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Mostrando postagens de 2008

Para ser potência olímpica precisa-se mais do que atletas

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As olimpíadas de Pequim chegaram ao fim. E se torna exigível que se faça uma comparação entre o desempenho dos atletas do Brasil, o número de medalhas ganhas pelo país e, invariavelmente, os motivos para o considerável desastre nos jogos.

Ainda que restasse esperança de “muitas” medalhas, era de se esperar que, na posição geral, o Brasil não teria substancial alterações em comparação às outras edições dos Jogos Olímpicos.

No ano de 1996, na XXVI edição das Olimpíadas da era moderna, na cidade de Atlanta, nos Estados Unidos, o Brasil teve a sua melhor atuação de todos os tempos. Ganhou um total de 15 medalhas, com três ouros, três pratas e nove bronzes.

Em contrapartida, a grande decepção foi em Sydney, quatro anos depois. Naquela ocasião, o país não saiu do zero, sem nenhum pódio dourado. Foram seis pratas e seis bronzes, para um total de doze medalhas. Na penúltima edição, em 2004, em Atenas, na Grécia, berço antigo dos Jogos Olímpicos, o Brasil se superou nas aquisições de …

Lições das algemas

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Bastou a Polícia Federal (PF) provar e botar na cadeia “peixes” graúdos do extenso cardume de corruptos que minam o Estado Brasileiro ( nomes aos bois: Daniel Dantas, Naji Narras e Celso Pitta), para que se começasse a gritaria em torno do suposto abuso de autoridade, simbolizado pelo uso das algemas, a que foram submetidos os “suspeitos”( prefiro chamar de corruptos).

Beira a uma hipocrisia sórdida. Todos os dias se assiste às muitas e muitas imagens de pessoas sendo algemados, jogados em camburões e expostos à mídia, a grande maioria de criminosos, sem que uma única voz, seja ela do Legislativo, Judiciário ou Executivo, se levante contra, ao agora propalado, abuso de autoridade.

Também pudera. O “trio parada-dura” tem poder de fogo. Uma relés propina, a um simples delegado, foi negociada por um milhão de dólares. Imagine então às instâncias superiores. Em gravações da PF, o proposto de Dantas na negociata de suborno, disse que o STJ ( Superior Tribunal Federal) e …

Quem matou os garotos da Providência??

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Gente, nunca vi um ataque tão hipócrita quanto o que a nossa mídia patrocinou nesta semana contra o Exército. Uma loucura isolada feita por um tenente e um punhado de comandados se transformou numa fritura generalizada e sem precedentes contra a Força. Esqueceram até mesmo da pergunta mais básica de todas. Quem matou e onde estão os “facínoras” da Mineira???
Mas ninguém melhor para analisar esse linchamento institucional do que o grande colunista (Veja) Reinaldo Azevedo.

Tomei a liberdade de copiar o artigo dele, de hoje (19/06), e disponibilizá-lo, para que você mesmo veja a que ponto chegou o Estado brasileiro.

"O Comando de Caça ao Exército Brasileiro, formado pelos Companheiros dos Companheiros
Os Amigos dos Amigos (ADA) mandam no Morro da Mineira.

E os Companheiros dos Companheiros (CDC) dão as cartas em boa parte da imprensa e, claro, no governo, onde também são influentes os Compadres dos Compadres.

A quantidade de sandices escritas em dois dias sobre o Exército Brasileir…

O mundo já começa a passar fome

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As recentes imagens de tumultos contra o aumento dos preços dos alimentos, em países de diferentes continentes, do Haiti a Moçambique ou ao Egipto, transmitidas pelas televisões de todo o mundo, constituem um alerta para a possibilidade de grande turbulência social e política.

Desde meados do ano passado, têm vindo a eclodir manifestações e movimentos de revolta em vários países. Ruas de cidades de Moçambique, Haiti, Costa do Marfim, Uzbequistão, Iémen, Bolívia, Indonésia e Egipto foram alguns dos cenários de confrontos durante protestos contra subidas de preços.

A forte possibilidade de que o mundo atravesse um período de turbulência financeira, com efeitos recessivos quer nos mercados dos países desenvolvidos, quer nos emergentes, associada à carestia dos alimentos básicos, poderá tornar-se um autêntico barril de pólvora em muitos países. E, mesmo nos países do chamado primeiro-mundo, de velhas e experimentadas estruturas democráticas de organização (e contenção) política e social, a …