domingo, 31 de maio de 2009

Fila Night Run, circuito de corrida noturna, chega a Brasília e arrasta cada vez mais adeptos


Cerca de 7 mil atletas participaram, ontem à noite (sábado, 30 de maio), na Espanada dos Ministérios, em Brasília, do Fila Night Run, circuito de corrida noturna, promovido pela marca Fila.

O evento de Brasília é o segundo da série 2009. O primeiro ocorreu em São Paulo, em 9 de maio. As próximas edições acontecem nas cidades do Rio de Janeiro (8 de agosto) e de Belo Horizonte (29 de agosto).

A corrida contou com dois percursos, 5 e 10 quilômetros, bem sinalizados, com bons provedores de pontos d’água e ótima estrutura. Mais do que isso, os percursos percorreram os pontos símbolos da Capital Federal.

A largada e chegada foram na altura da Catedral, passando por toda a Esplanada dos Ministérios, Itamaraty, Congresso Nacional, STF e Palácio do Planalto.

O retorno foi mais pesado, principalmente para os "corredores de primeira viagem". A volta foi praticamente uma subida única, percorrendo toda a Avenida das Nações e a elevação do Ministério da Justiça.

A temperatura amena de 20º Celsius e a boa organização do evento, com distribuição de frutas, bebidas isotônicas e a apresentação de DJ e de uma banda paulista de rock, ajudaram no sucesso da festa.

Eventos como o Fila Night Run vem ganhando cada vez mais adeptos nas grandes cidades do Brasil.

É um público que reúne pessoas de todas as idades, preocupadas, não com um lugar no pódio, mas com o bem-estar, a saúde física e mental e com a superação de limites pessoais.

Por isso, neste tipo de corrida há ausências de grandes corredores e atletas profissionais e uma quantidade cada vez maior de famílias participando dessas jornadas, diurnas ou noturnas.

Abrindo um parêntesis, a minha mulher, Fernanda Miranda, fez sua estréia em corridas noturnas e saiu-se bem nos 5 km da Fila Night Run, com tempo de 30 minutos. É mais uma que se apaixonou por esta modalidade de esporte.

Para quem pretende estrear ou participar de mais uma corridinha pelas avenidas de Brasília é bom ir se preparando. O Circuito Eco Rum, de 5 e 10 km, está chegando. A prova vai ocorrer em 9 de agosto e tem uma causa bem bacana e globalizada: a preservação ambiental.

Mais informações www.ecorun.com.br ou www.o2porminuto.com.br

sábado, 30 de maio de 2009

Arnaldo Jabor: brasileiro é babaca !

- Brasileiro é um povo solidário. Mentira. Brasileiro é babaca.

Eleger para o cargo mais importante do Estado um sujeito que não tem escolaridade e preparo nem para ser gari, só porque tem uma história de vida sofrida;

Pagar 40% de sua renda em tributos e ainda dar esmola para pobre na rua ao invés de cobrar do governo uma solução para pobreza;

Aceitar que ONG's de direitos humanos fiquem dando pitaco na forma como tratamos nossa criminalidade...

Não protestar cada vez que o governo compra colchões para presidiários que queimaram os deles de propósito, não é coisa de gente solidária.

É coisa de gente otária.
- Brasileiro é um povo alegre. Mentira. Brasileiro é bobalhão.

Fazer piadinha com as imundices que acompanhamos todo dia é o mesmo que tomar bofetada na cara e dar risada.
Depois de um massacre que durou quatro dias em São Paulo, ouvir o José Simão fazer piadinha a respeito e achar graça, é o mesmo que contar piada no enterro do pai.
Brasileiro tem um sério problema.

Quando surge um escândalo, ao invés de protestar e tomar providências como cidadão, ri feito bobo.

- Brasileiro é um povo trabalhador. Mentira.

Brasileiro é vagabundo por excelência.
O brasileiro tenta se enganar, fingindo que os políticos que ocupam cargos públicos no país, surgiram de Marte e pousaram em seus cargos, quando na verdade, são oriundos do povo.

O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado ao ver um deputado receber 20 mil por mês, para trabalhar 3 dias e coçar o saco o resto da semana, também sente inveja e sabe lá no fundo que se estivesse no lugar dele faria o mesmo.

Um povo que se conforma em receber uma esmola do governo de 90 reais mensais para não fazer nada e não aproveita isso para alavancar sua vida (realidade da brutal maioria dos beneficiários do bolsa família) não pode ser adjetivado de outra coisa que não de vagabundo.

- Brasileiro é um povo honesto. Mentira.

Já foi; hoje é uma qualidade em baixa.
Se você oferecer 50 Euros a um policial europeu para ele não te autuar, provavelmente irá preso.

Não por medo de ser pego, mas porque ele sabe ser errado aceitar propinas.
O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado com o mensalão, pensa intimamente o que faria se arrumasse uma boquinha dessas, quando na realidade isso sequer deveria passar por sua cabeça.


- 90% de quem vive na favela é gente honesta e trabalhadora. Mentira.

Já foi.
Historicamente, as favelas se iniciaram nos morros cariocas quando os negros e mulatos retornando da
Guerra do Paraguai ali se instalaram.

Naquela época quem morava lá era gente honesta, que não tinha outra alternativa e não concordava com o crime.

Hoje a realidade é diferente.

Muito pai de família sonha que o filho seja aceito como 'aviãozinho' do tráfico para ganhar uma grana legal.

Se a maioria da favela fosse honesta, já teriam existido condições de se tocar os bandidos de lá para fora, porque podem matar 2 ou 3 mas não milhares de pessoas.
Além disso, cooperariam com a polícia na identificação de criminosos, inibindo-os de montar suas bases de operação nas favelas.

- O Brasil é um pais democrático. Mentira.

Num país democrático a vontade da maioria é Lei.
A maioria do povo acha que bandido bom é bandido morto, mas sucumbe a uma minoria barulhenta que se apressa em dizer que um bandido que foi morto numa troca de tiros, foi executado friamente.

Num país onde todos têm direitos mas ninguém tem obrigações, não existe democracia e sim, anarquia.
Num país em que a maioria sucumbe bovinamente ante uma minoria barulhenta, não existe democracia, mas um simulacro hipócrita.

Se tirarmos o pano do politicamente correto, veremos que vivemos numa sociedade feudal: um rei que detém o poder central (presidente e suas MPs), seguido de duques, condes, arquiduques e senhores feudais (ministros, senadores, deputados, prefeitos, vereadores).

Todos sustentados pelo povo que paga tributos que têm como único fim, o pagamento dos privilégios do poder. E ainda somos obrigados a votar.

Democracia isso? Pense !

O famoso jeitinho brasileiro.
Na minha opinião, um dos maiores responsáveis pelo caos que se tornou a política brasileira.

Brasileiro se acha malandro, muito esperto.
Faz um 'gato' puxando a TV a cabo do vizinho e acha que está botando pra quebrar.
No outro dia o caixa da padaria erra no troco e devolve 6 reais a mais, caramba, silenciosamente ele sai de lá com a felicidade de ter ganhado na loto...

malandrões, esquecem que pagam a maior taxa de juros do planeta e o retorno é zero. Zero saúde, zero emprego, zero educação, mas e daí?
Afinal somos penta campeões do mundo né?? ?
Grande coisa...

O Brasil é o país do futuro. Caramba , meu avô dizia isso em 1950. Muitas vezes cheguei a imaginar em como seria a indignação e revolta dos meus avôs se ainda estivessem vivos.

Dessa vergonha eles se safaram...
Brasil, o país do futuro !?
Hoje o futuro chegou e tivemos uma das piores taxas de crescimento do mundo.

Deus é brasileiro.
Puxa, essa eu não vou nem comentar...

O que me deixa mais triste e inconformado é ver todos os dias nos jornais a manchete da vitória do governo mais sujo já visto em toda a história brasileira.
Para finalizar tiro minha conclusão:


O brasileiro merece! Como diz o ditado popular, é igual mulher de malandro, gosta de apanhar. Se você não é como o exemplo de brasileiro citado nesse e-mail, meus sentimentos amigo, continue fazendo sua parte, e que um dia pessoas de bem assumam o controle do país novamente.

Aí sim, teremos todas as chances de ser a maior potência do planeta.
Afinal aqui não tem terremoto, tsunami nem furacão.
Temos petróleo, álcool, bio-diesel, e sem dúvida nenhuma o mais importante: Água doce!

Só falta boa vontade, será que é tão difícil assim?


Arnaldo Jabor

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Precisou morrerem mais de 15 piauienses para poder virar notícia


Quem acompanha nosso Blog, sabe o quanto nós estamos sendo incisivos em relação ao tratamento desigual, imoral e mesmo inconstitucional que vem sendo dado aos problemas enfrentados (há quase três meses!) por milhares de pessoas no nordeste e no norte do Brasil, vítimas das chuvas.

Um tratamento muitíssimo diferente do dado aos flagelados de Santa Catarina, no final do ano passado, quando aquele estado também sofreu com a fúria das águas.

O Brasil inteiro foi solidário. Surgiu uma enorme corrente de “SOS Santa Catarina”, como nunca visto. publiquei que "aqui em Brasília, em muitos órgãos públicos, escolas, associações, paradas de ônibus, voluntários se juntavam, numa corrente de ajuda, em busca de doações de roupas, colchões, comida, água".

E foi assim de norte a sul do país. Uma mobilização gigantesca em todo o Brasil, que foi preciso a Defesa Civil pedir para não mandar mais doações.

Enfim, dizia que a mídia se mobilizou para o caso de Santa Catarina e estava se lixando com o mesmo problema, ainda que maior, sofrido pelas populações pobres do norte. E por tabela nós, brasileiros, também.

Eu perguntava naquela ocasião, quantos brasileiros "cara de índio" valiam um de olhos azuis do sul do país. Quantos nordestinos e nortistas daqueles estados teriam que morrer para que a tragédia pudesse virar notícia de fato e mobilizar para ajudar.

Falei até de uma teoria jornalística/européia, que fala de valor-notícia, onde um operário inglês vale mais do que 40 trabalhadores chineses; que 300 mortos em Mogadíscio valem menos do que 10 mortos nos arredores de Lisboa.

Pois é. O Piauí agora é notícia.

Foi preciso um barragem se romper, matar mais de seis pessoas e desaparecer com mais quinze.

E claro, pressionado, o governo resolveu agir.

Eis a notícia de hoje à noite, sexta-feira(29/05).

Governo do Piauí vai liberar R$ 750 mil para municípios atingidos por enxurrada


Os municípios atingidos pela enxurrada provocada pelo rompimento da Barragem Algodões 1 em Cocal, no Piauí, vão receber R$ 750 mil do governo estadual para o atendimento de obras emergenciais.

De acordo com a assessoria do governo, R$ 500 mil serão repassados para Cocal e R$ 250 mil para Buriti dos Lopes.


Segundo o prefeito do município de Cocal, Fernando Sales, o plano de trabalho prevê a reconstrução de casas, estradas, escolas e postos de saúde. Mas, de acordo com ele, a prioridade continua a ser o resgate das vítimas.

"Quando todos forem resgatados e estiverem em lugares seguros, nós vamos começar a trabalhar nisso [plano de recuperação]", disse.


A mídia agora também dá atenção. Será que a ajuda agora chega??


Seis mortes

A Polícia Militar do Piauí resgatou no início desta noite o corpo de Maria Andreina Pereira, de 6 anos, na comunidade de Franco, em Cocal (PI). Com a localização do corpo, sobe para 6 o total de óbitos confirmados após a inundação.

A criança era uma das pessoas que estavam na lista de desaparecidos oficialmente, que agora cai para 3.

Mais cedo, o Corpo de Bombeiros havia localizado o corpo de José Francisco Alves dos Santos, 36, também em Cocal. Ele era morador da comunidade Angico Branco para onde o corpo será transportado.

As últimas informações da Defesa Civil são que 2.853 pessoas foram atingidas pela enxurrada, sendo 2.000 desabrigados e 953 desalojados. Ao todo, 120 casas ficaram destruídas.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Campos Belos recebe recursos do Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde liberou R$ 707 mil para o Complexo Regulador do Estado de Goiás e R$ 172 mil para as regionais de Uruaçu, São Luís dos Montes Belos, Catalão, Jataí e Campos Belos.

A informação é do gerente de Regulação, Controle e Avaliação e coordenador de Urgências e Emergências da Secretaria de Saúde, Luciano Leão.

O repasse da verba é baseado na Portaria nº 584, de 24 de março de 2009. Esta semana o Ministério comunicou que já foi depositado o valor para o Complexo Regulador e regionais.

O Complexo Regulador de Goiás foi criado em 2002 pela Comissão Bipartite. A implantação do sistema aconteceu em 2008. Hoje, o Complexo é constituído pela Central de Regulação de Urgências.

A previsão é que sejam criadas também as Centrais de Internação e de Exames. “A Secretaria da Saúde pretende criar ainda as Centrais de Transplantes e de Alta Complexidade”, afirma Luciano Leão.

Segundo o coordenador, a missão da Central de Regulação de Urgências é regular os casos dos pacientes graves que demandam atendimento em Goiânia.

“O objetivo é cobrar resolutividade regional e o cumprimento da Programação Pactuada Integrada pelos municípios”, informa. Além disso, a estratégia é melhorar as redes regionais de atendimento às urgências.

Com informações do "Goiás Agora"

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Humor: Homens, todos iguais... (Malvados)

Prefeitura de Campos Belos demora reerguer ponte entre o município e o povoado de Pouso Alto

Segundo o leitor Gilberto Beltrão, desde setembro do ano passado, a ponte sobre o córrego Dois Irmãos, que liga a cidade de Campos Belos ao povoado de Pouso Alto, em Goiás, divisa com o estado da Bahia, está caída.

Gilberto afirma que, até a presente data, a prefeitura de Campos Belos não tomou nenhuma iniciativa para reerguer a ponte, que está obstruindo a ligação da sede administrativa com essa região importante do município.

Ainda segundo o leitor do nosso Blog, outra ponte, que liga o centro da cidade ao bairro do Setor Buritis, também está destruída e há uma demora excessiva em sua reconstrução.

Lembramos aos caros blogueiros que neste tipo de denúncia é interessante fazer o registro com uma fotografia do local. Assim, textos e imagens podem ser enviados para o seguinte e-mail: dinomarmirada@yahoo.com.br.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Policiais do Piauí prendem, em Campos Belos, ciganos acusados de matar policial

Dupla foi presa na cidade de Campos Belos e foi levada para Teresina, nesta sexta-feira. Comparsa foi detido em Pernambuco.


Policiais da Comissão Investigadora do Crime Organizado (CICO) e da Delegacia de Combate aos Crimes de Ordem Tributária, Econômica e Relações de Consumo (Deccoterc) do estado do Piauí prenderam, na tarde desta sexta-feira (22/5), dois ciganos acusados de matar o agente da polícia civil José André Pereira dos Santos, no dia 21 de abril.

De acordo com informações do delegado Carlos César, da CICO, eles estavam em um posto de gasolina abandonado na cidade de Campos Belos, em Goiás. Eles já estão sendo levados para Teresina, capital daquele estado.

O delegado Samuel Silveira, da Deccoterc, participou da ação. Os nomes dos suspeitos ainda não foram divulgados.

No dia 2 de maio, José Sales da Paz, 30 anos, foi capturado no município de Bom Jardim, agreste de Pernambuco. Ele teria sido o autor dos disparos que mataram José André no bairro Porto Alegre, em Teresina.

O policial estava de folga em um bar quando teria se desentendido com os ciganos. Eles deixaram o local e retornaram armados. O policial morreu com três tiros.

Com informações do Cidade Verde.

Humor: seja breve, camarada! (Larte)

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Chuvas no Nordeste: jornal só agora comprova a nossa tese de discriminação e tratamento desigual

Como nós já tínhamos antecipado aqui no Blog, há um tratamento desigual e até mesmo discriminatório contra os atingidos pelas chuvas que assolam o Nordeste e o Norte do Brasil.

Um tratamento muito diferente do proporcionado aos desabrigados das chuvas em Santa Catarina, no final do ano passado. E a discriminação parte de muitos segmentos, tanto do governo quanto da sociedade organizada.

Este tratamento diferenciado mancha e revela o abismo que há entre o sul e o norte do Brasil. Mostra também um pouquinho do que ocorre no dia a dia político em relação aos temas que envolvem essas regiões.

Imagine o que acontece em assuntos que envolvem divisão de poder e dinheiro!!

É uma discriminação histórica, que infelizmente continua a acontecer em plena época da globalização da informação, que em tese diminuiria as distâncias e aproximaria povos e culturas.

Hoje, a Agência Estado, tardiamente, comprova o que nós já tínhamos alertado.

Depois de ler a matéria da Agência Estado, compare-a com o texto que escrevemos na semana passada.

Leia abaixo o texto daquela agência.

Apesar de ter mais desalojados, NE recebe menos ajuda

São Paulo - Há seis meses Santa Catarina foi atingida por chuvas fortes e os morros inteiros desmoronaram, na segunda maior tragédia natural na história da região. O País acompanhou comovido histórias das familiares. Dezenas de helicópteros levavam doações, senadores faziam reuniões de emergência e toneladas de roupas e comida eram enviadas ao Estado.

Comparando números da tragédia de SC com da que acontece agora no Nordeste, parece que o fato ocorre em países diferentes. Apesar de ter 4 vezes mais desalojados, a região conta com menos doações e a verba pública só foi liberada ontem.

Santa Catarina teve 63 cidades afetadas, 137 mortes, 51 mil desalojados e 27 mil desabrigados. No total, a estrutura de suporte para lidar com as enchentes contou com 24 helicópteros e 4 aviões da Força Aérea.

Doações da sociedade totalizaram R$ 34 milhões e o governo federal e o Congresso Nacional prometeram a liberação de R$ 360 milhões. Apesar de registrar um número menor de mortos até o momento, 45, o Nordeste tem 299 cidades afetadas, 200 mil desalojados e 114 mil desabrigados.


Mesmo assim, com um número 4 vezes maior de pessoas que precisam urgentemente de ajuda, só 3 helicópteros e 3 aviões atuam na região. E as doações não alcançam R$ 4 milhões.

Só ontem, quase dois meses após o início das tempestades, o governo federal destinou verba ao Nordeste, por meio de medida provisória assinada pelo presidente em exercício José Alencar, que liberou R$ 880 milhões - incluindo ajuda às vítimas da seca no Sul.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Entrevista: A prioridade de Rosana Cardoso é ser candidata a prefeita de Campos Belos


A advogada Rosana Cardoso, 41, Chefe de Gabinete da Secretaria Municipal de Habitação de Goiânia, é uma das personalidades políticas mais carismáticas de Campos Belos.

Filha do ex-prefeito Domingos Cardoso (1976/1982 e 1989/1992), desde cedo se enveredou para o lado político do pai. Foi candidata a Deputada Estadual (1990) por Goiás e candidata a prefeita de Campos Belos, em 2000, sem, no entanto, sentir o gosto da vitória nas urnas.

Mas, longe de abatê-la, as duas empreitadas habilitaram-na a tramitar ao lado de velhos caciques da política goiana, como o ex-governador, ex-senador e atual prefeito reeleito de Goiânia, Iris Resende Machado, numa estratégia política que parece estar dando certo.

Neste bate-papo com o Blog Dinomar Miranda, além de discorrer sobre outros assuntos, Rosana deixa claro que vem se preparando para uma possível assunção de um cargo no executivo campobelense. “Estou quase formada numa escola de trabalho onde se administra com poucos recursos e transforma em bons resultados”.

Rosana passou por cargos importantes, tanto em Brasília, como em Goiânia. Foi Conselheira da TCB (Companhia de Transporte Coletivo de Brasília) na primeira gestão do governo Joaquim Roriz. Em Goiânia, foi Chefe de Gabinete das Secretarias de Ação Integrada; de Comunicação e, por último, da Secretaria de Obras e Habitação.

Essas últimas, secretarias de importância considerável na administração do prefeito Iris Rezende, o que indica uma estratégia política inteligente.

Todas as secretarias de importância considerável na administração do prefeito Iris Rezende, o que indica uma estratégia política inteligente.

Está bem claro que a sua preferência é ser candidata ao cargo de prefeita. Ser deputada estadual não é prioridade dela.

Já sobre as irregularidades na gestão das contas públicas na administração da prefeitura de Campos Belos, divulgadas pela CGU, foi econômica nas palavras e se limitou a dizer que cabe ao povo escolher melhor seus dirigentes.

Mas fez um diagnóstico meio que sombrio para a administração do Prefeito Sardinha: “Essa falta de prestação de contas ou prestação incorreta, com diligências e contas rejeitadas pelos órgãos fiscalizadores, vai impedir o município de receber recursos. E isso é preocupante”.


Leia abaixo a íntegra da entrevista com Rosana Cardoso.


Blog - Recentemente, nós publicamos, aqui no Blog, uma notícia, veiculada nos principais jornais do país, informando que Campos Belos figurava como um dos municípios campeões do Brasil em irregularidades na gestão das contas públicas.

O fato atingiu o ex-prefeito Ninha, que governou a cidade entre 2000 e 2008. Como você analisa esta informação?

Rosana Cardoso - Acredito na publicidade dos fatos como forma de esclarecer a sociedade e como ela deve se comportar na escolha de seus dirigentes público.

Só teremos uma boa administração quando a sociedade tiver conhecimentos dos fatos e de conseqüência souber reivindicar um bom trabalho e escolher bem as pessoas, que de alguma forma possa estar prestando um serviço de qualidade à comunidade.

Blog - Como o prefeito Sardinha, eleito em outubro passado, deve tratar o tema?

Rosana Cardoso - Boa pergunta. Cabe a ele responder, já que fez parte da administração anterior e atualmente é o prefeito eleito da cidade com o apoio do então ex- prefeito Aurolino Jose dos Santos Ninha.

Blog - Aproveitando a grande facilidade de comunicação que a internet proporciona, será que já não está na hora da Prefeitura de Campos Belos criar um site, no estilo Portal da Transparência do Governo Federal, para dar publicidade a seus atos e, principalmente, aos seus gastos?

Rosana Cardoso - Já passou da época. Estamos vivendo um processo de globalização e acesso rápido via internet. Deveria já ter esse portal... taí uma dica para algum vereador propor, através de requerimento, a adoção desse portal.

Blog - Rosana, Campos Belos faz parte de uma região de Goiás muito pobre: o nordeste goiano. Outrora era conhecido como o “corredor da miséria”. Você ainda acha que o nordeste de Goiás ainda merece carregar essa denominação?

Rosana Cardoso - Discordo desse estigma relacionado à região. Entendo que estamos ainda pouco informados e desenvolvidos em relação às demais regiões do Estado, mas defendo uma conscientização do eleitorado para que elejam pessoas capazes de defender os interesses da região, mas que acima de tudo proporcione o desenvolvimento sustentável.

Não deixando que esses deputados tratem a região como curral eleitoral, tanto na esfera estadual e federal, e que acima de tudo, que esses representantes tenham lado político, ou seja, postura e ética com aqueles que os elegem.

Blog - Você é Chefe de Gabinete da Secretaria de Habitação de Goiânia, e mantém contato quase diário com ex-governador, ex-senador e atual prefeito de Goiânia Iris Resende e com seus assessores. Portanto, conhece muito bem a linha de atuação deles. Como a cúpula política do estado de Goiás trata a questão social, política e, sobretudo, econômica do Nordeste Goiano?

Rosana Cardoso - Sinto-me cada dia mais capacitada para falar dessas questões. Estou quase formada numa escola de trabalho onde administrar com poucos recursos é transformar em bons resultados.

É uma orientação do Dr. Iris. Dedicação integral e falar com conhecimento de causa cada assunto abordado. De forma informal, o Dr. Iris sempre me pergunta sobre nossa cidade. Eu respondo sempre assim: o Sr. não me permite ir lá mais com tanta freqüência, devido à minha função aqui.

Mas existe por parte dele um grande interesse de voltar para o comando das ações em nível de Estado. Dar uma atenção especial na infraestrutura, já que se tivermos bom acesso e incentivos fiscais.

Com ele, a região terá um crescimento sustentável, provocando a instalação de indústrias e outros investimentos compatível com a região.

Blog - Você não acha que essas principais cabeças políticas do estado ainda mantêm uma postura de abandono daquela região, deixando o nordeste goiano à sua própria sorte?

Rosana Cardoso - Não, acho não. Basta ver que os governos de Iruapuam Costa Junior, Ary Valadão, Iris Resende e Maguito Vilela fizeram muito pela região.

Volto a lembrar que precisamos de representantes em nível estadual e federal que tenham sintonia com o governo e comprometimento para defender as causas da região.

Não se limitando a participarem somente dos eventos sociais e fúnebres, como forma de mostrar que estão presentes no dia a dia. Precisamos, sim, de pessoas que tenham a capacidade de gerar o desenvolvimento, com respeito e dignidade para com o povo.

Blog - É mais que evidente que Campos Belos precisa de pelo menos um representante na Assembléia Legislativa do estado. Por que até hoje o município é tão fraco em tentar eleger seu deputado estadual? O que está faltando?

Rosana Cardoso - Candidatura com aval da população e participação dos segmentos organizados. Embora, hoje, algumas atuações do legislativo estadual se encontram de forma bem limitada.

Blog - Você é muito ativa junto às ações do prefeito Iris, em Goiânia, em prol, principalmente, das construções de habitações populares. Seria isso uma preparação pessoal sua para enfrentar um cargo no executivo?

Rosana Cardoso - Já fui cotada para disputar cargos em Goiânia, mas afirmo sempre que se um dia o povo quiser quero contribuir em prol de Campos Belos, onde afirmo ser a minha cidade natal, embora nascida em Goiânia. Aqui estou vivendo experiência impar de como administrar bem com poucos recursos.

Recentemente o Dr. Mauro Miranda, numa reunião na Controladoria da União, fez o seguinte comentário: “você esta numa escola de futuros secretários e bons prefeitos”. Recebo o elogio com muita responsabilidade. Estou há quase cinco anos, por competência, na gestão administrativa de Goiânia.

E cada dia mais responsável pelos cargos que ocupo. Afinal sair daí ( Campos Belos) e dar certo na vida profissional é o sonho de todos nós. Eu poderia já ter me casado, ter filhos e estar aí convivendo com vocês.

Mas optei pela minha qualificação profissional. Tudo terá o momento certo em nossas vidas. Hoje me sinto até mais preparada para casar e ser uma boa mãe, porque os valores que agrego no meu dia a dia me tornaram melhor como pessoa.

Blog – Como foram as suas duas participações em campanhas políticas?

Rosana Cardoso - Fui candidata a Deputada Estadual em 1990 e obtive mais de 5 mil votos pelo PDC. Naquele época, o nosso colégio eleitoral não superava a 8 mil eleitores e tive uma votação proporcional de mais de 60% dos votos válidos.

Depois fui candidata, em 2000, a prefeita, pelo PP. Perdi com uma diferença pequena. Mas entendi a votação. Ninha vinha de várias derrotas em nosso município e o povo se justificou com a escolha dele para prefeito.

Sei entender esse escolha pelo povo, e esse mesmo povo hoje, creio, que pensa diferente depois de dois mandatos.

Blog - Toda a sua família é de Campos Belos, seu pai foi prefeito, seus avós ajudaram a fundar a cidade, você tem suas raízes fincadas lá, assim conhece bem as virtudes e carências do município. A cidade se tornou um pólo econômico regional e referência em serviços.

Mas peca em muitos outros aspectos, principalmente em urbanização e políticas sociais. O que você acha que precisa ser melhorado ou mudado na cidade para suprir suas carências? e qual seria o caminho correto para se concretizarem essas melhorias?

Rosana Cardoso - Diagnosticar as deficiências é fácil, mas executar os serviços, essa com certeza, será a tarefa mais difícil, primeiro porque não precisa nenhuma consultoria para dar esse diagnóstico, bastar caminhar pela cidade que está visível os pontos principais que devem ser priorizados no planejamento da gestão.

Segundo, o meu perfil de atendimento e ação, mudou muito, hoje sei do papel de um gestor com mais competência e responsabilidade, sei que fiz muito por Campos Belos em todos os aspectos.

O social então nem se fala. Mas percebi que não é preciso comprar um remédio, ajudar pagar uma conta de água ou energia. Esse tipo de ajuda não dignifica as pessoas, pelo contrário, você atende a uma emergência momentânea deles.

Após as eleições de 2000, fiz uma avaliação e me conscientizei e a partir daí prometi a mim mesma que jamais agiria desse forma, solidariedade deve ser feita com ações duradouras, e mudei muito.


Aqui (Goiânia), por exemplo, não temos esses tipos de solicitações. As pessoas pedem é médicos nos pontos de atendimentos da saúde, asfalto nos bairros, transporte com qualidade, escola em horário integral, creches, enfim, todos os pedidos são para a coletividade.

Não se usa, nos grandes centros, pedidos individuais, porque as pessoas estão conscientes das necessidades e os gestores agem para atender a todos.

Então sei que ao retornar para um cargo público em nossa cidade vai ocorrer uma estranheza de comportamento, até mesmo dos aliados partidários, devido a prática errada de condução da administração.

Por isso preciso primeiro dizer a todos que a nossa cidade precisa de ações conjuntas, com a participação da sociedade.

Mas pensando no coletivo e vendo a cidade como um pólo de desenvolvimento e que precisa pensar de forma evoluída, pensar grande para termos os resultados necessários para colocar Campos Belos, como centro de referência dentre as cidades da GO 118.
E mais ainda, ser bela na sua essência como seu nome já diz...


Blog: Em relação ao Prefeito Sardinha, qual o principal desafio que ele terá pela frente nesses próximos quatro anos?

Rosana Cardoso: Não conheço o planejamento de seu governo, mas se ele for um pouco inteligente, que creio que ele deve ser, deverá priorizar as ações que tenha um impacto no visual da cidade.

Planejar as demais ações com metas pré- estabelecidas, para obter um resultado visível, até porque os recursos federais de FPM caíram muito e não se conseguirá trabalhar sem planejamento.

O plano de cargos e salários seria uma dica minha para ele. Não adianta fazer compromisso de empregar as pessoas e pagar mal e pior ainda, não qualificar a mão de obra.

Até porque penso que essa falta de prestação de contas incorretas com diligências e contas rejeitadas pelos órgãos fiscalizadores vai impedir o município de receber recursos, e isso é preocupante.

Blog - E para finalizar, quando é que o eleitorado vai novamente contar com a candidata Rosana Cardoso? Você novamente vai tentar uma vaga como deputada estadual?

Rosana Cardoso: Aprendi a dizer não e sim. Sem peso na consciência, hoje prefiro aguardar o cenário estadual definir para tomar qualquer decisão pessoal quanto a projetos futuros.

Tenho compromisso de concluir o meu trabalho aqui no município de Goiânia e reconquistar o povo pela minha ausência, com propostas sérias e muita dedicação ao trabalho como gestora.

Quanto ao cargo de Legislativo Estadual, não é prioridade minha, ao menos que seja pactuado de comum acordo entre mais municípios, porque só a nossa cidade não garante uma vitória, e os gastos de uma campanha são muitos.

Já me conscientizei sobre tudo, que já gastei com recursos próprios em campanhas eleitorais e não faço isso mais, até porque preciso manter meu patrimônio, como forma de auto-sustento.

Não para obter, após um processo eleitoral, vantagens desonestas que me retornaria o investimento feito em campanha.

Se disputar novamente um cargo, será trabalhando com o corpo a corpo e com a estrutura mínima de campanha permitida por lei e tendo como colegas de chapa pessoas que pensam e agem da mesma forma.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Estamos de costas para a tragédia do Norte e a mídia se lixando


Caros internautas,

O Brasil é um pais complicado, de difícil compreensão.

Há pouco mais de seis meses, o céu caiu em Santa Catarina. Foi uma das piores tragédias vividas por aquele estado.

O país ficou chocado com tanta tristeza, lama, lamentos. Famílias inteiras tiveram as vidas ceifadas.

A fúria das águas também foi cruel com o destino de muita gente, às vezes deixando um sobrevivente em cada família, talvez para narrar o horror.

O Brasil inteiro foi solidário. Surgiu uma enorme corrente de “SOS Santa Catarina”, como nunca visto. Aqui em Brasília, em muitos órgãos públicos, escolas, associações, paradas de ônibus, voluntários se juntavam, numa corrente de ajuda, em busca de doações de roupas, colchões, comida, água.

E foi assim de norte a sul do país. Uma mobilização gigantesca em todo o Brasil, que foi preciso a Defesa Civil pedir para não mandar mais doações.

Então, pensei comigo. “Cara, não tem povo no mundo mais solidário que nós. Só uma tragédia dessa é capaz de medir o tamanho do coração brasileiro”.

E continuo pensando assim.

Porém, algo está me cutucando.

Estamos diante de outra tragédia. Agora quem pede socorro são os irmãos do norte.

E o que é pior. Lá o estrago é vasto e gigantesco. Mais de um milhão de pessoas atingidas!

Porém estamos de costas para os nossos irmãos do Norte e do Nordeste...


Vou explicar e explicarei com números:


População atingida em Santa Catarina: 50 mil pessoas
População atingida no Norte: 1.150.900 pessoas

População desabrigada em Santa Catarina: 25 mil pessoas
População desabrigada no Norte: 196.365 pessoas

Vítimas fatais em Santa Catarina: 24
Vítimas Fatais no Norte: 37

Estados atingidos: 01 (Santa Catarina)

Estados atingidos: 12 (Alagoas,Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco,Puauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Acre, Amazonas, Pará)

A diferença em números é incomparável.

Agora, troque os números pela quantidade de pessoas que estão angustiadas, sem casa, sem comida, sem água, sem roupas... e isso há quase um mês...

Pois bem, quantas campanhas foram feitas pelas redes de televisão? Por Ana Maria Braga, por Datena, por Luciana Gimenez?

Quantas vezes o Jornal Nacional já foi apresentado de Manaus, de Belém, de Imperatriz, palco das maiores tragédias?

Quantos órgãos públicos ou escolas você tem visto em campanha “SOS Nordeste”, “SOS Norte”, “SOS brasileiros do norte”? algumas, poucas, nenhuma?!. Comparando-se ao “SOS Santa Catarina”, muito pífia. Nada de mobilização.

Quantas vezes o presidente Lula sobrevoo a região? Para ser sincero, não li notícia alguma. E as verbas de emergências? Você viu quanta burocracia? Precisou o Governador do Piauí vir a Brasília estender o pires.


A pergunta é obvia. E a mídia tem culpa nisso? claro que tem. A mídia é por si mobilizadora; ela é formadora de opinião.

Ela faz as pessoas pensarem no problema. Ela faz o assunto ser discutido. Ela é quem diz em que você deve ou não falar no seu dia a dia; em que você deve ou não pensar.

É, mas a nossa mídia é sulista. Os grandes veículos estão no sudeste ou no sul do país. E preferem assistir os seus problemas.

Veicular as notícias de seus umbigos ou das agências de notícias, que são mais fáceis de serem compradas, como as pautas da gripe do porco ou suína (como queiram) e, que afinal, se revelou mais uma gripe comum e talvez menos mortal do que as que nós estamos acostumados.

Mandar equipes jornalísticas para a Amazônia custa caro. Fazer notícia lá é mais oneroso do que em Santa Catarina. Seria apenas isso ou lá no fundo se teria um quê de discriminação contra os nortistas??

Tem uma teoria jornalística/européia, que fala de valor-notícia, que diz que um operário inglês vale mais do que 40 trabalhadores chineses. Que 300 mortos em Mogadíscio valem menos do que 10 mortos nos arredores de Lisboa para poder virar notícia.

Estou começando a pensar que isso também vale para nossa mídia. Desculpe a sinceridade e parafraseando o Lula, quantos brasileiros "cara de índio" vale um de olhos azuis do sul do país?? Quantos nordestinos e nortista têm de morrer para que essa tragédia possa virar notícia de fato e mobilizar para ajudar???

Mas nós também somos culpados. Não é só a mídia. Falta-nos iniciativas, ações individuais que gerem ajuda. Preferimos ler as notícias pela pelos jornais, vê-las na televisão, acomodados em sofás. É mais fácil.

Claro que quando vemos as imagens, nos incomodamos, nos lamentamos, sentimos pena e piedade.

Mas minutos depois, aquilo foi apenas uma notícia de um lugar distante.

Somos um país complicado. Será mesmo que somos tão solidários como dizemos?

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Suicídios no Shopping Pátio Brasil passaram dos limites. O Ministério Público tem que agir.


Suicídios no Pátio Brasil: Ministério Público tem que agir

A situação é grave e urgente. É grande e rotineiro os números de suicídios que ocorrem no Shopping Pátio Brasil, um dos maiores de Brasília. Quem conhece o centro de compras aqui na Capital Federal sabe do que estamos falando.

E ninguém comenta nada. Os jornais não publicam por questões éticas. Na universidade, os jornalistas aprendem que não se publica casos de suicídio, a não ser os de autoridades. O motivo seria para não estimular, não instigar outras pessoas a se matarem. Há especialistas em psicologia que duvidam dessa tese. Mas é questão para outro momento.

A direção do shopping prefere o silêncio e não toma atitude alguma.

Desde 2001, 12 pessoas já pularam pelo vão central do shopping. Todas morreram.

Como os demais pisos suspensos, o vão do último pavimento do centro comercial, que de passagem é bem alto, é cercado apenas por um parapeito de acrílico com 1,20 metro de altura.

A Defesa Civil já sugeriu a instalação de parapeitos de 1,80 metro, mas as sugestões não foram acatadas pelo shopping.

Gente, o Ministério Público tem que agir e obrigar aquele estabelecimento empresarial a assegurar a vida das pessoas. A Constituição Federal é clara: se resguarda o patrimônio privado, o interesse particular até o limite em que o interesse público falar mais alto.

A questão deixou de ser apenas caso de saúde pública e se transformou em problema de segurança pública. Até quando as pessoas, em um momento de desequilíbrio emocional, vão continuar pulando daquele prédio?!

Abaixo segue uma carta de pai de um suicida

Carta do pai de um jovem suicida

Caro Sr. Leonel Tafareo, superintendente do Pátio Brasil Shopping [em Brasília]:
Sou o pai do jovem Pedro Lucas, um rapaz íntegro e cheio de esperanças que recentemente tirou sua vida no Pátio Brasil.

Está sendo muito difícil escrever esta carta, principalmente neste momento em que a dor, saudade e sentimento de perda ainda se fazem presentes. Mas são esses mesmos sentimentos, acrescidos do sentimento de indignação, que me moveram a escrever esse manifesto.

Fico a me perguntar quantos pais, amigos ou familiares das vítimas do shopping Pátio Brasil tiveram coragem de falar o que pensam, de reclamar os seus direitos de respeito e segurança, de expor a sua dor. Talvez poucos ou nenhum... Eu sei que nada trará o meu filho de volta, mas quem sabe esse meu ato possa preservar mais vidas e trazer mais respeito e consideração àquelas que já se foram.

Meu caro senhor, antes de acontecer com meu filho já sabia que o suicídio era uma prática corrente no shopping, já ouvira vários casos: de uma mulher grávida, uma senhora, vários garotos...

Não imaginava que era tão comum até acontecer com alguém do meu mais profundo íntimo. Outro dia, através de conhecidos, soube que a estatística de suicídios no shopping apresenta o número médio de 12 (doze) por ano, ou seja 01 (hum) por mês! Meu Deus, quantas pessoas já se suicidaram lá e ninguém fez nada?!

Bem, até que já fizeram, pois o pessoal está treinado. A rapidez em isolar a área, cobrir as vítimas com um plástico preto e acionar a perícia é admirável. Eles são mais rápidos ainda em acobertar os fatos. Por que ninguém fala sobre as mortes?
Esse silêncio absoluto eu comprovei pessoalmente.

No último sábado, dia 14 de março, visitei o shopping, o lugar onde meu filho pulou, onde ele caiu. Entrei em uma loja aleatória, fingindo ser um comprador comum. Quando discretamente perguntei do acidente, as atendentes fizeram cara de censura. “O pessoal faz a maior pressão para não comentarmos nada”, disse uma delas.

É clara e absurda a política do “pessoal” fazer as pessoas calarem, fazer as pessoas esquecerem logo o que aconteceu para não prejudicar as vendas, o lucro do Pátio Brasil. Aliás, do jeito que as coisas andam, por que ninguém ainda teve a brilhante idéia de abrir uma funerária no shopping, é dinheiro na certa.

O “pessoal”, a administração do shopping, também não quer nenhuma relação com os familiares das vítimas, pois ninguém, nenhum empregado do shopping, nem mesmo o senhor superintendente ou outro gerente do Pátio Brasil deu algum amparo a mim, à minha esposa, à mãe de meu filho; nem um telefonema, carta, ou aperto de mão. Quanta frieza!

A mídia também não faz alarde, o que, por um lado, considero positivo, pois a coisa fica menos banalizada. Por outro lado, ninguém fica sabendo dos inúmeros suicídios, fica como se nada tivesse acontecido.

Mas a banalização das mortes no shopping é inevitável, é um problema da nossa realidade. O suicídio no shopping virou espetáculo rotineiro, a que vários curiosos querem assistir, fotografar e até filmar a queda como se fosse a coisa mais comum do mundo.

Antes de o Pátio Brasil virar o lugar comum para os suicídios em Brasília, a Torre de TV era procurada para esse fim, até que, por respeito à vida humana, colocou-se lá grades protetoras para impedir que pessoas psiquicamente doentes, no momento maior dos seus desesperos, dali saltassem.

Por que ainda o Pátio Brasil não tomou esta providência? Esperando o quê? Qual a maior preocupação da direção desse shopping?
A solução é simples: uma grade, rede ou tela de proteção, vidro ou até mesmo um parapeito mais alto resolve.

O parapeito do lugar de onde meu filho saltou tem apenas 1,20m de altura, já é um risco para qualquer adulto, imagine para uma criança que inocentemente brinca! Eu tenho certeza que essas medidas não prejudicariam a estética ou o lucro do local.

Aquele sábado foi minha última visita ao shopping macabro. Minha família, meus amigos e a todos que eu puder passar essa mensagem tenho certeza que pensarão duas vezes antes de visitar o shopping Pátio Brasil.

Para concluir, senhor superintendente, saiba que o seu shopping, dada à insegurança e facilidade de pular, já é referência em estudos sobre suicídios, como o lugar mais procurado para esta prática, infelizmente.

Por fim, gostaria de colocar que o shopping deve ser um lugar alegre, que cultive a vida, e não a morte.

Como Vossa Senhoria pode imaginar, os familiares e eu especificamente me sinto com o acontecido. Assim, conforme já lhe disse pessoalmente em nossa conversa na data de 30/03/09, é imperioso que a fita (ou DVD) de segurança na qual aparecem trechos gravados do ocorrido não seja, em hipótese alguma, mostrada para nenhuma pessoa além daquelas responsáveis pelas investigações policiais sobre o assunto.

Lembro que é de inteira responsabilidade civil e criminal de vocês a guarda da fita (ou DVD) e a tomada das medidas de cuidado e segurança para que as imagens não venham a ser vistas ou disponibilizadas para quaisquer pessoas alheias ao problema.

Com relação às providências que Vossa Senhoria me assegurou que serão estudadas para prevenir eventuais novos acontecimentos, como o que vitimou meu filho, reafirmo (como já fiz pessoalmente na oportunidade em que conversamos) que dentro de 90 dias voltarei a cobrar medidas efetivas.

Marcos de Alencar Dantas

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Pablo Geovanni foi um dos grandes vencedores das eleições em Campos Belos


Passados cerca de oito meses depois das acirradas eleições municipais em Campos Belos, claramente se pode tirar algumas conclusões do recado do povo nas urnas.

A principal delas é que, depois do prefeito-eleito Sardinha, o outro grande vencedor da disputa eleitoral, mesmo não conseguindo a vitória, foi o candidato a vice-prefeito, pela coligação Chegou a Vez do Povo (PMDB / PDT / PTN / PV / PT / PTB), PABLO GEOVANNI (PTN-GO).

Advogado de 25 anos, Pablo Giovanni disputou pela primeira vez uma campanha eleitoral e de quebra conseguiu vários feitos: viajou, visitou e conheceu os rincões do município; travou contato, ombro a ombro, com povo, fato que só uma campanha política pode propiciar; ganhou a simpatia e o voto dos jovens; deu cara nova à disputa do Executivo. O resultado não poderia ser melhor, tornou-se conhecido do eleitorado e da população.

Mais do que o seu companheiro de chapa, o ex-candidato a prefeito de oposição Toninho da Ótica, que foi derrotado pela segunda e, talvez, pela última vez, Pablo Giovanni se credenciou como opção política de oposição para as próximas eleições para prefeito.

Se for mais afoito pode até tentar, quem sabe, uma disputa para uma vaga na Assembléia Legislativa de Goiás.

O problema é que a parada aí é mais pesada. Pelo que se desenha, o seu principal opositor seria o ex-prefeito Ninha, que já se declarou pré-candidato a deputado estadual, além dos tradicionais pedidores de votos, como o atual Deputado Cláudio Meirelles (PL).

Mas uma certeza nós já temos, o garoto passou, e bem, no seu primeiro teste das urnas.


(fotos retiradas da página de relacionamento do ex-candidato na internet)