segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Projeto reforça identidade de Mulheres Quilombolas

A UEG lançou ontem o projeto Jovens Mulheres Quilombolas de Goiás – Identidade, Protagonismo e Participação, idealizado pela instituição em parceria com a Secretaria Especial de Políticas de Promoção de Igualdade Racial da Presidência da República.

O primeiro encontro de articulação do projeto aconteceu em Anápolis e reuniu prefeitos, vereadores, secretários municipais, diretores de Unidades Universitárias da UEG e representantes da Secretaria de Estado de Políticas para Mulheres e Promoção da Igualdade Racial.

Participaram representantes de 16 municípios goianos que têm comunidades quilombolas.

São eles: Cidade Ocidental, Cromínia, Aparecida de Goiânia, Goianésia, Santa Rita do Novo Destino, Barro Alto, São Luiz do Norte, São João da Aliança, Teresina de Goiás, Cavalcante, Monte Alegre de Goiás, Campos Belos, Nova Roma, Posse, Minaçu e Mineiros.

O projeto busca contribuir para o desenvolvimento humano e a inclusão social das comunidades quilombolas de Goiás, no fortalecimento das capacidades de mobilização e de iniciativas de políticas públicas, bem como promover a participação das jovens mulheres quilombolas na garantia de seus direitos.

O projeto Jovens Mulheres Quilombolas prevê a realização de quatro seminários de formação e capacitação.

Também está programado o diagnóstico das formas de participação e iniciativas que estimulem e promovam a participação cidadã das jovens em cada comunidade envolvida pelo projeto.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

DF sangra com a corrupção de seu governador. Algumas palavras podem explicar

As circunstâncias entre as quais você vive determinam sua reputação.



A verdade em que você acredita determina seu caráter.



A reputação é o que acham que você é. O caráter é o que você realmente é...



A reputação é o que você tem quando chega a uma comunidade nova. O caráter é o que você tem quando vai embora...



A reputação é feita em um momento. O caráter é construído em uma vida inteira...



A reputação torna você rico ou pobre. O caráter torna você feliz ou infeliz...



A reputação é o que os homens dizem de você junto à sua sepultura.



O caráter é o que os anjos dizem de você diante de Deus.


Arnaldo Jabor

Reflexão: professor, cada dia menos valorizado

Por Adelino Machado

Um professor ou professora necessita de Curso Superior que pressupõe uma qualificação científica a partir da utilização de métodos sistematizados e fundamentados teoricamente.

Essa premissa é uma exigência humana para que os seres se aperfeiçoem em torno de sua própria evolução.

Um professor ou professora, ao contrário dos demais profissionais deve também ter formação polivalente para o atendimento a necessidades diversas apresentadas por um grupo de seres humanos agrupados em uma sala que recebe o nome de SALA DE AULA.

Numa sala de aula se desenvolvem desejos, expectativas, frustrações e distúrbios típicos da raça humana.

Neste espaço esses sentimentos devem respeitados individualmente e desenvolvidos na perspectiva da saúde física, psicológica, social e moral dos homens e das mulheres.

Já um Operador de Trator de Esteira também deveria frequentar Curso Superior para ter mais independência e não ser obrigado a utilizar a esteira da máquina para destruir as árvores que sem nenhuma reação são ceifadas para produzir lucros e alimentar os caixas (um e dois) das EMPRESAS NACIONAIS E MULTINACIONAIS.

Também um operador de máquinas (trator) deveria ganhar mais para melhorar as condições de vida de seus filhos e então poder dar-lhes uma boa e superior educação.

Os pedreiros por sua vez deveriam receber o máximo de uma sociedade humana que não mais sabe morar em cavernas, mas sim em belas casas e mansões confortáveis construídas artisticamente pelos trabalhadores da construção.

Os pedreiros deveriam ter a oportunidade de frequentar um Curso Superior realizado numa Universidade da Moradia.

Após isso construiriam casas ecologicamente corretas, ganhavam mais dinheiro e até receberiam uma moradia mais digna resultado do seu honesto e sagrado suor.

No entanto os tratoristas ganham migalhas para contraírem doenças originadas da poluição das máquinas e do calor intenso a que são expostos.

Os pedreiros ganham apenas o suficiente para não serem escassos do mercado, mas OS PROFESSORES E AS PROFESSORAS, esses ganham miseravelmente mal para cumprir seus atributos e status social, serem tratados ironicamente de mestres e cuidar da alma dos filhos pedreiros, dos tratoristas, dos médicos, dos advogados e até dos políticos que mesmo vivendo no planeta da abundancia mandam seus filhos à escola para se susterem de conhecimentos do professorado.

Diante de tal realidade, quem é que vai cuidar da profissão dos professores e das professoras? Será que são os sindicatos? Será que é o governo? Será que são os empresários? Ou será que são os próprios profissionais que se organizarão em grandes congregações e conselhos próprios para preservarem econômica e deontologicamente o destino desta tão necessária profissão?

Adelino Soares Santos Machado

Campos Belos – Goiás, 30 de novembro de 2009.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Revista Alemã: "Em 10 anos o Brasil será uma grande potência. Lula, pai dos pobres e do milagre econômico"


O Brasil é visto como uma história de sucesso econômico e sua população reverencia o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como um astro.

Ele está na missão de transformar o país em uma das cinco maiores economias do mundo por meio de reformas, projetos gigantes de infraestrutura e explorando vastas reservas de petróleo. Mas ele enfrenta obstáculos.

Elizete Piauí aguarda pacientemente por horas à sombra de uma mangueira.

Ela calça sandálias de plástico e veste um short largo sobre suas pernas finas.

A 40ºC, o ar tremula neste dia incomumente quente na Barra, uma pequena cidade no sertão, o coração do Nordeste brasileiro.

Mas Elizete não se queixa, porque hoje é seu grande dia, o dia em que se encontrará com o presidente, que está trabalhando para fornecer água encanada para sua casa.

O barulho de um helicóptero sinaliza sua chegada. A aeronave branca sobrevoa a multidão antes de pousar.

Uma escolta de batedores acompanha o presidente até a cerimônia.

Lula sai da limusine vestindo uma camisa branca de linho e um chapéu militar verde.

Ignorando os dignitários locais em seus ternos pretos, Lula segue direto para a multidão atrás de uma barreira de segurança. "Lula, Papai!", chama Elizete.

Ele a puxa até seu peito e aperta a mão de outros na multidão, permitindo que as pessoas o toquem, façam carinho e o abracem.

Gotas de suor correm pelo seu rosto corado enquanto pessoas o puxam pela camisa, mas Lula se deixa embeber na atenção. Ele se sente em casa aqui, em uma das regiões mais pobres do Brasil.

O presidente passa três dias viajando pelo sertão. Ele conhece a rota. Ele veio à região pela primeira vez há 15 anos, em campanha, viajando de ônibus e ficando hospedado em locais baratos.

Ele fazia paradas em todas as praças, sete ou oito vezes por dia, geralmente realizando seus discursos na traseira de um caminhão.

Sua voz geralmente ficava rouca e fraca à noite e ele tinha que trocar sua camisa suada até 10 vezes por dia.

'Ele ainda é um de nós'

Agora ele viaja de helicóptero e carros blindados, com os carros da polícia, com suas luzes piscando, abrindo o caminho ao longo das estradas.

Voluntários montam aparelhos de ar condicionado e bufês nos aposentos de Lula, às vezes até mesmo estendem um tapete vermelho.

A imprensa critica as despesas, mas isso não incomoda a maioria dos brasileiros, porque eles têm orgulho de seu presidente.

Ele chegou ao topo, eles argumentam, então por que não desfrutar de seu sucesso? "Ele ainda é um de nós", diz Elizete, "porque ele é o pai dos pobres".

Lula está familiarizado com o destino dos nordestinos pobres do Brasil.

Ele nasceu no sertão, mas sua mãe colocou seus filhos na traseira de um caminhão e os levou para São Paulo, 2 mil quilômetros ao sul. A posterior ascensão de Lula ao poder começou nos subúrbios industriais de São Paulo.

Sua mãe foi uma das centenas de milhares de pessoas carentes que deixaram o sertão atormentado pela seca, com seus campos ressecados e animais morrendo de sede, e migraram para o sul mais rico, para trabalhar como porteiros, garçons, operários de construção ou empregados domésticos.

Em um plano para tornar verde esta região árida, Lula está explorando as águas dos 2.700 quilômetros do Rio São Francisco, um rio vital para grandes partes do Brasil.

O rio fornece água para cinco Estados, mas ele faz contorna o Sertão.

Segundo o plano de Lula, dois canais desviarão água do rio por 600 quilômetros até as áreas atingidas pela seca. "É o mínimo que posso fazer por vocês", Lula diz às pessoas na Barra.

Projeto controverso

O megaprojeto, que exige a superação de uma diferença de altitude de 200 metros, tem um custo estimado de R$ 6,6 bilhões.

Lula posicionou soldados na região para escavar os canais. Oito mil trabalhadores labutam nos canteiros de obras enquanto tratores e escavadeiras movem a terra pela estepe.

Se tudo correr bem, 12 milhões de brasileiros se beneficiarão com o projeto de transposição de águas, que deverá ser concluído em 2025. É o maior e mais caro projeto de Lula, assim como provavelmente seu mais controverso.

Aqueles que o apoiam comparam Lula ao presidente americano Franklin D. Roosevelt, que represou o Rio Tennessee nos anos 30, para fornecer eletricidade à região, e que lançou o New Deal, um imenso programa de investimento para superar a Grande Depressão.

Mas os críticos veem a obra como um imenso desperdício de dinheiro. O projeto também atraiu a ira dos ambientalistas e até mesmo o bispo da Barra já fez duas greves de fome contra ele.

Ele teme que o projeto de transposição das águas secará ainda mais o rio, alegando que a irrigação beneficiaria principalmente o setor agrícola.

O bispo não está presente. Dizem que ele está participando de reuniões fora da cidade.

Na verdade, o religioso está mantendo discrição. As críticas ao presidente são desaprovadas por sua congregação.

Lula fala a linguagem das pessoas comuns, contando histórias de sua juventude aos seus simpatizantes, histórias dos tempos em que sua mãe o enviava para buscar água e ele voltava para casa equilibrando um balde pesado sobre sua cabeça.

Ele tinha cinco anos na época.

O Brasil já foi chamado de "Belíndia", um termo cunhado por um empresário que via o vasto país como uma mistura entre a Bélgica e a Índia, um lugar com riqueza europeia e pobreza asiática, onde o abismo entre ricos e pobres parecia intransponível. Lula foi o primeiro a construir uma ponte entre os dois Brasis.

Agora ele é tanto o queridinho dos banqueiros quanto ídolo dos pobres.

Com o chamado presidente operário no comando, o Brasil está atraindo investidores de todas as partes do mundo.

Jim O'Neill, o economista chefe do Goldman Sachs, inventou a sigla Bric para as economias emergentes do Brasil, Rússia, Índia e China, prevendo um futuro brilhante para o gigante sul-americano.

Mas seus colegas zombaram dele. A China e a Índia certamente tinham perspectivas, mas o Brasil? Por décadas o país era visto como um gigante acorrentado, atormentado por crises infindáveis e inflação.

Potência econômica ascendente

Mas hoje o "B" é a estrela entre os países Bric, com os especialistas prevendo um crescimento de até 5% para a economia brasileira em 2010.

O Brasil está atualmente crescendo mais rápido do que a Rússia e, diferente da Índia, não sofre de conflitos étnicos ou disputas de fronteira.

O país de 192 milhões de habitantes possui um mercado doméstico estável, com as exportações - carros e aeronaves, soja e minério de ferro, petróleo e celulose, açúcar, café e carne bovina - correspondendo a apenas 13% do produto interno bruto.

E como a China substituiu os Estados Unidos como maior parceira comercial do Brasil no início deste ano, o país não foi severamente afetado pela recessão no mercado americano como poderia ter sido.

Os bancos do Brasil são fortes, estáveis e não encontraram grandes dificuldades durante a crise. Mais importante, entretanto, é o fato do Brasil ser uma democracia estável, ao estilo ocidental.

O país pagou sua dívida externa e até mesmo passou a emprestar ao Fundo Monetário Internacional (FMI).

O governo acumulou mais de US$ 200 bilhões em reservas e o real é considerado uma das moedas mais fortes do mundo.

Especialistas internacionais preveem uma década de prosperidade e crescimento para o país.

Lula prevê que o Brasil será uma das cinco maiores economias do planeta em 2016, o ano em que o Rio de Janeiro será sede dos Jogos Olímpicos. O país será sede da Copa do Mundo de 2014.

E ainda há os recursos naturais aparentemente ilimitados do Brasil, vastas reservas de água doce e petróleo.

O Brasil exporta mais carne do que os Estados Unidos. E a China estaria em dificuldades sem a soja brasileira.

Nos hangares da fabricante de aviões, a Embraer, perto de São Paulo, engenheiros brasileiros constroem aviões para companhias aéreas de todo o mundo, incluindo aviões para trajetos menores para a Lufthansa.

Um patriarca extremamente popular

Em outras palavras, o presidente Lula tem bons motivos para estar repleto de autoconfiança.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o presidente da França, Nicolas Sarkozy, o estão cortejando, enquanto Wall Street praticamente o venera.

Ele é até mesmo tema de um novo filme, "Lula, o Filho do Brasil", que descreve a saga de sua ascensão de engraxate a presidente.


Todo o Brasil desfruta da fama de seu presidente que, há menos de sete anos no poder, atualmente conta com um índice de aprovação acima de 80%.

A oposição praticamente desapareceu e o Congresso se tornou submisso.

Lula dirige o país como um patriarca, tanto que seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso, o está acusando de "autoritarismo" e alertando que o Brasil está no caminho de um capitalismo estatal.

Há um quê de verdade nas alegações de Fernando Henrique. Lula nunca teve confiança na capacidade do mercado de curar a si mesmo e considera que o Estado deve moldar uma nova ordem social.

Ele adora projetos impressionantes e gestos nacionalistas. Ele é pragmático, mas despreza especuladores.

"Brancos com olhos azuis" levaram o mundo à beira da ruína financeira, ele disse recentemente. Ele falava dos banqueiros.

A crise financeira apenas confirmou o ceticismo de Lula em relação ao capitalismo.

Lula acredita que o Brasil lidou melhor com a crise do que outros países porque o governo adotou medidas corretivas desde cedo. Segundo Lula, o combate à pobreza e a distribuição justa de renda não podem ficar aos cuidados do mercado.

Classe média crescente

Sob sua liderança, milhões de brasileiros ingressaram na classe média.

A evidência dessa transformação social está por toda a parte: nos shopping centers do Rio e São Paulo, lotados de famílias barulhentas da periferia, ou nos aeroportos, onde mães jovens ficam na fila do balcão de check-in, aguardando para embarcar em um avião pela primeira vez em suas vidas.

"A desigualdade entre ricos e pobres está começando a diminuir", diz o economista e especialista em estudos sobre a pobreza, Ricardo Paes de Barros.

A chave para aquela que provavelmente é a maior redistribuição de riqueza na história brasileira é o programa social Bolsa Família, sob o qual uma mãe carente que possa comprovar que seus filhos estão frequentando a escola recebe até R$ 200 por mês do governo.

A primeira vista pode não parecer muito, mas este subsídio do governo ajuda milhões de pessoas a sobreviverem no Nordeste brasileiro.

Especialistas inicialmente criticaram o programa como sendo apenas uma esmola, mas agora ele é visto como um modelo mundial.

Mais de 12 milhões de lares recebem os subsídios, com grande parte do dinheiro indo para o Nordeste. Graças ao programa Bolsa Família, a região antes atingida pela pobreza começou a prosperar.

Muitos nordestinos abriram pequenas empresas ou lojas e a indústria descobriu o Nordeste como mercado. "Agora a região está crescendo por conta própria", diz Paes de Barros.

Lula foi abençoado pela sorte. Seu antecessor, Fernando Henrique, já tinha estabilizado a economia, que sofria com a hiperinflação, quando foi ministro da Fazenda em 1994.

Ele impôs uma reforma da moeda ao país e implantou leis que forçaram o governo a adotar políticas com responsabilidade fiscal. Lula não mudou nada disso.

Não havia necessidade de Lula reinventar a política econômica e social do Brasil. O país tem uma tradição de controle total da economia pelo governo que remonta aos anos 30.

O plano Marshall próprio do Brasil

Os centros nervosos da política econômica do país ficam abrigados em dois imponentes arranha-céus no centro do Rio.

O Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES), que conta com seus escritórios em uma torre de aço e vidro, foi criado com a ajuda americana e usando o KFW Banking Group da Alemanha como modelo.

Ele financiou uma versão brasileira do Plano Marshall.

Nos anos 90, o BNDES administrou com sucesso a privatização de muitas estatais brasileiras.

Hoje, ele fornece assistência a fusões e aquisições corporativas, ajuda empresas em dificuldades e financia os investimentos estratégicos do governo.

O BNDES é altamente respeitado. Acredita-se que seja em grande parte livre de corrupção e ele paga os mais altos salários do país. "Há um ano, os bancos estrangeiros batiam à minha porta perguntando se o Brasil estava preparado para a crise financeira", diz Ernani Teixeira, um dos diretores financeiros do banco.

Teixeira conseguiu tranquilizá-los, notando que o BNDES tinha separado R$ 100 bilhões em reservas adicionais.

No ano passado, o banco emitiu mais empréstimos e garantias de empréstimos do que o Banco Mundial - e até apresentou um lucro respeitável.

O segundo pilar do milagre econômico brasileiro fica diagonalmente no outro lado da rua: um bloco de concreto, iluminado à noite com as cores nacionais, verde e amarelo, é a sede do grupo de energia semiestatal Petrobras.

A empresa planeja investir US$ 174 bilhões nos próximos quatro anos em plataformas de perfuração, navios e outros equipamentos para explorar as grandes reservas de petróleo além da costa do Brasil.

Há um ano e meio, a Petrobras descobriu novas reservas de petróleo sob o leito do oceano.

Mas o petróleo será difícil de extrair, por estar situado abaixo de uma camada de sal em profundidades de pelo menos 6 mil metros. A expectativa é de que os poços comecem a produzir daqui pelo menos seis anos.

A receita desse petróleo será depositada em um fundo que o governo usará principalmente para financiar novas escolas e universidades.

Lula apresentou recentemente uma legislação que regulamentaria a exploração das reservas de petróleo submarinas, fortalecendo assim o monopólio da Petrobras.

Especialistas temem que Lula esteja criando um monstro corporativo poderoso e corruptível.

Obstáculos burocráticos


O imenso apagão que ocorreu simultaneamente em grandes partes do país, há duas semanas, teria sido um sinal de alerta de que o governo está indo além de sua capacidade? A modernização da infraestrutura decrépita do Brasil está avançando, mas lentamente.

Bilhões de dólares em investimentos em portos, construção de estradas e no setor de energia existem apenas no papel, com a implantação atrapalhada por uma burocracia kafkaniana e um Judiciário moroso.

Além disso, o país também não teve muito sucesso no combate à criminalidade.

Lula tem mais um ano no poder, após ter resistido à tentação de manipular a Constituição para garantir sua reeleição para um terceiro mandato.

Ávido em preservar seu legado, ele tem buscado a indicação de sua ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, como sua sucessora, apesar da resistência dentro do próprio Partido dos Trabalhadores.

Rousseff, que foi integrante dos grupos guerrilheiros de esquerda após o golpe militar de 1964 e que posteriormente passou anos presa, tem uma reputação de tecnocrata competente, mas é vista como inacessível e autoritária.

Ela está acompanhando o presidente em suas viagens pelo país, inaugurando novas estradas e usinas elétricas.

Lula a apoia de modo tão determinado que até parece estar fazendo campanha para si mesmo.

Ela também está com ele em seu giro pelo Nordeste, apesar dos médicos terem removido um tumor de sua axila há poucos meses. Acredita-se que ela esteja curada e ela atualmente usa uma peruca após a quimioterapia.

Seu rosto é pálido e seu sorriso parece congelado. O presidente a puxa para o seu lado quando ele caminha até o microfone, e ele menciona o nome dela repetidas vezes.

Elizete Piauí, ainda completamente embriagada pelo seu encontro com Lula, a viu pela televisão. Ela sabe que Dilma é a candidata de Lula e ela fará campanha pela ministra, apesar de que preferiria que Lula permanecesse no poder. "Eu votarei em qualquer pessoa que ele indicar", ela diz.

Lula também prometeu retornar. Antes do fim de sua presidência, ele planeja fazer outra viagem ao Nordeste para ver o quanto progrediram as obras no Rio São Francisco.

Talvez, espera Elizete, ele terá atendido seu maior desejo até lá e ela poderá servir a ele um copo de água - de sua própria torneira, em sua própria casa.

Tradução: George El Khouri Andolfato

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Banco Central abre concurso para 500 vagas. Salário de 12 mil para Superior e 5 mil para ensino médio

O Banco Central (Bacen) lançou dois editais com vagas de níveis superior e médio. São 500 oportunidades com salários iniciais de até R$ 12,4 mil.

Candidatos poderão fazer as provas objetivas em várias capitais. As 150 vagas para técnicos de nível médio estão distribuídas entre dois grupos.

O salário inicial é de R$ 4.896. A partir de junho do ano que vem, o valor será reajustado para R$ 4.917. Quem optar pela área 1 desenvolverá atividades de apoio e suporte.

Aprovados para a área 2 serão lotados em funções de segurança institucional e poderão receber treinamento específico para o manejo de armas de fogo e condução de veículos.

No momento da inscrição, é necessário indicar a área de preferência. São 67 vagas para a primeira e 75 para a segunda.

As disciplinas básicas são as mesmas para as duas áreas (português, noções de direito, atualidades e raciocínio lógico). O conteúdo específicoda área1 envolve fundamentos de contabilidade, fundamentos de gestão de pessoas e fundamentos de gestão de recursos materiais.

Para a área 2 serão aplicadas questões de teorias e normas da segurança e legislação específica.

As oportunidades para analista exigem nível superior completo em qualquer área do conhecimento.

O salário inicial oferecido pelo Bacen é de R$ 12.960. O edital oferece 350 vagas distribuídas em seis áreas, cujo diferencial é o conteúdo programático para a prova de conhecimentos específicos.

Candidatos que optarem pela área 1 responderão questões de informática. Na área 2 serão exigidos conhecimentos em operações bancárias, contabilidade de instituições financeiras, micro e macroeconomia.

Os assuntos específicos da área 4 são organizações, planejamento, comunicação e estatística. Na área 5 haverá cobrança de questões sobre organizações, matemática financeira e contabilidade e auditoria.

As vagas da área 6 exigem conhecimentos em administração financeira,direito eorganizações. Todos os candidatos a analista do Bacen também responderão questões de português, direito constitucional, direito administrativo, sistema financeiro nacional, economia, raciocínio lógico e inglês.

No edital não foi determinada a distribuição de vagas por estado. Os aprovados poderão ser lotados em qualquer das cidades onde o Banco Central possui representação: Salvador, Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), PortoAlegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP).

O prazo para inscrições vai até 16 de dezembro, por meio do site www.cesgranrio.org.br.

A taxa custa R$ 50 (técnico) ou R$ 110 (analista). As provas objetivas estão previstas para 31 de janeiro de 2010.

No ato de inscrição, os candidatos deverão optar pela cidade na qual desejam realizar as provas: Salvador, Belém, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo.

domingo, 22 de novembro de 2009

O PT de Lula vai às urnas, mas não empolga, como outrora, o povo brasileiro

Hoje, 22 de novembro, o Partido dos Trabalhares (PT) vai às urnas para eleger o seu novo presidente.

Quem deve substituir Ricardo Berzoini, que está no comando da sigla desde 2005, eleito em meio à crise do mensalão, é o ex-senador por Sergipe e ex-presidente da Petrobras José Eduardo Dutra, ligado à corrente Construindo um Novo Brasil, tendência majoritária da sigla, e próximo a outras correntes ligadas à ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy.

Mesmo que o PT escolha um líder forte como Dutra, dificilmente o partido vai se reencontrar com o povo que escolheu o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por duas vezes consecutivas, por mais de 110 milhões de pessoas.

O PT que se apresenta hoje é muito diferente daquele de 8 anos atraz.

Desde o mensalão, a máscara que cobria o rosto do partido caiu por terra e desnudou o que ninguém queria que fosse: que os integrantes do partido não tinham nada de éticos. Ao largo do discurso e da bandeira, o partido demonstrou ter a mesma ganância dos outros partidos, e pior, muito cinismo.

E mais, ludibriou quem, em boa-fé, acreditou na bandeira levantada pelo partido, desde o início da década de 80, em prol de um Brasil melhor e contra o que mais horrorizava a população e o eleitorado: alto nível de corrupção, o apadrinhamento, o toma lá dá cá .

E a resposta do eleitorado está aí. O partido não tem um nome para substituir o Presidente Lula.

Dilma, pelo andar da carruagem, não vai emplacar. Nomes interessantes, que poderia melhor representar a cor vermelha que tanto atazanou durante a oposição, como Marina Silva e Heloísa Helena , abandonaram o Partido.

Hoje, o PT sobrevive do carisma de Lula.

Não podemos negar que, salvo engano, Lula é um dos melhores presidentes desde Getúlio Vargas.

O Brasil cresceu muito nos últimos 8 anos. A economia anda por si só, a renda da população cresceu, o número de famintos diminuiu, as oportunidades apareceram, o desemprego caiu a níveis históricos, a comida na mesa do povo é mais farta, os níveis de educação aumentaram e o prestígio do país no exterior nunca esteve tão bom.

Tudo isso graça a Lula e nada graças ao PT. Lula é uma coisa e o Partido é outra.

Qualquer um melhor do que o Serra, que entrar na disputa das eleições do ano que vem, leva a parada.

Vide o Governador de Minas Gerais, Aécio Neves, que a cada dia cresce em números de apoio e em expectativa. E pode ser o novo Presidente.

Tudo isso porque o PT não é mais o partido do povo.

Apenas o seu símbolo maior está na graça do povo, não a estrela transcrita na sua bandeira, mas uma outra que pode voltar em 2014: Luiz Inácio Lula da Silva.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Presos de Campos Belos passarão a ter assistência médica toda sexta

Detentos da unidade da Superintendência do Sistema de Execução Penal - Susepe, em Campos Belos começam a receber serviços médicos, que passam a ser oferecidos de forma periódica graças a parceria com a prefeitura do município.

O atendimento em Campos Belos terá dia e hora marcados: todas as sextas-feiras, das 8 às 11 horas, por profissionais da Secretaria Municipal de Saúde.

Segundo o diretor Guilherme Alves Gomes, a prestação do serviço na própria unidade permite melhor acompanhamento da situação de cada preso.

As consultas são previamente agendadas.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Diretor da UnU Campos Belos recebe homenagem


O diretor da Unidade Universitária de Campos Belos, Rosolindo Neto de Souza Vila Real, será homenageado na noite desta terça-feira, 17, no Palácio das Esmeraldas, em Goiânia, pelo Conselho Estadual de Cultura.

Rosolindo Neto vai receber diploma de destaque cultural do ano de 2009, juntamente com Antônio José Filho, Daniele Cordeiro, Denizar Gomes dos Santos Filho e Armando Silva Fernandes, festeiros e organizadores da Festa de Nossa Senhora do Rosário, realizada no último mês de julho na cidade de Monte Alegre de Goiás, no Nordeste do Estado.

A festa é uma tradição de quase três séculos na cidade.

Durante a solenidade, que acontece no Salão Gercina Borges Teixeira, com a presença do governador Alcides Rodrigues, também será entregue o Troféu Jaburu para o teatrólogo Hugo Zorzetti.

Atentado contra a liberdade de imprensa

O juiz Pedro Sakamoto, da 13ª Vara Cível de Cuiabá, proibiu em decisão liminar que dois blogueiros emitam "opiniões pessoais" sobre denúncias movidas pelo Ministério Público Estadual contra José Riva (PP), presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

Riva é réu em mais de cem ações de improbidade administrativa por conta de um suposto esquema que, segundo a Promotoria, funcionou entre 1999 e 2002 e desviou mais de R$ 80 milhões da Assembleia.

É por decisões controversas como esta que muitos tendem a criticar o Poder Judiciário, principalmente as canetadas de juízes novos e inexperientes que vez por outra enterram os preceitos de liberdade de expressão e de imprensa, consagrados no Art 5º da Constituição Federal de 1988.

A imprensa e os jornalistas são olhos da sociedade. A partir do momento que determinado cidadão passa a ocupar um cargo público, ele renuncia parte de seus direitos de privacidade para justamente prestar contas à sociedade.

Ainda mais quando este tipo de Administrador Público desvia mais de R$ 80 milhões dos cofres públicos.

A decisão do Juiz, além de ser imatura e imoral, é uma censura à liberdade de imprensa.

Registramos aqui os nossos protestos de blogueiro e jornalista.

A matéria completa da Agência Folha segue abaixo.

Acesse aqui o Blog do Enok: http://paginadoenock.com.br/

Acesse aqui o Blog da Adriana Vandoni http://www.prosaepolitica.com.br/author/adriana-vandoni/

Juiz proíbe blogueiros de emitirem opiniões sobre presidente da Assembleia de MT

O juiz Pedro Sakamoto, da 13ª Vara Cível de Cuiabá, proibiu em decisão liminar que dois blogueiros emitam "opiniões pessoais" sobre denúncias movidas pelo Ministério Público Estadual contra José Riva (PP), presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

O juiz determinou ainda a exclusão de postagens já publicadas consideradas "ofensivas".

Caso descumpram a decisão, os jornalistas Enock Cavalcanti e Adriana Vandoni estão sujeitos a multa diária de R$ 1.000 e "posterior ordem de exclusão da notícia ou da opinião".

"O direito constitucional de livre expressão não autoriza os réus a denegrirem a dignidade do autor em público, imputando a este a pecha de criminoso", disse o juiz, na decisão.

Riva é réu em mais de cem ações de improbidade administrativa por conta de um suposto esquema que, segundo a Promotoria, funcionou entre 1999 e 2002 e desviou mais de R$ 80 milhões da Assembleia.

No período, o deputado se alternou nos cargos de presidente e primeiro-secretário da Casa e assinou cheques para pagamentos a empresas que, diz o MPE, eram inexistentes.

Em seu blog, Adriana Vandoni já definiu o deputado como alguém que "coleciona vitórias eleitorais com a mesma destreza que coleciona processos".

Ele disse ontem à Folha que está "indignada" com o que chamou de censura. "O pedido foi imoral e a decisão, amoral."

Enock Cavalcanti, que é militante do PT e assessor da senadora Serys Slhessarenko (PT-MT), disse que seu objetivo é "combater a corrupção".

"Essa questão dos desvios na Assembleia ficou irresoluta. No blog, assumi o compromisso de acompanhar este processo de perto", afirmou Cavalcanti.

O advogado Valber Melo, defensor de José Riva, negou que tenha havido censura no caso.

"Essa é a versão distorcida pelos blogueiros. O que buscamos foi impedir opiniões ofensivas à honra do deputado."

No pedido, a defesa de Riva diz que os leitores dos blogs são, "em regra [...], pessoas leigas, induzidas por formadores de opiniões". "Jornalismo sério é aquele cujo objetivo é informar a população dos fatos que acontecem em nossa sociedade e não perpetrar ataques."

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Ponte caída: prefeito responde

O Prefeito de Campos Belos, Neudivaldo Xavier Sardinha, respondeu à indagação e à reclamação publicada aqui no Blog, feita pelo leitor Gilberto Beltrão, sobre a demora da prefeitura de Campos Belos em reerguer uma ponte sobre o córrego Dois Irmãos, que liga a cidade de Campos Belos ao povoado de Pouso Alto, em Goiás, divisa com o estado da Bahia.

Segundo o Prefeito, a ponte é sobre uma rodovia estadual, portanto de responsabilidade do governo do estado de Goiás, especificamente da Agetop, a agência estadual que cuida das estradas e não da Prefeitura, como informado.

Ainda segundo o Prefeito, seu Gabinete está lutando, desde o início do ano, junto ao Governo do estado, mas a burocracia de licitação e a falta de verbas levam a uma situação vexatória como a apresentada.

Sardinha disse que hoje mesmo, 13 de novembro de 2009, cobrou do Secretário de Infra-estrutura do estado de Goiás e ele ( o Secretário) prometeu uma resposta para ainda hoje, pois desde o dia 1º de novembro estava prevista a chegada de uma empresa de engenharia para fazer a recuperação da ponte.

O Prefeito informa também que foram feitas várias viagens à Goiânia, capital do estado, para resolver o problema e, além disso, mantém ligações quase diárias com a Agetop.

Agora é esperar o desenrolar dos fatos.

O preço da gasolina

Só um doutor em economia consegue entender os aspectos que rondam o preço dos combustíveis no Brasil.

Não sei se a majoração dos preços nos últimos dias ocorreu nos outros estados, mas aqui em Brasília a gasolina saiu de R$ 2,67 para R$ 2,69, no início do mês.

Uma semana depois, mais um salto, para R$ 2,74, com um acumulado de quase 3%.

Bem, mas quais as explicações para o aumento?

O país foi o primeiro a sair da crise econômica, com a economia já em plena expansão novamente.

O dólar, principal vilão, caiu quase 60% em um ano, saindo de R$ 2,20 para R$ 1,70 em novembro. A inflação, que outrora era o gatilho da subida de preços, ta lá, bem quietinha.

E pior, o governo todo dia anuncia o grande poder da camada de pré-sal, com quase 80 bilhões de barris em reserva.

Ou seja, não falta abastecimento de petróleo porque o Brasil é alto suficiente, não há inflação e o dólar cai diariamente.

Por que a gasolina tem subido de preço?

E mais, o preço do etanol (álcool combustível) também tem se elevado. As explicações são semelhantes.

O Brasil é o maior produtor mundial de cana-de-açúcar e as desculpas para as majorações de preço são sempre a entressafra.

O problema é que a entressafra termina e o preço se mantém. No ano seguinte, o fenômeno se repete e o preço novamente aumenta.

Resultado, em Brasília o preço do álcool é de R$ 1,99, apenas R$ 0,75 mais barato do que a gasolina.

Mas não é preciso ter mestrado em economia para entender o que ocorre com a política de preço do nosso combustível.

O nome do fenômeno tem nome: ganância. O país inteiro é dominado por cartéis de postos de combustíveis, que impede a concorrência e faz-nos pagar um dos combustíveis mais caros do mundo.

Só comparando, no país de Hugo Chavez, na Venezuela, o litro da gasolina custa o equivalente a R$ 0,07, é a mais barata do planeta.

Na Argentina o litro sai por cerca de R$ 1,40, na Bolivia R$ 1,00 e no Paraguai R$ 1,45.

Até quando pagaremos a conta...

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

PEC dos Jornalistas aprovada

CCJC da Câmara dos Deputados acaba de aprovar a PEC dos jornalistas

Comissão da Câmara Federal aprova PEC dos Jornalistas*

Uma importante vitória dos jornalistas brasileiros! Em votação simbólica ocorrida na manhã desta quarta-feira (11/11), a Comissão de Constituição, Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados aprovou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 386/09.

A votação na CCJC da Câmara ocorreu através do voto das lideranças das bancadas com presença na Comissão. O único voto contrário foi da bancada do PSDB.

"Esta votação é um atestado da constitucionalidade da exigência do diploma e uma garantia de que não existe conflito entre a regulamentação profissional dos jornalistas e o direito à livre expressão", comemorou Sérgio Murillo de Andrade, presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ).


Na tarde desta quarta-feira (11/11), os sindicalistas reúnem-se com a Frente Parlamentar em Defesa do Diploma. A ideia é agilizar a formação da Comissão Especial, compromisso já assumido pelo presidente da casa, Michel Temmer, para agilizar a tramitação da PEC.

Texto: Site O Jornalista - Sindicato dos Jornalistas de São Paulo.


Fonte: FENAJ

Ponte continua no chão

Em maio passado, ou seja há exatamente seis meses, publicamos aqui no Blog a reclamação do leitor Gilberto Beltrão, sobre a demora da prefeitura de Campos Belos em reerguer uma ponte sobre o córrego Dois Irmãos, que liga a cidade de Campos Belos ao povoado de Pouso Alto, em Goiás, divisa com o estado da Bahia.

A ponte está no chão desde setembro do ano passado.

Gilberto afirma que, até a presente data, a prefeitura de Campos Belos não tomou nenhuma iniciativa para reerguer a ponte, que está obstruindo a ligação da sede administrativa com essa tão importante região do município.

Será que é falta de verba pública ou questão de prioridade mesmo?

Só a Prefeitura pode responder...

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Sardinha inaugura nova iluminação pública e embeleza chegada em Campos Belos

Há mais de 10 meses no cargo, o prefeito de Campos Belos, Neudivaldo Xavier Sardinha, começa a mostrar algumas de suas realizações à frente do cargo.

Recentemente, o prefeito inaugurou a iluminação pública da pista dupla da saída nordeste da cidade, conhecida popularmente como “Saída do Barreirão”.

Com lâmpadas de mercúrio e com alto poder de brilho, a nova iluminação deu vida à entrada da cidade e causa um aspecto positivo no visitante que passa pelo local à noite.

É um gol de placa da Prefeitura, já que um dos aspectos mais precários do município, notadamente a sua sede, é o da péssima urbanização.

Agora é torcer para que o prefeito consiga fazer obras semelhantes nas saídas norte (Saída para Arraias) e saída sul (Saída para Brasília).

terça-feira, 10 de novembro de 2009

20 anos das elleições de 1989

Você chegou a ver a entrevista do Collor no UOL, sobre os 20 anos das eleições de 1989?? (já faz 20 anos)..... Elle voltou a ter espaço na mídia... Veja aqui... http://noticias.uol.com.br/especiais/eleicoes-1989/ultnot/2009/11/10/ult9005u1.jhtm.

Até outro dia era um crime colocá-lo em qualquer espaço jornalístico. Hoje o "Senador" tem dado até opiniões...

Temos mesmo a memória curta...

São políticos como Collor ou Maluf e suas heranças nada convencionais que dão criatividade aos novos "homens da política" brasileira e que tanto faz mal ao nosso país.

Essa cultura não é fácil de se acabar...já se foram 20 anos das eleições de 1989. E olhando para traz, o Brasil melhorou muito...

sábado, 7 de novembro de 2009

Entrevista:Pablo Giovanni diz que é candidato natural a prefeito de Campos Belos e ainda pode tentar cargo de Deputado Estadual em 2010


Natural de Anápolis-GO, o ex-candidato a vice-prefeito de Campos Belos-GO, Pablo Giovanni, tem sua história de vida fincada no município, desde quando se mudou para a cidade aos três anos de idade.

Filho de um empresário ligado ao ramo atacadista, logo adolescente se enveredou para o lado político do pai e, aos 26 anos, esse bacharel em direito já acumula uma lista de cargos importantes ocupados nos bastidores da política goiana.

Foi assessor parlamentar entre 2002 e 2007, candidato a vice-prefeito e hoje exerce a função de Presidente do Partido Trabalhista Nacional (PTN) de Campos Belos, partido pelo qual Jânio Quadro foi eleito Presidente da República, na década de 60.

Pablo Giovanni também tem um forte relacionamento com o partido Democratas (DEM), o antigo PFL de Antônio Carlos Magalhães.

Seu pai, Celso Carlos ( Celso Boca Doce), foi presidente do Democratas por vários anos em Campos Belos. Ambos são amigos particular e têm estreita ligação com o deputado Estadual Frederico Nascimento (DEM- GO) e com o Vereador de Goiânia Virmodes Cruvinel (PSDC-GO).

As ligações deste jovem político não se restringem apenas a Goiás. No Distrito Federal ele tem uma boa relação com Helio Mauro, ex-deputado estadual e federal, ex- Secretário de Educação por Goiás, prefeito de Goiânia e hoje assessor do Governador Arruda (DEM-DF).

Além, claro, do apoio do Deputado Vilmar Rocha (DEM-GO), que atualmente ocupa cargo como Conselheiro Administrativo da CEB (Centrais Elétricas de Brasília) indicado pelo governador Arruda. Pablo foi coordenador de campanha política de Vilmar Rocha nas eleições legislativas passadas.

Nesta entrevista, Pablo fala que é um natural candidato a prefeito de Campos Belos daqui a quatro anos e tem grandes possibilidades de sair candidato a deputado estadual por Goiás já nas eleições do ano que vem.

Fala de temas espinhosos, como os processos da Controladoria-Geral da União (CGU) e do Tribunal de Contas de Goiás que apura as irregularidades descobertas na gestão passada da Prefeitura de Campos Belos, que segundo aquele órgão da União o município é dos campeões do Brasil em termos de irregularidades na aplicação de recursos públicos.

E ainda discorreu sobre seu projeto de gestão à frente do Poder Executivo, caso seja eleito Prefeito de Campos Belos:


Blog: A campanha política do ano passado foi a primeira em que você realmente participou efetivamente e como candidato a vice-prefeito, quais lições você tirou desse pleito?

Pablo Giovanni: Realmente como candidato foi a primeira que participei como candidato, mas eu já tinha participado de outras, inclusive fui o coordenador da campanha do Deputado Federal Vilmar Rocha (DEM-GO) em 2006. Vilmar foi o segundo deputado federal mais votado em Campos Belos.

Acredito que conseguimos essa votação em virtude do povo ter acreditado e confiado nas propostas e reconhecido o serviço prestado pelo Vilmar Rocha em nossa cidade. Além de tudo o Deputado tem uma relação de confiança, amizade e respeito com o povo de Campos Belos e sempre tem atendido os pleitos da cidade.


Blog: Você se considera um vencedor, mesmo perdendo as eleições?

Pablo Giovanni: Considero que saímos vitoriosos nessas eleições. Conheci muita gente, passei a ficar mais conhecido e aumentei o meu grau de amizade e relacionamento com a população e vi o carinho que a população nos recebeu e até mesmo as crianças.

Visitei todos os pontos do nosso município, povoados e todo zona rural. Outro ponto fundamental foi a oportunidade que pudemos presenciar a juventude participando mais ativamente de uma campanha política.

Só fiz aumentar a minha convicção de que posso ajudar mais ainda Campos Belos.


Blog: O PMDB é um partido emblemático. Uma legenda nacional forte, mas que apresenta divergências internas enormes. Em Campos Belos o partido é tradicional e governado por um grupo de dirigentes linha-dura. Como foram as conversas de bastidores, até sua escolha como vice na chapa encabeçada por Toninho?

Pablo Giovanni: Realmente o PMDB é um partido muito forte e possui suas divergências internas.

No Estado de Goiás estamos vendo essas divergências quanto ao nome do prefeito Iris Rezende como pré-candidato a Governador de Goiás por parte de alguns membros que acham que Iris não poderia deixar a prefeitura nesse momento.

Em Campos Belos, quanto aos bastidores, não foi diferente.

Quero fazer um retrospecto rapidamente quanto à escolha do meu nome. Primeiramente gostaria de lembrar que as convenções seriam realizadas em julho 2008. Já havia comentários desde há algum tempo que eu poderia compor a chapa do PMDB. Mas a primeira conversa aconteceu em fevereiro (2008) quando o Toninho me convidou para ser seu vice.

A princípio não aceitamos e nosso grupo acreditava que teríamos que disputar as eleições como candidato a prefeito.

Passado alguns meses foram vários convites feito indiretamente por companheiros, candidatos e vereadores do PMDB. Analisando o quadro político e depois de muitas conversas acreditávamos que nosso perfil poderia somar e vencer as eleições com o Toninho.

Entretanto o Toninho teve que contornar e ter um bom jogo de cintura para manter firme o grupo, mas não por parte dos chamados linha dura do tradicional pelo PMDB. Esses foram unânimes.

O que aconteceu foi que alguns pré-candidatos (vereadores da legislação antiga) queriam ser o candidato a vice. Acho que isso é normal e é legitimo dentro da política.

"Toninho não atrapalhou a campanha"

Blog: As próximas eleições para prefeito estão distantes, mas você já surge como uma opção eleitoral do seu partido, juntamente com os potenciais candidatos Rosana Cardoso, que já declarou aqui no Blog que vem se preparando para assumir o Poder Executivo, assim como Sardinha, que naturalmente deverá tentar reeleição. A pergunta é óbvia, mas não pode deixar de ser feita. Você já está trabalhando para as eleições de 2012?

Pablo Giovanni: Olha, nós que estamos na política e gostamos de política não paramos. Esse desejo é natural e principalmente somos procurado pelo nosso povo a todo instante para ajudá-los.

Quando ocupamos um cargo eletivo, só nos legitima mais nessa função. Além disso, sempre a gente ouve os amigos, companheiros e o povo pedindo para ser candidato. Inclusive querem que eu já seja candidato a Deputado Estadual já nessas eleições.


Blog: Como está sendo esta preparação? Você tem feito curso de gestão administrativa ou especialização na área? Esses cursos são importantes ou você acha que a questão política é mais relevante?

Pablo Giovanni: Como vocês sabem eu sou advogado e fiz especialização em direito penal. E quanto a estudar eu não paro. Gosto de estudar. Sou concurseiro.

Atualmente fui aprovado para delegado de polícia civil na prova objetiva e discursiva e aguardando próximas fases, analista jurídico do Tribunal de Contas dos Municípios de Goiás – TCM aguardando próxima fase, passei na 1 fase da Polícia Militar do Distrito Federal e fui classificado para Advogado da Terracap.

Também fui aprovado para Policia Civil do Tocantins. Então acredito que hoje os políticos devem ser atualizados e reciclados.

Acho que Campos Belos precisa de modernização política. Precisamos de políticos mais preparados e que realmente saibam lidar com problemas de gestão pública.

Blog: Alguns analistas políticos do cenário municipal afirmam que Toninho da Ótica atrapalhou mais do que ajudou no pleito passado. Dizem, inclusive, que se fosse você o candidato a Prefeito, as possibilidades de vitória da coligação teriam sido muito maiores. O que você acha dessa análise? Você teria maiores chances de eleição do que ele?

Pablo Giovanni: Acredito que os votos obtidos foram de uma composição que deu certo e por outros motivos não conseguimos chegar a vitória.

Agora realmente ouvi diversas pessoas comentando que seu eu estivesse encabeçando a chapa a nossa coligação poderia ter sido outro resultado. Mas conforme eu disse, acredito que nos procuramos desempenharmos o melhor papel possível.


Blog: Recentemente, nós publicamos aqui no Blog uma notícia, veiculada nos principais jornais do país, que Campos Belos figurava como um dos municípios campeões do Brasil em irregularidades na gestão das contas públicas. O fato atingiu o gestor que governou a cidade entre 2000 e 2008. Como você analisa esta informação?

Pablo Giovanni: Acredito que o fato atingiu e muito o gestor que administrou e foi prefeito nessas ultimas legislaturas.

Um dos principais fatos que fez com o que esses fatos chegasse a população foi a posição imparcial dos meios de comunicação da nossa cidade como radialistas, bloggers e jornais circulares, segmentos organizados, força que a oposição política, vereadores e formadores de opinião divulgasse as notícias embasadas e fundamentadas em relatórios, pareceres de auditores, analistas e profissionais altamente qualificados que figurou essas irregularidade.

É importante frisa que existem dois órgãos distinto que emitiu pareces das irregularidades: CGU e TCM/GO. Quanto a posição da CGU ainda não temos nada e quanto as irregularidades do TCM através de uma liminar conseguiram que retornasse o processo para o presidente do órgão.


Blog: Como o prefeito Sardinha, seu ex-adversário no pleito passado, deve tratar o tema?

Pablo Giovanni: Isso é algo que a população quer saber a posição dele. Acredito que o correto seria que o atual prefeito não interferisse no andamento e julgamento. Entretanto isso pode interferir nele.

Já que ele era o secretario de obras do município e um dos principais secretários e braço direito do ex-prefeito.

"O nordeste goiano e Campos Belos precisam é de emprego"

Blog: Qual foi o papel do eleitor jovem na sua campanha?

Pablo Giovanni: O nosso papel realmente foi estimular e aumentar a força jovem no mundo político de Campos Belos. Tenho convicção que conseguimos estimular a juventude Camposbelense nesse momento de maior sinal democrático da nossa república.

Infelizmente a juventude de CB não é valorizada, não é prestigiada e muito menos é ouvida. O nosso papel foi justamente ouvi e valorizar a opinião jovem. Acredito que o primeiro passo foi dado nesse processo nessas eleições.


Blog: Você foi assessor parlamentar em Goiânia e em Brasília e uma ponta de lança do deputado Vilmar Rocha no nordeste goiano. Conhece bem a cabeça dos deputados e a linha de atuação deles. Como essa “casta” política vê a questão do nordeste goiano?

Pablo Giovanni: Olha meus amigos, a gente sabe que o nordeste goiano se somar todas as 22 cidades do nodeste goiano somam aproximadamente 100 mil votos. Só a cidade de Formosa possui mais 60.000 mil eleitores.

Então esse quadro faz com que os políticos desinteressem pela nossa região. Nosso povo deve procurar políticos que realmente interessam pela nossa região.

O deputado Vilmar Rocha sempre diz que Campos Belos é uma cidade que ele se identifica. Vilmar veio de uma cidade como a nossa: cidade pequena, todos se conhecem, povo trabalhador, ordeiro e com muita vontade de vencer e de desenvolver a cidade.

Nós não podemos apoiar os famosos políticos para-quedas que só “lembram da gente” na época de eleição. Existem pessoas nos municípios que simplesmente cobram de políticos para apoiar e vendem seus supostos votos.

Com isso simplesmente quem perde é a população desses municípios que deixam de apoiar político com interesse real de ajudar nossa região.


Blog: O que eles poderiam fazer para melhor aproveitar as potencialidades econômicas e de desenvolvimento da região?

Pablo Giovanni: Acredito que o nosso potencial é muito forte divido em seguimentos.
Ecoturismo, Pecuária, Agronegócio, Comércio local e Minérios.

Acredito que em Campos Belos especificamente o Minério vai trazer uma modificação grande na nossa cidade e região. Estive conversando com o gerente geral da empresa Itafos - Drº Iram e ele me diz que as previsões da empresa são de gerar no prazo de uns dez anos de 300 a 500 empregos diretos.

Mas tudo isso vai depender de estudos para saber sobre a condição real da nossa terra. Acredito que o poder público do nosso Estado e município deve ajudar para saber as possibilidade de concretização.

O nosso projeto político em Campos Belos era de fazer desenvolver um grande projeto voltado para a nossa vocação. Sonhávamos em fazer Campos Belos virar um grande pólo industrial na área de calçados.

Já tínhamos feito o projeto junto a órgãos competentes para gerar aproximadamente 500 empregos nessa área. O nosso seguimento bovino é muito forte.

Além disso o nosso projeto político era desenvolver um frigorífico para gerar emprego.

O que mais a gente viu nas residências era o nosso povo pedindo emprego e não dinheiro. O povo e principalmente a juventude querem trabalhar e se auto sustentar e não viver dependendo de empregos políticos.

Isso faz qualquer pessoa se sentir bem. Trabalhar e ter seu próprio dinheiro no final do mês.



Blog: É mais que evidente que Campos Belos precisa de pelo menos um representante na Assembléia Legislativa do estado. Porque até hoje o município é tão fraco em tentar eleger seu deputado estadual? O que está faltando?

Pablo Giovanni: Conscientização de algumas lideranças políticas!
Infelizmente o que já vimos e vamos ver é que algumas lideranças políticas e até mesmo representantes municipais vão VENDER seus supostos votos em troca de benefícios pessoais não importando com o nossa real necessidade e desenvolvimento de nossa cidade e região.

Acredito que se o nordeste unisse teríamos a oportunidade de fazer 2 ou 3 deputados estaduais.

Teríamos um na região de Alvorada do Norte, outra na região de Campos Belos, considerando São domingos, Divinópolis, Monte Alegre, Teresina de Goiás, Calvalcante, Alto Paraíso e até mesmo com apoio de São João D’Aliança.

Seria importantíssimo para dar outro rumo para nosso Nordeste Goiano e em especial nossa Campos Belos.


Blog: Ano que vem teremos eleições para deputados. Qual será a sua vertente? Pretende apoiar um candidato aliado na região ou já é o momento para tentar um voo solo? Não seria o ano que vem o momento de você também tentar uma vaga da Assembléia Legislativa estadual?

Pablo Giovanni: Alguns companheiros e seguimentos organizados de Campos Belos querem que eu saia candidato a deputado estadual em virtude de poder aglutinar a base e capacidade de puxar lideranças dentro da base governista.

Inclusive no discurso de posse da atual legislatura, o ex-prefeito Ninha disse que seu interesse era apoiar uma candidato de Campos Belos e poderia ser o filho do Boca Doce, se referindo a nossa pessoa. Fico feliz em saber que ele vê com bons olhos a nossa candidatura.

Isso é sinal que ele acredita na gente. Isso nos deixa fortalecido pois veio de uma pessoa que conhece a realidade de uma campanha política a nível municipal estadual e até mesmo federal.

É Sinal que acredita numa possível somatória grande de votos dentro da nossa Campos Belos e possibilidade de alcançarmos a vitória.

Já a nível Federal vamos apoiar e dedicar a candidatura do Deputado Federal Vilmar Rocha (DEM- GO) pois além de ter ajudado e muito Campos Belos com recursos federais e Estaduais sempre esteve ao nosso lado em todos os momentos.

Inclusive na campanha municipal nos ajudou de todas as formas que era possível inclusive com sua presença em um de nossos grandes comícios.


Blog: O Município de Campos Belos é muito importante para a região, principalmente no aspecto econômico. Entretanto, ele apresenta sérias deficiências. Você poderia apontar quais serias as maiores deficiências do município na sua visão de gestor?

Pablo Giovanni: Acredito que o principal aspecto que a nossa população necessita é de emprego.

Hoje é grande a massa de pessoas e jovens que necessita de emprego em nossa cidade. Acredito que uma política voltada nesse setor é imprescindível para mudarmos essa triste realidade.

Temos que ver que a nossa vocação é pecuária e desenvolver projetos nessa área inclusive trazendo indústria nesses seguimentos e fortalecer o nosso comercio que é muito forte e gera emprego.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Fomos aprovados na PF

É com grata satisfação e orgulho que comunico aos caros leitores e internautas, que estão sempre nos acompanhando e torcendo, que fomos aprovados no concurso público para Escrivão da Polícia Federal/2009.

E com saldo no caixa, pois alcançamos a 137º colocação de um total de 51 mil candidatos de todo o Brasil. Com 86 pontos na prova objetiva e 11 pontos na redação.

Foram convocados para as etapas seguintes do concurso cerca de 1100 candidatos para preencherem as 400 vagas disponíveis no edital.

O concurso da PF é um dos mais difíceis e mais concorridos do país, ficando atrás apenas de certames tradicionais como o da Receita Federal, Tribunal de Contas, Juízes e Promotores.

Foi uma grata vitória, que nos dar a certeza de que estamos trilhando o caminho certo.

Agora é torcer para ocorrer tudo certinho nas etapas seguintes.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Indicação de Leitura: O Islã

Estou lendo um livro muito interessante.

O título é “Sobre o Islã, a afinidade entre muçulmanos, judeus e cristãos e as origens do terrorismo”.

O autor da obra é o jornalista Ali Kamel. O mesmo que você vê escrito nos créditos dos telejornais da TV Globo.

A própria história do autor já define o que se vai encontrar no conteúdo. Ele é filho de pai sírio muçulmano com mãe baiana católica e se casou com uma judia brasileira.

O livro não é religioso, mas traça, em detalhe, o nascimento e desenvolvimento das três grandes religiões do planeta.

Retoma narrativas da Bíblia, da Torá e do Alcorão, expondo as origens dessas religiões monoteístas e revela as muitas semelhanças entre elas.

Outra parte bem curiosa é quando fala da formação dos povos Árabes e do Oriente-Médio e a divisão em Estados Nacionais daqueles povos, capitaneada por Inglaterra e França.

Traz ainda as diferenças existentes entre sunitas, xiitas e curdos e mais que isso, desmistifica a noção ocidental de que o Islã é uma religião violenta. A bem da verdade, não mais violenta do que o cristianismo e o judaísmo.

Fala também sobre a guerra por petróleo, a expansão islâmica, que chegou à Europa, nas linhas de divisa da França; dos extremistas e terroristas e do futuro que se espera.

Enfim, nas suas 318 páginas, numa linguagem fácil e jornalística, o livro é um verdadeiro oásis para quem busca conhecimento, principalmente sobre os povos berço da civilização.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Quando o lixo vira ENERGIA LIMPA!

Quando o lixo vira ENERGIA LIMPA!

Essa é a proposta inovadora do Engenheiro Dr. Daniel Sindicic, um dos principais nomes quando o assunto é tratamento de resíduos sólidos urbanos (vulgo LIXO) e desenvolvimento sustentável.

dados do IBGE indicam que no Brasil são gerados diariamente cerca de 140 mil toneladas de resíduos domiciliares, dos quais 70 mil toneladas são destinadas de forma totalmente inadequada nos lixões e o restante vai para aterros sanitários,
que não gera nenhum benefício em termos ambientais, sociais ou econômicos e em alguns casos acabam influenciando até negativamente, quando estes estão localizadas em áreas turísticas, por exemplo.

Isso sem contar as 4 mil toneladas de resíduos produzidos pelos serviços de saúde, coletadas diariamente, das quais apenas 14% são tratadas adequadamente.

A falta de tratamento adequado dos resíduos em geral, a nova ocupação sucessiva de locais para deposição à medida que os mais antigos vão se esgotando, a própria escassez de espaço nas áreas urbanas, tudo isso vem gerando um problema cada vez maior e apresentando prejuízos incalculáveis para nossa sociedade em geral.

Do ano de 1990 ao ano de 2000, a população cresceu cerca de 17%, enquanto que a geração de lixo cresceu 49%.

Dados do IBGE também estimam um crescimento populacional da ordem de 7,5 % nos próximos 10 anos. Isso significa que em 2019 seremos quase 206 milhões de habitantes no Brasil.

e para onde vamos mandar tanto lixo?

Além de ser incentivador de ações que permitam maiores índices de redução e reciclagem, o Dr. Daniel Sindicic propõe a gestão de novas tecnologias para o tratamento dos resíduos sólidos urbanos.

Para isso, ele acrescenta um novo "r" na tradicional lista dos 3 "erres" do meio ambiente:

Os "erres" ficam assim:

1 - Redução do consumo.
2 - Reutilização dos materias.
3 - Reciclagem.
4 - RECUPERAÇÃO DE ENERGIA (RECICLANDO ENERGIA).

"Uma ótima solução para a destinação do lixo nas cidades é a geração de energia a partir do tratamento térmico dos resíduos", afirma o Dr Sindicic.

Dentro desta proposta da RECUPERAÇÃO DE ENERGIA, observe o quanto de energia elétrica é produzida através da combustão de apenas 1 kg de lixo domiciliar e o que se pode operar com essa energia:

- um secador de cabelos por 24 minutos.
- uma máquina de lavar por 20 minutos.
- uma geladeira por 2horas e 52 minutos.
- uma TV por 5 horas e 45 minutos.
- um forno elétrico por cerca de 22 minutos.
- um ferro elétrico por 43 minutos.
- um computador por 5 horas e 45 minutos.
- uma lâmpada incandescente por 4 horas e 12 minutos.
- um chuveiro elétrico para 8 banhos.

"O lixo urbano pode produzir calor e energia quando usamos tecnologias modernas para aplicar o quarto "erre" - RECUPERAÇÃO DE ENERGIA - obtendo assim a ENERGIA LIMPA." diz o Dr Sindicic, phD pela USP na área de combustão e integrante do grupo DOUTORES DO MEIO AMBIENTE.

"Atualmente, o tratamento térmico é uma opção de baixíssimo impacto ambiental e seguro para quem opera, se for utilizada uma engenharia moderna, seguindo a tecnologia dos modelos internacionais, que já são aplicadas em mais de 800 locais nos países desenvolvidos.

O Brasil já tem condição de ter essa tecnologia nacionalizada e sair desta situação complicada que se encontra hoje ", diz Daniel Sindicic, especialista na área, que integra o grupo doutores do meio ambiente e atua há mais de 20 anos na área de tratamento de resíduos sólidos (incluindo resíduos perigosos, resíduos de tratamento de efluentes).

“Além da recuperação de energia, se retomarmos o montante acima (140 mil toneladas lixo/dia) e aplicássemos o tratamento térmico, poderíamos evitar que aproximadamente 36milhões de toneladas de CO2 seja lançada na atmosfera em um ano, o que seria uma ótima contribuição para reduzir o efeito do aquecimento global”.


O engenheiro Daniel Sindicic, PhD, é engenheiro mecânico, com mestrado na área de termodinâmica e doutorado em combustão pela USP e MBA na Universidade de Michigan – USA – e Saint Gaullen – Suiça.

Com 22 anos de experiência em gestão de industrias químicas, atuou como professor universitário das disciplinas "Termodinâmica" e "Mecânica dos Fluidos" por 11 anos na Universidade de Mogi das Cruzes – SP e em 2005 ganhou o Prêmio Industrial do Ano.

Hoje atua como consultor na área ambiental, direcionada ao tratamento de resíduos e recuperação de energia (DDMA - Doutores do Meio Ambiente) e preside a ONG ASDAMAS, entidade que tem como foco ações sustentáveis.

Para quem tem a intenção de fazer do lixo um negócio, o professor Daniel é uma ótima opção de consultoria.

A DDMA - Doutores do Meio ambiente - é primeira equipe multidisciplinar especializada na gestão ambiental e é formada pelos Dr. Eng. Dr. Daniel Ricardo Sindicic, Dr. Ricardo Buono Rizzo, Prof. Dr. Josmar Davilson Pagliuso, Profa. Dra. Paula Cristina Garcia Manoel Crnkovic.

Já está na hora de você fazer sua cidade um exemplo de desenvolvimento sustentável e, de quebra, ainda ganhar uma graninha extra.

Pense nisso!

Contatos: ihzorzi@terra.com.br ou cel. 9674-8108 com Ilde Hering Zorzi ou com a Mariella Zuccon - mzuccon@hotmail.com o cel. 9976-8116.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Exército nomeia novo Delegado do Serviço Militar em Campos Belos

O Exército Brasileiro nomeou ontem, 23 de setembro, o novo Delegado do Serviço Militar em Campos Belos.

Quem vai assumir o cargo de Delegado da 12ª Delegacia do Serviço Militar da 7ª Circunscrição do Serviço Militar é 2º Tenente José Ornei de Oliveira.

O Tenente Ornei estava servindo na Companhia de Comando da 6ª Região Militar, sediada em Salvador-BA e deve assumir o cargo até o final deste ano.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Promotor de Campos Belos faz reunião com policiais militares sobre normas jurídicas


O promotor de Justiça Wagner de Magalhães Carvalho, da comarca de Campos Belos, reuniu-se ontem (22/9) com todos os policiais militares lotados na cidade para discutir temas como: direitos individuais fundamentais, hipóteses de flagrante delito, busca pessoal e domiciliar, abuso de autoridade, improbidade administrativa, dentre outros.

O encontro, segundo destacou o promotor, teve o objetivo de esclarecer dúvidas e de repassar aos policiais noções elementares sobre normas específicas de direito constitucional e processual penal, que fazem parte do cotidiano da atuação policial, auxiliando seu desenvolvimento segundo os parâmetros legais.
Com informações do MPGO

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Prova da PF não foi fácil

Cerca de 100 mil pessoas realizaram, ontem, 13 de setembro, as provas de seleção de agentes e escrivães da Polícia Federal.

Em Brasília, grande parte dos candidatos fez o teste no Centro Universitário de Brasília (UNICEUB).

Muita gente saiu reclamando do nível de dificuldade da prova. Também pudera, as exigências de informática e arquivologia foram bem elevadas.

Em informática, por exemplo, não bastava saber os comandos de aplicativos com Word e Excel. Ao contrário, o conhecimento de redes exigido surpreendeu até mesmo os profissionais da área. A mesma coisa ocorreu com arquivologia. Os quesitos não ficaram apenas em arquivos correntes, intermediários e permanentes.

Quem estudou o assunto teve dificuldades, imagine então quem nem tocou na matéria.

Bem, agora é esperar o gabarito oficial. Boa sorte a todos!!

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Polícia Federal abre concurso

Para os concurseiros de plantão, mais uma oportunidade acaba de chegar.

A Polícia Federal abriu concurso para o preenchimento de 600 vagas. São 200 para o cargo de agente e 400 para escrivão.

Os interessados devem ter nível superior completo em qualquer área de formação, carteira de habilitação do tipo “B” (carro) e idade mínima de 18 anos.

O salário é de R$ 7.514,00 para os dois cargos. As inscrições serão aceitas entre 3 e 18 de agosto pelo site da Fundação Cespe/UNB (www.cespe.unb.br). A taxa é de R$ 110 e pode ser paga até o dia 19 de agosto.

O concurso terá duas etapas. A primeira terá provas objetivas, discursivas, avaliação psicológica, exame médico e de aptidão física, e será realizada em todas as capitais e no Distrito Federal.

A segunda etapa fase será destinada ao curso de formação, que será ministrado apenas no Distrito Federal. Os candidatos ao cargo de escrivão serão avaliados, ainda, por meio de prova digitação.

As provas objetivas e discursivas serão aplicadas no dia 13 de setembro, à tarde. Os locais e horários da prova devem ser divulgados em 2 de setembro pela internet e no Diário Oficial.

Os aprovados no concurso da Polícia Federal serão deslocados para postos de fronteira no Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Maranhão e Mato Grosso do Sul.

Mais informações no site www.cespe.unb.br

quinta-feira, 23 de julho de 2009

O Jornalismo e o tição

* Alfredo Vizeu

O ex-governador Leonel Brizola foi perguntado certa vez por um repórter sobre sua possível decadência política. Tranqüilo e com voz firme ele respondeu: “Eu sou que nem o tição, é só soprar que eu incendeio”.

O tição é um pedaço de lenha acesa ou queimada, um braseiro, colocado entre gravetos e lenhas nos fogões do interior do Estado do Rio Grande do Sul para ajudar a fazer o fogo nas manhãs frias. Como disse Brizola, um simples sopro e a chama toma conta de tudo.


Pois o exemplo do ex-governador serve como uma boa analogia para explicar como jornalistas, estudantes de jornalismo, professores, pesquisadores e a sociedade de uma maneira geral sentiram-se incomodados com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de abolir a obrigatoriedade do diploma de Jornalismo para o exercício da atividade profissional.

Sopraram o tição e aumentam cada vez mais as manifestações em todo o País, de legislativos estaduais a deputados e senadores, bem como das entidades sindicais na luta pelo restabelecimento do diploma.

A FENAJ e Sindicatos de Jornalistas de todo o País reuniram-se em São Paulo para estabelecer estratégias de ampliação e fortalecimento do movimento.


O Jornalismo não acabou. Está mais forte do que nunca. A decisão do STF, com todo o respeito que os ministros do Supremo merecem, mostrou pouco conhecimento do que é o Jornalismo.

Uma breve leitura dos livros publicados pelo pioneiro dos Estudos e das Teorias de Jornalismo no Brasil, Luiz Beltrão, pernambucano de Olinda, mostraria o impacto que o Jornalismo produz na sociedade diariamente, seja em pequenos acontecimentos e nos grandes.


A título de ilustração – e mais uma vez com todo respeito aos ministros do STF – tomo um curso realizado por Beltrão no Centro Internacional de Estúdios Superiores de Periodismo para América Latina (CIESPAL) para mostrar a centralidade do Jornalismo no Brasil, isso já no começo da década de 60.

No estudo ele apresenta e teoriza sobre a sua atividade no ensino de Jornalismo. O trabalho desenvolvido no Ciespal é transformado em livro, uma apostila com as conferências de Beltrão no Ciespal, ainda não publicado em português: Métodos de La Enseñanza de la Tecnica de Periodismo.


No livro Beltrão, aborda temas como: os processos didáticos para aplicação da aprendizagem do jornalismo; o conceito de jornalismo, suas modalidades e características; o estilo jornalístico; a reportagem policial, entre outros.

Da obra vamos nos deter em três aspectos que consideramos trazer uma interessante reflexão sobre o Jornalismo: a pesquisa, a bibliografia, o jornal-laboratório e a interdisciplinaridade.


Beltrão, sem dúvida, tem uma preocupação constante nas suas obras com a pesquisa sobre o campo do Jornalismo.

Em Enseñansa del Periodismo Beltrão apresenta uma investigação realizada no curso de Jornalismo da Universidade Católica de Pernambuco, com a participação dos alunos, sobre os efeitos da suspensão da circulação dos jornais em função de uma greve dos gráficos.


Como enfatiza Luiz Beltrão, a investigação foi à primeira do gênero no Brasil e, provavelmente, também a primeira na América Latina.

O estudo mostra as conseqüências da falta de circulação de notícias sobre a sociedade durante o período que durou o movimento dos gráficos de 21 de março a 9 de abril de 1963.

A greve afetou os serviços públicos atingindo o interesse coletivo porque as ações governamentais que eram divulgadas nos jornais deixaram de ser comunicadas.


Beltrão mostra também que a área de diversão foi atingida resultando numa pouca procura aos cinemas mesmo com o lançamento, dias antes do término da paralisação, da superprodução Ben-Hur.

Com a volta da circulação dos jornais, a pesquisa identificou que durante as seis semanas seguintes de exibição do filme as sessões estavam sempre lotadas. A investigação mostra ainda que até mesmo os acontecimentos sociais foram afetados.

Festas e homenagens tiveram que ser adiadas em função da baixa assistência.


O estudo indica que a circulação das notícias é uma exigência da própria sociedade e a ausência das mesmas afeta fortemente o cotidiano de homens e mulheres.

A interpretação da realidade como um conjunto de notícias responde a uma expectativa pública e a exigências técnicas. A instituição do Jornalismo atua como uma mediadora entre a realidade global e o público ou audiência que se serve dela.


Uma breve leitura do livro de Beltrão, dentro da vasta bibliografia que temos sobre o campo jornalístico, contribuiria para uma melhor compreensão sobre o que é o Jornalismo. É uma atividade que exige um profissional altamente qualificado.

Por isso, o futuro jornalista deve estar preparado para os desafios das tecnologias digitais, do desenvolvimento da multimídia, das telecomunicações e da Internet, com a convergência de meios e suportes que diluem as fronteiras tradicionais do Jornalismo trazendo para a cena novos protagonistas, novos atores e novos processos (nova geração de jornalistas, professores e empresas jornalísticas).


Mas, o maior desafio é de natureza ética: ser fiel à destinação do Jornalismo como serviço público sem perder de perspectiva as inovações tecnológicas que atualizam constantemente seus gêneros e formatos garantindo a plena integração com as demandas da sociedade.


Por fim, há seis meses, por estar participando da Comissão Superior de Especialistas em Formação Superior para Subsidiar a Revisão das Diretrizes Curriculares de Jornalismo, do Ministério da Educação (MEC), não vinha escrevendo artigos sobre a relevância do Jornalismo para que minha opinião não se confundisse com a da Comissão e comprometesse de alguma forma o trabalho sério e ético que foi realizado.

Agora que o trabalho acabou, sinto-me à vontade para me manifestar publicamente de novo.

Desde já reitero minha defesa intransigente na formação superior em Jornalismo e na exigência do diploma para o exercício da atividade de jornalista.

Respeito às opiniões em contrário, mas, mais de 30 anos de luta como profissional, professor e pesquisador de Jornalismo mostraram-me a centralidade desse campo de conhecimento nas sociedades democráticas.


É sempre bom lembrar as palavras de Ruy Barbosa em Imprensa e o Dever da Verdade: “A imprensa é a vista da Nação.

Por ela é que a Nação acompanha o que lhe passa ao perto e ao longe, enxerga o que lhe malfazem, devassa o que lhe ocultam e tramam, ou roubam, percebe onde lhe alvejam, ou nodoam, mede o que lhe cerceiam ou destroem, vela pelo que lhe interessa, se acautela do que a ameaça”.


Alfredo Vizeu – jornalista diplomado e coordenador do Núcleo de Jornalismo e Contemporaneidade do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFPE

segunda-feira, 20 de julho de 2009

MP pede intervenção estadual no município de Campos Belos

A subprocuradora-geral para Assuntos Jurídico Institucionais do Ministério Público de Goiás, Ana Cristina Ribeiro Peternella França, propôs representação no Tribunal de Justiça pedindo intervenção estadual no município de Campos Belos, na Região Norte do Estado.

O pedido tem como base o descumprimento, pelo município, de ordem judicial expedida a partir da proposição de ação civil pública na qual foi requerida a nomeação dos candidatos aprovados para o cargo de professor.


Conforme a representação do MP, consta que o município não acatou decisão e interpôs recurso ao Tribunal de Justiça, que o converteu em agravo retido.

Dessa forma, os autos retornaram ao juízo de origem, ocasião em que o município juntou petição ao processo informando que o cumprimento imediato de origem, ocasião em que o município juntou petição ao processo informando que o cumprimento imediato da liminar resultaria no esgotamento do objeto da ação, causando prejuízos ao erário.

Isso demonstra, como ressalta a subprocuradora-geral, que o município não cumpriu, nem possui interesse em cumprir a ordem judicial. Ela esclarece ainda que o não cumprimento da decisão atenta contra o estado democrático de direito, em afronta direta à autonomia e independência do poder judiciário.

Entenda

A decisão que gerou o pedido da intervenção foi proferida pelo Tribunal de Justiça em fevereiro deste ano.

O TJ determinou que o município realizasse imediatamente a nomeação e posterior posse de candidatos aprovados para o cargo de professor P-III. A convocação deve ser em número equivalente ao de contratos temporários realizados, ou seja, 12 profissionais, e seguindo a ordem de classificação constante do termo de homologação do concurso.

Com informações do Ministério Público do Estado de Goiás

domingo, 19 de julho de 2009

Bob Flash publicou


O site de baladas Bob Flash publicou o lançamento da Revista Panorama Recife, do Jornalista Paulo Magalhães e a cobertura de TV que fizemos do evento.

Para não passar batido e se perder no tempo, publicamos agora no nosso Blog.

Veja aqui a cobertura do evento

Livros: Ex-diretor da Radiobrás mostra bastidores do poder

"Para gerir a Radiobrás, Eugênio Bucci enfrentou cara feia, corporativismos, puxadas de tapete de ministros, intrigas de assessores e de áulicos palacianos e uma crônica magreza de recursos". - Ricardo Setti, jornalista e escritor

"Em Brasília, 19 horas". Era com este bordão, do programa "A Voz do Brasil", que amigos saudavam Eugênio Bucci às vésperas do início do primeiro governo Lula.

O jornalista estava prestes a assumir o cargo de presidente da Radiobrás, sua primeira experiência na vida pública após trajetória notável em grandes redações do país.

A meta de Bucci era clara: fazer a estatal cumprir seu papel constitucional de servir à sociedade, atendendo o direito à informação.

Em quatro anos à frente da Radiobrás, acumulou vitórias e derrotas.

Agora, de volta ao ofício de repórter, Eugênio Bucci oferece aos brasileiros um dos mais reveladores e corajosos relatos jamais produzidos sobre os bastidores do poder na capital do país: o livro"Em Brasília, 19 horas", da editora Record, disponível na Livraria da Folha.

A partir da rara perspectiva de ocupante de um cargo de chefia, Bucci expõe as engrenagens da estatal e também os meandros do funcionalismo público em Brasília, com revelações inéditas sobre a máquina de comunicação do governo federal, um dos pontos nevrálgicos mais visíveis e menos estudados do poder executivo.

Com texto cortante, o jornalista escancara a estrutura paquidérmica da estatal sem poupar nomes, relatando casos de privilégios e uso da Radiobrás para propaganda governamental, e nomeando os personagens que fazem girar uma máquina apodrecida, movida pela troca de favores e pela bajulação aos poderosos.

O ex-diretor da Radiobrás expõe também sem pudor as resistências que enfrentou, incluindo alguns "puxões de tapete" vindos diretamente de ministros de Lula.

"Não havia um só decreto que me impedisse de seguir na direção mais óbvia; a impossibilidade estava na cultura, nos hábitos, nas práticas e nas idéias feitas", explica Bucci no primeiro capítulo do livro.

Esse raro e singular relato faz de "Em Brasília, 19 horas" um documento obrigatório para entender o Brasil.

E, também, um título de referência para estudantes e profissionais de comunicação.


Leia o primeiro capítulo do Livro

Com informações da Folha de São Paulo

sexta-feira, 17 de julho de 2009

De volta aos textos

Amigos internautas,

Gostaria de pedir desculpas pela demora, cerca de 10 dias, sem atualizar a nossa página.

Mas foi por uma boa causa. Com a proximidade da prova do TCU, “concurseiro” que se preza tem que reservar pelos menos duas semanas de intensivo, com direito a esquecer a vida fora das matérias.

E foi isso que ocorreu comigo.

É isso. Mas voltamos esta semana com os nossos textos.

A propósito, continuo repercutindo a última viagem que fiz a Campos Belos. Encontrei muita coisa interessante, que, no meu juízo, deve ser de seu conhecimento.

Catador vive agonia do desemprego em pleno aterro sanitário

Catador virou mendigo





O catador Bonfim Pereira tem pouco mais de 50 anos de idade, mas aparenta ser muito mais velho.

Ele foi vítima do grande mal que afetou e ainda aflita grande parte da população do nosso país: pobreza, trabalho diário ao sol, falta de alimentação adequada, falta de um emprego decente e dignidade.

As rugas em seu rosto contam uma história semelhante a de muitos brasileiros.

Pelas idas e vindas à procura de melhoras em sua condição social, andou pela Bahia, Tocantins e Goiás.

Fixou-se definitivamente em Campos Belos acerca de 20 anos, onde constituiu família e uma casinha na periferia da cidade.

Morador de um bairro próximo ao lixão, logo encontrou nos rejeitos urbanos uma fonte de renda e meio de sobrevivência.

Não sabia ele, há 14 anos, que aquela profissão iria se tornar um dos ofícios mais benéficos para humanidade e um dos mais valorizados no mundo civilizado.

Do poder público, recebeu um voto de confiança e a promessa de que sairia da informalidade, do improviso.

Deixaria de ser um simples catador de papelão e passaria a ter uma profissão.

Com investimento da Prefeitura da Cidade, em meados da década de 90, ganhou, juntamente com cerca de duas dezenas de colegas de profissão, uma dádiva: uma usina de reciclagem, com maquinaria completa, da esteira de separação à máquina de prensagem.

Mal sabia ele que aquilo poderia se tornar um passaporte para uma vida digna. Migraria da pobreza para o ambiente de uma microempresa.

A usina significaria a criação de uma associação e a chegada de uma série de outros privilégios, como o fortalecimento do grupo social e a obtenção de uma renda básica mensal.




Seu portfólio de negócio cresceu e logo passou a incluir alumínio, garrafas pets, plásticos, papelão, metais diversos.

Um sonho para aqueles homens e mulheres, inseridos no último degrau da escala social de uma cidade do interior.

Mais os desafios advindos de todo trabalho não dependeriam apenas da força de vontade daquele grupo. Não dependeriam apenas de seus trabalhos diário e braçal.

Mais do que isso, precisariam do apoio público irrestrito, de um acompanhamento intelectual e assessoramento firme e direto, para que o negócio pudesse prosperar.

Afinal, o ofício não era só catar e selecionar o lixo. Alguém também teria que negociar, transportar, encontrar um destino correto e lucrativo para os produtos.

E era nesse ponto que mais necessitavam do Poder Público. Como acontece em milhares de prefeituras Brasil afora, os planejamentos de governos são apenas para 4 anos.

As idéias postas em prática por um administrador não servem aos anseios de gestor seguinte.

E foi isso que aconteceu com a usina de reciclagem de Campos Belos. Mal começou os anos 2000, os parcos recursos foram cortados.

O pouco apoio que ainda existia fora se escasseando até chegar ao total abandono.

O Poder Público desistiu e muitos dos catadores também. As dificuldades só aumentaram. Os compradores desapareceram e os preços despencaram. Hoje, os produtos compráveis estão bem abaixo de qualquer mercado competitivo.



Mas Sr. Bonfim, ao largo de seus 50 anos, apesar de solitário, continua ali, firme, separando e reciclando o que sociedade rejeita.

Entretanto, a mercê da sua insistência em não parar, é um catador desempregado. Vítima não da crise econômica, mas do descaso de meia dúzia de pessoas que tinha o dever de apoiá-lo.