quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Mídia convencional não gostou

Veja o que a Folha On Line (do Grupo Folha de São Paulo) publicou:


"A primeira entrevista já concedida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva a blogueiros foi marcada por críticas à grande imprensa -tanto por parte do presidente quanto dos entrevistadores.


Dez blogueiros autoclassificados de "progressistas" participaram da entrevista, acertada com o Palácio do Planalto após o 1º Encontro de Blogueiros Progressistas, realizado em agosto, em São Paulo.

Do grupo, apenas dois podem ser considerados neutros.

O restante é de blogs que fazem defesa do governo ou que, durante a campanha, se alinharam com a candidatura Dilma Rousseff.

O blog "Amigos do Presidente Lula", não previsto inicialmente na lista divulgada pela Presidência, também participou da entrevista coletiva, realizada na manhã de hoje, no Palácio do Planalto.

A entrevista durou cerca de duas horas.

"Das dez perguntas formuladas pelos blogueiros, apenas três buscaram mostrar alguma contradição de Lula e seu governo.

Uma sobre uma suposta negligência do governo na política em relação a uma eventual punição aos torturadores da ditadura militar, outra sobre o mau desempenho do PT no Acre, e uma última sobre as razões da saída do ex-diretor geral da PF, Paulo Lacerda, do governo, na esteira da Operação Satiagraha.

Um dos blogueiros, Eduardo Guimarães, do Movimento dos Sem Mídia, chegou a se referir ao "PIG".

Coube ao secretário de imprensa do Planalto, Nelson Breve, traduzir a sigla ao presidente: "Presidente, o PIG é o que ele chama de Partido da Imprensa Golpista".

Ao lado do ministro Franklin Martins (Comunicação Social), Lula voltou a afirmar que parou de ler jornais e revistas e disse que, quando sair da Presidência, vai reler tudo para saber "a quantidade de leviandades, de inverdades que foram ditas a meu respeito".

Segundo o presidente, "o jogo não é fácil, sobretudo quando você não quer se curvar, quando você quer ter independência no seu comportamento", disse.

O presidente diz que a imprensa fica assustada com sua popularidade elevada, porque "trabalharam o tempo inteiro para não acontecer isso".

Para Lula, "não existe maior censura do que a ideia de que a mídia não pode ser criticada".

Lula defendeu a regulação da mídia e afirmou que pretende entregar a Dilma um texto sobre um marco regulatório para o setor antes do término do mandato, daqui a pouco mais de um mês. Segundo Lula, o lema da imprensa livre é "cobrar, exigir, questionar e defender quando for preciso defender".

Defendeu, ainda, a criação de "um instrumento para a sociedade acionar judicialmente falsas denúncias" e cobrou responsabilidade da imprensa.

"Vou ter o orgulho de terminar o meu mandato sem precisar ter almoçado em nenhum jornal, em nenhuma revista, em nenhum canal de televisão", disse o presidente.

Lula disse, ainda, que "se alguém for fazer a história do meu mandato e pegar algumas revistas, a impressão que ele vai ter do meu mandato será a pior possível".


O Estadão tratou a entrevista do Presidente Lula com os blogueiros da seguinte forma:


" Em entrevista a blogueiros, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez ontem ataques à "mídia antiga" e, ao mesmo tempo, exaltou a liberdade de imprensa.

"Com todos os defeitos, eu sou o resultado da liberdade de imprensa deste País", afirmou. "Eles pensam que o povo é massa de manobra como era no passado, eles se enganam.

O povo está mais inteligente, mais sabido."


Ao final do encontro, Lula confidenciou que, após deixar o governo, pretende retomar o debate sobre a crise política de 2005. "Quando eu desencarnar da Presidência, vou resgatar essa questão do mensalão no Brasil com profundidade", afirmou, segundo um dos entrevistadores.

A entrevista foi concedida a Renato Rovai, articulador do encontro, José Augusto Duarte, do Blog Os Amigos do Presidente Lula, Rodrigo Vianna, do Blog Escrevinhador, entre outros.

MENSALÃO

Descontraído, depois da entrevista, Lula confidenciou que, quando deixar o governo, quer retomar o debate sobre a crise política de 2005.

"Quando eu desencarnar da Presidência, vou resgatar essa questão do mensalão no Brasil com muita profundidade", afirmou, segundo um dos entrevistadores.

O presidente demonstrou não estar satisfeito com os esclarecimentos sobre o caso que atingiu o Planalto e o PT no terceiro ano do primeiro mandato, avaliou o blogueiro que relatou a declaração dele.

INFORMAÇÃO

"Vocês sabem que eu parei de ver revista, parei de ver jornal. A raiva deles é que eu não os leio. Então, pelo fato de não os ler, eu não fico nervoso.

Mas podem ficar certos de que eu trabalho com muita informação, mas não preciso ler muitas coisas que eles escrevem."

LIBERDADE DE IMPRENSA

"Com todos os defeitos, eu sou o resultado da liberdade de imprensa neste País.

Quem tem que julgá-los não sou eu, não vou ficar xingando.

O que eles se enganam é que eles pensam que o povo é massa de manobra, como era no passado, que eles podem derrotar um candidato, tirar candidato, pôr candidato, eles se enganam.

O povo está mais inteligente, está mais sabido, e eles agora têm que lidar com uma coisa chamada internet que eles não sabiam como lidar."

CONTROLE DA MÍDIA

"Acho que é diferente ser dono de banco e ser dono de um meio de comunicação.

Nós precisamos ter claro: um trabalha com o bolso e o outro trabalha com a cabeça das pessoas.

Então, eu acho que nós temos que ter um certo controle da participação de estrangeiros, sim. A gente não pode abrir mão do controle, essa é a minha tese."

FUTURO MULTIMÍDIA

"Pode ficar certo que eu serei tuiteiro, que eu serei blogueiro, que eu serei... vou ser um monte de coisas que não fui até agora."

ARAGUAIA

"Nós estamos para apresentar o resultado de uma investigação em que participou não apenas o governo, mas a sociedade civil.

E o resultado vai ser o de que não encontramos aquilo que nós queríamos encontrar. Eu ainda não (tenho) o resultado das investigações, mas parece que até agora não foi encontrado nada.

Essas pessoas vão ter que apresentar o relatório para mim para que eu possa passar o relatório para a Dilma. (...) Eu fiz o que eu sabia e o que eu podia fazer na questão de direitos humanos.

Gostaria de ter encontrado os cadáveres que as pessoas queriam que encontrasse. Espero que a Dilma tenha mais sorte do que eu."

TRISTEZA

"O dia em que eu sofri mais aqui na Presidência foi o dia do acidente da TAM no Aeroporto de Congonhas.

Eu nunca vi, nunca vi tanta leviandade. (...)

Ninguém falava de erro humano. Esse foi o dia mais nervoso, mais triste da minha vida. Eu não quero nunca mais que isso se repita."

PLANO DE DIREITOS HUMANOS

"Eu cometi um erro, porque eu disse textualmente que, para aprovar um texto daquela magnitude, a gente deveria ter feito um debate dentro do governo e não foi possível fazer isso.

Então, refizemos algumas coisas que era preciso fazer, sem ferir aquilo que era a principalidade do texto." "

Um comentário:

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