do  Nordeste Goiano conheceu os primeiros sopros do progresso no inicio da década de 60com o advento do governo Mau…

Justiça decide que Tiririca não precisa fazer nova prova

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Grata surpresa da vida

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Há um texto mundialmente conhecido pelo título "Até onde pode chegar a nobreza humana?" que conta a história fascinante e exemplar vivida pelos tenores Plácido Domingo e José Carreras.

É reproduzido em universidades, jornais, blogs e, inclusive, na Europa, terra dos tenores.

Até aqui nenhuma novidade.


Depois de meu retorno a Brasília, há cerca de três anos, mantive o meu relacionamento bancário com o Banco do Brasil, por intermédio de uma agência na Esplanada dos Ministérios.

É nesta mesma agência e por estes três anos que sou atendido pelo bancário Rubens Nunes de Andrade, um dos meus gerentes de relacionamento.


Na tarde de hoje (17/11), porém, o relacionamento mudou de foco: de amizade profissional para admiração.


A história: Rubens, além de bancário é também jornalista, economista e administrador.

Em 2003, ele publicou uma crônica no Jornal O Popular, de Goiás, mais uma das dezenas de outras escrita por ele.


Esta, entretanto, repercutiu estrondosamente e virou ref…

O excepcional texto e uma grande história humana

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UM POUCO DE SOL

Até onde pode chegar a nobreza humana?

Por Rubens Nunes de Andrade.


Uma das raras coisas boas que a TV proporcionou ao grande público foi a aproximação com a música clássica.


Isso no final dos anos 80, começo de 90, quando popularizou especialmente os cantores que ficaram conhecidos como "Os Três Tenores", que, como se verá, quase não existiram, ou seja: Luciano Pavarotti, Plácido Domingo e José Carreras.

Com sua arte abrilhantaram diversos eventos, até mesmo Copas do Mundo de futebol!

Os três são brilhantes (o italiano Pavarotti nem tanto, e, ao que sei, já se aposentou), mas vou tratar apenas dos espanhóis: o Madrileño Plácido Domingo (tecnicamente o mais completo, já que além de maestro, toca vários instrumentos) e o Catalão, nascido em Barcelona, José Carreras (o preferido por meus ouvidos leigos).


Mesmo os que nunca visitaram a Espanha conhecem a rivalidade existente entre os Catalães e os Madrileños, sendo que os primeiros lutam até por uma independên…