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terça-feira, 21 de novembro de 2017

Presos saíam para festas, traficavam drogas e até mantinham motel em presídio de Anápolis




Presos saíam para festas, traficavam drogas e até mantinham um motel na Unidade Prisional de Anápolis, a 55 km de Goiânia, segundo investigações do Ministério Público de Goiás (MP-GO). 

Em busca de combater as regalias e a prática de crimes, o diretor da unidade, um supervisor, um agente e mulheres de detentos foram presos durante uma operação realizada na manhã desta terça-feira (21).

"Havia um verdadeiro escritório seguro do crime, tráfico de drogas, até homicídio a gente conseguiu levantar de um preso que, em tese, teria suicidado. É uma gama de pequenos crimes que se prolongaram por muito tempo e ultrapassaram todos os limites", disse o promotor de Justiça Thiago Galindo, que coordenou a operação.

Em relação ao motel, a promotoria explicou que o local tinha toda uma estrutura para funcionar em um anexo que deveria servir como depósito de materiais. O quarto foi fechado em março deste ano pela Superintendência Executiva de Administração Penitenciária (Seap).

"Segundo o relatório da própria Seap, tinha até um livro com o telefone das mulheres que seriam chamadas. Era como um quarto de motel mesmo, com bombom, frutas", detalhou Galindo.

A segunda fase da Operação Regalia, que foi deflagrada nesta manhã em parceria com as polícias Civil e Militar, cumpriu 11 mandados de prisão, sendo cinco de prisão temporária contra o diretor, o supervisor, um agente e duas mulheres de presos, seis de prisão preventiva em relação aos envolvidos que já estavam presos, 7 conduções coercitivas contra um agente, ex-agentes e pessoas ligadas aos internos saíam para festas, traficavam drogas e até mantinham um motel na Unidade Prisional de Anápolis, a 55 km de Goiânia, segundo investigações do Ministério Público de Goiás (MP-GO). 

Em busca de combater as regalias e a prática de crimes, o diretor da unidade, um supervisor, um agente e mulheres de detentos foram presos durante uma operação realizada na manhã desta terça-feira (21).

"Havia um verdadeiro escritório seguro do crime, tráfico de drogas, até homicídio a gente conseguiu levantar de um preso que, em tese, teria suicidado. É uma gama de pequenos crimes que se prolongaram por muito tempo e ultrapassaram todos os limites", disse o promotor de Justiça Thiago Galindo, que coordenou a operação.

Em relação ao motel, a promotoria explicou que o local tinha toda uma estrutura para funcionar em um anexo que deveria servir como depósito de materiais. O quarto foi fechado em março deste ano pela Superintendência Executiva de Administração Penitenciária (Seap).

"Segundo o relatório da própria Seap, tinha até um livro com o telefone das mulheres que seriam chamadas. Era como um quarto de motel mesmo, com bombom, frutas", detalhou Galindo.

A segunda fase da Operação Regalia, que foi deflagrada nesta manhã em parceria com as polícias Civil e Militar, cumpriu 11 mandados de prisão, sendo cinco de prisão temporária contra o diretor, o supervisor, um agente e duas mulheres de presos, seis de prisão preventiva em relação aos envolvidos que já estavam presos, 7 conduções coercitivas contra um agente, ex-agentes e pessoas ligadas aos internos.

Crimes

Os detidos na operação são investigados por associação ao tráfico de drogas, associação criminosa, tráfico de drogas, corrupção ativa e passiva , ingresso de aparelhos celulares e homicídio.

"Agora vamos analisar toda documentação, oferecer denúncias do que está materializado, aprofundar as investigações e inquéritos estão sendo instauramos junto com a Polícia Civil”, concluiu Galindo.

O superintendente executivo da Seap, tenente-coronel Newton Castilho, explicou que o responsável pela regional de Anápolis assumirá a unidade provisoriamente. "Ele designará um novo dirigente e reformulará, se necessário, todo o quadro de servidores", explicou.

Em nota divulgada nesta manhã, a Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária (SSPAP) informou que a ação é um resultado de investigações feitas pelo próprio órgão e que foram cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão contra três servidores. 

Também foram expedidos mandados de prisão e ordem de transferência contra quatro reeducandos.

Castilho destacou que o governo apoia a investigação. 

"O nosso maior bem são os servidores, em nome deles, dos que trabalham dignamente, a Secretaria recebe com satisfação a operação, com a qual colaborou desde o início, contra servidores que cometem crimes que chocam a sociedade", defendeu o tenente-coronel.

Fonte: G1

Campos Belos comemora e relembra os 80 anos da chegada dos primeiros protestantes adventistas na cidade




Por Luiz Eduardo Costa Lucas,

Nas duas últimas décadas do século XIX chegava ao Sul do Brasil, por meio de navios mercantes oriundos da Europa, literatura Adventista em língua alemã para as comunidades germânicas de Santa Catarina. 

A forte mensagem sobre a breve volta de Jesus encontrou leitores e rapidamente se espalhou pela região do Porto de Itajaí. 

Exatamente na mesma época, por volta de 1883, Círiaco Antônio Cardoso, Maria Tavares, Maria Prima Gasparino, Claro da Costa Madureira, Pacífico Oliveira e outros fazendeiros com terras próximas a um vale cercado por cinco grandes montanhas em Goiás, doavam recursos e terras e assinavam a certidão de nascimento da Vila de Almas dentro do Município de Arrayas. 

Nos anos seguintes, enquanto a pequena vila crescia, a mensagem do advento de Cristo e da santidade do sábado, o sétimo dia, subia desde o Sul até alcançar todo o país.

Cinco décadas depois dos primeiros tijolos serem colocados na base da capela que deu origem à nossa cidade, um jovem casal vindo da Bahia se instalaria no já crescido distrito de Campos Belos e causaria espanto nos locais.

O ano era 1937 e os ventos de maio começavam a esfriar as noites anunciando o começo do inverno no cerrado. 

Não havia ainda sido dado o primeiro tiro na Segunda Grande Guerra, o país mais poderoso do mundo ainda era a Inglaterra, o rádio era o mais moderno meio de comunicação e o Brasil vivia os dias de Getúlio Vargas. 

Ao se apresentarem à comunidade de algumas centenas de moradores que se avizinhavam nas proximidades da centenária Rua 07 de Setembro e da Praça da Matriz, os jovens Agripino e Liciria Almeida, ele com mais de 20 e ela com apenas 15 anos, tinham que explicar os motivos de não serem vistos nas missas aos domingos. 

Os dois cultuavam a Deus no sábado, não comiam certos alimentos e seguiam os cinco solas da Reforma de Lutero. O protestantismo havia fincado os pés em Campos Belos.

Talvez se estivéssemos falando de outros lugares a recepção não teria sido a mesma que nossos avós proporcionaram ao casal recém chegado. 

Mas Campos Belos já mostrava ser um local acolhedor desde os primeiros tempos. Liciria e Agripino carregavam em si diferenças cruciais em relação aos demais moradores do pequeno distrito. 

Se em 2017 assistimos uma guerra santa ser travada entre grupos distintos na arena das redes sociais, da televisão e nas ruas, como imaginar a mente daqueles que residiam em uma Campos Belos tão diferente da de  hoje. 

Certamente houve estranhezas. 

Difícil imaginar que ao menos algum vizinho não tenha questionado os hábitos daqueles novos baianos, mas de forma geral, a integração foi muito melhor que o esperado.

Até a década de 40 com a chegada do Missionário estadunidense da Igreja Batista, Blonnie Holmes Foreman, Dr Foreman como ficou conhecido, Liciria e Agripino não teriam com quem compartilhar sua fé. 

Quando BH Foreman pousou seu avião no atual Setor Aeroporto, uma nova fase do protestantismo foi inaugurada na cidade. 

Dr Foreman trouxe professoras piauienses e estabeleceu, ali nos fundos do atual prédio dos Correios, a primeira escola confessional da cidade. 

Com hinos protestantes cantados antes das aulas de português, matemática e educação moral e cívica, uma geração de crianças pode sair do analfabetismo e ter uma formação. 

A comunidade Batista criada por BH Foreman recebia o casal adventista em todos os cultos onde a fé e a doutrina eram a mesma. Páscoa, natal e outras celebrações eram feitas em conjunto e de certa forma, havia uma identidade entre os grupos.

Liciria era uma mulher inteligente. Seguindo o princípio protestante de que a leitura diária da Bíblia é essencial na formação do indivíduo, ela dominava a forma culta da nossa língua. 

Tinha o hábito de ler e mantinha sua pequena biblioteca como um tesouro. Eu mesmo, quando ainda criança, fui presenteado por ela com um livro desse acervo e o guardo até hoje e confesso que ouvi-la falar, na igreja ou em sua casa, era um prazer e me influenciou fortemente em minha formação. 

Não demorou para que sua inteligência se somasse à liderança de Mariano Barbosa, de Seu Xavier e outros fortes nomes dos primeiros líderes daquele tempo e ela ganhasse um lugar na casa de leis da cidade. Uma mulher, dona de notável saber, entre os homens representantes da cidade. 

Liciria foi nossa primeira vereadora mulher e seu projeto de lei sobre merenda escolar para as crianças de nossas escolas em Campos Belos foi pioneiro em terras goianas e um dos primeiros do Brasil, motivo de orgulho para nossa história, afinal estamos falando do Brasil agrário e atrasado dos anos 60. 

Décadas mais tarde outro adventista ocuparia um lugar na Câmara Municipal quando Elton Modesto foi eleito vereador. 

Agripino, que não tinha o refinamento da esposa mas era altivo e também inteligente, colaborou com a comunidade sendo por muitos anos nomeado delegado. 

Aqueles que tiverem mais um pouco de idade vão se lembrar que o casal fabricou por muitos anos, mantendo segredo industrial quanto aos procedimentos, um remédio antiofídico feito com raízes de plantas que moradores vinham de longe adquirir contra eventuais picadas de cobras.

Olhar para trás e ver que a integração entre diferentes confissões religiosas só fez crescer nossa cidade nos faz pensar sobre tolerância e urbanidade. 

Depois dos adventistas e batistas chegaram os presbiterianos, os assembleanos, os testemunhas de jeová, os pentecostais e por fim os neo-pentecostais.

Como imaginar nossa cidade sem pessoas que professam todos esses credos? Ao longo dos anos tivemos prefeito, vereador, médicos, enfermeiros, empresários, advogados, profissionais liberais, funcionários públicos e diversos outros importantes cidadãos que se agregaram à nossa comunidade professando a fé protestante. 

Como imaginar a história de Campos Belos sem o socorro humanitário que Dr Foreman fazia com seu avião, numa época em que não haviam estradas. 

Como pensar na educação de Campos Belos, a melhor do Norte de Goiás hoje, segundo dados do IBGE, sem a influência protestante dos batistas na primeira escola e depois dos adventistas donos do grande Colégio Carlos Drummond de Andrade, criado por Marilene Almeida, filha de Liciria e seu esposo Domingos e dirigido por Inês Bressiani, também adventista, e que ajudou a formar uma leva de atuais profissionais e líderes camposbelenses, até encerrar suas atividades.

Nesse último fim de semana muitos dos nossos conterrâneos assistiram o desfile feito pelos adventistas nas ruas do centro de Campos Belos, talvez os espectadores não podiam imaginar que estavam vendo o fruto de uma história iniciada de forma tão frágil há longínquos 80 anos e que deu certo e contribuiu para que nossa Campos Belos fosse um lugar melhor, mais avançado e a líder natural de nossa região.

Os adventistas de Campos Belos somam-se a outros 20 milhões espalhados por mais de 200 países e territórios em todo o mundo, dos quais 1,6 milhões estão no Brasil. 

Ajudam a manter em todo o mundo a 2ª maior rede educacional do planeta com mais de 1 milhão de alunos em escolas e universidades. Também possuem a maior rede de saúde espalhada pelo globo, com diversos hospitais e clínicas de vida saudável aqui no Brasil, inclusive. 

Ajudam também a manter a ADRA, Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais, que atua em catástrofes e ameniza a dor e a fome em todo o mundo e pelo seu tamanho foi convidada pela ONU a fazer parte das missões humanitárias das Nações Unidas, tendo atuado em Campos Belos também. 

Nas emissoras de rádios de Campos Belos já foi transmitido, por muitos anos, o programa A Voz da Profecia, que teve início em 1943, aqui no Brasil, sendo o primeiro programa religioso do rádio brasileiro. 

O estilo de vida, a dieta e a profissão de fé dos adventistas são apontados pelo governo dos EUA como responsáveis por fazer de Loma Linda, cidade localizada na Califórnia e que possui mais de 70% da população como adventista, ter a maior expectativa de vida de todos os Estados Unidos e ser uma das 4 blue zones - locais onde mais se vive no mundo. 

No Brasil, a USP realiza o Estudo Advento, que busca entender porque os adventistas brasileiros têm menos cânceres, doenças cardiovasculares e também vivem mais que nossa população.

Em tempos obtusos onde mitos têm surgido prometendo ser o messias que resgatará o Brasil para a moralidade perdida, a comunidade adventista de Campos Belos olha para o futuro e continua crendo e pregando que o verdadeiro messias virá em breve e, como há 80 anos faz em nossas terras, une-se em bom som e declara, “Ora, Vem, Senhor Jesus!”






Enfermeira denuncia estupro de meninas após atendimento em hospital


Duas adolescentes de 12 e 13 anos supostamente foram vítimas de abusos sexuais em São Bento do Tocantins, norte do Tocantins. 

A Polícia Militar foi acionada por uma enfermeira após as meninas serem levadas até o hospital municipal. Elas contaram que foram mantidas em cárcere privado desde sábado (18) e foram libertadas somente no domingo (19).

Conforme a Polícia Militar, as adolescentes chegaram ao hospital reclamando de dores e mal-estar. Os abusos teriam acontecido em uma chácara na zona rural da cidade, onde as garotas também teriam sido submetidas ao uso de drogas.

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) disse que as crianças foram levadas nesta segunda-feira (20) pelo Conselho Tutelar para a Delegacia de Araguatins, onde o caso vai começar a ser investigado.
Ainda conforme a PM, o suspeito dos abusos ainda não foi localizado.

 O G1 ligou para o conselho tutelar de São Bento do Tocantins, mas as ligações não foram atendidas.

Fonte: G1

Pai deverá pagar à filha indenização de 100 mil por abandono afetivo


O juiz Peter Lemke Schrader, da comarca de São Luís de Montes Belos, condenou um pai a pagar R$ 100 mil à filha mais velha a título de dano moral por abandono afetivo. A ausência do genitor teria ocasionado quadro depressivo e prejuízos de ordem moral à jovem. 

De acordo com a autora do processo, ela nunca recebeu afeto, amor e nem oportunidade de convivência com o pai, tendo sido desamparada afetiva e materialmente por ele. 

Afirmou que durante a infância e adolescência morou em São Luís de Montes Belos, mas que o genitor nunca teria comparecido às festas de aniversários, datas comemorativas, reuniões e momentos festivos na escola e que, por conta do descaso, chegou a sofrer bullying. Além disso, argumentou que o réu por diversas vezes deixou de pagar pensão alimentícia, tendo retornado a fazê-lo somente após o ajuizamento de ações na Justiça. 

Em sua defesa, o genitor afirmou que não há comprovação dos danos sofridos e que não houve abandono afetivo. Garantiu que sempre nutriu afeto, mas a genitora dificultou a aproximação entre ele e a filha. Afirmou, ainda, passar por problemas de saúde, sofrendo de artrose aguda no ombro, o que reduz sua capacidade laboral e econômica.

Juízo

Para o magistrado que analisou o caso, não se pode admitir que a atuação lesiva do genitor cessou no momento em que a filha atingiu a maioridade. “O sofrimento que se segue é a perpetuação dos efeitos passados”, afirmou, acrescentando que a dor e o sofrimento experimentados não só se reforçam, mas renascem a cada dia em que acorda e se vê sozinha, sem direito ao abraço, atenção, cuidado e companhia paterna.

Segundo relato de uma testemunha, a mãe se afastou do país quando a requerente tinha cinco anos, tendo ficado ausente por 10 anos, vindo ao Brasil de tempos em tempos. 

“Ora, se a dificuldade de convivência com a genitora fosse o empecilho para a aproximação, no momento em que a mãe foi morar no exterior não haveria mais razão a impedir o réu de buscar o convívio com a filha”, frisou o juiz Peter Schrader, rechaçando a tese de defesa do réu.

“Se a autora, mesmo passando por problemas psicológicos, vem conseguindo vencer os obstáculos a fim de galgar posição mais favorável, buscando sua realização pessoal e profissional por cursar medicina, isso demonstra que, apesar das dificuldades, é uma pessoa forte e deveria ser motivo de orgulho para o réu”, afirmou o magistrado, condenando o genitor ao pagamento de R$ 100 mil, acrescidos de juros a partir de maio de 2013.

Peter Schrader explicou que o abandono afetivo se materializa quando, por vontade própria e com plena consciência da atitude, o ascendente deixa de prestar o necessário e obrigatório dever de cuidar e assistir afetivamente seu descendente. 

Segundo ele, a conduta pode ser definida pelo ato omissivo ou comissivo do genitor –– quando o agente faz alguma coisa que estava proibido ––, que conscientemente não desempenha a paternidade de forma adequada.

Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)

Em setembro de 2015, a Comissão de Direitos Humanos aprovou, por meio do Projeto de Lei do Senado (PLS) 700/2007, uma mudança no Estatuto da Criança e do Adolescente, que impõe reparação dos danos ao pai ou à mãe que deixar de prestar assistência afetiva aos filhos, seja pela convivência, seja por visitação periódica, passando a caracterizar o abandono moral dos filhos como ilícitos civil e penal.

O PLS propõe a prevenção e solução de casos “intoleráveis” de negligência dos pais para com os filhos e estabelece que, o artigo 3º do ECA, passe a vigorar acrescido de artigo que prevê pena de detenção de um a seis meses para “quem deixar, sem justa causa, de prestar assistência moral ao filho menor de 18 anos, prejudicando-lhe o desenvolvimento psicológico e social”. 

O projeto foi remetido à Câmara dos Deputados em outubro de 2015.

Família

Peter Schrader afirmou que, embora não haja previsão em lei ou dispositivo que autorize expressamente a aplicação da indenização moral no âmbito das relações familiares, também não há restrição nesse sentido. 

“Deste modo, é possível entender que a família, como meio de realização de seus membros e de garantia da dignidade da pessoa humana, não deve ficar à margem da proteção jurídica e alheia aos princípios inerentes à responsabilidade civil”, frisou, explicando que o dano ocasionado por um integrante da família pode se apresentar ainda mais gravoso que o produzido por terceiro, em virtude da proximidade e envolvimento sentimental existente entre os sujeitos.

Segundo o magistrado, fica a expectativa, para outros filhos abandonados afetivamente pelos genitores, de que o Poder Judiciário tem capacidade para punir pais inconscientes.

 “Com isso, demonstrar à sociedade que a paternidade responsável deve ser o ponto de partida para a melhoria das relações familiares e para a adequada formação psicológica e social das crianças e adolescentes, primando-se sempre pela salvaguarda da dignidade da pessoa humana e da solidariedade social”, pontuou. 

Fonte: TJGO

Regalias nas penitenciária


O Ministério Público do Estado de Goiás, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e do Centro de Inteligência, deflagrou na madrugada desta terça-feira (21) a segunda fase da Operação Regalia, que visa desarticular organizações criminosas voltadas à prática de crimes contra a administração pública e tráfico de drogas.

A Operação Regalia II deriva de atuação em conjunto com as Polícias Civil e Militar e a Superintendência Executiva de Administração Penitenciária (Seap). 

Ao todo estão sendo cumpridos 21 mandados de busca e apreensão - inclusive no Centro de Inserção Social de Anápolis - , 7 de condução coercitiva e 11 de prisão (6 preventivas e 5 temporárias).

Fonte: MPGO 

Padrasto confessa ter usado mão de pilão para matar o enteado de dois anos, em Goiânia


A Polícia Civil repassou, na manhã desta segunda-feira (20), à imprensa, detalhes da investigação do assassinato do pequeno Bruno Diogo Dias Ferreira, de apenas dois anos, que foi morto no último dia 3 de novembro, no Setor Real Conquista, em Goiânia. 

Em depoimento, o padrasto do garoto, Gedeon Alves dos Santos, de 24 anos, que há seis meses vivia com a mãe dele, Bruna Lucinda Batista Ferreira, de 28 anos, confessou ter usado uma mão de pilão para matar a criança.

Segundo o delegado Dannilo Proto, adjunto da Delegacia de Investigações de Homicídios (DIH), no depoimento, o padrasto confessou não apenas o assassinato, mas também ter espancado, e até mesmo estuprado o enteado em outras oportunidades. 

“Sem demonstrar qualquer arrependimento, o Gedeon relatou que havia agredido o enteado em várias oportunidades com cabo de rodo, e também com aquele elástico grosso usado para segurar peças em motocicletas, e disse ainda que no dia em que matou a criança deu vários golpes na cabeça dela com uma mão de pilão. 

O que chamou mais a nossa atenção durante a investigação, foi o laudo do IML mostrar que não existia uma única parte do corpo da criança que não tinha graves hematomas, inclusive em partes internas, como no pâncreas”, descreveu.

Apesar de aparentemente não ter tido participação direta no assassinato, a mãe da vítima, ainda de acordo com o delegado, também foi presa junto com o padrasto porque, além de permitir as agressões, e até o estupro, ainda tentou encobrir o companheiro. 

“Nós descobrimos que no dia seguinte ao crime a Bruna e o Gedeon voltaram na casa e tentaram incendiar o quarto onde o garoto foi assassinado para apagar as provas, mas não conseguiram, e nós encontramos, debaixo do colchão, muito sangue da criança. 

Além disso, a Bruna também registrou uma ocorrência falsa, como se o filho tivesse morrido em decorrência de problemas provocados após um acidente de trânsito, coisa que descobrimos, não aconteceu”, concluiu Dannilo Proto.

O casal, que foi preso temporariamente na semana passada, responderá por homicídio triplamente qualificado, estupro de vulnerável, e incêndio. 

Somados, os três crimes preveem pena de reclusão superior a 20 anos. Devido à crueldade, e confissão dos dois presos, o delegado já pediu que a Justiça transforme a prisão de Bruna e Gedeon em preventiva.

Fonte: Mais Goiás

Bombeiros combatem incêndio em residência na cidade de Posse (GO)



A Companhia Independente Bombeiro Militar de Posse atendeu, na quinta-feira (16), ocorrência de incêndio em residência no setor Santa Luzia, em Posse, GO.

Os bombeiros foram acionados às 17h10 por crianças que relataram um princípio de incêndio em uma edificação desabitada.

Imediatamente a guarnição militar foi enviada ao local com a viatura de combate a incêndio ABT-42 e utilizou 200 litros d'água para apagar as chamas.

Constatou-se que o incêndio se iniciou nos restos de materiais de construção que estavam estocados no cômodo e em seguida destruiu o forro do quarto, feito de material plástico.

Janelas e portas de vidro da edificação também foram destruídas, o que reforça a suspeita de vandalismo.

Parentes do proprietário estiveram no local e foram orientados pela Polícia Militar a registrar ocorrência na Delegacia da Polícia Civil para apuração do caso.

Crianças x trotes

Diariamente o Comando de Operações Bombeiro Militar (COB) - seção responsável por receber as solicitações de atendimento e por acionar as guarnições militares - registra inúmeros trotes telefônicos, sendo a maioria feita por crianças.

Porém a ocorrência de incêndio atendida na tarde de ontem foi solicitada por crianças que notaram o princípio de incêndio e imediatamente acionaram os bombeiros através do número 193.

A Companhia Independente Bombeiro Militar de Posse parabeniza essas crianças pelo uso inteligente do nosso serviço público de atendimento a emergências.


Fonte: Corpo de Bombeiros de Posse

São Domingos (GO) tem o combustível mais caro do estado


A Secretaria de Estado da Fazenda informou disponibilizará diariamente, os preços mínimos, médios e máximos praticados por todos os postos de combustíveis do Estado de Goiás, que utilizam a Nota Fiscal do Consumidor.

De acordo com a tabela, a gasolina mais barata do Estado é em Alexânia, localizada a 105 km da capital goiana. 

Na cidade, o valor mínimo registrado foi de R$ 3,88 a gasolina comum e R$ 2,67 o etanol comum. Nos demais postos da cidade, a gasolina não ultrapassa o valor de R$ 3,99 e o etanol R$ 2,89.

Além de Alexânia, apenas alguns postos das cidades de Goiatuba, Anápolis, Guarani de Goiás, Hidrolândia, Itaberaí, Nova Iguaçu de Goiás e São Luiz do Norte, e Cidade de Goiás apresentaram gasolina inferior a R$ 4,00.

O maior preço registrado foi no nordeste do Estado, na cidade de São Domingos, onde foi encontrada gasolina com o valor de R$ 4,73 e etanol a R$ 3,49. Na sequência as cidades de Jataí, Itumbiara e Iaciara apresentam valores de gasolina acima de R$ 4,60.

Fonte: Diário de Goiás

Movimento na Chapada dos Veadeiros cai após queimadas e comunidade faz apelo: belezas ainda aguardam turistas


Em meio ao cinza das queimadas, o verde da grama insistente dá um tom de esperança. 

Na estrada de terra, poucos turistas, alguns moradores e muitos comerciantes caminham pela pequena cidade. 

São 700 habitantes na Vila de São Jorge, localizada a 20 minutos de Alto Paraíso de Goiás.

Depois de um mês do início dos incêndios no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, o cerrado mostra sua força e ressurge das cinzas como fênix. A vida começa a ressurgir através de folhas, flores e da água das cachoeiras e rios do parque.

Quase três anos após o turismo crescer na região com o asfaltamento na estrada até São Jorge, agora, o principal fator econômico da vila entra em queda. 

O turismo era o mais importante meio de sobrevivência de muita gente da vila. Por isso, pousadas, restaurantes e lojas também sentiram o impacto do fogo.

Os pousadeiros reclamam. “Ano passado, nos feriados de novembro, a pousada estava com 90% de ocupação. Este ano, no feriado de Finados, tínhamos dois quartos ocupados. No feriado do dia 15, eram apenas três casais. 

Foram 15 cancelamentos para o dia 2 e 11 para o dia 15 de novembro, e a justificativa é sempre a queimada, mas na verdade está tudo verde”, diz Giovani Tokarski, presidente da associação de empresários de São Jorge (Ajor) e dona da pousada Cristais da Terra.

Segundo ela, cerca de 80% das reservas nas pousadas da cidade foram canceladas após os incêndios. “Meu marido é guia há 20 anos e eu mesma presenciei pessoas ligando para cancelar passeios de Réveillon por aqui”, completa a vendedora Cecília Poyart, de 38 anos.

Plano mantido

Esse não foi o caso de Carolina Oba e João Costa. O casal viajou de São Paulo até a Vila de São Jorge para conhecer o local pela primeira vez no feriado da Proclamação da República. 

Segundo eles, o passeio estava agendado há aproximadamente dois meses, ou seja, antes de os incêndios começarem. Os paulistas quase desistiram, mas “ao perceber que o fogo havia acabado, ficamos tranquilos e decidimos continuar com nosso plano de conhecer o local”, afirma Carolina.

Eles fizeram a trilha do Parque Nacional e garantem que valeu a pena. “Tudo continua lindo, o fogo não prejudicou a beleza do lugar. É um passeio que queremos fazer de novo e vamos recomendar para nossos amigos”, conclui a moça.

Nos 5 km de trilha para chegar à Cachoeira no Parque Nacional, apenas aproximadamente 400 metros foram atingidos pelo fogo das queimadas. 

E, mesmo assim, 20 dias após o fim do incêndio, já é possível observar novas plantas brotando no solo do cerrado. As cachoeiras continuam encantando quem passa por lá, e a energia e a mística do local também são atrativos.

Vocação se torna principal fonte econômica

O Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros foi instituído em 1971 como estratégia geopolítica para proteger o ponto mais alto do planalto central: o Distrito Federal. Antes, a Vila de São Jorge era um grande garimpo de cristal, já que está acima de uma placa cristalina. 

Os cristais eram também a principal fonte econômica da região. Hoje, o turismo assumiu esse papel.

Funcionária de uma loja de produtos de beleza naturais, Cecília Poyart conta que sentiu um impacto nas vendas. Para ela, o grande problema está na forma como trataram as queimadas na mídia. 

“Mostraram o fogo, se mobilizaram pelas redes sociais para ajudar o parque, mas, quando o fogo acabou, não houve a mesma divulgação. Pediu-se ajuda e depois não houve comemoração”, relata.

O que a Associação de Empresários de São Jorge quer mostrar é que as atrações naturais não foram prejudicadas. E é verdade. A reportagem do JBr. esteve no local e constatou a permanência da beleza das cachoeiras do parque, nas águas termais de Colinas do Sul e nas pedras do Vale da Lua.

Mesmo assim, a associação pede conscientização sobre o meio ambiente. “Infelizmente tem agricultores que acham que precisa queimar o pasto seco para voltar com rapidez. Mas não sabem o mal que estão fazendo, porque o solo vai se degradando”, explica Giovani.


Mas a Vila de São Jorge não se resume à belíssima natureza. Um aconchegante restaurante, localizado ao final de um caminho de terra – como todas as ruas da cidade – iluminado por luzes de velas, é uma das atrações da vila. 

O proprietário Alexandre Cardoso abre a Risoteria Santo Cerrado às 17h, na hora do pôr-do-sol, e recebe seus clientes – a maioria de São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Brasília e Goiânia – com música ao vivo.

Segundo Alexandre, o impacto das queimadas no restaurante foi uma queda de 60% da clientela, comparável ao surto de febre amarela na região, no início de 2000. Ele conta que até para a comemoração de Ano Novo a procura está baixa. “Geralmente em novembro nós já estamos com as reservas dos pacotes esgotadas. 

Este ano, ainda não conseguimos vender nossos pacotes”, completa. Para um casal, o pacote com entrada, prato principal, sobremesa – e champanhe – sem fogos, para não atrapalhar os passarinhos, custa R$ 580.

No último dia de estadia, o casal paulista Carolina e João descobriu o caminho para o Santo Cerrado. “Ficamos encantados com o ambiente, superou nossas expectativas. É mais um atrativo além das belezas naturais”, declara João.

Fogo também traz a chance de renovação

De acordo com João di Trindade, guia turístico e antropólogo, 56 anos, o fogo é revigorante. Ele vê as queimadas como a possibilidade de renovação, o começo de algo novo. Não esconde seu amor pelo bioma que escolheu chamar de lar. “Meus olhos são enamorados pelo cerrado”, declara. 

Ele chegou a São Jorge no ano de 1988, com outros 22 estudantes de antropologia da Universidade de Brasília. Na vila, eles compraram uma residência – a casa da UnB, que foi o marco da transição de uma vila de mineração de cristal para uma vila turística.

“Em São Jorge, a gente encontra um tipo de liberdade que não existe em outros locais”, afirma o guia turístico. 

Na vila, considerada parte do município de Alto Paraíso de Goiás, não se vê polícia na rua com frequência, nem muros altos entres as casas ou grades separando os vizinhos. Todos se conhecem e se respeitam. “A partir do momento que todo mundo se conhece, a liberdade não precisa ser restringida”, finaliza.

Todos que conversaram com a reportagem foram unânimes ao dizer que o cerrado precisa do fogo para continuar vivo. Não da forma como ocorreu no mês passado, provocado por mãos humanas. 

“O Cerrado queima para reviver. Este ano até fizeram um projeto de queimada controlada no Parque Nacional, em áreas que já fazia tempo que não queimava”, conta a vendedora Cecília. Ela acredita que a intenção de quem causou os incêndios era prejudicar, principalmente “em represália por causa da ampliação do Parque”.

A vegetação do cerrado, que forma toda a Chapada dos Veadeiros, é resistente. Consegue se recuperar rápido. As queimadas de outubro destruíram 28% da vegetação do Parque Nacional e reduziu às cinzas também o turismo na região. As duas fontes de vida da Chapada e de seus arredores se esgotaram. 

Mas há grama nascendo em meio às cinzas. A natureza mostra sua força e vidas novas estão brotando. A Chapada dos Veadeiros resiste.

Fonte: Jornal de Brasília

sábado, 18 de novembro de 2017

Terrível: homem que fazia 'acompanhamento espiritual' é condenado a 65 anos de prisão pelo estupro de crianças, no Tocantins


Justiça condenou Jacir Gomes, de 64 anos, pelo crime de estupro contra seis crianças no Tocantins. 

Ele se dizia um 'líder espiritual' e, conforme a denúncia, usava o pretexto de que iria fazer um acompanhamento, mas se aproveitava dos momentos a sós com as vítimas para praticar o crime. Somadas, as penas chegam a 65 anos de prisão. 

Ele foi preso, em março deste ano.

Segundo o Ministério Público Estadual, as vítimas moram em Porto Nacional e Nova Rosalândia. Uma delas, uma criança de oito anos, foi abusada durante quatro anos.

A comparsa do criminoso, Josiane de Souza Gomes, de 34 anos, também foi condenada a 38 anos de prisão. Conforme o MPE, em alguns casos Jacir se aproveitava da confiança dos pais das vítimas com quem tinha amizade para cometer os abusos. 

Já em outros, Josiane enganava as famílias para que deixassem as meninas lhe acompanhar e levava as crianças de Nova Rosalândia, local onde moravam, até Porto Nacional, para que Jacir cometesse os estupros.

Ainda conforme a denúncia, as vítimas eram crianças de oito, 11 e 12 anos. Elas contaram que foram violentadas diversas vezes, por meio de conjunção carnal e atos libidinosos. 

O MPE informou que Jacir fazia ameaças dizendo que se as meninas contassem sobre os crimes, ele poderia fazer algo contra os parentes delas.

Fonte: G1

Monte Alegre (GO): criança cai do cavalo, é arrastada e morre em decorrência dos ferimentos


O menino, vítima do acidente, cuidando do seu cavalo 
Um acidente fatal deixou extremamente comovida a comunidade de Monte Alegre de Goiás, nordeste do estado, neste sábado (18).

Uma criança de 12 anos caiu do cavalo, quando brincava com o seu animal de estimação, no bairro Setor Borges. 

Ele foi arrastado por vários metros, o que causou-lhe graves ferimentos em todo o corpo e também na cabeça.

João Henrique chegou a ser socorrido às presas para um hospital de Brasília, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. 

Segundo uma pessoa conhecida da família, o cavalo, de propriedade do menino, era muito manso. "Ele tinha costume de montar e gostava muito do animal. Foi uma terrível fatalidade. Ninguém esperava", comentou.  

O corpo de João Henrique chegou à cidade no meio da tarde e o sepultamento está previsto para ocorrer neste domingo, às 8h, no cemitério local. 

À mãe de João Henrique, dona Maria de Jesus, que é funcionária do Hospital da cidade, e ao padastro dele, Marcelo, nossos sinceros sentimentos de pesar. Que Deus possa confortar o coração de todos vocês e da família, neste momento extremamente triste e difícil.  

Campanha antinepotismo: blog vai divulgar nomes de vereadores de Campos Belos que se posicionarem contra PL


A vereadora Karinna Caetano apresentou recentemente um Projeto de Lei (PL) junto à Câmara Municipal de Campos Belos para proibir a contração de parentes de prefeito, secretários e de vereadores em cargo de livre nomeação na Administração Pública.

É vergonhosa a situação, em todo o país, principalmente em pequenas cidades, de se empregar parentes, sem concurso público.

Conhecida como nepotismo, essa prática cultural horrenda é um descalabro público, um vício horroroso, que apenas visa beneficiar e presentear maridos, esposas, filhas, sobrinhos, pais e cunhados com dinheiro público.

O Supremo Tribunal Federal já bateu o martelo sobre essa questão. Não pode. 

Mas prefeitos e vereadores, alheios ao movimento da sociedade e a busca incessante por probidade, insistem em empregar parentes. 

Há até Súmula vinculante (a de número 13) do STF determinado o afastamento de parentes, válida para todos os órgãos do país. Mas a lei não é cumprida. 

A vereadora Karinna Caetano apresentou o PL antinepotismo na Casa. Mas já encontrou resistência. 

A Comissão de Constituição e Justiça já se posicionou pela "inconstitucionalidade" do projeto.  

Balela. Tudo para se manter esse benefício horroroso.  

Vereadores já pediram "vistas" do PL e segundo Karina Caetano, muitos deles já disseram que irão votar contra.

Anota aí os nomes dos vereadores que votaram a favor do pedido de vista:  Gilson, Rodrigo, Baiano, Arione, Nego da Patrol.

Neste sábado, no programa Cidade em Foco, da Rádio Atividade, o Vereador Baiano disse que votou contra porque a Assessoria Jurídica da Casa disse que o PL era inconstitucional. 

Baiano disse também que foi "grandeza" dos vereadores da cidade de Combinado (TO), em reconhecer o "erro" em ter votado em favor do PL antinepotismo.

Naquela cidade, o PL passou por unanimidade na Casa de Leis, mas após o veto do prefeito, a maioria dos vereadores mudou de lado e manteve o veto. 

O que se pergunta é por que uma interpretação de um simples assessor jurídico de uma prefeitura, sem querer desmerecê-lo e já desmerecendo, vai contra uma decisão do Supremo, que até virou súmula vinculante? 

Veja aqui a Súmula Vinculante que esses assessores jurídicos estão se posicionando contra.

A única exceção, segundo a Súmula 13, é para cargos de ministros de Estado ou Secretários Municipais, que são cargos políticos. 

"Então, essa distinção me parece importante para, no caso, excluir do âmbito da nossa decisão anterior os secretários municipais, que correspondem a secretários de Estado, no âmbito dos Estados, e ministros de Estado, no âmbito federal." (RE 579951, Voto do Ministro Ayres Britto, Tribunal Pleno, julgamento em 20.8.2008, DJe de 24.10.2008"

Na boa, é uma desculpa esfarrapada das mais aberrantes, que usa o Direito para se manter benefício de um grupo de pessoas.

Uma afronta ao Estado Democrático de Direito, principalmente por ir contra decisão da Suprema Corte do país. 

A propósito, vamos pesquisar e divulgar os nomes dos vereadores que têm parentes empregados na prefeitura e deseja manter esse "benefício" às custas dos cofres públicos, assim como os parentes do prefeito Eduardo Terra. 

Prefeitura não é cabide de emprego e nem pode se transformar. 

Ali se tem verba pública, dinheiro nosso, que tem de ser empregada em benefício da sociedade e não em favor dessa ou daquela família. 

Voltamos a dizer que este blog está empenhado em aprovar essa importante virada de chave no serviço público municipal. Não apenas em Campos Belos. 

Veja a ementa do STF: "A nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança ou, ainda, de função gratificada na administração pública direta e indireta em qualquer dos poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, compreendido o ajuste mediante designações recíprocas, viola a Constituição Federal". 

Já Publicamos sobre o assunto: 


Nepotismo é uma praga. Tem que se combater com fervor


Decisão histórica: Câmara de Vereadores de Combinado (TO) aprova, por unanimidade, lei contra o nepotismo





Só para lembrar


Prefeitura apresenta a íntegra do PL 25/2017


O prefeito Eduardo Terra enviou ao blog, neste sábado, a íntegra do Projeto de Lei (PL) 25/2017, que foi vetado por vereadores de Campos Belos. 

Segundo a prefeitura, o PL destinaria verbas, de meio milhão de reais, para obras da sede do SAMU e do término da quadra escolar de uma escola pública da cidade. 

Vídeo do Dia: vereadores de Campos Belos explicam veto ao PL 025/2017

Vereadores de Campos Belos estarão neste sábado na rádio atividade. Vão explicar as razões do veto


Os vereadores de Campos Belos Arione, Gilberto, Ivone e Karinna  são os convidados deste sábado (18), do programa Cidade em Foco, da Rádio Atividade FM. 

Os parlamentares vão explicar porque vetaram  Projeto de Lei 25/2017, que destinava verbas a uma escola e ao Samu. 

"Estaremos dando esclarecimentos sobre o Projeto de Lei 25/2017, que tanto repercutiu de forma irresponsável e difamatória nas redes sociais durante a semana. Aos que não se encontram na cidade podem participar pelo site www.atividade87fm.com.br. 

Já Publicamos:



"Ventos estranhos" andam soprando na Câmara de Vereadores de Campos Belos


Vereador Karinna Caetano explica motivos de veto ao PL 25/2017


Por Vereador Karinna, 

Boa noite Dinomar Miranda, 

Venho esclarecer as razões que me levaram a manifestar de forma contrária ao Projeto de Lei 25/2017 que “Dispõe sobre abertura de crédito especial no Orçamento vigente do Município de Campos Belos-GO.” 

Reverbero que não conduzi meu voto guiado por questões políticas ou eleitoreiras ao contrário da atual gestão, guio minha conduta pelo respeito às Leis e a Nossa Constituição cidadã.

1. Pois bem, para que todos entendam o que é um pedido de Crédito Adicional Especial explicarei da seguinte forma:
  
No início do ano de 2017 o Poder Executivo encaminhou para a Câmara Municipal a Lei Orçamentária conhecida como LOA (Lei Orçamentária Anual), que nada mais do mecanismo de que a administração dispõe para seu planejamento de trabalho, execuções das suas ações.

Nela contém os orçamentos disponíveis e as destinações de onde vai ser aplicado cada recurso.

É como se você trabalhador realizasse uma programação de tudo aquilo que você gastar, receber de salário, comprar durante o ano, sendo que para justificar cada despesa extra tem que ser especificada cada circunstância, porque se isso não ocorrer, teremos um orçamento sem controle. 

A diferença que trabalhamos com dinheiro público, dinheiro que você luta tanto para devolver a ao Município através dos impostos, por isso meu tamanho zelo e preocupação. 

A inexistência de uma verba não prevista na LOA faz a necessidade do Poder Executivo solicitar a inclusão de uma nova dotação orçamentaria e é essa nova inclusão que chamamos de crédito especial adicional.

2. A Lei Orçamentária prevê que é legal a inclusão de abertura de crédito especial mediante a aprovação do Poder Legislativo. Porém existem algumas normas a observar: no caso desse Projeto de Lei 025/17, encaminhado à Câmara, percebe-se que o referido Projeto foi redigido em total arrepio a Constituição, porquanto o executivo não teve nem mesmo o cuidado de seguir o determinado na  Lei 4320/64, sendo que sequer justificou minuciosamente, os recursos disponíveis, a urgência, o memorial descritivo de cada obra e onde serão aplicados os recursos. 

O PL apresentado informava apenas que seriam incluídas dotações orçamentárias para serem aplicadas nas obras: a) Construção do SAMU b) Conclusão de uma quadra [não havia sequer a localização de onde seria essa quadra no primeiro momento] e c) Reforma da academia de saúde.

3. Como já dito, o pedido de liberação do crédito especial deve se ater a requisitos específicos: A INDICAÇÃO de onde está vindo o dinheiro extra e exatamente ONDE será aplicado. Tendo sido questionado nas duas discussões do Projeto, não houve manifestação dos interessados em modificar a redação do PL a fim de tornar o projeto claro, correto e legal.

4. A Constituição Federal proíbe em seu artigo 167 que o crédito especial seja aberto sem análise de onde ele virá e para onde irá. Ou seja estamos falando de DINHEIRO DO POVO, são recursos públicos do nosso município. Além disso a Constituição também diz que é CRIME, não dar o tratamento correto à Lei Orçamentária já aprovada. 

5. Portanto, população de Campos Belos, todo procedimento ou ato praticado na administração pública, deve se ater aos princípios da legalidade e responsabilidade, não podendo ser simplesmente autorizado de grosso modo a utilização de recursos como requer o executivo através do projeto 25/2017.

6. Quando o executivo envia um projeto dessa natureza demonstra seu total descaso com o interesse público, vez que em período chuvoso e tão próximo ao final do ano a viabilidade da conclusão das obras é quase nula. 

O PL enviado nessas condições deve ter em sua exposição o motivo da urgência para a liberação desse recurso. 

Entretanto em vez de expor de forma clara, minuciosa, profícua, a administração atual, tal como um estudante que ficou sem recreio por não fazer o dever de casa prefere choramingar nas redes sociais, distorcendo toda a situação. 

No caso do PL enviado, toda a justificativa do “porque” da urgência não passa de três parágrafos mal explicados e sem o mínimo de coerência jurídica, pois não há indicação de que convênios seriam, muito menos porque não foram aplicadas durante o ano em vigência. 

Estudando a LOA/2017 percebe-se que existe sim essa previsão orçamentaria, o que torna desnecessário o pedido de crédito adicional em que mais uma vez essa gestão vem demonstrando a falta de esmero com a lei orçamentaria. 

Permanece assim a administração atual com total autonomia para as construções que nos foram solicitadas, pois se de fato esse dinheiro EXISTE nada impede a execução dessas obras, lembrando a população de Campos Belos, que se realmente o  município sofrerá com a falta do cumprimento desses convênios, responsabilidade única da gestão atual, pois orçamento existe, está previsto para 2017. 

Nessas condições, como vereadora comprometida com a legalidade, transparência e fiscalização é minha obrigação inspecionar essas obras do Poder Executivo. 

Lembrando que, o Orçamento de 2018 está em discussão na Câmara,  e caso não existisse a previsão desses orçamentos na LOA, nós vereadores iriamos incluí-la com uma emenda para dar-se no início de Janeiro. 

Baseando-se que seria impossível concluir três obras até o dia 31 de dezembro de 2017, o mais viável seria incluir no Orçamento de 2018, porém a administração atual deixou claro que se não houver execução dessa obra até o fim de 2017 perderá alguns recursos, como nada agora os impede da execução dessas obras, só nos cabe agora FISCALIZAR se esses recursos serão utilizados de forma legal para aquilo que foi destinado.

7. Eu vereadora KARINNA, estou sendo coerente, minha missão é cumprir a Constituição, zelando para fazer o que é correto e lutar incansavelmente pela transparência e melhor aplicação dos recursos públicos. 

Portanto, fique registrado que falar de orçamento é falar do meu, do seu, do nosso suado dinheiro e de toda a devoção que deve se ter para que o mesmo será aplicado de forma correta. 

Estamos falando de MEIO MILHÃO de reais, dinheiro esse que tem que ser usado de forma proba, para seus devidos fins. Nós vereadores estamos de olho, estamos aqui para verear em favor da população, nunca subestimem a sabedoria do povo de Campos Belos.

Fiz um juramento ao qual irei cumprir até último dia do meu mandato, continuarei apontando aquilo que não estiver dentro da lei. Sei que minhas atitudes têm incomodado há muitos, mas estou consciente de que estou cumprindo minha obrigação como parlamentar escolhida pelo povo da minha cidade, fiquem todos com Deus, um grande abraço.



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"Ventos estranhos" andam soprando na Câmara de Vereadores de Campos Belos

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Para rir ou chorar: dupla furta bezerra para churrasco em comemoração ao título do Timão



A Polícia Militar de São Gabriel do Oeste (MS) recuperou na manhã da última quinta-feira (16), por volta das 06h, uma bezerra furtada, prontinha para o churrasco do "Coringão".

De acordo com as informações, o animal seria usado para fazer um churrasco. Segundo relato dos adolescentes detidos pelos policiais militares, a intenção era comemorar o título do Campeonato Brasileiro, conquistado pelo time do Corinthians, na noite de quarta-feira (15).

De acordo com o registro da PM, os policiais militares receberam a informação por meio da Central 190, de que um adolescente de 17 anos, conhecido por diversos furtos no município, estava arrastando uma "vaca" pela rua e que o animal estaria dentro do quintal de sua residência, localizada na rua Angico, bairro São Cristóvão.

Os policiais foram ao local, onde encontraram a bezerra e outro adolescente que estava cuidando do animal. O adolescente autor do furto e proprietário da casa não estavam no local.

A bezerra foi entregue ao dono, de 53 anos, e o adolescente encaminhado para maiores esclarecimentos e devidas providências junto à Delegacia de Polícia Civil.

O Conselho Tutelar foi acionado para acompanhar o caso.

Com informações do Capital News