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Mostrando postagens de Outubro, 2007

Tropa de Elite, um filme desmistificador e inconteste. Um tapa na cara de muita gente.

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Em recente edição, a revista Veja trouxe à discussão os tabus quebrados pelo filme Tropa de Elite, do cineasta José Padilha.

O semanário foi de uma bravura sem tamanho ao expor, de forma contundente, o consumo de drogas da classe média brasileira, principal patrocinadora do tráfico no país, e a “proteção” levada a cabo por uma certa elite intelectual.

Veja foi além da cobertura factual para combater os muros do preconceito e a patrulha ideológica feita por colunistas, jornalistas e formadores de opinião que não medem esforços para combater a mera insinuação do verdadeiro papel dos viciados ricos.

Veja foi às vísceras das falsas imagens da esquerda romântica.
O filme de Padilha sem sombra de dúvida é o melhor de todos os tempos, realista, atual... é um verdadeiro tapa na cara de muita gente, que por incompetência, omissão e conivência deixou o bandidismo imperar e levar à barbárie a maioria das cidades brasileiras.

O filme e a revista desnudam os “críticos” de plantão que inocentam maconhei…

Religião: mitos e realidade em um templo vodu no Haiti

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Religião: mitos e realidade de uma ceriônia "vodu" no Haiti

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Por Dinomar Miranda - (em visita ao Haiti -2006)

Ir ao Haiti e não conhecer um templo vodu dá ao visitante a sensação de uma viagem incompleta. 

Conhecer o vodu, seus mitos, crenças, história e, claro, assistir a um ritual no terreiro é uma experiência fantástica. 

O templo que nos recebeu fica em Tabarre, na região metropolitana de Porto Príncipe. 

Uma área pobre, mas em melhores condições do que outros bairros capital.


O nosso contato com a sacerdotisa Immacula, um Mambo (nome dado à celebrante feminina), foi muito cordial. 

Ela fez exigências. A primeira delas foi que nós nos dirigíssemos ao seu terreiro para “negociar”. Os espíritos assim solicitavam, porque são superiores e nós deveríamos ir até eles. 

Ela fez alguns pedidos para ajudar na celebração. Immacula pediu bebidas (rum ou cerveja), cigarros e alimentos para distribuir aos fiéis. 

E, claro, uma quantia em dólar para pagar os “custos”.
No início da tarde do domingo, dia do ritual, fomos ao santuário levar o acordado. Para surpres…

Vodu: os espíritos são como santos católicos

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Por Dinomar Miranda ( Em visita ao Haiti - 2006) 

No Haiti há um ditado: 70% são católicos, 30% protestantes e 100% vodus. Parece exagero, mas o vodu rege a vida do povo haitiano. 

A manifestação religiosa, nascida há séculos na África, acompanhou os escravos aprisionados pelos europeus e desembarcou junto com a esperança de uma vida em liberdade. 

O vodu sobreviveu às perseguições dos colonos, se “casou” com as manifestações católicas, num sincretismo semelhante ao do Brasil, e se tornou o esteio cultural da nação haitiana.

O termo “vodun”, ramo de uma tradição religiosa teísta-animista, significa "deus" ou "espírito" na língua dos Fons. 

As divindades adoradas são um grande número de espíritos, chamados de Loas, que podem ser aparentados aos santos católicos, aos ancestrais deificados ou aos deuses africanos.
Suas raízes remotam aos povos da África Ocidental. 

O vodu haitiano é popular e sincrético, que incorporou os aspectos do ritual católico-romano, impostos pelos co…

Curiosidades sobre zumbis e bonecas vodus

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Por Dinomar Miranda 


O cinema hollywoodiano imortalizou nos filmes de terror a figura dos zumbis como espécies de mortos que foram ressuscitados por espíritos malignos, para perseguição aos humanos. 

Parte dessa lenda bebeu do voduismo norte-americano, praticado no sul daquele país, principalmente em Nova Orleans, na comunidade negra. 

Mas na tradição do voduismo haitiano, o zumbi é um ser humano a quem um sacerdote lhe roubou a alma. Este roubo é feito mediante técnicas de magia negra, quando a pessoa está morrendo e imediatamente depois de morrer.

A alma é conservada em uma garrafa pelo ladrão, que a partir desse momento tem o controle absoluto do corpo da pessoa morta. 

Esta carece de pensamento e controle autônomo, de modo que pode ser manejada como um escravo por parte do sacerdote, num estado de transe cataléptico, como uma espécie de ‘morto vivo’. 

Com o passar do tempo, o zumbi vai deteriorando-se, como se aprodecesse, e finalmente seu corpo acaba por morrer também.

Mas não foi isso…

Líder religiosa prepara a celebração

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Animais simbolizam deuses vodus

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Religião vodu é substituída pela católica

Nas seqüências de brigas e de disputas pelo poder, a Igreja Católica começou a tomar lugar no Estado. Na Constituição de 1811, ela foi reconhecida como religião oficial. Cada vez mais, a pequena elite sedenta marginalizava a religião do povo. Mas também, ao longo do século XIX, foram constantes os embates entre essa mesma elite e o Vaticano, a tal ponto que, em uma lei de 1820, o presidente Henry Chistophe (1807-1820) determinou que apenas com sua autorização os padres poderiam batizar, casar ou enterrar os mortos.

O vodu teve um pequeno crescimento de influência com a presidência de Faustin Soulouque (1847-1859). Maso Papa Pio IX e o novo presidente Fabre Geffrard (1859-1867), com o intuito de erradicar essa guinada vodu, chegaram a um acordo e assinaram a Concordata de 1860, que designava a Igreja Católica Apostólica Romana a gozar de privilégios especiais. Porto Príncipe, capital do país, tornou-se sede do arcebispado. O prazo do “contrato” era de 100 anos, com expiração apenas em…

Tambor chama os deuses

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Todo mundo no terreiro, velhos, adultos e crianças

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Cerimônia vodu estimulou a rebelião da independência

Foi numa cerimônia vodu, em 1791, que o negro Bookman pronunciou as palavras eloqüentes de liberdade e fez os escravos, ali reunidos, jurarem fidelidade, desencadeando a maior insurreição negra do mundo e o início da independência do Haiti dos domínios franceses. A guerra durou 13 anos e foi um marco na histórica rebeldia haitiana.

Mas o vodu já era uma teia de ligação entre os escravos muito antes da guerra de independência. Na África, os negros capturados eram transformados em mercadoria vulgar do comercio internacional, separados propositadamente de suas famílias, dos dialetos, de suas etnias e despojados até mesmo do próprio nome.

Agarraram-se, então, à única coisa sobre a qual os brancos não tinham nenhum poder: as crenças, herdadas das mitologias ancestrais africanas.
ORIGEM - O vodu nasceu no oeste da África, num reino chamado Daomé, atual região de Benin. Nas novas terras não perdeu suas raízes e, apesar das múltiplas crenças escravas, sobreviveu. Foi perseguido, camuflou-se, us…

Simplicidade do negro exposta em arte Naif

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Arte Naif e sua função de aproximar dois povos

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Simplicidade e voduísmo inspiram Arte Naïf

Uma das principais manifestações artísticas haitianas é a Arte Naïf, que desde a liberalização da crença vodu no país, no início de 1940, começou a crescer e a ganhar força e espaço.

Naïf é definida como uma arte primitiva moderna, produzida, geralmente, por artistas sem uma preparação acadêmica. É caracterizada pela simplicidade e pela falta de elementos ou qualidades presentes nas artes produzidas por artistas com formação. As telas Naïf têm pinceladas de cores fortes e tropicais e falam de temas comuns, como a natureza, e no Haiti, principalmente, expresam e servem de anteparo ao voduismo.

Segundo Albert Mangonès, um estudioso das artes, os primeiros pintores haitianos foram escolhidos pelos hugan (sarcedotes do vodu), graças ao seu talento, para servir às Loas (espiritos). "Os artistas executavam o que os hugan lhe pediam, num domínio em que apenas a decoração simbólica era necessária, enriquecendo assim a bela tradição das formas abstratas e coloridas sobre os elementos vodus…

Vídeo: apesar de muito sofrimento, haitianos recebem brasileiros com música, numa das várias ilhas do país

Carvão, a principal fonte energética do Haiti

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Briga política secular arrasou o país

O assassinato do imperador Jean-Jacques Dessalines (Jacques I), o primeiro mandatário do Haiti, em 1806, marcou o início de uma disputa política ferrenha e preconceituosa, que perdurou nos últimos duzentos anos de história do país, na briga pela alternância do poder। Foi o começo da derrocada da mais nova nação e que selou o destino miserável da maioria da população desfavorecida, com um efeito brutal nas pessoas mais frágeis.

Considerada umas das grandes responsáveis pela falência do Estado haitiano, a disputa reuniu, de um lado, a autocracia militar negra, herdeira de Dessalines, e de outro a elite mulata rica। Praticamente não há brancos na ilha, que foram dizimados durante os 13 anos de guerra de independência.

As disputas das minorias pelo poder resultou em conseqüências desastrosas para a população, obrigada a vivenciar quatro guerras civis, revoluções, invasões e anexações da República Dominicana, conspirações, atentados e dezenas de golpes de estado। Dos quarenta governantes, …

A assombrosa situação das crianças

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As crianças nascidas no Haiti têm maiores probabilidades de morrer durante a primeira infância do que em qualquer outro país do hemisfério Ocidental। A projeção consta no relatório “A infância em perigo”, lançado pelo Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância). “Há poucos lugares no mundo onde é mais difícil ter uma infância saudável do que no Haiti,” constata o representante do Unicef no país caribenho, Adriano González-Regueral.

Para milhares de meninos e meninas haitianos, a vida é uma dura luta diária। Nas zonas rurais, eles não têm sequer acesso aos serviços minimamente básicos, sendo muitas vezes obrigados a caminhar durante horas para chegar a um centro de saúde ou a uma fonte de água। Nas cidades, sem luz e água tratada, a violência e os maus-tratos as tornam reféns de um ciclo do qual é quase impossível libertarem-se. Uma pesquisa independente e recente, coordenada por Royce Hutson, e divulgada pelas agências de notícias internacionais, afirma que cerca de 32 mil mulhere…