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Mostrando postagens de Novembro 22, 2009

Revista Alemã: "Em 10 anos o Brasil será uma grande potência. Lula, pai dos pobres e do milagre econômico"

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O Brasil é visto como uma história de sucesso econômico e sua população reverencia o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como um astro.

Ele está na missão de transformar o país em uma das cinco maiores economias do mundo por meio de reformas, projetos gigantes de infraestrutura e explorando vastas reservas de petróleo. Mas ele enfrenta obstáculos.

Elizete Piauí aguarda pacientemente por horas à sombra de uma mangueira.

Ela calça sandálias de plástico e veste um short largo sobre suas pernas finas.

A 40ºC, o ar tremula neste dia incomumente quente na Barra, uma pequena cidade no sertão, o coração do Nordeste brasileiro.

Mas Elizete não se queixa, porque hoje é seu grande dia, o dia em que se encontrará com o presidente, que está trabalhando para fornecer água encanada para sua casa.

O barulho de um helicóptero sinaliza sua chegada. A aeronave branca sobrevoa a multidão antes de pousar.

Uma escolta de batedores acompanha o presidente até a cerimônia.

Lula sai da limusine vestindo uma cam…

'Ele ainda é um de nós'

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Agora ele viaja de helicóptero e carros blindados, com os carros da polícia, com suas luzes piscando, abrindo o caminho ao longo das estradas.

Voluntários montam aparelhos de ar condicionado e bufês nos aposentos de Lula, às vezes até mesmo estendem um tapete vermelho.

A imprensa critica as despesas, mas isso não incomoda a maioria dos brasileiros, porque eles têm orgulho de seu presidente.

Ele chegou ao topo, eles argumentam, então por que não desfrutar de seu sucesso? "Ele ainda é um de nós", diz Elizete, "porque ele é o pai dos pobres".

Lula está familiarizado com o destino dos nordestinos pobres do Brasil.

Ele nasceu no sertão, mas sua mãe colocou seus filhos na traseira de um caminhão e os levou para São Paulo, 2 mil quilômetros ao sul. A posterior ascensão de Lula ao poder começou nos subúrbios industriais de São Paulo.

Sua mãe foi uma das centenas de milhares de pessoas carentes que deixaram o sertão atormentado pela seca, com seus campos ressecados e animais…

Projeto controverso

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O megaprojeto, que exige a superação de uma diferença de altitude de 200 metros, tem um custo estimado de R$ 6,6 bilhões.

Lula posicionou soldados na região para escavar os canais. Oito mil trabalhadores labutam nos canteiros de obras enquanto tratores e escavadeiras movem a terra pela estepe.

Se tudo correr bem, 12 milhões de brasileiros se beneficiarão com o projeto de transposição de águas, que deverá ser concluído em 2025. É o maior e mais caro projeto de Lula, assim como provavelmente seu mais controverso.

Aqueles que o apoiam comparam Lula ao presidente americano Franklin D. Roosevelt, que represou o Rio Tennessee nos anos 30, para fornecer eletricidade à região, e que lançou o New Deal, um imenso programa de investimento para superar a Grande Depressão.

Mas os críticos veem a obra como um imenso desperdício de dinheiro. O projeto também atraiu a ira dos ambientalistas e até mesmo o bispo da Barra já fez duas greves de fome contra ele.

Ele teme que o projeto de transposição das á…

Potência econômica ascendente

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Mas hoje o "B" é a estrela entre os países Bric, com os especialistas prevendo um crescimento de até 5% para a economia brasileira em 2010.

O Brasil está atualmente crescendo mais rápido do que a Rússia e, diferente da Índia, não sofre de conflitos étnicos ou disputas de fronteira.

O país de 192 milhões de habitantes possui um mercado doméstico estável, com as exportações - carros e aeronaves, soja e minério de ferro, petróleo e celulose, açúcar, café e carne bovina - correspondendo a apenas 13% do produto interno bruto.

E como a China substituiu os Estados Unidos como maior parceira comercial do Brasil no início deste ano, o país não foi severamente afetado pela recessão no mercado americano como poderia ter sido.

Os bancos do Brasil são fortes, estáveis e não encontraram grandes dificuldades durante a crise. Mais importante, entretanto, é o fato do Brasil ser uma democracia estável, ao estilo ocidental.

O país pagou sua dívida externa e até mesmo passou a emprestar ao Fundo …

Um patriarca extremamente popular

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Em outras palavras, o presidente Lula tem bons motivos para estar repleto de autoconfiança.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o presidente da França, Nicolas Sarkozy, o estão cortejando, enquanto Wall Street praticamente o venera.

Ele é até mesmo tema de um novo filme, "Lula, o Filho do Brasil", que descreve a saga de sua ascensão de engraxate a presidente.


Todo o Brasil desfruta da fama de seu presidente que, há menos de sete anos no poder, atualmente conta com um índice de aprovação acima de 80%.

A oposição praticamente desapareceu e o Congresso se tornou submisso.

Lula dirige o país como um patriarca, tanto que seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso, o está acusando de "autoritarismo" e alertando que o Brasil está no caminho de um capitalismo estatal.

Há um quê de verdade nas alegações de Fernando Henrique. Lula nunca teve confiança na capacidade do mercado de curar a si mesmo e considera que o Estado deve moldar uma nova ordem social.

Ele adora…

Classe média crescente

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Sob sua liderança, milhões de brasileiros ingressaram na classe média.

A evidência dessa transformação social está por toda a parte: nos shopping centers do Rio e São Paulo, lotados de famílias barulhentas da periferia, ou nos aeroportos, onde mães jovens ficam na fila do balcão de check-in, aguardando para embarcar em um avião pela primeira vez em suas vidas.

"A desigualdade entre ricos e pobres está começando a diminuir", diz o economista e especialista em estudos sobre a pobreza, Ricardo Paes de Barros.

A chave para aquela que provavelmente é a maior redistribuição de riqueza na história brasileira é o programa social Bolsa Família, sob o qual uma mãe carente que possa comprovar que seus filhos estão frequentando a escola recebe até R$ 200 por mês do governo.

A primeira vista pode não parecer muito, mas este subsídio do governo ajuda milhões de pessoas a sobreviverem no Nordeste brasileiro.

Especialistas inicialmente criticaram o programa como sendo apenas uma esmola, mas a…

O plano Marshall próprio do Brasil

Os centros nervosos da política econômica do país ficam abrigados em dois imponentes arranha-céus no centro do Rio.

O Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES), que conta com seus escritórios em uma torre de aço e vidro, foi criado com a ajuda americana e usando o KFW Banking Group da Alemanha como modelo.

Ele financiou uma versão brasileira do Plano Marshall.

Nos anos 90, o BNDES administrou com sucesso a privatização de muitas estatais brasileiras.

Hoje, ele fornece assistência a fusões e aquisições corporativas, ajuda empresas em dificuldades e financia os investimentos estratégicos do governo.

O BNDES é altamente respeitado. Acredita-se que seja em grande parte livre de corrupção e ele paga os mais altos salários do país. "Há um ano, os bancos estrangeiros batiam à minha porta perguntando se o Brasil estava preparado para a crise financeira", diz Ernani Teixeira, um dos diretores financeiros do banco.

Teixeira conseguiu tranquilizá-los, notando que o BNDES tinha separado R…

Obstáculos burocráticos

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O imenso apagão que ocorreu simultaneamente em grandes partes do país, há duas semanas, teria sido um sinal de alerta de que o governo está indo além de sua capacidade? A modernização da infraestrutura decrépita do Brasil está avançando, mas lentamente.

Bilhões de dólares em investimentos em portos, construção de estradas e no setor de energia existem apenas no papel, com a implantação atrapalhada por uma burocracia kafkaniana e um Judiciário moroso.

Além disso, o país também não teve muito sucesso no combate à criminalidade.

Lula tem mais um ano no poder, após ter resistido à tentação de manipular a Constituição para garantir sua reeleição para um terceiro mandato.

Ávido em preservar seu legado, ele tem buscado a indicação de sua ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, como sua sucessora, apesar da resistência dentro do próprio Partido dos Trabalhadores.

Rousseff, que foi integrante dos grupos guerrilheiros de esquerda após o golpe militar de 1964 e que posteriormente passou anos pres…

Banco Central abre concurso para 500 vagas. Salário de 12 mil para Superior e 5 mil para ensino médio

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O Banco Central (Bacen) lançou dois editais com vagas de níveis superior e médio. São 500 oportunidades com salários iniciais de até R$ 12,4 mil.

Candidatos poderão fazer as provas objetivas em várias capitais. As 150 vagas para técnicos de nível médio estão distribuídas entre dois grupos.

O salário inicial é de R$ 4.896. A partir de junho do ano que vem, o valor será reajustado para R$ 4.917. Quem optar pela área 1 desenvolverá atividades de apoio e suporte.

Aprovados para a área 2 serão lotados em funções de segurança institucional e poderão receber treinamento específico para o manejo de armas de fogo e condução de veículos.

No momento da inscrição, é necessário indicar a área de preferência. São 67 vagas para a primeira e 75 para a segunda.

As disciplinas básicas são as mesmas para as duas áreas (português, noções de direito, atualidades e raciocínio lógico). O conteúdo específicoda área1 envolve fundamentos de contabilidade, fundamentos de gestão de pessoas e fundamentos de gestão…

O PT de Lula vai às urnas, mas não empolga, como outrora, o povo brasileiro

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Hoje, 22 de novembro, o Partido dos Trabalhares (PT) vai às urnas para eleger o seu novo presidente.

Quem deve substituir Ricardo Berzoini, que está no comando da sigla desde 2005, eleito em meio à crise do mensalão, é o ex-senador por Sergipe e ex-presidente da Petrobras José Eduardo Dutra, ligado à corrente Construindo um Novo Brasil, tendência majoritária da sigla, e próximo a outras correntes ligadas à ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy.

Mesmo que o PT escolha um líder forte como Dutra, dificilmente o partido vai se reencontrar com o povo que escolheu o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por duas vezes consecutivas, por mais de 110 milhões de pessoas.

O PT que se apresenta hoje é muito diferente daquele de 8 anos atraz.

Desde o mensalão, a máscara que cobria o rosto do partido caiu por terra e desnudou o que ninguém queria que fosse: que os integrantes do partido não tinham nada de éticos. Ao largo do discurso e da bandeira, o partido demonstrou ter a mesma ganância dos …