domingo, 6 de junho de 2010

Campos Belos: o povo fala 2


Nova iluminação da rodovia em Campos Belos, que liga Goiás e Tocantins.



Caro Dinomar,

Meu nome é Eduardo, camposbelense e leitor assíduo do seu blog.

Hoje moro em Brasília e estou concluindo o curso de direito.

Sou apaixonado por nossa cidade e por isso me permito fazer alguns comentários.

Sobre o plebiscito que fizeram em 88, creio não ter ligação com a divisão do estado, uma vez que Goiás foi dividido pela CF88, conforme o Ato das Disposições Constitucionais Transitórias art 13 §1º, e, tal plebiscito não teria força suficiente para isso, já que a divisão focou a sequências de municípios do paralelo 13.

Enfim, não creio que há registro político de que os constituintes tenham mudado a divisão do estado por essa iniciativa.

Outro ponto que gostaria de lembrar é que caso fizéssemos parte do estado do Tocantins, sem sombra de dúvida nosso comércio não teria se expandido como expandiu.

Uma vez que teríamos que pagar impostos de fronteira para vender.

Veja só o que acontece com Dianópolis, cidade do porte de Campos Belos em 88 e hoje com um comércio menor que o nosso.

Nossa posição geográfica é privilegiada, escrevi isso no texto sobre a cidade na wikipédia, podemos vender para o TO e BA a preços de Goiás, que são mais baratos e nos impulsionam.

Veja a pecuária das cidades no Tocantins, infinitamente menor do que a de Campos Belos ou de Monte Alegre.

Agora, o descaso do governo é um fato. Não há como negar.

Abraços,

Eduardo

Campos Belos: o povo fala 1



Caro Dinomar,

Até concordo com o abandono do governo do estado. Para ele, Goiás termina em Brasília.

Porém, vejo também a falta de competência e de compromisso dos administradores municipais.

Mudam muito de partido sem nenhum compromisso de verdade e com o povo.

O atual prefeito, na verdade é do DEM.

Mudou para o PP, na eleição achando que levaria vantagem.

Ele levou, pois conseguiu ser eleito.

Quando o Alcides descobriu a manobra, virou as costas.

Nos últimos três mandatos de prefeito, foram três partidos diferentes PPS, PSDB E PP, porém as pessoas são as mesmas, inclusive se revezando nas secretarias.

Até quem pediu para sair por incompetência voltou. Pode?

Você readmitiria algum que pediu para sair por não dar conta do recado na sua empresa?

Grato.

BARBOSA

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Governador de Goiás abandona Campos Belos. Irresponsabilidade que dá origem à banalização da violência





Rodovia GO 118, que liga Campos Belos/GO a Arraias/TO

Um basta à violência

Com a morte insana do pároco da cidade, Padre Rubens, num crime banal e fútil que chocou, abateu e emudeceu a comunidade, Campos Belos procura resposta para tanta violência.


Em abril e maio, foram seis crimes de homicídios ocorridos no município. É muito para uma cidade de apenas 25 mil habitantes.


É evidente que a morte do padre teve maior repercussão e levou, inclusive, a uma manifestação popular, que reuniu cerca de 4 mil pessoas.


As outras cinco mortes violentas passaram despercebidas.




Em análise, a questão de tanta violência contra a vida é bem mais complexa do que um simples olhar sobre a segurança publica.


A verdade é que Campos Belos está entregue às baratas.


O Governador de Goiás, Alcides Rodrigues (PP), abandonou o município.


Mesmo sendo do mesmo partido do Prefeito Sardinha (PP), aquele Governador virou as costas para essa região de Goiás.


Não só Campos Belos sofre, mas Monte Alegre, Divinópolis, Teresinha e todas as outras cidades regionais.


O calvário de Campos Belos começou desde meados da década de 80, quando o povo decidiu, em plebiscito, não fazer parte do novo estado do Tocantins.


Creio que foi uma escolha errada. Basta observar o desenvolvimento das outras cidades do outro lado da fronteira.




Ficando numa região pobre, na tríplice divisa com a Bahia, Goiás e Tocantins, a cidade, apesar de ser a maior de todo o Nordeste Goiano, cresceu à sua própria sorte.


Apenas com o suor de seu povo.


Desde a divisão do estado, a região foi abandonada.


Dois anos após sua assunção na prefeitura, o prefeito Sardinha não consegue executar grandes projetos, pelo simples fato de não ter dinheiro em caixa.


Sobrevive dos repasses constitucionais que mal dão para pagar o pessoal.


O prefeito, apesar das andanças a Goiânia e a Brasília, não consegue arrancar o apoio do Governador em quase nada. E pior, são do mesmo partido.


A grande prova disso é a deterioração da rodovia GO 118, que corta a cidade e as vias interna, que sem as verbas estaduais, não podem ser recuperadas.


São mais cinco anos, desde a gestão municipal anterior, em completo abandono. Vide as fotos.


Se o Governador não apóia as mínimas questões de infra-estrutura, imagine então outras áreas como habitação, saúde, educação, segurança pública.


E de assustar os números de pessoas consumidos drogas na cidade. O crack, drogas das mais letais, que tomou conta de todo o país, também é um problema sério na cidade.


Quantas e quantas vezes já publiquei a falta de juízes e o troca-troca dos titulares da comarca, assim como de promotores.


Se falta apoio do Judiciário, do Executivo e do Legislativo Estadual, como uma prefeitura, sem dinheiro, vai cuidar de tantos problemas?


Se você não tem orçamento, você não tem um programa de investimento, um plano de desenvolvimento.


Se não há planos, não se tem projetos de inserção educacional, como o escola integral, que poderia muito bem trazer as crianças e adolescentes ociosos para dentro da sala de aula.


Sem apoio do governo estadual, Campos Belos, mesmo que próspera em seu comércio ( iniciativa privada), está relegada à própria sorte.


Não há um planejamento estratégico, uma visão de futuro, não há como o poder público municipal cuidar de seu povo.


Os resultados são os mais perversos.


Falta de auto-estima de seu povo, falta de oportunidade de emprego e educação, de qualidade de vida.


Isso tudo é um passe para os vícios de seus jovens, para a banalização da violência, dos crimes e desrespeitos à pessoa humana em todos os sentidos.


De resto, a irresponsabilidade governamental é a fonte de todos os males que abatem a nossa querida Campos Belos.

Árabes x Judeus: Caro Galvão, também discordo de você.

Caro amigo Galvão,

O que falta a Israel e aos Árabes é o que nós estamos fazendo neste momento.

Mesmo com pontos de vistas divergentes, somos amigos e conseguimos expressar nossas ideias livremente.

Eu também discordo de você, as intransigências não somente partiram dos árabes, mas também dos judeus.

E lhe digo mais, essa triste intolerância sempre partiu de uma minoria, tanto de um lado como de outro.

Essas minorias são maldosas.

Usam sempre a religião para defender as suas posições.

Assim, os radicais fazem a festa e o grande povo, tanto da palestina, hoje subjugado e vivendo em guetos, quanto de Isarel, mesmo que próspero, sofrem com essa interminável questão, quem nunca será resolvida com violência.

Na realidade, a grande questão do Oriente Médio é por terra e por água. A religião apenas é usada.

Cada povo se acha no direito de possuir a terra prometida, por que acha que desde sempre aquilo lhe pertenceu.

Mas não é verdade. Pela história, antes de Abraão descer de Ur, na mesopotâmia, atrás da terra prometida, aquela região já era habitada.

A Palestina foi habitada desde os tempos pré-históricos mais remotos. A sua história esteve geralmente ligada à história da Fenícia, da Síria e da Transjordânia, que são povos limítrofes.

Talvez por causa da sua situação geográfica – faz parte do corredor entre a África e a Ásia e ao mesmo tempo fica às portas da Europa –, a Palestina nunca foi sede de um poder que se estendesse para além das suas fronteiras.

Pelo contrário, esteve quase sempre submetida a poderes estrangeiros, sediados na África, na Ásia ou na Europa.

Em regra geral, foi só sob as potências estrangeiras que ela teve alguma unidade política.

Assim, os argumentos que os dois povos atuais utilizam, de que “tenho direito porque cheguei primeiro”, cai por tabela.

Sucessivos povos foram senhores daquelas terras. Árabes e judeus são apenas mais um.

Pela história, a situação atual começou a se desenhar nos últimos séculos desse milênio.

Chegaram então à Palestina sucessivas vagas de imigrantes ou invasores vindos do norte e do noroeste, das ilhas ou do outro lado do Mediterrâneo.

Os historiadores costumam designá-los com a expressão Povos do Mar. Esses povos parecem ter-se fixado sobretudo ao longo da costa.

Os mais conhecidos entre eles são os Filisteus que se fixaram sobretudo no sudoeste (costa, oeste do Neguev e Chefela).

Aí fundaram vários pequenos reinos (Gaza, Asdod, Ascalão, Gat e Ekron).

Na verdade, os povos Judeus e Árabes são mais um das várias hordas de habitantes que aquela região obteve ao longo de milênios.

Então, porque eles seriam os verdadeiros donos da terra? Porque essa guerra fratricida? Afinal de contas, os dois povos (religiosamente falando) são descendentes de Abraão.

Porque não ceder às conversações, ao invés do uso maldoso da religião e das armas?

Os Judeus sempre foram pressionados a abandonar aquele espaço. As duas diásporas são provas disso.

A primeira diáspora foi a da Babilônia.

Com a conquista de Judá cerca de quarenta mil judeus foram deportados para a babilônia, onde floresceram como comunidade e mantiveram suas práticas e costumes religiosos, associados a outros costumes herdados dos babilônios.

A Segunda Diáspora aconteceu muitos anos depois, no ano 70 d.C.

Os romanos destruíram Jerusalém , e isso acarretou uma nova diáspora, fazendo os judeus irem para outros países da Ásia Menor ou sul da Europa e depois por todo o mundo.

A briga atual por terra começa aqui.

Depois dessa última expulsão, o judaísmo sempre conservou a esperança de que um dia todo o povo judaico disperso regressará ao que chama a Terra/País de Israel, onde se reunirá e viverá como nação, observando rigorosa e integralmente a Lei divina.

A nação judaica será, assim, inteiramente liberta da servidão das outras nações.

A redenção de Israel transbordará, estendendo-se a todos os seres humanos e ao mundo inteiro.

Tudo isso será obra de Deus, não do povo.

O grande problema é que a terra prometida já estava ocupada. Eis aí a razão dos conflitos atuais entre Judeus e Árabes.

Agora eu lhe pergunto, quem tem direito à terra?

Há outra solução, se não a conversa?

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Israel x Árabes: não concordo com você


Caro Dinomar,


Acho que você está equivocado em alguns pontos do seu artigo. Em um determinado lugar você diz:


"... dói ... se ver, em pleno século XXI, milhares de palestinos serem subjugados, denegridos, retirados da sua dignidade e impedidos, até mesmo da divina liberdade de ir e vir, proibidos de produzir o próprio sustento".


Basta ler a novela "Exodus" de Leon Uris e acompanhar pacientemente todas as tentativas de paz para ver que na maioria dos casos, sempre partiu dos árabes a intransigência e a intolerância. Eles simplismente não aceitam Israel e ponto final.


Os refugiados árabes da palestina podem estar nessa condição que você disse "subjugados, denegridos, retirados da sua dignidade", mas não por culpa de Israel. Basta consultar a história.


Você também disse: "...essa política violenta e insana, que lesa milhares de crianças, jovens, mulheres e idosos, é patrocinada por um Estado forte e democrático..."




Dinomar você é um jornalista bem informado.


Você sabe que Israel não patrocina isso. Onde já se viu um Estado de Direito e Democrático, com economia de mercado, imprensa livre e três poderes autônomos, ser patrocinador de "política violenta e insana, que lesa milhares de crianças, jovens, mulheres e idosos?" Isso é um contra senso.


No seu mundo é possível sair pra dentro?


"Prefiro a política no nosso brasileiro-mor, o presidente Luis Inácio Lula da Silva..." - Pois é, em Honduras, eu não vi nenhum Lula negociador... e mesmo agora essa negociação com o Irã eu considero uma grande irresponsabilidade.


Um Irã com a bomba nos daria um mundo mais inseguro e no entanto Lula fica aí defendendo o direito "soberano" do Irã ter a bomba, mesmo sabendo que o Irã prega o extermínio de Israel.


Não se pode negociar com o mal. Deus não negociou com o mal. Democracias não devem negociar com tiranias. Eu não prefiro essa política.


Também mostraram que não preferem, a China, a Rússia, os EUA e os demais membros do Conselho de Segurança da ONU.


Finalizando, meu amigo, acho que você pesou a mão com essa foto do soldado Israelense com essa linda criancinha que pode ser árabe, israelense ou brasileira... Eu vejo aí uma criança curioso encarando um soldado armado, nada mais.


Por que essa foto logo abaixo de um título que afirma que o mundo é refem de Israel.


Você tá partindo para a lógica de Caiffás, de que é preferível morrer um homem sozinho e não perecer a nação completa? Nesse caso é só substituir o homem por Israel e aí teríamos: “É preferível morrer uma nação do que o mundo todo”.


Este foi o pensamento de Hitler. Você crer mesmo que eles comem criancinhas?


Eu tô por fora desse novo ataque aí, mas ouvi dizer ontem que os soldados israelenses foram atacados primeiro. Se foram me responda: qual deve ser a reação de Israel quando atacado?


Galvão.