segunda-feira, 30 de novembro de 2009

DF sangra com a corrupção de seu governador. Algumas palavras podem explicar

As circunstâncias entre as quais você vive determinam sua reputação.



A verdade em que você acredita determina seu caráter.



A reputação é o que acham que você é. O caráter é o que você realmente é...



A reputação é o que você tem quando chega a uma comunidade nova. O caráter é o que você tem quando vai embora...



A reputação é feita em um momento. O caráter é construído em uma vida inteira...



A reputação torna você rico ou pobre. O caráter torna você feliz ou infeliz...



A reputação é o que os homens dizem de você junto à sua sepultura.



O caráter é o que os anjos dizem de você diante de Deus.


Arnaldo Jabor

Reflexão: professor, cada dia menos valorizado

Por Adelino Machado

Um professor ou professora necessita de Curso Superior que pressupõe uma qualificação científica a partir da utilização de métodos sistematizados e fundamentados teoricamente.

Essa premissa é uma exigência humana para que os seres se aperfeiçoem em torno de sua própria evolução.

Um professor ou professora, ao contrário dos demais profissionais deve também ter formação polivalente para o atendimento a necessidades diversas apresentadas por um grupo de seres humanos agrupados em uma sala que recebe o nome de SALA DE AULA.

Numa sala de aula se desenvolvem desejos, expectativas, frustrações e distúrbios típicos da raça humana.

Neste espaço esses sentimentos devem respeitados individualmente e desenvolvidos na perspectiva da saúde física, psicológica, social e moral dos homens e das mulheres.

Já um Operador de Trator de Esteira também deveria frequentar Curso Superior para ter mais independência e não ser obrigado a utilizar a esteira da máquina para destruir as árvores que sem nenhuma reação são ceifadas para produzir lucros e alimentar os caixas (um e dois) das EMPRESAS NACIONAIS E MULTINACIONAIS.

Também um operador de máquinas (trator) deveria ganhar mais para melhorar as condições de vida de seus filhos e então poder dar-lhes uma boa e superior educação.

Os pedreiros por sua vez deveriam receber o máximo de uma sociedade humana que não mais sabe morar em cavernas, mas sim em belas casas e mansões confortáveis construídas artisticamente pelos trabalhadores da construção.

Os pedreiros deveriam ter a oportunidade de frequentar um Curso Superior realizado numa Universidade da Moradia.

Após isso construiriam casas ecologicamente corretas, ganhavam mais dinheiro e até receberiam uma moradia mais digna resultado do seu honesto e sagrado suor.

No entanto os tratoristas ganham migalhas para contraírem doenças originadas da poluição das máquinas e do calor intenso a que são expostos.

Os pedreiros ganham apenas o suficiente para não serem escassos do mercado, mas OS PROFESSORES E AS PROFESSORAS, esses ganham miseravelmente mal para cumprir seus atributos e status social, serem tratados ironicamente de mestres e cuidar da alma dos filhos pedreiros, dos tratoristas, dos médicos, dos advogados e até dos políticos que mesmo vivendo no planeta da abundancia mandam seus filhos à escola para se susterem de conhecimentos do professorado.

Diante de tal realidade, quem é que vai cuidar da profissão dos professores e das professoras? Será que são os sindicatos? Será que é o governo? Será que são os empresários? Ou será que são os próprios profissionais que se organizarão em grandes congregações e conselhos próprios para preservarem econômica e deontologicamente o destino desta tão necessária profissão?

Adelino Soares Santos Machado

Campos Belos – Goiás, 30 de novembro de 2009.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Revista Alemã: "Em 10 anos o Brasil será uma grande potência. Lula, pai dos pobres e do milagre econômico"


O Brasil é visto como uma história de sucesso econômico e sua população reverencia o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como um astro.

Ele está na missão de transformar o país em uma das cinco maiores economias do mundo por meio de reformas, projetos gigantes de infraestrutura e explorando vastas reservas de petróleo. Mas ele enfrenta obstáculos.

Elizete Piauí aguarda pacientemente por horas à sombra de uma mangueira.

Ela calça sandálias de plástico e veste um short largo sobre suas pernas finas.

A 40ºC, o ar tremula neste dia incomumente quente na Barra, uma pequena cidade no sertão, o coração do Nordeste brasileiro.

Mas Elizete não se queixa, porque hoje é seu grande dia, o dia em que se encontrará com o presidente, que está trabalhando para fornecer água encanada para sua casa.

O barulho de um helicóptero sinaliza sua chegada. A aeronave branca sobrevoa a multidão antes de pousar.

Uma escolta de batedores acompanha o presidente até a cerimônia.

Lula sai da limusine vestindo uma camisa branca de linho e um chapéu militar verde.

Ignorando os dignitários locais em seus ternos pretos, Lula segue direto para a multidão atrás de uma barreira de segurança. "Lula, Papai!", chama Elizete.

Ele a puxa até seu peito e aperta a mão de outros na multidão, permitindo que as pessoas o toquem, façam carinho e o abracem.

Gotas de suor correm pelo seu rosto corado enquanto pessoas o puxam pela camisa, mas Lula se deixa embeber na atenção. Ele se sente em casa aqui, em uma das regiões mais pobres do Brasil.

O presidente passa três dias viajando pelo sertão. Ele conhece a rota. Ele veio à região pela primeira vez há 15 anos, em campanha, viajando de ônibus e ficando hospedado em locais baratos.

Ele fazia paradas em todas as praças, sete ou oito vezes por dia, geralmente realizando seus discursos na traseira de um caminhão.

Sua voz geralmente ficava rouca e fraca à noite e ele tinha que trocar sua camisa suada até 10 vezes por dia.

'Ele ainda é um de nós'

Agora ele viaja de helicóptero e carros blindados, com os carros da polícia, com suas luzes piscando, abrindo o caminho ao longo das estradas.

Voluntários montam aparelhos de ar condicionado e bufês nos aposentos de Lula, às vezes até mesmo estendem um tapete vermelho.

A imprensa critica as despesas, mas isso não incomoda a maioria dos brasileiros, porque eles têm orgulho de seu presidente.

Ele chegou ao topo, eles argumentam, então por que não desfrutar de seu sucesso? "Ele ainda é um de nós", diz Elizete, "porque ele é o pai dos pobres".

Lula está familiarizado com o destino dos nordestinos pobres do Brasil.

Ele nasceu no sertão, mas sua mãe colocou seus filhos na traseira de um caminhão e os levou para São Paulo, 2 mil quilômetros ao sul. A posterior ascensão de Lula ao poder começou nos subúrbios industriais de São Paulo.

Sua mãe foi uma das centenas de milhares de pessoas carentes que deixaram o sertão atormentado pela seca, com seus campos ressecados e animais morrendo de sede, e migraram para o sul mais rico, para trabalhar como porteiros, garçons, operários de construção ou empregados domésticos.

Em um plano para tornar verde esta região árida, Lula está explorando as águas dos 2.700 quilômetros do Rio São Francisco, um rio vital para grandes partes do Brasil.

O rio fornece água para cinco Estados, mas ele faz contorna o Sertão.

Segundo o plano de Lula, dois canais desviarão água do rio por 600 quilômetros até as áreas atingidas pela seca. "É o mínimo que posso fazer por vocês", Lula diz às pessoas na Barra.

Projeto controverso

O megaprojeto, que exige a superação de uma diferença de altitude de 200 metros, tem um custo estimado de R$ 6,6 bilhões.

Lula posicionou soldados na região para escavar os canais. Oito mil trabalhadores labutam nos canteiros de obras enquanto tratores e escavadeiras movem a terra pela estepe.

Se tudo correr bem, 12 milhões de brasileiros se beneficiarão com o projeto de transposição de águas, que deverá ser concluído em 2025. É o maior e mais caro projeto de Lula, assim como provavelmente seu mais controverso.

Aqueles que o apoiam comparam Lula ao presidente americano Franklin D. Roosevelt, que represou o Rio Tennessee nos anos 30, para fornecer eletricidade à região, e que lançou o New Deal, um imenso programa de investimento para superar a Grande Depressão.

Mas os críticos veem a obra como um imenso desperdício de dinheiro. O projeto também atraiu a ira dos ambientalistas e até mesmo o bispo da Barra já fez duas greves de fome contra ele.

Ele teme que o projeto de transposição das águas secará ainda mais o rio, alegando que a irrigação beneficiaria principalmente o setor agrícola.

O bispo não está presente. Dizem que ele está participando de reuniões fora da cidade.

Na verdade, o religioso está mantendo discrição. As críticas ao presidente são desaprovadas por sua congregação.

Lula fala a linguagem das pessoas comuns, contando histórias de sua juventude aos seus simpatizantes, histórias dos tempos em que sua mãe o enviava para buscar água e ele voltava para casa equilibrando um balde pesado sobre sua cabeça.

Ele tinha cinco anos na época.

O Brasil já foi chamado de "Belíndia", um termo cunhado por um empresário que via o vasto país como uma mistura entre a Bélgica e a Índia, um lugar com riqueza europeia e pobreza asiática, onde o abismo entre ricos e pobres parecia intransponível. Lula foi o primeiro a construir uma ponte entre os dois Brasis.

Agora ele é tanto o queridinho dos banqueiros quanto ídolo dos pobres.

Com o chamado presidente operário no comando, o Brasil está atraindo investidores de todas as partes do mundo.

Jim O'Neill, o economista chefe do Goldman Sachs, inventou a sigla Bric para as economias emergentes do Brasil, Rússia, Índia e China, prevendo um futuro brilhante para o gigante sul-americano.

Mas seus colegas zombaram dele. A China e a Índia certamente tinham perspectivas, mas o Brasil? Por décadas o país era visto como um gigante acorrentado, atormentado por crises infindáveis e inflação.

Potência econômica ascendente

Mas hoje o "B" é a estrela entre os países Bric, com os especialistas prevendo um crescimento de até 5% para a economia brasileira em 2010.

O Brasil está atualmente crescendo mais rápido do que a Rússia e, diferente da Índia, não sofre de conflitos étnicos ou disputas de fronteira.

O país de 192 milhões de habitantes possui um mercado doméstico estável, com as exportações - carros e aeronaves, soja e minério de ferro, petróleo e celulose, açúcar, café e carne bovina - correspondendo a apenas 13% do produto interno bruto.

E como a China substituiu os Estados Unidos como maior parceira comercial do Brasil no início deste ano, o país não foi severamente afetado pela recessão no mercado americano como poderia ter sido.

Os bancos do Brasil são fortes, estáveis e não encontraram grandes dificuldades durante a crise. Mais importante, entretanto, é o fato do Brasil ser uma democracia estável, ao estilo ocidental.

O país pagou sua dívida externa e até mesmo passou a emprestar ao Fundo Monetário Internacional (FMI).

O governo acumulou mais de US$ 200 bilhões em reservas e o real é considerado uma das moedas mais fortes do mundo.

Especialistas internacionais preveem uma década de prosperidade e crescimento para o país.

Lula prevê que o Brasil será uma das cinco maiores economias do planeta em 2016, o ano em que o Rio de Janeiro será sede dos Jogos Olímpicos. O país será sede da Copa do Mundo de 2014.

E ainda há os recursos naturais aparentemente ilimitados do Brasil, vastas reservas de água doce e petróleo.

O Brasil exporta mais carne do que os Estados Unidos. E a China estaria em dificuldades sem a soja brasileira.

Nos hangares da fabricante de aviões, a Embraer, perto de São Paulo, engenheiros brasileiros constroem aviões para companhias aéreas de todo o mundo, incluindo aviões para trajetos menores para a Lufthansa.

Um patriarca extremamente popular

Em outras palavras, o presidente Lula tem bons motivos para estar repleto de autoconfiança.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o presidente da França, Nicolas Sarkozy, o estão cortejando, enquanto Wall Street praticamente o venera.

Ele é até mesmo tema de um novo filme, "Lula, o Filho do Brasil", que descreve a saga de sua ascensão de engraxate a presidente.


Todo o Brasil desfruta da fama de seu presidente que, há menos de sete anos no poder, atualmente conta com um índice de aprovação acima de 80%.

A oposição praticamente desapareceu e o Congresso se tornou submisso.

Lula dirige o país como um patriarca, tanto que seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso, o está acusando de "autoritarismo" e alertando que o Brasil está no caminho de um capitalismo estatal.

Há um quê de verdade nas alegações de Fernando Henrique. Lula nunca teve confiança na capacidade do mercado de curar a si mesmo e considera que o Estado deve moldar uma nova ordem social.

Ele adora projetos impressionantes e gestos nacionalistas. Ele é pragmático, mas despreza especuladores.

"Brancos com olhos azuis" levaram o mundo à beira da ruína financeira, ele disse recentemente. Ele falava dos banqueiros.

A crise financeira apenas confirmou o ceticismo de Lula em relação ao capitalismo.

Lula acredita que o Brasil lidou melhor com a crise do que outros países porque o governo adotou medidas corretivas desde cedo. Segundo Lula, o combate à pobreza e a distribuição justa de renda não podem ficar aos cuidados do mercado.

Classe média crescente

Sob sua liderança, milhões de brasileiros ingressaram na classe média.

A evidência dessa transformação social está por toda a parte: nos shopping centers do Rio e São Paulo, lotados de famílias barulhentas da periferia, ou nos aeroportos, onde mães jovens ficam na fila do balcão de check-in, aguardando para embarcar em um avião pela primeira vez em suas vidas.

"A desigualdade entre ricos e pobres está começando a diminuir", diz o economista e especialista em estudos sobre a pobreza, Ricardo Paes de Barros.

A chave para aquela que provavelmente é a maior redistribuição de riqueza na história brasileira é o programa social Bolsa Família, sob o qual uma mãe carente que possa comprovar que seus filhos estão frequentando a escola recebe até R$ 200 por mês do governo.

A primeira vista pode não parecer muito, mas este subsídio do governo ajuda milhões de pessoas a sobreviverem no Nordeste brasileiro.

Especialistas inicialmente criticaram o programa como sendo apenas uma esmola, mas agora ele é visto como um modelo mundial.

Mais de 12 milhões de lares recebem os subsídios, com grande parte do dinheiro indo para o Nordeste. Graças ao programa Bolsa Família, a região antes atingida pela pobreza começou a prosperar.

Muitos nordestinos abriram pequenas empresas ou lojas e a indústria descobriu o Nordeste como mercado. "Agora a região está crescendo por conta própria", diz Paes de Barros.

Lula foi abençoado pela sorte. Seu antecessor, Fernando Henrique, já tinha estabilizado a economia, que sofria com a hiperinflação, quando foi ministro da Fazenda em 1994.

Ele impôs uma reforma da moeda ao país e implantou leis que forçaram o governo a adotar políticas com responsabilidade fiscal. Lula não mudou nada disso.

Não havia necessidade de Lula reinventar a política econômica e social do Brasil. O país tem uma tradição de controle total da economia pelo governo que remonta aos anos 30.

O plano Marshall próprio do Brasil

Os centros nervosos da política econômica do país ficam abrigados em dois imponentes arranha-céus no centro do Rio.

O Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES), que conta com seus escritórios em uma torre de aço e vidro, foi criado com a ajuda americana e usando o KFW Banking Group da Alemanha como modelo.

Ele financiou uma versão brasileira do Plano Marshall.

Nos anos 90, o BNDES administrou com sucesso a privatização de muitas estatais brasileiras.

Hoje, ele fornece assistência a fusões e aquisições corporativas, ajuda empresas em dificuldades e financia os investimentos estratégicos do governo.

O BNDES é altamente respeitado. Acredita-se que seja em grande parte livre de corrupção e ele paga os mais altos salários do país. "Há um ano, os bancos estrangeiros batiam à minha porta perguntando se o Brasil estava preparado para a crise financeira", diz Ernani Teixeira, um dos diretores financeiros do banco.

Teixeira conseguiu tranquilizá-los, notando que o BNDES tinha separado R$ 100 bilhões em reservas adicionais.

No ano passado, o banco emitiu mais empréstimos e garantias de empréstimos do que o Banco Mundial - e até apresentou um lucro respeitável.

O segundo pilar do milagre econômico brasileiro fica diagonalmente no outro lado da rua: um bloco de concreto, iluminado à noite com as cores nacionais, verde e amarelo, é a sede do grupo de energia semiestatal Petrobras.

A empresa planeja investir US$ 174 bilhões nos próximos quatro anos em plataformas de perfuração, navios e outros equipamentos para explorar as grandes reservas de petróleo além da costa do Brasil.

Há um ano e meio, a Petrobras descobriu novas reservas de petróleo sob o leito do oceano.

Mas o petróleo será difícil de extrair, por estar situado abaixo de uma camada de sal em profundidades de pelo menos 6 mil metros. A expectativa é de que os poços comecem a produzir daqui pelo menos seis anos.

A receita desse petróleo será depositada em um fundo que o governo usará principalmente para financiar novas escolas e universidades.

Lula apresentou recentemente uma legislação que regulamentaria a exploração das reservas de petróleo submarinas, fortalecendo assim o monopólio da Petrobras.

Especialistas temem que Lula esteja criando um monstro corporativo poderoso e corruptível.

Obstáculos burocráticos


O imenso apagão que ocorreu simultaneamente em grandes partes do país, há duas semanas, teria sido um sinal de alerta de que o governo está indo além de sua capacidade? A modernização da infraestrutura decrépita do Brasil está avançando, mas lentamente.

Bilhões de dólares em investimentos em portos, construção de estradas e no setor de energia existem apenas no papel, com a implantação atrapalhada por uma burocracia kafkaniana e um Judiciário moroso.

Além disso, o país também não teve muito sucesso no combate à criminalidade.

Lula tem mais um ano no poder, após ter resistido à tentação de manipular a Constituição para garantir sua reeleição para um terceiro mandato.

Ávido em preservar seu legado, ele tem buscado a indicação de sua ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, como sua sucessora, apesar da resistência dentro do próprio Partido dos Trabalhadores.

Rousseff, que foi integrante dos grupos guerrilheiros de esquerda após o golpe militar de 1964 e que posteriormente passou anos presa, tem uma reputação de tecnocrata competente, mas é vista como inacessível e autoritária.

Ela está acompanhando o presidente em suas viagens pelo país, inaugurando novas estradas e usinas elétricas.

Lula a apoia de modo tão determinado que até parece estar fazendo campanha para si mesmo.

Ela também está com ele em seu giro pelo Nordeste, apesar dos médicos terem removido um tumor de sua axila há poucos meses. Acredita-se que ela esteja curada e ela atualmente usa uma peruca após a quimioterapia.

Seu rosto é pálido e seu sorriso parece congelado. O presidente a puxa para o seu lado quando ele caminha até o microfone, e ele menciona o nome dela repetidas vezes.

Elizete Piauí, ainda completamente embriagada pelo seu encontro com Lula, a viu pela televisão. Ela sabe que Dilma é a candidata de Lula e ela fará campanha pela ministra, apesar de que preferiria que Lula permanecesse no poder. "Eu votarei em qualquer pessoa que ele indicar", ela diz.

Lula também prometeu retornar. Antes do fim de sua presidência, ele planeja fazer outra viagem ao Nordeste para ver o quanto progrediram as obras no Rio São Francisco.

Talvez, espera Elizete, ele terá atendido seu maior desejo até lá e ela poderá servir a ele um copo de água - de sua própria torneira, em sua própria casa.

Tradução: George El Khouri Andolfato

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Banco Central abre concurso para 500 vagas. Salário de 12 mil para Superior e 5 mil para ensino médio

O Banco Central (Bacen) lançou dois editais com vagas de níveis superior e médio. São 500 oportunidades com salários iniciais de até R$ 12,4 mil.

Candidatos poderão fazer as provas objetivas em várias capitais. As 150 vagas para técnicos de nível médio estão distribuídas entre dois grupos.

O salário inicial é de R$ 4.896. A partir de junho do ano que vem, o valor será reajustado para R$ 4.917. Quem optar pela área 1 desenvolverá atividades de apoio e suporte.

Aprovados para a área 2 serão lotados em funções de segurança institucional e poderão receber treinamento específico para o manejo de armas de fogo e condução de veículos.

No momento da inscrição, é necessário indicar a área de preferência. São 67 vagas para a primeira e 75 para a segunda.

As disciplinas básicas são as mesmas para as duas áreas (português, noções de direito, atualidades e raciocínio lógico). O conteúdo específicoda área1 envolve fundamentos de contabilidade, fundamentos de gestão de pessoas e fundamentos de gestão de recursos materiais.

Para a área 2 serão aplicadas questões de teorias e normas da segurança e legislação específica.

As oportunidades para analista exigem nível superior completo em qualquer área do conhecimento.

O salário inicial oferecido pelo Bacen é de R$ 12.960. O edital oferece 350 vagas distribuídas em seis áreas, cujo diferencial é o conteúdo programático para a prova de conhecimentos específicos.

Candidatos que optarem pela área 1 responderão questões de informática. Na área 2 serão exigidos conhecimentos em operações bancárias, contabilidade de instituições financeiras, micro e macroeconomia.

Os assuntos específicos da área 4 são organizações, planejamento, comunicação e estatística. Na área 5 haverá cobrança de questões sobre organizações, matemática financeira e contabilidade e auditoria.

As vagas da área 6 exigem conhecimentos em administração financeira,direito eorganizações. Todos os candidatos a analista do Bacen também responderão questões de português, direito constitucional, direito administrativo, sistema financeiro nacional, economia, raciocínio lógico e inglês.

No edital não foi determinada a distribuição de vagas por estado. Os aprovados poderão ser lotados em qualquer das cidades onde o Banco Central possui representação: Salvador, Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), PortoAlegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP).

O prazo para inscrições vai até 16 de dezembro, por meio do site www.cesgranrio.org.br.

A taxa custa R$ 50 (técnico) ou R$ 110 (analista). As provas objetivas estão previstas para 31 de janeiro de 2010.

No ato de inscrição, os candidatos deverão optar pela cidade na qual desejam realizar as provas: Salvador, Belém, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo.

domingo, 22 de novembro de 2009

O PT de Lula vai às urnas, mas não empolga, como outrora, o povo brasileiro

Hoje, 22 de novembro, o Partido dos Trabalhares (PT) vai às urnas para eleger o seu novo presidente.

Quem deve substituir Ricardo Berzoini, que está no comando da sigla desde 2005, eleito em meio à crise do mensalão, é o ex-senador por Sergipe e ex-presidente da Petrobras José Eduardo Dutra, ligado à corrente Construindo um Novo Brasil, tendência majoritária da sigla, e próximo a outras correntes ligadas à ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy.

Mesmo que o PT escolha um líder forte como Dutra, dificilmente o partido vai se reencontrar com o povo que escolheu o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por duas vezes consecutivas, por mais de 110 milhões de pessoas.

O PT que se apresenta hoje é muito diferente daquele de 8 anos atraz.

Desde o mensalão, a máscara que cobria o rosto do partido caiu por terra e desnudou o que ninguém queria que fosse: que os integrantes do partido não tinham nada de éticos. Ao largo do discurso e da bandeira, o partido demonstrou ter a mesma ganância dos outros partidos, e pior, muito cinismo.

E mais, ludibriou quem, em boa-fé, acreditou na bandeira levantada pelo partido, desde o início da década de 80, em prol de um Brasil melhor e contra o que mais horrorizava a população e o eleitorado: alto nível de corrupção, o apadrinhamento, o toma lá dá cá .

E a resposta do eleitorado está aí. O partido não tem um nome para substituir o Presidente Lula.

Dilma, pelo andar da carruagem, não vai emplacar. Nomes interessantes, que poderia melhor representar a cor vermelha que tanto atazanou durante a oposição, como Marina Silva e Heloísa Helena , abandonaram o Partido.

Hoje, o PT sobrevive do carisma de Lula.

Não podemos negar que, salvo engano, Lula é um dos melhores presidentes desde Getúlio Vargas.

O Brasil cresceu muito nos últimos 8 anos. A economia anda por si só, a renda da população cresceu, o número de famintos diminuiu, as oportunidades apareceram, o desemprego caiu a níveis históricos, a comida na mesa do povo é mais farta, os níveis de educação aumentaram e o prestígio do país no exterior nunca esteve tão bom.

Tudo isso graça a Lula e nada graças ao PT. Lula é uma coisa e o Partido é outra.

Qualquer um melhor do que o Serra, que entrar na disputa das eleições do ano que vem, leva a parada.

Vide o Governador de Minas Gerais, Aécio Neves, que a cada dia cresce em números de apoio e em expectativa. E pode ser o novo Presidente.

Tudo isso porque o PT não é mais o partido do povo.

Apenas o seu símbolo maior está na graça do povo, não a estrela transcrita na sua bandeira, mas uma outra que pode voltar em 2014: Luiz Inácio Lula da Silva.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Presos de Campos Belos passarão a ter assistência médica toda sexta

Detentos da unidade da Superintendência do Sistema de Execução Penal - Susepe, em Campos Belos começam a receber serviços médicos, que passam a ser oferecidos de forma periódica graças a parceria com a prefeitura do município.

O atendimento em Campos Belos terá dia e hora marcados: todas as sextas-feiras, das 8 às 11 horas, por profissionais da Secretaria Municipal de Saúde.

Segundo o diretor Guilherme Alves Gomes, a prestação do serviço na própria unidade permite melhor acompanhamento da situação de cada preso.

As consultas são previamente agendadas.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Diretor da UnU Campos Belos recebe homenagem


O diretor da Unidade Universitária de Campos Belos, Rosolindo Neto de Souza Vila Real, será homenageado na noite desta terça-feira, 17, no Palácio das Esmeraldas, em Goiânia, pelo Conselho Estadual de Cultura.

Rosolindo Neto vai receber diploma de destaque cultural do ano de 2009, juntamente com Antônio José Filho, Daniele Cordeiro, Denizar Gomes dos Santos Filho e Armando Silva Fernandes, festeiros e organizadores da Festa de Nossa Senhora do Rosário, realizada no último mês de julho na cidade de Monte Alegre de Goiás, no Nordeste do Estado.

A festa é uma tradição de quase três séculos na cidade.

Durante a solenidade, que acontece no Salão Gercina Borges Teixeira, com a presença do governador Alcides Rodrigues, também será entregue o Troféu Jaburu para o teatrólogo Hugo Zorzetti.

Atentado contra a liberdade de imprensa

O juiz Pedro Sakamoto, da 13ª Vara Cível de Cuiabá, proibiu em decisão liminar que dois blogueiros emitam "opiniões pessoais" sobre denúncias movidas pelo Ministério Público Estadual contra José Riva (PP), presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

Riva é réu em mais de cem ações de improbidade administrativa por conta de um suposto esquema que, segundo a Promotoria, funcionou entre 1999 e 2002 e desviou mais de R$ 80 milhões da Assembleia.

É por decisões controversas como esta que muitos tendem a criticar o Poder Judiciário, principalmente as canetadas de juízes novos e inexperientes que vez por outra enterram os preceitos de liberdade de expressão e de imprensa, consagrados no Art 5º da Constituição Federal de 1988.

A imprensa e os jornalistas são olhos da sociedade. A partir do momento que determinado cidadão passa a ocupar um cargo público, ele renuncia parte de seus direitos de privacidade para justamente prestar contas à sociedade.

Ainda mais quando este tipo de Administrador Público desvia mais de R$ 80 milhões dos cofres públicos.

A decisão do Juiz, além de ser imatura e imoral, é uma censura à liberdade de imprensa.

Registramos aqui os nossos protestos de blogueiro e jornalista.

A matéria completa da Agência Folha segue abaixo.

Acesse aqui o Blog do Enok: http://paginadoenock.com.br/

Acesse aqui o Blog da Adriana Vandoni http://www.prosaepolitica.com.br/author/adriana-vandoni/

Juiz proíbe blogueiros de emitirem opiniões sobre presidente da Assembleia de MT

O juiz Pedro Sakamoto, da 13ª Vara Cível de Cuiabá, proibiu em decisão liminar que dois blogueiros emitam "opiniões pessoais" sobre denúncias movidas pelo Ministério Público Estadual contra José Riva (PP), presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

O juiz determinou ainda a exclusão de postagens já publicadas consideradas "ofensivas".

Caso descumpram a decisão, os jornalistas Enock Cavalcanti e Adriana Vandoni estão sujeitos a multa diária de R$ 1.000 e "posterior ordem de exclusão da notícia ou da opinião".

"O direito constitucional de livre expressão não autoriza os réus a denegrirem a dignidade do autor em público, imputando a este a pecha de criminoso", disse o juiz, na decisão.

Riva é réu em mais de cem ações de improbidade administrativa por conta de um suposto esquema que, segundo a Promotoria, funcionou entre 1999 e 2002 e desviou mais de R$ 80 milhões da Assembleia.

No período, o deputado se alternou nos cargos de presidente e primeiro-secretário da Casa e assinou cheques para pagamentos a empresas que, diz o MPE, eram inexistentes.

Em seu blog, Adriana Vandoni já definiu o deputado como alguém que "coleciona vitórias eleitorais com a mesma destreza que coleciona processos".

Ele disse ontem à Folha que está "indignada" com o que chamou de censura. "O pedido foi imoral e a decisão, amoral."

Enock Cavalcanti, que é militante do PT e assessor da senadora Serys Slhessarenko (PT-MT), disse que seu objetivo é "combater a corrupção".

"Essa questão dos desvios na Assembleia ficou irresoluta. No blog, assumi o compromisso de acompanhar este processo de perto", afirmou Cavalcanti.

O advogado Valber Melo, defensor de José Riva, negou que tenha havido censura no caso.

"Essa é a versão distorcida pelos blogueiros. O que buscamos foi impedir opiniões ofensivas à honra do deputado."

No pedido, a defesa de Riva diz que os leitores dos blogs são, "em regra [...], pessoas leigas, induzidas por formadores de opiniões". "Jornalismo sério é aquele cujo objetivo é informar a população dos fatos que acontecem em nossa sociedade e não perpetrar ataques."

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Ponte caída: prefeito responde

O Prefeito de Campos Belos, Neudivaldo Xavier Sardinha, respondeu à indagação e à reclamação publicada aqui no Blog, feita pelo leitor Gilberto Beltrão, sobre a demora da prefeitura de Campos Belos em reerguer uma ponte sobre o córrego Dois Irmãos, que liga a cidade de Campos Belos ao povoado de Pouso Alto, em Goiás, divisa com o estado da Bahia.

Segundo o Prefeito, a ponte é sobre uma rodovia estadual, portanto de responsabilidade do governo do estado de Goiás, especificamente da Agetop, a agência estadual que cuida das estradas e não da Prefeitura, como informado.

Ainda segundo o Prefeito, seu Gabinete está lutando, desde o início do ano, junto ao Governo do estado, mas a burocracia de licitação e a falta de verbas levam a uma situação vexatória como a apresentada.

Sardinha disse que hoje mesmo, 13 de novembro de 2009, cobrou do Secretário de Infra-estrutura do estado de Goiás e ele ( o Secretário) prometeu uma resposta para ainda hoje, pois desde o dia 1º de novembro estava prevista a chegada de uma empresa de engenharia para fazer a recuperação da ponte.

O Prefeito informa também que foram feitas várias viagens à Goiânia, capital do estado, para resolver o problema e, além disso, mantém ligações quase diárias com a Agetop.

Agora é esperar o desenrolar dos fatos.

O preço da gasolina

Só um doutor em economia consegue entender os aspectos que rondam o preço dos combustíveis no Brasil.

Não sei se a majoração dos preços nos últimos dias ocorreu nos outros estados, mas aqui em Brasília a gasolina saiu de R$ 2,67 para R$ 2,69, no início do mês.

Uma semana depois, mais um salto, para R$ 2,74, com um acumulado de quase 3%.

Bem, mas quais as explicações para o aumento?

O país foi o primeiro a sair da crise econômica, com a economia já em plena expansão novamente.

O dólar, principal vilão, caiu quase 60% em um ano, saindo de R$ 2,20 para R$ 1,70 em novembro. A inflação, que outrora era o gatilho da subida de preços, ta lá, bem quietinha.

E pior, o governo todo dia anuncia o grande poder da camada de pré-sal, com quase 80 bilhões de barris em reserva.

Ou seja, não falta abastecimento de petróleo porque o Brasil é alto suficiente, não há inflação e o dólar cai diariamente.

Por que a gasolina tem subido de preço?

E mais, o preço do etanol (álcool combustível) também tem se elevado. As explicações são semelhantes.

O Brasil é o maior produtor mundial de cana-de-açúcar e as desculpas para as majorações de preço são sempre a entressafra.

O problema é que a entressafra termina e o preço se mantém. No ano seguinte, o fenômeno se repete e o preço novamente aumenta.

Resultado, em Brasília o preço do álcool é de R$ 1,99, apenas R$ 0,75 mais barato do que a gasolina.

Mas não é preciso ter mestrado em economia para entender o que ocorre com a política de preço do nosso combustível.

O nome do fenômeno tem nome: ganância. O país inteiro é dominado por cartéis de postos de combustíveis, que impede a concorrência e faz-nos pagar um dos combustíveis mais caros do mundo.

Só comparando, no país de Hugo Chavez, na Venezuela, o litro da gasolina custa o equivalente a R$ 0,07, é a mais barata do planeta.

Na Argentina o litro sai por cerca de R$ 1,40, na Bolivia R$ 1,00 e no Paraguai R$ 1,45.

Até quando pagaremos a conta...

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

PEC dos Jornalistas aprovada

CCJC da Câmara dos Deputados acaba de aprovar a PEC dos jornalistas

Comissão da Câmara Federal aprova PEC dos Jornalistas*

Uma importante vitória dos jornalistas brasileiros! Em votação simbólica ocorrida na manhã desta quarta-feira (11/11), a Comissão de Constituição, Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados aprovou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 386/09.

A votação na CCJC da Câmara ocorreu através do voto das lideranças das bancadas com presença na Comissão. O único voto contrário foi da bancada do PSDB.

"Esta votação é um atestado da constitucionalidade da exigência do diploma e uma garantia de que não existe conflito entre a regulamentação profissional dos jornalistas e o direito à livre expressão", comemorou Sérgio Murillo de Andrade, presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ).


Na tarde desta quarta-feira (11/11), os sindicalistas reúnem-se com a Frente Parlamentar em Defesa do Diploma. A ideia é agilizar a formação da Comissão Especial, compromisso já assumido pelo presidente da casa, Michel Temmer, para agilizar a tramitação da PEC.

Texto: Site O Jornalista - Sindicato dos Jornalistas de São Paulo.


Fonte: FENAJ

Ponte continua no chão

Em maio passado, ou seja há exatamente seis meses, publicamos aqui no Blog a reclamação do leitor Gilberto Beltrão, sobre a demora da prefeitura de Campos Belos em reerguer uma ponte sobre o córrego Dois Irmãos, que liga a cidade de Campos Belos ao povoado de Pouso Alto, em Goiás, divisa com o estado da Bahia.

A ponte está no chão desde setembro do ano passado.

Gilberto afirma que, até a presente data, a prefeitura de Campos Belos não tomou nenhuma iniciativa para reerguer a ponte, que está obstruindo a ligação da sede administrativa com essa tão importante região do município.

Será que é falta de verba pública ou questão de prioridade mesmo?

Só a Prefeitura pode responder...

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Sardinha inaugura nova iluminação pública e embeleza chegada em Campos Belos

Há mais de 10 meses no cargo, o prefeito de Campos Belos, Neudivaldo Xavier Sardinha, começa a mostrar algumas de suas realizações à frente do cargo.

Recentemente, o prefeito inaugurou a iluminação pública da pista dupla da saída nordeste da cidade, conhecida popularmente como “Saída do Barreirão”.

Com lâmpadas de mercúrio e com alto poder de brilho, a nova iluminação deu vida à entrada da cidade e causa um aspecto positivo no visitante que passa pelo local à noite.

É um gol de placa da Prefeitura, já que um dos aspectos mais precários do município, notadamente a sua sede, é o da péssima urbanização.

Agora é torcer para que o prefeito consiga fazer obras semelhantes nas saídas norte (Saída para Arraias) e saída sul (Saída para Brasília).

terça-feira, 10 de novembro de 2009

20 anos das elleições de 1989

Você chegou a ver a entrevista do Collor no UOL, sobre os 20 anos das eleições de 1989?? (já faz 20 anos)..... Elle voltou a ter espaço na mídia... Veja aqui... http://noticias.uol.com.br/especiais/eleicoes-1989/ultnot/2009/11/10/ult9005u1.jhtm.

Até outro dia era um crime colocá-lo em qualquer espaço jornalístico. Hoje o "Senador" tem dado até opiniões...

Temos mesmo a memória curta...

São políticos como Collor ou Maluf e suas heranças nada convencionais que dão criatividade aos novos "homens da política" brasileira e que tanto faz mal ao nosso país.

Essa cultura não é fácil de se acabar...já se foram 20 anos das eleições de 1989. E olhando para traz, o Brasil melhorou muito...

sábado, 7 de novembro de 2009

Entrevista:Pablo Giovanni diz que é candidato natural a prefeito de Campos Belos e ainda pode tentar cargo de Deputado Estadual em 2010


Natural de Anápolis-GO, o ex-candidato a vice-prefeito de Campos Belos-GO, Pablo Giovanni, tem sua história de vida fincada no município, desde quando se mudou para a cidade aos três anos de idade.

Filho de um empresário ligado ao ramo atacadista, logo adolescente se enveredou para o lado político do pai e, aos 26 anos, esse bacharel em direito já acumula uma lista de cargos importantes ocupados nos bastidores da política goiana.

Foi assessor parlamentar entre 2002 e 2007, candidato a vice-prefeito e hoje exerce a função de Presidente do Partido Trabalhista Nacional (PTN) de Campos Belos, partido pelo qual Jânio Quadro foi eleito Presidente da República, na década de 60.

Pablo Giovanni também tem um forte relacionamento com o partido Democratas (DEM), o antigo PFL de Antônio Carlos Magalhães.

Seu pai, Celso Carlos ( Celso Boca Doce), foi presidente do Democratas por vários anos em Campos Belos. Ambos são amigos particular e têm estreita ligação com o deputado Estadual Frederico Nascimento (DEM- GO) e com o Vereador de Goiânia Virmodes Cruvinel (PSDC-GO).

As ligações deste jovem político não se restringem apenas a Goiás. No Distrito Federal ele tem uma boa relação com Helio Mauro, ex-deputado estadual e federal, ex- Secretário de Educação por Goiás, prefeito de Goiânia e hoje assessor do Governador Arruda (DEM-DF).

Além, claro, do apoio do Deputado Vilmar Rocha (DEM-GO), que atualmente ocupa cargo como Conselheiro Administrativo da CEB (Centrais Elétricas de Brasília) indicado pelo governador Arruda. Pablo foi coordenador de campanha política de Vilmar Rocha nas eleições legislativas passadas.

Nesta entrevista, Pablo fala que é um natural candidato a prefeito de Campos Belos daqui a quatro anos e tem grandes possibilidades de sair candidato a deputado estadual por Goiás já nas eleições do ano que vem.

Fala de temas espinhosos, como os processos da Controladoria-Geral da União (CGU) e do Tribunal de Contas de Goiás que apura as irregularidades descobertas na gestão passada da Prefeitura de Campos Belos, que segundo aquele órgão da União o município é dos campeões do Brasil em termos de irregularidades na aplicação de recursos públicos.

E ainda discorreu sobre seu projeto de gestão à frente do Poder Executivo, caso seja eleito Prefeito de Campos Belos:


Blog: A campanha política do ano passado foi a primeira em que você realmente participou efetivamente e como candidato a vice-prefeito, quais lições você tirou desse pleito?

Pablo Giovanni: Realmente como candidato foi a primeira que participei como candidato, mas eu já tinha participado de outras, inclusive fui o coordenador da campanha do Deputado Federal Vilmar Rocha (DEM-GO) em 2006. Vilmar foi o segundo deputado federal mais votado em Campos Belos.

Acredito que conseguimos essa votação em virtude do povo ter acreditado e confiado nas propostas e reconhecido o serviço prestado pelo Vilmar Rocha em nossa cidade. Além de tudo o Deputado tem uma relação de confiança, amizade e respeito com o povo de Campos Belos e sempre tem atendido os pleitos da cidade.


Blog: Você se considera um vencedor, mesmo perdendo as eleições?

Pablo Giovanni: Considero que saímos vitoriosos nessas eleições. Conheci muita gente, passei a ficar mais conhecido e aumentei o meu grau de amizade e relacionamento com a população e vi o carinho que a população nos recebeu e até mesmo as crianças.

Visitei todos os pontos do nosso município, povoados e todo zona rural. Outro ponto fundamental foi a oportunidade que pudemos presenciar a juventude participando mais ativamente de uma campanha política.

Só fiz aumentar a minha convicção de que posso ajudar mais ainda Campos Belos.


Blog: O PMDB é um partido emblemático. Uma legenda nacional forte, mas que apresenta divergências internas enormes. Em Campos Belos o partido é tradicional e governado por um grupo de dirigentes linha-dura. Como foram as conversas de bastidores, até sua escolha como vice na chapa encabeçada por Toninho?

Pablo Giovanni: Realmente o PMDB é um partido muito forte e possui suas divergências internas.

No Estado de Goiás estamos vendo essas divergências quanto ao nome do prefeito Iris Rezende como pré-candidato a Governador de Goiás por parte de alguns membros que acham que Iris não poderia deixar a prefeitura nesse momento.

Em Campos Belos, quanto aos bastidores, não foi diferente.

Quero fazer um retrospecto rapidamente quanto à escolha do meu nome. Primeiramente gostaria de lembrar que as convenções seriam realizadas em julho 2008. Já havia comentários desde há algum tempo que eu poderia compor a chapa do PMDB. Mas a primeira conversa aconteceu em fevereiro (2008) quando o Toninho me convidou para ser seu vice.

A princípio não aceitamos e nosso grupo acreditava que teríamos que disputar as eleições como candidato a prefeito.

Passado alguns meses foram vários convites feito indiretamente por companheiros, candidatos e vereadores do PMDB. Analisando o quadro político e depois de muitas conversas acreditávamos que nosso perfil poderia somar e vencer as eleições com o Toninho.

Entretanto o Toninho teve que contornar e ter um bom jogo de cintura para manter firme o grupo, mas não por parte dos chamados linha dura do tradicional pelo PMDB. Esses foram unânimes.

O que aconteceu foi que alguns pré-candidatos (vereadores da legislação antiga) queriam ser o candidato a vice. Acho que isso é normal e é legitimo dentro da política.

"Toninho não atrapalhou a campanha"

Blog: As próximas eleições para prefeito estão distantes, mas você já surge como uma opção eleitoral do seu partido, juntamente com os potenciais candidatos Rosana Cardoso, que já declarou aqui no Blog que vem se preparando para assumir o Poder Executivo, assim como Sardinha, que naturalmente deverá tentar reeleição. A pergunta é óbvia, mas não pode deixar de ser feita. Você já está trabalhando para as eleições de 2012?

Pablo Giovanni: Olha, nós que estamos na política e gostamos de política não paramos. Esse desejo é natural e principalmente somos procurado pelo nosso povo a todo instante para ajudá-los.

Quando ocupamos um cargo eletivo, só nos legitima mais nessa função. Além disso, sempre a gente ouve os amigos, companheiros e o povo pedindo para ser candidato. Inclusive querem que eu já seja candidato a Deputado Estadual já nessas eleições.


Blog: Como está sendo esta preparação? Você tem feito curso de gestão administrativa ou especialização na área? Esses cursos são importantes ou você acha que a questão política é mais relevante?

Pablo Giovanni: Como vocês sabem eu sou advogado e fiz especialização em direito penal. E quanto a estudar eu não paro. Gosto de estudar. Sou concurseiro.

Atualmente fui aprovado para delegado de polícia civil na prova objetiva e discursiva e aguardando próximas fases, analista jurídico do Tribunal de Contas dos Municípios de Goiás – TCM aguardando próxima fase, passei na 1 fase da Polícia Militar do Distrito Federal e fui classificado para Advogado da Terracap.

Também fui aprovado para Policia Civil do Tocantins. Então acredito que hoje os políticos devem ser atualizados e reciclados.

Acho que Campos Belos precisa de modernização política. Precisamos de políticos mais preparados e que realmente saibam lidar com problemas de gestão pública.

Blog: Alguns analistas políticos do cenário municipal afirmam que Toninho da Ótica atrapalhou mais do que ajudou no pleito passado. Dizem, inclusive, que se fosse você o candidato a Prefeito, as possibilidades de vitória da coligação teriam sido muito maiores. O que você acha dessa análise? Você teria maiores chances de eleição do que ele?

Pablo Giovanni: Acredito que os votos obtidos foram de uma composição que deu certo e por outros motivos não conseguimos chegar a vitória.

Agora realmente ouvi diversas pessoas comentando que seu eu estivesse encabeçando a chapa a nossa coligação poderia ter sido outro resultado. Mas conforme eu disse, acredito que nos procuramos desempenharmos o melhor papel possível.


Blog: Recentemente, nós publicamos aqui no Blog uma notícia, veiculada nos principais jornais do país, que Campos Belos figurava como um dos municípios campeões do Brasil em irregularidades na gestão das contas públicas. O fato atingiu o gestor que governou a cidade entre 2000 e 2008. Como você analisa esta informação?

Pablo Giovanni: Acredito que o fato atingiu e muito o gestor que administrou e foi prefeito nessas ultimas legislaturas.

Um dos principais fatos que fez com o que esses fatos chegasse a população foi a posição imparcial dos meios de comunicação da nossa cidade como radialistas, bloggers e jornais circulares, segmentos organizados, força que a oposição política, vereadores e formadores de opinião divulgasse as notícias embasadas e fundamentadas em relatórios, pareceres de auditores, analistas e profissionais altamente qualificados que figurou essas irregularidade.

É importante frisa que existem dois órgãos distinto que emitiu pareces das irregularidades: CGU e TCM/GO. Quanto a posição da CGU ainda não temos nada e quanto as irregularidades do TCM através de uma liminar conseguiram que retornasse o processo para o presidente do órgão.


Blog: Como o prefeito Sardinha, seu ex-adversário no pleito passado, deve tratar o tema?

Pablo Giovanni: Isso é algo que a população quer saber a posição dele. Acredito que o correto seria que o atual prefeito não interferisse no andamento e julgamento. Entretanto isso pode interferir nele.

Já que ele era o secretario de obras do município e um dos principais secretários e braço direito do ex-prefeito.

"O nordeste goiano e Campos Belos precisam é de emprego"

Blog: Qual foi o papel do eleitor jovem na sua campanha?

Pablo Giovanni: O nosso papel realmente foi estimular e aumentar a força jovem no mundo político de Campos Belos. Tenho convicção que conseguimos estimular a juventude Camposbelense nesse momento de maior sinal democrático da nossa república.

Infelizmente a juventude de CB não é valorizada, não é prestigiada e muito menos é ouvida. O nosso papel foi justamente ouvi e valorizar a opinião jovem. Acredito que o primeiro passo foi dado nesse processo nessas eleições.


Blog: Você foi assessor parlamentar em Goiânia e em Brasília e uma ponta de lança do deputado Vilmar Rocha no nordeste goiano. Conhece bem a cabeça dos deputados e a linha de atuação deles. Como essa “casta” política vê a questão do nordeste goiano?

Pablo Giovanni: Olha meus amigos, a gente sabe que o nordeste goiano se somar todas as 22 cidades do nodeste goiano somam aproximadamente 100 mil votos. Só a cidade de Formosa possui mais 60.000 mil eleitores.

Então esse quadro faz com que os políticos desinteressem pela nossa região. Nosso povo deve procurar políticos que realmente interessam pela nossa região.

O deputado Vilmar Rocha sempre diz que Campos Belos é uma cidade que ele se identifica. Vilmar veio de uma cidade como a nossa: cidade pequena, todos se conhecem, povo trabalhador, ordeiro e com muita vontade de vencer e de desenvolver a cidade.

Nós não podemos apoiar os famosos políticos para-quedas que só “lembram da gente” na época de eleição. Existem pessoas nos municípios que simplesmente cobram de políticos para apoiar e vendem seus supostos votos.

Com isso simplesmente quem perde é a população desses municípios que deixam de apoiar político com interesse real de ajudar nossa região.


Blog: O que eles poderiam fazer para melhor aproveitar as potencialidades econômicas e de desenvolvimento da região?

Pablo Giovanni: Acredito que o nosso potencial é muito forte divido em seguimentos.
Ecoturismo, Pecuária, Agronegócio, Comércio local e Minérios.

Acredito que em Campos Belos especificamente o Minério vai trazer uma modificação grande na nossa cidade e região. Estive conversando com o gerente geral da empresa Itafos - Drº Iram e ele me diz que as previsões da empresa são de gerar no prazo de uns dez anos de 300 a 500 empregos diretos.

Mas tudo isso vai depender de estudos para saber sobre a condição real da nossa terra. Acredito que o poder público do nosso Estado e município deve ajudar para saber as possibilidade de concretização.

O nosso projeto político em Campos Belos era de fazer desenvolver um grande projeto voltado para a nossa vocação. Sonhávamos em fazer Campos Belos virar um grande pólo industrial na área de calçados.

Já tínhamos feito o projeto junto a órgãos competentes para gerar aproximadamente 500 empregos nessa área. O nosso seguimento bovino é muito forte.

Além disso o nosso projeto político era desenvolver um frigorífico para gerar emprego.

O que mais a gente viu nas residências era o nosso povo pedindo emprego e não dinheiro. O povo e principalmente a juventude querem trabalhar e se auto sustentar e não viver dependendo de empregos políticos.

Isso faz qualquer pessoa se sentir bem. Trabalhar e ter seu próprio dinheiro no final do mês.



Blog: É mais que evidente que Campos Belos precisa de pelo menos um representante na Assembléia Legislativa do estado. Porque até hoje o município é tão fraco em tentar eleger seu deputado estadual? O que está faltando?

Pablo Giovanni: Conscientização de algumas lideranças políticas!
Infelizmente o que já vimos e vamos ver é que algumas lideranças políticas e até mesmo representantes municipais vão VENDER seus supostos votos em troca de benefícios pessoais não importando com o nossa real necessidade e desenvolvimento de nossa cidade e região.

Acredito que se o nordeste unisse teríamos a oportunidade de fazer 2 ou 3 deputados estaduais.

Teríamos um na região de Alvorada do Norte, outra na região de Campos Belos, considerando São domingos, Divinópolis, Monte Alegre, Teresina de Goiás, Calvalcante, Alto Paraíso e até mesmo com apoio de São João D’Aliança.

Seria importantíssimo para dar outro rumo para nosso Nordeste Goiano e em especial nossa Campos Belos.


Blog: Ano que vem teremos eleições para deputados. Qual será a sua vertente? Pretende apoiar um candidato aliado na região ou já é o momento para tentar um voo solo? Não seria o ano que vem o momento de você também tentar uma vaga da Assembléia Legislativa estadual?

Pablo Giovanni: Alguns companheiros e seguimentos organizados de Campos Belos querem que eu saia candidato a deputado estadual em virtude de poder aglutinar a base e capacidade de puxar lideranças dentro da base governista.

Inclusive no discurso de posse da atual legislatura, o ex-prefeito Ninha disse que seu interesse era apoiar uma candidato de Campos Belos e poderia ser o filho do Boca Doce, se referindo a nossa pessoa. Fico feliz em saber que ele vê com bons olhos a nossa candidatura.

Isso é sinal que ele acredita na gente. Isso nos deixa fortalecido pois veio de uma pessoa que conhece a realidade de uma campanha política a nível municipal estadual e até mesmo federal.

É Sinal que acredita numa possível somatória grande de votos dentro da nossa Campos Belos e possibilidade de alcançarmos a vitória.

Já a nível Federal vamos apoiar e dedicar a candidatura do Deputado Federal Vilmar Rocha (DEM- GO) pois além de ter ajudado e muito Campos Belos com recursos federais e Estaduais sempre esteve ao nosso lado em todos os momentos.

Inclusive na campanha municipal nos ajudou de todas as formas que era possível inclusive com sua presença em um de nossos grandes comícios.


Blog: O Município de Campos Belos é muito importante para a região, principalmente no aspecto econômico. Entretanto, ele apresenta sérias deficiências. Você poderia apontar quais serias as maiores deficiências do município na sua visão de gestor?

Pablo Giovanni: Acredito que o principal aspecto que a nossa população necessita é de emprego.

Hoje é grande a massa de pessoas e jovens que necessita de emprego em nossa cidade. Acredito que uma política voltada nesse setor é imprescindível para mudarmos essa triste realidade.

Temos que ver que a nossa vocação é pecuária e desenvolver projetos nessa área inclusive trazendo indústria nesses seguimentos e fortalecer o nosso comercio que é muito forte e gera emprego.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Fomos aprovados na PF

É com grata satisfação e orgulho que comunico aos caros leitores e internautas, que estão sempre nos acompanhando e torcendo, que fomos aprovados no concurso público para Escrivão da Polícia Federal/2009.

E com saldo no caixa, pois alcançamos a 137º colocação de um total de 51 mil candidatos de todo o Brasil. Com 86 pontos na prova objetiva e 11 pontos na redação.

Foram convocados para as etapas seguintes do concurso cerca de 1100 candidatos para preencherem as 400 vagas disponíveis no edital.

O concurso da PF é um dos mais difíceis e mais concorridos do país, ficando atrás apenas de certames tradicionais como o da Receita Federal, Tribunal de Contas, Juízes e Promotores.

Foi uma grata vitória, que nos dar a certeza de que estamos trilhando o caminho certo.

Agora é torcer para ocorrer tudo certinho nas etapas seguintes.

De Campos Belos (GO): Escolinha K10 mede forças com o Goiás e Atlético Goianiense

Por Morgana Tavares, A Escolinha de Futebol K10, presidida pelo ex-jogador de futebol profissional Kássio Fernandes, compareceu pe...