sexta-feira, 27 de março de 2020

Isolamento x dinheiro: prefeito admite erro ao apoiar campanha "Milão não pode parar". Hoje morreram mais mil pessoas na Itália




O prefeito de Milão, Giuseppe Sala, reconheceu que errou ao ter divulgado o vídeo de uma campanha que dizia que a cidade "não para", no fim de fevereiro.

No Brasil, o presidente Jair Bolsonaro segue apoiando uma campanha apelidada de "O Brasil não pode parar", que tem o mesmo conteúdo da italiana.


Depois de quase um mês, Milão é terceira localidade mais atingida pela pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2), com 6.922 contágios, de acordo com a Defesa Civil.

"Muitos se referem àquele vídeo que circulava com o título 'Milão não para'. Era 27 de fevereiro, o vídeo estava explodindo nas redes, e todos o divulgaram, inclusive eu. 

Certo ou errado? Provavelmente, errado", disse Sala à emissora Rai, neste domingo (22).

O vídeo viralizou na web em meio à escalada dos casos na Itália e após o governo ter decidido confinar as 11 cidades do norte do país que haviam registrado os primeiros contágios por transmissão interna. 

A peça exalta os "milagres" feitos "todos os dias" pelos habitantes de Milão e seus "ritmos impensáveis" e "resultados importantes". "Porque, a cada dia, não temos medo. Milão não para", diz o vídeo.

A versão brasileira da campanha é encabeçada pelo próprio governo federal que está fazendo posts nas redes sociais incentivando que os jovens deixem a quarentena e voltem a trabalhar para que haja uma retomada econômica.

"Ninguém ainda havia entendido a virulência do vírus, e aquele era o espírito. Trabalho sete dias por semana para fazer minha parte, e aceito as críticas", reforçou o prefeito.

Em 27 de fevereiro, a Itália contabilizava 650 casos do novo coronavírus. Agora são quase 60 mil. Na época, o primeiro-ministro Giuseppe Conte também chegou a dizer que a vida devia "continuar".


O pesadelo não pára. Nesta sexta-feira (27), a Itália registrou mais mil mortes


Com informações e texto da Ansa

Polícia chega e acaba com passeata em Formosa (GO), contra a "quarentena"







Centenas de pessoas se aglomeraram numa das principais vias de Formosa (GO), Avenida Brasília, em frente ao Parque de exposições, para o início de uma protesto, via carreata, contra o fechamento de comércio na cidade.

O fechamento foi expedido via decreto do Governador Ronaldo Caiado, na tentativa de barrar a contaminação e propagação do coronavírus.

Ao menos 50 carros estavam prontos no local.

Mas não deu certo. 


Dezenas de carros e viaturas da Polícia Militar, incluindo a GTOP, foram para as imediações, fecharam ruas e avenidas, multaram e dispersaram o grupo de manifestantes.

A carreata não chegou a acontecer. Pequenos grupos de comerciantes ainda resiste na área central de Formosa (GO). 

Imagem do Dia: em um mês, Covid-19 se mostra mais agressivo e letal no Brasil do que na Itália; compare na imagem


Comerciantes de Formosa (GO) prometem fazer hoje passeata contra a "quarentena"



Centenas de comerciantes da cidade de Formosa (GO), no Entorno do DF, prometem fazer, nesta sexta-feira (27), uma manifestação contra a "quarentena" do comércio, após decreto do governador Ronaldo Caiado.

A intenção dos organizadores é fazer uma carreata, com buzinaço, pelas ruas da cidade, para forçar o governo estadual a voltar atrás na medida restritiva.

"O único intuito de reabrir nosso comércio. 


No entendimento que muitos de nós precisamos trabalhar. Contas à pagar não faltam bem como funcionários que dependem de nós para o auxílio ou até mesmo o completo sustento da família. 

Não temos ideologia política!

Queremos apenas abrir nossos comércios!!", disse um dos organizadores.

Os comerciantes criaram um grupo no aplicativo whatsapp, onde coordenam a ação.

"Entendemos a gravidade da pandemia, porém, sabemos que é possível trabalhar de forma responsável evitando aglomerações em nossos comércios, disponibilizando álcool em gel e tomando todas as precauções para cumprir os protocolos necessários.

Por isso convocamos todos para estarmos unidos em uma carreata pela cidade para mobilizarmos às autoridades competentes para que entendam nossas necessidades", afirmou outro empresário.

O local de concentração ocorre na Avenida Brasília, em frente ao Parque de exposições.


Hoje pela manhã, a cidade de Curitiba (PR) recebeu uma carreata, com a mesma intenção. Veja no vídeo: 




Arminio Fraga: Se não houver isolamento, economia pode sofrer segundo baque


Em entrevista ao jornal O Globo, o economista Arminio Fraga, ex-presidente do Banco Central, alerta que é falsa a dicotomia entre salvar vidas e a economia. 

Suspender a quarentena imposta na maior parte do país não levaria os brasileiros a saírem gastando, nem os empregos seriam preservados em sua plenitude.

“Dá a impressão de que há um custo econômico, e há. 

Mas dá também a impressão de que há uma alternativa sem custo, que seria fazer o (isolamento) vertical. 

Mas isso não é verdade”, afirma Arminio em entrevista, por videoconferência, de sua casa no Rio. 

E diz que, para socorrer a economia, é preciso agir rapidamente, o que não está acontecendo.

Arminio defende ainda que o empréstimo às empresas precisa ter garantia direta do Tesouro.

Os economistas defendem um socorro à economia. 

No caso da pandemia, os médicos dizem que, quanto antes a quarentena, mais eficaz ela é. É possível fazer um paralelo com a economia? O socorro não está demorando?

- São duas situações diferentes, mas há, sim, um paralelo. No caso do isolamento, a ideia é se antecipar à propagação do vírus. 

Em outros países, como Cingapura, que é rica e pequena, foi possível também testar muito, com rastreamento de contatos, um processo quase individual. Mas isso não seria possível aqui. 

Então, o isolamento é a única opção, e quem agiu com presteza teve resultados melhores. 

No lado da economia, a ação ganha contornos de urgência, em função do colapso súbito da receita de várias empresas, pequenas, médias e grandes. Dependendo do setor, o colapso chega a 100%. 

Nada disso existe em situações normais. Numa recessão, a receita cai aos poucos e chega, no pior momento, a uma queda média de 10%. 

Por consequência, espera-se uma onda enorme de desemprego. Por isso, é importante agir rapidamente. O que não está acontecendo.

Fonte: Agência Globo

Isolamento x dinheiro: em Brasília, após vídeo polêmico, dono do Giraffas demite filho. Todos os colaboradores da empresa estão em casa




O dono da rede de restaurantes Giraffas, Carlos Guerra, decidiu demitir seu filho, Alexandre Guerra, que era um dos conselheiros da empresa, após declaração polêmica acerca de isolamento social durante a pandemia do coronavírus.

Alexandre disse que o isolamento traria prejuízo aos empresários. “O que a gente faz com as pessoas? 


A gente está pagando salário de qualquer forma. Você consegue se sustentar 90 dias sem faturamento? 

Você que está em casa já pensou que, ao invés de ficar com medo de pegar o vírus deveria ficar com medo de perder o seu emprego?”

Respondendo ao filho, Carlos Guerra disse que nenhum outro porta-voz da empresa tinha autorização para fazer qualquer declaração. 

“Ele estava tentando falar para um grupo de empresários que assessora. Concordamos que Alexandre deixará de ser acionista da empresa e o cargo de membro do conselho de administração(…) A nossa relação entre pai e filho continuará amigável porque, em c

Ele disse, ainda, que manterá o emprego de seus funcionários pelo tempo necessário e que todos continuarão recebendo seus salários.asa, a gente sabe conviver com o contraditório”, afirmou.

Com informações do JB

Está sendo avisado: confinamento contra epidemia protege a economia, mostra estudo



Assista ao vídeo e decida o que é melhor para você e sua família. Isolar-se ou não. 


As cidades que adotam quarentenas durante uma pandemia, mais cedo e por mais tempo, recuperam sua atividade econômica mais rapidamente do que as outras. 

É o que mostra estudo preliminar publicado ontem na revista SSRN.

Os autores usaram dados de 43 cidades dos Estados Unidos nos anos da Gripe Espanhola, que começou em 1918.


“Descobrimos que as cidades que intervieram mais cedo e mais agressivamente não têm desempenho pior, e até crescem mais rápido quando a pandemia acaba”, escreveram. 

“Nosso estudo indica que as intervenções não apenas reduzem a mortalidade; elas também mitigam as consequências econômicas adversas de uma pandemia”.

O gráfico abaixo, retirado do estudo, mostra diferentes cidades americanas. As cidades marcadas de verde adotaram medidas como quarentenas por mais tempo; as de vermelho, menos. 


Como se vê, as cidades “verdes” sofreram não apenas menor mortalidade, mas também menos danos à atividade econômica.

As intervenções usadas na pandemia de 1918 são muito parecidas com as de hoje: o fechamento de escolas, teatros e igrejas; a proibição de aglomerações públicas e velórios; as quarentenas de casos suspeitos, e a restrição do horário comercial.

“Com todo o resto mantido igual, as intervenções constrangem as interações sociais e portanto a atividade econômica dependente delas. 


Entretanto, em uma pandemia a atividade econômica também é reduzida na ausência de tais intervenções, já que os domicílios reduzem o consumo e a oferta de trabalho para reduzir a chance de serem infectados. 

Assim, embora as intervenções reduzam a atividade econômica, elas podem resolver problemas de coordenação associados ao combate contra a transmissão da doença e mitigar os danos econômicos relacionados à pandemia”.

Segundo o estudo, reagir 10 dias antes das outras cidades aumenta o emprego na indústria em 5% no período pós-pandemia. Aumentar a duração da intervenção em 50 dias aumenta o mesmo emprego em 6,5%.


Com informações do Antagonista 

Sikera Júnior: Trabalha, quem precisa; Se isola, quem tem medo

quinta-feira, 26 de março de 2020

Por causa da "quarentena", muita gente já não tem dinheiro para comprar alimentos



Quer sorvete, meu filho?", pergunta José Maria, de 65 anos, a todos os pacientes que entram e saem da Unidade de Pronto Atendimento da Lapa, na zona oeste de São Paulo. 


Abordado pela reportagem, ele ri e diz que está "até cansado" de tanto perguntar a mesma coisa —José trabalha como vendedor de sorvete no estacionamento do hospital há 30 anos.

Parte do grupo de risco do covid-19, o vendedor afirma não ter medo de contrair a doença e que não lhe sobram muitas opções senão trabalhar todos os dias. 

"O que você quer que eu faça? Se não morrer desse vírus, morro de fome. Não posso parar de trabalhar".

A rotina não envolve apenas contato com pessoas que podem estar infectadas, mas, também, quatro viagens de ônibus por dia: ele sai às 8h de Perus, na zona norte de São Paulo, e chega em casa por volta das 22h.

"Pelo menos, por causa desse vírus aí que eu nem sei falar o nome, os ônibus estão vazios. 

Pego dois para ir e dois para voltar. Quando estão muito cheios, é bastante difícil passar com esse carrinho. Agora, está mais tranquilo", conta à reportagem.

A rotina de Perus até a Lapa acontece de segunda-feira a sábado. Aos domingos, ele conta, José vende tempero baiano no bairro em que mora. "O senhor é baiano, José?", pergunta o UOL. 

"Não, sou cearense. Vim para São Paulo em 1976 e nunca mais voltei para o Ceará, acredita?".

O motivo da falta de visita à cidade natal é claro: José perdeu a mãe aos sete anos e, desde então, tudo perdeu a graça. "Se minha mãe fosse viva, ela estaria aqui comigo. 

Eu teria dado um jeito de trazê-la para cá, pode acreditar. Ela morreu com câncer no seio. 

Desde então, ficou tudo muito chato. Mesmo depois de me casar e depois de ter um filho".

O trabalho com vendas de sorvete rende a José, em média, R$ 400 mensais "isso se o tempo estiver bom". 

"Quando faz frio, aí já era, ninguém quer comprar. Agora está complicado: por causa desse vírus, as vendas caíram muito. O movimento aqui no hospital, também. Quero só ver como vai ser daqui para frente", afirma.

Por causa disso, o vendedor alterna o local das vendas todos os dias. Fica no hospital até as 14h e, a partir das 15h, faz suas vendas na Rua Cerro Corá, também na Lapa. "Fico andando para lá e para cá na Cerro Corá até a noitinha. Aí tento ganhar mais dinheiro".

Poucos meses atrás, o cearense intercalava a venda de sorvetes —hoje, os sabores que se aninhavam no carrinho eram açaí e graviola—, com o trabalho de pedreiro. No entanto, além de duas lesões no joelho, José descobriu esporão nos dois calcanhares. 

"A sensação é tipo pisar em um monte de espinho, dói muito. Não consegui mais trabalhar em obra".

Para caminhar, ele investiu R$ 65 reais em um chinelo de borracha, ao qual ele acoplou um saltinho de plástico, na tentativa de amenizar a dor. "A gente vai dando um jeito, né, só não pode parar".


Texto e fonte: Agência Folha 

Coronavirus se espalha por Brasília, mas ainda não chegou aos pobres


A região central de Brasília tem o maior número e a maior incidência de casos confirmados do novo coronavírus. 


Segundo dados da Secretaria de Saúde, a média é de 27,25 casos por 100 mil habitantes na capital. 

Até o momento, 196 moradores do Distrito Federal testaram positivo para a Covid-19.

Dos 196 casos, 35 pacientes não informaram o endereço. 

Portanto, os dados foram feitos com base nas informações prestadas por 161 pessoas.

Região administrativa que pertence à Área Central da cidade, o Lago Sul (região nobre de Brasilia) apresentou maior incidência da doença, alcançando o índice de 112,14 por 100 mil habitantes. 

O Plano Piloto ( Asa sul e Asa norte) tem o maior número absoluto de casos: 47.

A primeira paciente detectada com o novo coronavírus no Distrito Federal é moradora do Lago Sul. 

Ela está internada em estado gravíssimo no Hospital Regional da Asa Norte (Hran).

O documento mostra ainda que há nove "cidades" do DF, com renda mais baixa e periférica, sem casos de coronavírus. 

São elas: Brazlândia, Itapoã, Fercal, Cidade Estrutural, Riacho Fundo II, Varjão e Recanto das Emas. 

O Setor de Armazenagem e Abastecimento Norte (Saan) também é trazido no boletim como região sem registros de infecção pelo covid-19.

Homens são maioria

O balanço da noite dessa quarta-feira (25/03) não faz separação por gênero. Contudo, no levantamento anterior, divulgado no fim da tarde, a maioria dos pacientes (116) era do sexo masculino e não estava no grupo considerado de risco, de pessoas acima de 60 anos e com comorbidades.

Vinte e quatro pacientes possuem mais de 60 anos e integram o grupo que corre maior risco de complicações com a contaminação. Entre os infectados, há 29 pessoas com idade entre 51 e 59 anos.

O maior grupo, no entanto, é o de pacientes de 31 a 40 anos: 48. Há ainda cinco casos de jovens, com idades entre 11 e 20 anos. 

A maioria dos casos foi classificada como infecções leves: 117. 

Dois pacientes não tiveram a idade divulgada. Segundo o boletim, há seis casos considerados graves e cinco, críticos.

Uma paciente foi curada. 

Trata-se da advogada Daniela Teixeira. 

Ela é conselheira federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e foi vice-presidente da OAB-DF.

Com informações do Metrópoles 

Segurança de Bolsonaro está em estado grave com coronavírus



Segurança do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) está com coronavírus e em estado grave. 

Ari Celso Rocha Lima de Barros tem 39 anos e foi internado no Hospital de Base do DF, na noite dessa quarta-feira (25/03).

Ele é capitão da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) e foi diagnosticado com a doença em 18 de março. 

Desde então, cumpria isolamento domiciliar. Mas, segundo a família, o quadro piorou.

“Estava em casa, sob controle. Ontem [quarta] se sentiu mal e foi internado no Hospital de Base”, contou ao Metrópoles a mãe do segurança, dona Julmar Rocha de Lima de Barros. 

“Ele trabalha na Presidência. É segurança do presidente. Ele sempre viaja com ele. E eu acredito que esse vírus ele adquiriu nessas viagens que fez”, acrescentou. 

Na viagem para Miami, em que integrantes da comitiva presidencial adoeceram, Ari não esteve presente.Segundo a família, o policial ficou em casa tão logo teve o diagnóstico de coronavírus, isso para não disseminar a doença. 

O primeiro exame havia dado negativo.

Febre e dores

Depois de apresentar os sintomas, febre e dores, o policial buscou novamente atendimento, foi quando recebeu a confirmação. 

“Ele fez o exame e acusou”, lembrou a mãe. A família adotou as providências de segurança e passou a cuidar de Ari.

De acordo com dona Julmar, o filho tem problemas de saúde e de pressão. 

Diante do caso, dona Julmar faz um apelo à população: 

“Tenham o maior cuidado. Igual meu filho teve. De não ter o contato com outras pessoas, de ficar em casa. 

Tem de se cuidar, para que não aconteça. Por que não é fácil. Nós estamos passando por um momento muito difícil. Agora mesmo nós estávamos em oração, pedindo a Deus. 

Porque só ele para curar e proteger, e os médicos também”.“Meu filho é um homem muito honesto. Muito trabalhador. Não é à toa que ele foi escolhido para estar ao lado do presidente”, destacou.

Ari, que é integrante provisório da segurança de Bolsonaro e do vice, Hamilton Mourão, mora com a esposa e dois filhos em Taguatinga.

Além da família, outras fontes confirmaram a internação. 

Com texto do Metrópoles 

Coronavirus: Brasil tem 194 pessoas em estado grave, em UTIs.77 pessoas já morreram



O Ministério da Saúde divulgou nesta quinta-feira (26) o novo balanço de casos confirmados de novo coronavírus (Sars-Cov-2) no Brasil. 

Os principais dados são:

77 mortes, eram 57 na quarta
2.915 casos confirmados, eram 2.433
1.665 casos no Sudeste
2,7 % é a taxa de letalidade

O Ministério da Saúde chegou a divulgar que o total de mortes era de 78, mas o número foi corrigido pelo governo porque a tabela considerava uma morte a mais no Distrito Federal.

O Ministério da Saúde diz que, até as 17h30, país tinha 194 pacientes internados em UTIs e outros 205 em enfermarias.

Os números de cada um mostram que, apesar de haver algumas variações de cenário, a tendência é que a "explosão" de infecções se verifique apenas em um período posterior aos primeiros 30 dias.

O infográfico abaixo mostra um comparativo dos 30 dias iniciais de coronavírus no Brasil com o período correspondente na China, Coreia do Sul, Estados Unidos e Itália.

Considerando esses quatro países, o Brasil perde apenas para a China no número de infectados um mês após o registro do primeiro caso. 

Os dados são da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, que fornece registros a partir de 22 de janeiro.

Com informações da Agência Globo

Em Combinado (TO), idoso de 97 anos está com suspeita de COVID-19. Família nega


A Secretaria Municipal de Saúde de Combinado (TO) informou, nesta quinta-feira (26), que há um caso suspeito de COVID-19 no município.


Trata-se de um idoso de 97 anos que apresenta sintomas semelhantes à doença.

O órgão informou que o paciente permanece internado no Hospital de Referências de Arraias, município vizinho. 

Também segundo a prefeitura, o paciente já realizou a coleta do exame, que  será encaminhado ao Laboratório Central de Saúde Pública do Tocantins (Lacen).

“O caso é suspeito e estamos aguardando o boletim da situação do paciente. O que sabemos é que ele tem histórico de outras complicações de saúde”, disse um representante.

Ainda de acordo com a pasta, outras informações serão divulgadas através de um boletim informativo da secretaria.

A cidade está localizado a 530 km de Palmas (TO), no sudeste do estado. 

Família nega e faz nota de repúdio 

Logo após a informação chegou à imprensa, a família do idoso contestou a informação da Secretaria de Saúde de Combinado e disse que o homem não está com coronavirus. 

"Nota de Repúdio 
     

Família de idoso de 97 anos vem a público, especialmente, ao povo de Combinado do Estado do Tocantins, repudiar veementemente uma nota publicada pela Secretária Municipal de Saúde de Combinado no dia 25 de março de 2020 na qual informava à  população um caso suspeito de coronavirus de forma leviana e irresponsável sem antes ter elementos informativos robustos, demonstrando  total desprezo pela vida do paciente e pelos familiares que vivem no município há mais de 30 anos. 

Destarte, requer  uma retratação por parte da  Administração Pública desse município e que passe a tratar o caso com responsabilidade e compromisso. 

A Família reitera que as medidas de prevenção estão sendo adotadas e que acredita na prestação de serviço público de saúde de forma eficiente e  transparente. 

O paciente teve em atendimento em Palmas no dia 11/02/2020 e não havia caso diagnosticado de coronavirus no Estado do Tocantins. O paciente se encontra em tratamento de AVC desde dezembro de 2019, nos últimos dias o quadro de saúde se agravou  havendo a necessidade de transferência para o hospital de referência da região.


Vídeo do Dia: "Bolsonaro tem razão"


Brasileiros criam Sistema para Rastreamento de pacientes com Coronavírus


Na luta contra o Coronavírus, os gaúchos da startup beeIT desenvolveram um sistema de triagem rápida para identificar pacientes com suspeita de contaminação pelo Covid-19.

O objetivo do software – que será disponibilizado gratuitamente para hospitais e unidades de saúde de todo o Brasil – é reduzir a exposição do paciente contaminado com outras pessoas que estejam nas salas de espera dos pronto-atendimentos, diminuindo, desta forma, as chances de contagio e propagação da doença.

De acordo com o diretor da empresa, Sandro Pinheiro, o sistema é simples, funciona por plataforma online, a partir do preenchimento com os dados do paciente do Protocolo de Classificação de Risco padrão, que utiliza a classificação por cores para definir a prioridade do atendimento, além do preenchimento do protocolo da epidemia. 

“Em menos de 2 minutos, o software Salus orienta o enfermeiro da triagem sobre os procedimentos que ele deve adotar em cada caso. 

“Se for uma suspeita de Covid-19, por exemplo, informa as medidas que devem ser adotadas para evitar a contaminação, aplicando prevenção padrão ou por gotículas. Estas precauções vão deste o uso de máscaras e óculos até o isolamento total”, explica.

No atual cenário mundial, em que o vírus tem se alastrado rapidamente, o principal diferencial do sistema é que ele permite a rastreabilidade do paciente ainda na rede de atendimento. 

Por exemplo, depois de confirmado a contaminação de um caso, é possível identificar todas as pessoas que estiveram na sala de espera junto com o contaminado. 

“Se o software estiver integrado na rede pública, é possível mapear os pontos de atendimento por onde o infectado passou e quem teve contato com ele”, informa.

Pinheiro reforça que a ideia é propagar o uso do sistema em todo o Brasil. 

“O sistema havia sido criado, inicialmente, em um formato de comercialização. Mas, a partir do aumento dos casos, sentimos a necessidade de adaptá-lo de uma maneira que pudesse ser usado, sem custos, nos hospitais e unidades de saúde. 

Nossa equipe repensou o software e conseguimos deixá-lo acessível na plataforma Web”, conta o executivo, que completa: “Todos os nossos esforços reforçam a nossa missão, que é criar soluções tecnológicas humanizadas para a área da saúde. Não poderíamos nos isentar nesse momento”.

Os hospitais e unidades de saúde que queiram utilizar o serviço gratuitamente podem acessar o site www.beeit.com.br ou entrar em contato com a empresa pelo whats App (51) 99792.7516.

Atualmente, já foram confirmados mais de 485 mil casos de Covid-19 no mundo, com mais de 22 mil óbitos. O único continente não atingido é a Antártida. No Brasil, até o momento, há mais de 2,5 mil casos confirmados e 59 mortes.

Atualmente, a beeIT possui sede em Porto Alegre, Santa Catarina e Chile. 

A empresa está presente com suas soluções e produtos em mais de 40 hospitais no Brasil e no exterior, sendo que, destes, quatro aparecem no ranking dos Melhores Hospitais da América Latina: Clinica Alemana (CH) – 2º lugar; Hospital Infantil Sabará (SP) – 21º lugar, Hospital 9 de Julho (SP) – 37º lugar e Hospital Brasília (DF) – 47º lugar. Em janeiro, esse número aumenta para seis, com a entrada no Hospital de Méderi – 32º lugar e Clínica Marly – 50º lugar, ambos na Colômbia.

quarta-feira, 25 de março de 2020

Comandante do Exército diz que coronavírus é ‘a missão mais importante de sua geração’. Mais uma autoridade em descompasso com Bolsonaro



O comandante do Exército brasileiro, general Edson Pujol, afirmou nesta terça-feira, 24, em vídeo distribuído pela corporação, que a crise do coronavírus “talvez seja a missão mais importante de nossa geração”. 

“Vivemos o enfrentamento de uma pandemia que exige a união de todos nós brasileiros. O momento é de cuidado e de prevenção, mas também de muita ação por parte do Exército brasileiro”, afirmou o general. 

O pronunciamento, que durou 4 minutos e teve mais de 40 mil visualizações em duas horas, mostra a gravidade com que o tema está sendo tratado pela Força e contrasta com as declarações e pronunciamentos feitos pelo presidente Jair Bolsonaro, que insiste em chamar a covid-19 de “gripezinha”.

O Exército participará da operação conjunta concebida pelo Ministério da Defesa por meio do Estado Maior das Forças Armadas. Foram estabelecidos dez comandos conjuntos, que dividem o País. 

Oito deles estarão a cargo de generais do Exército e dois de almirantes – Natal e Salvador. Hoje, tropas do Exército saíram às ruas em Vitória (ES) a pedido da prefeitura da cidade para auxiliar as forças de segurança locais a conscientizar a população a permanecer em casa. 

O motivo da atuação é que o caráter coercitivo do Exército é muito maior do que o de uma guarda municipal para mandar as pessoas saírem das ruas.

“Após rápido e minucioso exame da situação, que se mostra extremamente dinâmica, diretrizes foram expedidas pelo Comando do Exército e, em nível setorial, pelo Comando de Operações Terrestres, pelo Departamento de Pessoal e pelo Departamento de Educação e Cultura”, afirmou Pujol. 

No caso das escolas militares, só as que funcionam em regime de internato continuam com aulas, as demais estão com ensino a distância.

A mensagem do comandante foi gravada antes do pronunciamento presidencial e sem que Pujol soubesse o que Bolsonaro ia falar na TV à noite, quando voltou a desprezar a pandemia e seus efeitos. 

Até a noite desta terça, a covid-19 já havia deixado 46 mortos no Brasil e infectado ao menos 2.201 pessoas. 

“Uma de nossas responsabilidades com a Nação nesse momento de crise é que nossa tropa deve manter a capacidade operacional para enfrentar o desafio e fazer a diferença. Talvez seja a missão mais importante de nossa geração.”

De acordo com Pujol, estão ainda sendo tomadas medidas para proteger a saúde dos militares. 

“Os integrantes do sistema de saúde são os nossos combatentes da linha de frente. Esses profissionais estão dando exemplo de coragem e comprometimento contra a doença”. 

O comandante também se dirigiu à reserva e aos familiares de militares. “Contamos com a ajuda de todos. 

O momento exige união e organização, cuidado especial com a nossa saúde e com a dos que nos cercam para que possamos superar mais este desafio.”
Por fim, o general deixou claro que o Exército estará preparado para garantir a ordem caso seja necessário. 

“O braço forte atuará se for necessário. E a mão amiga estará mais estendida do que nunca aos nossos irmãos brasileiros. Se a nossa Pátria amada está sendo ameaçada, lutaremos sem temor”, concluiu o comandante.

Dos militares que vão comandar as ações contra a doença, sete serão os comandantes de área. 

Assim, em São Paulo, esse posto caberá ao comandante militar do Sudeste. 

A exceção será no Nordeste, pois a região foi dividida em três. Ali haverá três comandos, dois da Marinha e um do Exército. Outras estruturas do Exército serão mobilizadas.

Os cenários com os quais a Força e o Ministério da Defesa estão trabalhando contemplam a pertubação da ordem durante a pandemia. Eles foram traçados pela área de inteligência das Forças Armadas. 

O Exército espera atuar apenas como “mão amiga” de Estados e municípios, mas estará preparado para ser o braço forte, uma alusão ao seu lema, para impor a ordem. 

O plano de mobilização para a crise está a cargo do Ministério da Defesa. 

Dentro desse esforço, o Exército está se preparando para cuidar de doentes e atuar no transporte de materiais, suprimentos e equipamentos, em apoio logístico às autoridades civis.

Com texto do Estadão 

Merkel vai à TV e convoca guerra ao vírus. Quem tem razão? a chanceler alemã ou o presidente do Brasil ? Alguém está equivocado


Em pronunciamento, Caiado rompe com Bolsonaro e diz que não é gripezinha e não se deve receitar cloratina na porta do palácio



O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), fez pronunciamento (íntegra do pronunciamento) na manhã desta quarta-feira (25) e rebateu as colocações feitas pelo presidente da República, Jair Bolsonaro (Sem Partido) na noite de terça (24). 

Caiado disse que se tiver de tomar alguma medida junto ao governo federal, buscará o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Congresso Nacional. O governador rechaçou Bolsonaro pelo fato de não ter consideração com aliados.

Ronaldo Caiado disse que cada um precisa assumir a sua responsabilidade e reconhecer seus erros. 

O governador relatou que não há condições de concordar com as afirmações do presidente da República. 

 “Como médico e governador não posso concordar com um presidente não tem consideração com seus aliados”, destacou o governador de Goiás. O Chefe do Executivo goiano disse que foi aliado de “primeira hora”, mas que não pode admitir tal situação.

O governador disse que as colocações do presidente causam a ele indignação. Para ele, Jair minimizou o problema utilizando termos como “um resfriadinho, uma gripezinha”, para se referir ao vírus que causou pandemia, reconhecida pela grande maioria dos países do globo. 

Ronaldo Caiado declarou que as afirmações “causam indignação e que tem ‘orgulho de ser médico'”.

Caiado diz que conversará com Bolsonaro apenas por comunicados oficiais. O governador declarou que esta foi uma decisão pessoal dele e nem mesmo chegou a conversar com os familiares mais próximos sobre o assunto. 

“Conversei longamente com a minha consciência, a noite toda. Com a minha responsabilidade. Esta é a minha grande. Meu familiares mais próximos não sabiam”, afirmou o governador.
Saúde

O governador relatou que não atenderá o Governo Federal no que se refere ao combate do coronavírus e que em Goiás seguirá as recomendações feitas pela Organização Mundial da Saúde.

 “As decisões do presidente da República no que tange ao coronavírus, não alcançam o estado de Goiás. As decisões serão lavradas por mim, baseadas nas recomendações da Organização Mundial de Saúde”, relatou.

Caiado insistiu por várias vezes que o decreto dele vai prevalecer em Goiás. “Os líderes têm que saber se pronunciar neste momento”, reforçou o governador.

O governador detalhou que é um homem de posição firme, mas sempre se submeteu a vontade da maioria. 

Ele argumentou que nenhuma medida foi tomada que não fosse bastante discutida com a comunidade cientifica e interagindo com a área médica, incluindo médicos da China e Itália.

Caiado relatou que saberá “modular, calibrar, corretamente as decisões que precisam ser tomadas”.

Regime de Recuperação Fiscal (RRF)

Questionado pelo Mais Goiás sobre as consequências da posição dele para ingresso no Regime de Recuperação Fiscal (RRF), o governador relatou que até hoje não houve nenhuma solução prática dada ao Estado pelo Governo Federal e que Goiás está sobrevivendo por meio de liminares concedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). 

“Saberei eu ter condições para continuar buscando soluções junto ao Supremo Tribunal Federal”, completou o governador Ronaldo Caiado.

Outros atores políticos

Questionado se conversou com outros governadores a respeito da posição dele, Ronaldo Caiado disse que não, reforçou que se trata de uma atitude pessoal. 

Questionado sobre a possível saída do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta que também é do DEM, Caiado resumiu dizendo que não falará sobre a posição dos outros.

Economia x Saúde

O governador disse que pode aliar a questão econômica com a Saúde das pessoas, mas que “cabe ao líder saber conduzir o seu povo, criar condições para minorar as dificuldades. Teremos sim dificuldades sociais”, relatou. 

Ele destacou que não cabe jogar a responsabilidade “sobre governadores, não cabe a mim jogar a responsabilidade sobre os prefeitos”, destacou.

Caiado disse que não me vai se acovardar diante desse momento. Mas que o situação exige de um líder humildade, mas também a serenidade que a crise exige. Ele argumentou que para um líder, “a ignorância não é uma virtude”.
Repercussão

Enquanto Caiado concedia a coletiva, teve início,, ao vivo, uma mobilização digital de apoiadores do presidente contra o governador. 

Mas Ronaldo não parou de tecer críticas ao comportamento de Jair Bolsonaro, sobretudo, quando este defendeu o uso do medicamento cloroquina para o tratamento da Covid-19. 

O remédio ainda não foi atestado cientificamente, mas consumo gerado em base de boatos provocou desabastecimento para quem realmente precisa da medicação. Invocando a condição de médico, o governador defendeu as medidas de isolamento social para diminuir a evolução da doença.

Com texto de Tainá Borela/Mais Goiás


terça-feira, 24 de março de 2020

Político de peso: Jesus Côrtes é considerado um dos melhores prefeito de Campos Belos (GO), desde sua criação. Foi vereador por duas vezes e vice-prefeito de Ranufo

Década de 70: Jesus e seus secretários - Brasibal e Zé Januário 

A lenda: Jesus Côrtes de Brito, aos 91 anos

Por Jefferson Victor, 

Morreu neste domingo(22), aos 91 anos, em Caldas Novas (GO), o ex-prefeito de Campos Belos (GO), Jesus Côrtes de Brito.

Ele fez uma das mais brilhantes administrações e que até hoje suas realizações contemplam a comunidade local e até mesmo a região.

A causa morte foi insuficiência renal e falência múltiplas dos órgãos, isso tudo, devido a um câncer que aos poucos foi minando sua resistência por 10 sofridos anos, o que lhe prendeu a uma sala de hemodiálise, até que essa interferência já não foi mais possível em virtude do seu estado de saúde.

Por volta de 1955 conheceu dona Helena, filha de seu Elpidio e de dona Zumira, ambos já falecidos.


Com ela teve sete filhos: Orsom Mardem e Jesus Carlos , ex-vereadores de Campos Belos, Marcus Aurélio, ex-vereador de Caldas Novas e atual assessor parlamentar da deputada Magda Mofato; Mércia Cristiane, Claudiane Alves de Brito, Claudiene Alves (in memorian), e Claudivânia Alves de Brito.

De outros dois relacionamentos nasceram: Julio Cesar (in memorian), Paulo Roberto F. de Brito, ex-prefeito de Cachoeira Dourada (GO), Marcia Fernandes de Brito, José Godoy Jesus, Isabela Estrela de Brito e Marys Ohane de Brito.

Nascido no Maranhão, Jesus morou inicialmente em Niquelândia (GO), Arraias (TO) e em seguida mudou-se para Campos Belos (GO) onde iniciou a sua brilhante carreira como político. 


E diga-se, um político de peso, com "P" maiúsculo. 

Foi vereador por dois mandatos, presidente da Câmara, foi vice-prefeito de Ranulfo Cordeiro e prefeito de Campos Belos no período de 1973 a 1977.

Homem do bem, honesto e muito honrado, pegou um tempo de imensa dificuldade. O município tinha uma população de cerca de três mil pessoas, com muitas dificuldades de abastecimento de água, luz. Faltava emprego, escolas de qualidade e uma absurda deficiência na área de saúde.

Os casos mais graves eram encaminhados para Taguatinga, hoje Tocantins, e principalmente acesso aos grandes centros. Ele governou em uma das piores épocas, quando o nordeste de Goiás era denominada de corredor da miséria.

Era um período de muitas dificuldades e ainda concorria com Arraias, que tinha maior representação política. 


As obras necessárias ao desenvolvimento prioritariamente eram direcionadas ao município de Arraias, mas por questão de localização estratégica, importantes obras foram implantadas em Campos Belos, sob sua administração.

Em 1973 veio o Consórcio Rodoviário Intermunicipal (Crisa), órgão de suma importância para toda região. Com ele Campos Belos e municípios vizinhos puderam encascalhar suas ruas, as quais, antes, formavam enormes atoleiros dentro das cidades e prejudicava a circulação dos poucos carros daquele tempo.

Além disso, passou a conservar as estradas da região, passou a ter socorro em trechos com atoleiros. Às vezes uma viagem até Brasília durava dias e com a chegada do Crisa, essas viagens passaram a ter duração dentro da normalidade.

Outra importante construção de Jesus Côrtes foi a Casego, o que permitiu que grandes produtores pudessem armazenar suas colheitas, e com isto houve um crescimento significativo da produção de grãos na região.


Implantou o Hospital Regional 

Naquela época, havia a liberação de um hospital regional que seria implantado em São Domingos. 


Mas Jesus agiu rápido e com a ajuda do então deputado federal Resende Monteiro, e do então deputado estadual Coronel Pereira, conseguiu junto ao governo de Goiás a transferência para o município de Campos Belos.

A ação levou a uma pequena crise e desconforto ao prefeito Rosendo, de São Domingos, que havia perdido o Consorcio e também essa importante obra.

O Colégio Polivalente, até hoje o mais importante da região, foi implantado na administração de Jesus. 


O prédio ficou pronto, porém sua inauguração aconteceu já não no governo do seu sucessor, Domingos Cardoso.

A Saneago, a merenda escolar, o atual Aeroporto também foram implantados em seu mandato.


Jesus fez uma administração humanizada, distribuiu lotes para as pessoas necessitadas, e isto causou alguns conflitos políticos, vez que pessoas com alto poder aquisitivo queriam ser contemplados. Mas o fato de não serem atendidos rendeu muitos desafetos.

Após a conclusão de seu mandato, o prefeito de Arraias, Rivalino Teixeira, ofereceu a Jesus uma casa mobiliada para ele voltar para Arraias.


Jesus Côrtes preferiu continuar em Campos Belos onde construiu sua vida e sua família. 

Não houve espaço para homenagens 

Devido às proibições por conta do coronavirus, não houve velório, seu corpo saiu do IML direto para o cemitério local, onde foi sepultado na tarde de ontem, dia 23 de março.

A família informa que o corpo não foi removido para Campos Belos em função das proibições.

Externamos à família os nossos mais sinceros sentimentos, pedindo ao bom Deus que console cada um neste momento de muita dor.

A família perde um grande pai, avô e marido. Campos Belos perde uma lenda.

Vídeo do Dia: Exército faz desinfecção da Rodoviária do Plano Piloto, em Brasília


Prefeitos não podem fechar acesso aos municípios, diz MP. Ação é contrária à Constituição Federal




Ministério Público (MP) emitiu uma nota técnica na sexta-feira passada (20) sobre o fechamento de acessos a municípios a pessoas não residentes por prefeituras, como forma de evitar a disseminação do coronavírus.

Segundo o Ministério Público de Goiás, o documento será encaminhado a todos os prefeitos informando que, mesmo com decretos de emergência ou calamidade pública, os bloqueios não encontram amparo legal. 

A instituição sustenta que, em situações como a vivenciada em razão da covid-19, “medidas radicais de vedação de ingresso de não residentes em municípios e de proibição indiscriminada de circulação, sem embasamento técnico adequado, são proibidas e contrárias à Constituição Federal.

Essas medidas limitam sem justificativa os direitos fundamentais inscritos nos artigos 5º, inciso XV (é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens;).


O MP também lembra que “não se pode impedir a circulação de alimentos, medicamentos e outros produtos essenciais; o transporte de pacientes para atendimento médico; a circulação de pessoas próximas à sua residência para a realização de atividades urgentes, por exemplo”. 

Explica que a atuação dos municípios é limitada: “Não cabe ao ente local impedir o acesso de pessoas não residentes a seu território, nem proibir genericamente a circulação”.

O documento aponta, ainda, que “o fechamento das entradas e saídas das cidades sem a autorização expressa do Ministério da Saúde extravasa a finalidade indicada na Lei nº 13.979/2020 para a adoção de medidas restritivas de direitos, qual seja, a prevenção da expansão comunitária da contaminação pelo novo coronavírus e o tratamento dos casos individuais de contaminação. 

O bloqueio desconsidera a necessidade de atuação organizada e em conjunto com os demais entes federativos, sob a orientação final da União, nos termos da Portaria n.º 188/2020 do Ministério da Saúde”.

Bolsonaro faz reunião com governadores da região Sul e afirma que governo federal já liberou mais de R$ 600 bilhões para combater a pandemia



Por Dinomar Miranda,

O presidente Jair Bolsonaro se reuniu nesta terça-feira (24), via videoconferência, com os governadores da Região Sul do país.

Pelo Twitter, Bolsonaro disse que o ministro Tarcísio expôs a preocupação real de desabastecimento devido a medidas descoordenadas tomadas por alguns estados e municípios e que era a logística de transportes no Brasil deve e precisa ser compreendida para distribuição de kits dos mais de 10.000.000 de kits iniciais para testes do covid-19.

Ele também afirmou que, já passada a fase de coordenação, é preciso que sigam os acordos e orientações segundo as regras da Constituição, protegendo os grupos de risco e seguindo a continuidade da vida normal, sem alarmismos.

"Novidades práticas diárias no enfrentamento ao coronavirus, como por exemplo, a descoberta de que um ventilador de oxigênio pode ser usado para quatro pacientes ao mesmo tempo", afirmou.

Bolsonaro voltou a dizer que uma Nova Portaria do Ministério da Saúde, de 24/03, foi publicado hoje (23) liberando mais recursos para estados e municípios e que nesta quarta (25), vai haver reunião entre secretários de saúde de todo Brasil com o Ministro da Saúde, para direcionamentos conjuntos, diante de mais uma fase da evolução do enfrentamento ao covid-19.

"Já são quase R$ 600 bilhões de recursos do Governo Federal para o enfrentamento ao covid-19", disse Bolsonaro.

Jovem saudável, de 26 anos, morre no Rio de Janeiro em decorrência do coronavirus


Um jovem músico de 26 anos faleceu no último sábado no Rio de Janeiro após apresentar sintomas parecidos com o da covid-19. 

O diagnóstico do rapaz veio tardiamente e a sua morte acendeu um alerta na cidade, já que ele não fazia parte do grupo de risco, segundo a sua mãe.

A engenheira de 54 anos contou que o filho começou a apresentar sintomas no dia 15 de março. Foi até o hospital alguns dias depois, foi medicado e dispensado. 

Ela até procurou laboratórios que fizessem o teste de detecção do coronavírus, mas não conseguiu agendar nada em nenhum dos locais.

Para ela, a falta de diagnóstico da covid-19 contribuiu para a morte do filho. "Acabei de cremar o corpo do meu caçula, um jovem saudável. 

A falta de diagnóstico levou meu filho. Se tivesse antes a confirmação da infecção pelo coronavírus, talvez ele pudesse ser salvo", afirmou a engenheira ao site da Época.

De acordo com a mãe do músico, o filho estava em dia com a sua saúde e não apresentava doenças crônicas. No dia 15 de março, ele acordou sem apetite e com mal-estar. Mais tarde, apresentou febre de 38 graus.

Por quatro dias, o jovem se tratou em casa com analgésicos. Não vendo muita melhora, foi até o Hospital Badim, localizado na zona norte do Rio. Lá o rapaz recebeu medicação e foi liberado. 

No sábado (21), o seu quadro piorou. Ele voltou ao hospital, foi entubado e passou a respirar com ajuda de aparelhos. Ele faleceu após uma parada cardíaca.

"Meu filho não estava no chamado grupo de risco. Não fumava. Na primeira vez que deu entrada no hospital, foi vista uma mancha pequena no pulmão. Na segunda, ele já estava com 50% da capacidade respiratória comprometida", contou a engenheira à reportagem.

O Hospital Badim afirmou para o site da Época que todos os esforços para salvar o paciente foram feitos e que o exame para a detecção do vírus foi realizado no último sábado. 

Antes disso, o quadro do jovem já estava sendo considerado suspeito para a doença.

Um amigo do jovem, segundo o site Extra, afirmou que ele chegou a reclamar principalmente de falta de ar. 

A última postagem pública do músico em uma rede social foi justamente um pedido para que as pessoas ficassem em suas casas como forma de combater a propagação do novo vírus.

Fonte: Jornal Extra (RJ) 

segunda-feira, 23 de março de 2020

“Essa epidemia simplesmente não existe”, diz Olavo de Carvalho sobre coronavírus. Ele tem 72 anos e está no grupo de risco



O escritor Olavo de Carvalho, “guru” da família Bolsonaro, afirmou em uma transmissão ao vivo no Youtube neste domingo (22) que não há nenhum caso confirmado de morte por coronavírus no mundo. 

Segundo ele, a epidemia seria “a mais vasta manipulação de opinião pública que já aconteceu na história humana”.

“Você não tem um único caso confirmado de morte por coronavírus”, disse Olavo. 

“Para confirmar, você precisa fazer o exame de cada órgão do falecido, e onde que fizeram isso? 

Nunca fizeram nenhum. É a mais vasta manipulação de opinião pública que já aconteceu na história humana. Parece coisa de ficção científica. 

A experiência de 72 anos de vida me mostra que em geral a verdade é inverossímil. 

O que as pessoas esperam que aconteça não acontece e o que acontece é o que elas não esperavam, então elas não acreditam que está acontecendo.”

De acordo com o Ministério da Saúde, só no Brasil foram registradas 25 mortes e 1.546 casos confirmados da doença. 

Já a Organização Mundial da Saúde (OMS), contabiliza mais de 294 mil casos no mundo e mais de 12.784 mortes.

Fonte: Revista Isto É

Assista ao vídeo

É sério isso? “Brasil não pode parar por 5 ou 7 mil mortes”, diz dono do Madero


O empresário Junior Durski, dono dos restaurantes da rede Madero, afirmou em um vídeo publicado na sua conta do Instagram que o país não pode parar "por cinco ou sete mil mortes". 


Para ele, "pior é o que já acontece no país". Durski afirmou que os danos econômicos serão maiores do que as mortes que o vírus pode causar.“O país não aguenta, não pode parar dessa maneira. 

As pessoas têm que produzir e trabalhar. Não podemos [parar] por conta de cinco ou sete mil pessoas que vão morrer. 

Isso é grave, mas as consequências que vamos ter economicamente no futuro vão ser muito maiores do que as pessoas que vão morrer agora com o coronavírus”, disse o empresário.

Durski afirmou que "em 2018 morreram mais de 57 mil pessoas assassinadas no Brasil, morreram mais de seis mil pessoas por desnutrição, por fome no Brasil", em uma tentativa de justificar seu posicionamento, sem, no entanto, ressaltar que se o cenário se repetisse identicamente em 2020, seriam essas mortes somadas às mortes por coronavírus.

Para o empresário, que é sócio de Luciano Huck e apoiador de Jair Bolsonaro, "não podem simplesmente os infectologistas decidirem que tem que todo mundo parar, independente das consequências gravíssimas que a economia no Brasil vai ter".

O pensamento do empresário vai ao encontro do que tem dito Jair Bolsonaro. Para o presidente, está havendo uma "histeria" por parte da mídia. 

Na última semana o chefe do Executivo chamou o coronavírus, que já matou 16.284 pessoas em todo mundo, de uma "gripezinha". 

Bolsonaro também tem, constantemente, criticado os governadores estaduais que estão tomando medidas aos moldes do que é aconselhado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), e restringido as aglomerações.

Com texto do Congresso em Foco

Assista ao vídeo

Boletim Covid-19 - Campos Belos (GO)

Boletim das 19h30, de 23 Mar 2020

Morre o ex-prefeito de Campos Belos (GO) Jesus Côrtes de Brito




Morreu na noite deste domingo (22), o ex-prefeito de Campos Belos (GO) Jesus Côrtes de Brito, aos 91 anos. 

Jesus Brito já vinha muito adoentado. 

Ele morava com a família na cidade da Caldas Novas (GO) e era paciente renal crônico, dependente de uma máquina, assim como o pecuarista José de Sousa, que morreu na semana passada e do qual eram muito amigo.

É mais uma autoridade histórica da cidade que parte e mais um doente renal crônico que morre sem ter sido assistido nos momentos mais difíceis de sua vida por uma clínica de hemodiálise em sua terra natal. 

Ele sepultado nesta segunda-feira (23) em Caldas Novas, com a presença e o carinho de sua enorme família de amigos. 

O ativista social e colaborador Jefferson Victor já está produzindo um texto mais completo e histórico para homenagear o saudoso prefeito Jesus Brito.

A Câmara Municipal de Campos Belos se manifestou hoje (23) sobre a irreparável perda. 

"A Câmara Municipal de Campos Belos vem a público registrar nota de pesar pelo falecimento do Senhor Jesus Côrtes de Brito ex - Prefeito de Campos Belos.

Fica o reconhecimento do Legislativo Municipal pelo homem público correto, íntegro e humano, que na oportunidade que Governou nosso município o fez alavancando o crescimento e o desenvolvimento da nossa comunidade com ações primordiais para o nosso progresso. 


Campos Belos será eternamente Agradecido. Câmara Municipal de Campos Belos. Assina o Vereador Presidente Gilberto Rodrigues de Brito."

Um dos filhos, Marco Aurélio Alves Brito, também político e um dos secretários municipais do Eduardo Terra foi às redes sociais para falar do pai.

"Meus queridos amigos, com muito pesar informo o falecimento de nosso Patriarca, Jesus Côrtes de Brito, homem probo, de poucas posses e de um caráter invejável, partiu para o Oriente Eterno nos deixando um legado enorme.


Neste momento de isolamento social, haveremos de respeitar e nos cuidar, ainda assim espero que lembrem do estadista e político sério, nos enviando boas vibrações para que possamos passar por esse momento de dor profunda com altivez e sabedoria, é o que ele acreditava e com certeza esperava de nós", escreveu.

Já o cantor e compositor Defilardes disse da tristeza em perder tão ilustre homem e cidadão de Campos Belos.

"Que tristeza! Perda irreparável para seus filhos e à nós, Amigos dele e da família. Infelizmente não pude ve-lo ainda vivo. Meu apreço, consideração para com Jesus Cortes de Brito, era enorme.

Era um Homem bom, educado e de muita relevância para nossa terra Natal. Campos Belos estará de luto, pela partida desse ilustre homem, no sentido humano e político.

Vá com Deus meu amigo! fica aqui minha enorme tristeza, por ter ficado tão longos anos, sem revê-lo. Dedico aqui minhas condolências aos meus amigos, seus filhos: Marden, Paulo, e os demais", disse Desfilardes.