sábado, 25 de janeiro de 2020

De Campos Belos (GO): Após fazer o 1º gol do Paulistão, agora no Novorizontino (SP), Higor Leite sonha alto



O sobrenome Leite e a posição em campo são indícios de que Higor, atleta do Novorizontino, tem raízes fortes do futebol. 


Primo de Kaká, o meio-campista ganhou um destaque a mais na última quarta-feira (22) ao fazer o primeiro gol do Campeonato Paulista.

Marcado por um parentesco que não raro coloca pressão sobre seu futebol, Higor prefere minimizar a ligação com o ex-meia de São Paulo, Milan, Orlando City e seleção brasileira, eleito o melhor jogador do mundo em 2007. E faz planos audaciosos para o Novorizontino no Estadual.

"Espero fazer história no Novorizontino. É um clube que já vem fazendo campanhas muito boas no Paulista. 

Esse ano temos o objetivo de chegar mais longe, vamos seguir de jogo a jogo com os pés no chão para alcançar nossos objetivos", disse o meia em entrevista ao UOL Esporte.

E que tal fazer também o último gol do Paulistão, em uma decisão? "Tudo pode acontecer. Por que não sonhar com esse gol? 

Tem muito campeonato ainda, vamos pensar jogo a jogo, a mentalidade tem que ser de final a cada jogo porque é um campeonato que não pode errar", acrescentou Higor, que tem passagens por Fluminense, Volta Redonda, Criciúma e Londrina, entre outros clubes.

O primeiro gol do Campeonato Paulista de 2020 saiu nos acréscimos do primeiro tempo do duelo entre Novorizontino e Oeste, no estádio Dr. Jorge Ismael de Biasi, em Novo Horizonte. O time da casa venceu por 2 a 0.

No lance, Higor, camisa 10 do Novorizontino, recebeu o cruzamento pela direita e mandou de cabeça para o gol. O camisa 1 do time de Barueri, Caíque França, ainda tentou defender, mas falhou feio e viu a bola passar entre suas pernas.

No segundo tempo, aos 34 minutos, Capixaba deu números finais à vitória aurinegra no primeiro jogo do Paulistão. Melhor para o time de Novo Horizonte, que somou seus três primeiros pontos no Paulistão.

E bom também para Higor Leite, feliz pela marca pessoal na partida de quarta-feira. "É uma sensação muito boa, de logo na estreia marcar gol. 

Só que o mais importante foi a vitória. Fiz o gol no momento certo do jogo, isso trouxe uma leveza a mais para nosso time", disse o jogador ao UOL Esporte.

Hoje (25), o Novorizontino volta a entrar em campo, enfrentando o Água Santa às 15h em Diadema. No clube, a missão é ir às quartas de final, na qual o clube marca presença todos os anos desde 2017. 

E para Higor Leite, é a chance de deixar uma boa impressão e - por que não? - sonhar alto.

Com texto da Agência Folha

sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

Arraias (TO): Sextas Musicais terá apresentação da Banda Filarmônica da UFT e do Coral do Câmpus



Acontece hoje, sexta-feira (24), às 20h, no auditório da Universidade Federal do Tocantins (UFT), Câmpus Arraias, o projeto Sextas Musicais. 

O evento é promovido pela Coordenação do Curso de Licenciatura em Educação do Campo da UFT e contará com a participação especial da Banda Filarmônica da UFT/Arraias e do Coral do Câmpus.

O coral conta com a regência do professor Waldir Pereira Da Silva, orientação da professora Aparecida de Jesus Pereira e alunos dos cursos de canto e instrumento (violão, teclado e flauta). 

Já a Banda Filarmônica faz parte do Projeto de extensão Oficina de Sopros, coordenado pela professora Ana Roseli Paes e terá regência do professor Rogério Santos, convidado para trabalhar com o grupo durante o Tempo Universidade (Janeiro/2020).

A banda é formada por dezoito alunos do curso de Educação do Campo, oriundos de diversas cidades como Natividade, Paranã, Arraias e São Valério, além de contar com a participação especial do subtenente Germano, da Banda da Polícia Militar de Arraias.

Sobre o que esperar do repertório da Banda Filarmônica, Santos explica, que este ano a proposta da Oficina é trabalhar com Hinos e Dobrados Brasileiros: “um rico e tradicional repertório, executado pelas bandas filarmônicas em todo o país”.

A entrada nas Sextas Musicais é gratuita e aberta à comunidade interna e externa à UFT.

Fonte: UFT

Polícia Civil prende suspeito de estupro de uma adolescente em Paranã (TO)


A Polícia Civil, por meio da equipe da 99ª Delegacia de Polícia (DP) de Paranã (TO), prendeu nesta última quarta-feira, 22, no município, um homem investigado pela possível autoria do crime de estupro de uma adolescente de 15 anos.

Segundo foi apurado pela Polícia Civil, no início de janeiro deste ano, o suspeito teria se aproveitado da confiança que tinha da família da vítima e teria cometido atos libidinosos com a adolescente, enquanto ela estava dormindo.

Durante o ato criminoso, a vítima teria acordado assustada com o comportamento do suspeito. 

E em seguida, ele teria sido surpreendido pela presença de outras pessoas da casa da vítima, vindo a empreender fuga do local. 

Conforme informações da Polícia Civil, o suspeito teria permanecido escondido em Goiânia (GO), mas recentemente teria retornado para Paranã, vindo a ser preso.

As investigações estão em fase final e serão concluídas dentro do prazo legal de 10 dias. 

O suspeito encontra-se preso da Cadeia Pública de Paranã.

Com informações do CT


Abusos sexuais não param e Cavalcante (G) pede socorro. Neste ano já houve dois casos, entre as vítimas, uma criança de 2 anos



Não se trata de um problema recente. 

Na edição de 15 de setembro passado, a reportagem do O Popular trazia, como principal notícia daquele domingo, um número capaz de dar contorno ao drama em Cavalcante, a cidade goiana com a maior taxa de estupro de vulnerável do Estado.

Sob a perspectiva de dados de 2017 a agosto de 2019 da Secretaria de Segurança Pública (SSP) de Goiás, o município exibia o maior índice por mil habitantes - 3,7 casos. 

Em Goiânia, a taxa é de 0,43.

As estatísticas levaram a uma mobilização popular, mas sem reflexo aparente nas estratégias para evitar o problema. 

Só neste ano, já foram registrados duas ocorrências de violência sexual: uma de estupro de vulnerável contra uma criança de 2 anos, outra tentativa contra uma adolescente de 16 anos.

Representantes de organizações de Cavalcante pediram audiência na SSP. As entidades classificam o encontro como um pedido de socorro.

Em nota, as autoridades de segurança pública reconheceram as dificuldades estruturais e de pessoal e, para o futuro, apontaram soluções que já estariam sendo encaminhadas.

É importante que se destaque a urgência de resposta ao problema, da qual depende a integridade de jovens.

Com informações de O Popular

Lentidão da Justiça: após mais de 20 anos do crime, júri dos acusados de matar ex-prefeito de Monte Alegre de Goiás é transferido para Goiânia


Após mais de 20 anos, os quatro acusados pelo homicídio do então prefeito de Monte Alegre de Goiás, José da Silva Almeida, conhecido como Zé da Covanca, devem ser julgados em Goiânia. 

O Ministério Público de Goiás (MPGO) havia pedido a transferência do júri de Campos Belos, no interior do Estado, comarca que engloba Monte Alegre, para a Capital, em razão de dúvidas acerca da imparcialidade de jurados, ante o poder intimidatório dos réus. 

O desaforamento foi deferido pela desembargadora Avelirdes Almeida P. de Lemos, do Tribunal e Justiça de Goiás (TJGO).

O crime ocorreu em agosto de 1999 e o júri designado para o dia 17 de agosto de 2016. 

Porém, o julgamento não foi realizado em razão do requerimento de desaforamento. 

Os representes do MP-GO alegaram que, dois dias antes do julgamento, receberam a informação de que componentes do corpo de jurados estariam sendo abordados por pessoas ligadas aos réus a fim de obter decisão absolutória.

Na ocasião, o juiz Eduardo Pio Mascarenhas da Silva decidiu pela suspensão do júri. 

“Em face de surgir dúvida sobre a imparcialidade dos jurados, tendo sido apresentadas provas, entendo por bem suspender o julgamento do feito, até que ocorra decisão por parte do Tribunal de Justiça”, frisou o juiz.

Na decisão de desaforamento, a desembargadora disse que o MP-GO assevera que persistem sérias dúvidas a respeito da imparcialidade dos jurados que irão compor o corpo o Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Campos Belos, em razão do pode de intimidação dos réus. 

Aliás, segundo a magistrada, tal poder já teria sido exercido, chegando ao ponto de os jurados serem intimidados antes da data de realização do júri.

Os acusados são Antônio Pereira Damasceno, ex-vice-prefeito de Monte Alegre e mandante do crime; Luís Carlos Medeiros, apontado como um dos executores; Floriano Barbo Neto, que foi presidente da Câmara de Vereadores do município e José Roberto Macedo Pinheiro, na época, cabo eleitoral do então vice-prefeito. 

Pelo crime, também foram acusadas outras três pessoas, sendo que uma morreu há cerca de dez anos em troca de tiros com a polícia e outros dois nunca foram localizados.

O Crime

De acordo com a denúncia, em agosto de 1999, os acusados mataram o ex-prefeito com três tiros em sua casa, localizada em Monte Alegre. 

Consta ainda que o crime foi articulado pelo então vice-prefeito, Antônio, e seu então cabo eleitoral José Roberto, que planejaram o assassinato com o propósito de proveito político. 

Ele foi morto em casa, com três tiros, na cabeça, nariz e pescoço.

Defesa

As defesas dos acusados não se opuseram ao pedido de desaforamento. 

Para Fabrício Póvoa, advogado e defensor de um dos acusados, “o somatório dessas circunstâncias leva a um fundado receio sobre a imparcialidade dos jurados e a consequente inidoneidade do julgamento, apto a justificar o desaforamento do feito, nos termos do artigo 427 do Código de Processo Penal (CPP)”.

O criminalista afirma que a questão do desaforamento do júri é matéria de ordem pública e a Constituição Federal (artigo 5º, inciso XXXVIII), ao reconhecer a instituição do júri, determina que seja assegurada a plenitude de defesa. 

“Nas hipóteses de persecução penal, é preciso que seja observada a igualdade entre as partes, prerrogativa que compõe e dá significado à cláusula do devido processo penal”, disse Póvoa, acrescentando que as alegações justificam a modificação da competência territorial.

Fabrício Póvoa esclareceu, ainda, que a soberania dos vereditos faz com que a decisão proferida pelos jurados goze de uma proteção maior quanto à possibilidade de alteração da sentença pelo segundo grau de jurisdição. 

Segundo ele, existe uma preocupação muito grande com o não comprometimento da íntima convicção do jurado. 

“O desaforamento tem essa finalidade. Se retira aquele caso lá daquela área que seria temerária do ponto de vista processual e se trás para uma área que seja neutra”, concluiu.

Com texto de  Wanessa Rodrigues, Rota Jurídica 

Veja aqui a decisão de desaforamento.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

Boa notícia: próximos 7 dias serão de chuvas intensas em Goiás



Os próximos sete dias serão de chuvas intensas em Goiás. 

De acordo com dados do Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo), da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), serão de 100 milímetros (mm) a 150 mm. 

Em algumas regiões a precipitação pode ser mais concentrada.

O gerente do Cimehgo, André Amorim, afirma que um corredor de umidade propicia a formação de tempestades no Estado. 

Somado ao período chuvoso, do verão, a probabilidade de precipitação para os próximos sete dias aumenta bastante. Ele explica que se trata de uma probabilidade, o que pode propiciar chuvas mais intensas em algumas regiões.

O Instituto Nacional de Meterologia (Inmet) também aponta para chuvas intensas, sobretudo para a região Centro-Norte do Estado. 

O instituto aponta chuva entre 30 e 60 mm/h ou 50 e 100 mm/dia, com ventos intensos, entre 60-100 km/h, principalmente entre esta quarta-feira (22) e sexta-feira (24). 

O alerta é de perigo. 

O Inmet orienta o cidadão a não se abrigar debaixo de árvores, pois há risco de queda e descargas elétricas, e não estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda. 

Se possível, em casa, desligue aparelhos elétricos e quadro geral de energia.

Fonte: Cimehgo

Em Arraias (TO), Bombeiros procuram idoso que desapareceu em área de mata na zona rural



Os bombeiros fazem buscas, nesta quarta-feira (22), por um idoso em uma área de mata na zona rural de Arraias, região sudeste do Tocantins. 


Segundo os militares, Euflasino Barbosa Ribeiro tem 60 anos e não é visto há cinco dias.

O homem, que é morador da região, foi visto na última sexta-feira (17) no assentamento Brejão. 


Os moradores chamaram a polícia e os bombeiros, que começaram as buscas nesta terça-feira (21). 

Os militares procuraram o idoso durante todo o dia, mas não encontraram pistas e encerraram as vistorias no fim da tarde.

O segundo dia de buscas começou no início da manhã. Até a última atualização desta reportagem o idoso não tinha sido localizado.


Com informações do G1

Estrutura falha de Segurança Pública e alto índice de estupro preocupam Cavalcante (GO)


A estrutura falha da Segurança Pública e o alto índice de estupros em Cavalcante (GO) motivaram representantes de organizações do município a pedir audiência com o secretário de Segurança Pública Rodney Miranda, o que aconteceu na última segunda-feira (20). 

Só no ano passado, foram 20 registros de estupro de vulnerável na cidade com 9.709 mil habitantes.

De 2017 a agosto de 2019, como mostrado em reportagem do O POPULAR de setembro do ano passado, a taxa do tipo de crime na cidade chegou a 3,7 casos por mil habitantes - o maior índice no Estado. Somado a isso, a cidade vive problemas estruturais no âmbito das polícias e do sistema prisional.

O presídio da cidade é gerido pela Polícia Militar (PM), e não pela Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP). 

Além disso, a unidade prisional, o batalhão da PM e a delegacia da Polícia Civil (PC) dividem um mesmo prédio. A situação era exatamente a mesma quando O POPULAR foi ao município, em setembro do ano passado, para falar sobre o alto índice de estupro de vulnerável.

A reunião na Secretaria de Segurança Pública de Goiás (SSP-GO) foi requisitada pelo Conselho de Segurança Comunitária e Defesa Social de Cavalcante, junto com a Cooperativa dos Garimpeiros da cidade, presidida por Marciana Kalunga, e o Centro de Cidadania Negra (Ceneg). 

Presidente do Conselho, Durval Cardoso diz que pediram um encontro na pasta para levar os problemas estruturais da Segurança Pública - citando o presídio e as condições das polícias. “Viemos praticamente fazer um pedido de socorro”, disse.

Durante a reunião, o defensor de Direitos Humanos da cidade e esposo da presidente da Coopergac, Joel Carvalho, falou sobre casos de estupro de vulnerável, pedindo uma atenção da SSP. 

Só neste ano, já foram registrados duas ocorrências de violência sexual, sendo uma de estupro de vulnerável contra uma criança de 2 anos. O outro registro foi tentativa de estupro contra uma adolescente de 16 anos.

Delegado da PC na cidade, George Aguiar Muniz, que está no município desde 2016, diz perceber a continuidade de um padrão na cidade quando se fala no alto índice de estupro de vulnerável - inclusive observando os registros deste ano.

Tanto a PC quanto a PM cuidam de Cavalcante e Teresina de Goiás, município de 3,5 mil habitantes a 23 quilômetros de distância. No caso da PC, além do delegado, a equipe possui um escrivão e um agente aposentado que atua como voluntário. 

De setembro do ano passado para cá, a delegacia perdeu um servidor, que era cedido pela Câmara dos Vereadores e atuava como escrivão. 

Com isso, a delegacia teve que eliminar o plantão dos fins de semana. Nesses casos, se houver prisão, PM precisa registrar em Campos Belos, a 139 quilômetros.

Além de um policial para vigiar os presos, a PM possui, na maior parte dos dias, uma equipe de dois policiais em uma viatura, atuando em Cavalcante e Teresina de Goiás. Em alguns dias há quatro policiais, em duas viaturas. Nas duas cidades, há povoados quilombolas Kalunga em regiões afastadas, lugares onde as polícias não conseguem ir com frequência.

A comandante da PM na cidade, sargento Landa Abreu, afirma que “não tem como negar que a situação é muito difícil”. 

“Imagina: como eu vou acompanhar uma comunidade distante, com estrada (de chão), sendo que eu conto com efetivo reduzido? Realmente, os acompanhamentos são feitos na medida das nossas condições”, disse,

Em setembro do ano passado, O POPULAR publicou reportagem mostrando o cenário de falhas estruturais no âmbito da Segurança Pública no município, mas não houve melhoria. 

Na época, a DGAP havia dito que havia uma previsão de a diretoria tomar conta da unidade prisional da cidade, mas o cenário se mantém o mesmo.

Após receber os representantes de Cavalcante, o secretário da SSP solicitou ao seu adjunto, Geraldo Scarpellini, que ouvisse as demandas do grupo. Em nota, a SSP informou que “todas as demandas foram protocoladas e as forças de segurança darão seguimento nas ações para atender solicitações”.

Em nota, a PC disse estar ciente das dificuldades estruturais em Cavalcante e que tem buscado soluções. 

Sobre o número de servidores, informou estar buscando ampliar a atuação da PC no local “por meio do exercício pontual de servidores de outras regionais, além de uma equipe fixa de Campos Belos”. 

A polícia disse, ainda, que tem negociado com o governo a realização de concurso para contratação de agentes e escrivães e que não há previsão de sede própria enquanto não aumentar o efetivo.

Em nota, a DGAP informa que está em fase de implantação no Estado a regionalização do sistema prisional, conforme a lei estadual 19.962, que normatiza o perfil das demandas para a construção de unidades. 

“A construção de uma nova Unidade Prisional demanda estudo prévio e essa necessidade de levantamento de dados não é diferente na cidade de Cavalcante”, afirmou o órgão.

Fonte: O Popular

Pedreiro de Campos Belos: GDF regulariza áreas em Planaltina, no Jardim Botânico e no Tororó



Depois de décadas de espera, moradores das quadras 3 e 4 de Arapoanga, em Planaltina, obtiveram aprovação do Governo do Distrito Federal (GDF) para regularização fundiária. 

O decreto do governador Ibaneis Rocha (MDB) que autoriza a legalização da área foi publicado nesta segunda-feira (20/1) no Diário Oficial do DF. 

Para moradores e entidades representativas, a novidade traz segurança jurídica, valorização e benefícios sociais. 

Outras regiões do DF, como Vicente Pires e Nova Colina (em Sobradinho), aguardam liberação semelhante.

O projeto urbanístico das quadras 3 e 4 de Arapoanga prevê a regularização de 828 lotes, com população estimada em 3.336 habitantes. 

O GDF também autorizou nesta segunda-feira (20/1), por decreto, regularização em duas áreas menores, uma no Belvedere Green (Jardim Botânico) e outra na Estância Del Rey (Setor Habitacional Tororó). 

Os três projetos são tocados por proprietários particulares, que, com a norma, darão entrada com o pedido de registro dos terrenos em cartório. 

No total, são 5.546 moradores beneficiados.

A região contemplada em Arapoanga é uma Área de Interesse Social (Aris). Com isso, os moradores não precisarão pagar pela Outorga Onerosa da Alteração de Uso. 

Ou seja, o valor cobrado para a regularização será feita apenas com base no espaço ocupado e não pelo tipo de construção. 

Apesar de a condução da etapa final ficar por conta dos proprietários, a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh) elaborou as diretrizes urbanísticas, a análise e a aprovação do projeto urbanístico e enviou o projeto para apreciação do Conselho de Planejamento Territorial e Urbano (Conplan).

Em novembro do ano passado, foi publicado decreto para a regularização de outra área em Arapoanga, as quadras 5 e 6. 

Nesse caso, foram 1.222 lotes, com população estimada em 4.032 pessoas. A legalização facilita obras de infraestrutura e melhorias nas localidades.

Avanço

Para a presidente da União dos Condomínios Horizontais e Associações de Moradores do DF (Única-DF), Junia Bittencourt, a autorização para que os moradores da região possam regularizar lotes traz cidadania.

“Arapoanga é quase uma cidade, beneficia milhares de pessoas e temos de imaginar que essa é a única forma para a população ter segurança jurídica, escritura, habite-se, poder vender ou até dar em garantia. 

É uma comunidade mista economicamente, mas com maior parte de baixa renda. Então, é de importância enorme para o local e um benefício social muito grande para a população”, avalia. “Também é importante para mitigar danos ambientais e urbanísticos.”

Ela destaca que outras regiões do Distrito Federal aguardam a mesma autorização. Junia cita Vicente Pires e Nova Colina, em Sobradinho, como os locais em que a expectativa é maior. 

“A grande espera fica em Vicente Pires, onde há 14 mil lotes. Essa área é de domínio da União; então, aguarda-se a assinatura de um convênio do governo federal com a Terracap para que o processo comece efetivamente”, comenta.Na próxima quarta-feira, a Única-DF tem reunião marcada com o presidente da Terracap, Izídio Santos Júnior. 

“Vamos tratar desse assunto e mencionar a necessidade desse convênio. Vicente Pires precisa ser regularizada o mais breve possível, também para que se resolvam os problemas de infraestrutura de lá”, ressalta.

Memória

Invasões e vendas ilegais

Localizada em Planaltina, a região do Arapoanga era uma extensa área vazia. A propriedade começou a ser ocupada irregularmente em 1992, quando donos e herdeiros da terra começaram a vendê-la sem aprovação de projetos urbanísticos e sem a emissão de licença ambiental. 

Como o processo correu de maneira ilegal, os moradores não puderam registrar os lotes em cartórios. 

Além das vendas sem autorização do governo, houve invasões. Desde 2009, o projeto de regularização fundiária tramitava no governo local.

Esperança de valorização

Para os moradores de Arapoanga, a possibilidade de regularização traz a esperança de que os lotes e a própria região se valorizem.

A expectativa é de que, depois de décadas, possam finalmente ter tranquilidade de que o espaço comprado há tantos anos de fato pertencem a eles.

O pedreiro José Dias da Silva, 57 anos, veio de Campos Belos (Goiás) para Brasília há mais de 30 anos.

Pagou aluguel em Planaltina, mas, quando soube da venda de um terreno de cerca de 200m² na Quadra 3 de Arapoanga, viu a oportunidade de construir a casa onde mora com a mulher e os três filhos, há 22 anos. “Aqui eu tive facilidade para adquirir o lote.

Pelo tempo em que construí o meu sobrado, essa regularização demorou, mas é uma coisa importante, porque vai trazer valorização”, acredita.A líder comunitária Carmem Lúcia de Assis, 59 anos, comemora a conquista de Arapoanga. “Tudo melhora depois disso.

Eu posso comparar a uma pessoa sem Certidão de Nascimento. Ela não é ninguém. Depois que tira, vira gente, tem CPF, identidade. Com a escritura, nós podemos fazer empréstimos, valorizar o que é nosso sem medo”, avalia.

A infraestrutura na região, segundo Carmem Lúcia, melhorou nos últimos anos, mas a esperança é de que, com mais setores legalizados, haja mais qualidade. “É uma valorização para o nosso próprio local.

Temos 90% daquilo que precisaríamos aqui, e esperamos agora ter mais. Quando vem a escritura, você tem segurança também de poder deixar algo para os que vão te suceder”, explica.

Autorização

Confira as regiões contempladas
pelos decretos publicados nesta segunda-feira (20/1):

Arapoanga, Etapa 3 —
Quadras 3 e 4, em Planaltina
População: 3.366
Lotes: 828

Belvedere Green,
no Jardim Botânico
População: 1.854
Lotes: 567

Estância Del Rey,
no Setor Habitacional Tororó
População: 326
Lotes: 98
Fonte: Correio Braziliense 

terça-feira, 21 de janeiro de 2020

Vice-governador apoia projeto para Goiás sediar Geoparque Mundial da Unesco. Oito municípios da Chapada dos Veadeiros seriam beneficiados


O Estado de Goiás pode ser o 2º Geoparque da Unesco no Brasil. 


Essa é a proposta da coordenadora do Curso de Geologia e professora da Universidade Federal de Goiás (UFG), Joana de Paula Sanchez. 

Na manhã desta terça-feira (21), a professora e o jornalista, estudante de geologia na UFG, Juca Vasconcelos estiveram com o vice-governador Lincoln Tejota para apresentar o projeto que insere Goiás na Rede Mundial de Geoparques da Unesco.

Nos últimos 10 anos, o turismo na Chapada dos Veadeiros cresceu 300%. Esse número representa o potencial gigante da região para o desenvolvimento do Estado de Goiás. 

Diante disso, a professora Joana Sanchez deu início ao projeto, junto com o Grupo de Pesquisa e Extensão em Patrimônio Geológico da UFG, para tornar o Parque Nacional em um dos Geoparques Mundiais da Unesco.

Oito municípios goianos seriam beneficiados com as estratégias de desenvolvimento socioeconômico regional: 

Alto Paraíso de Goiás, Campos Belos, Cavalcante, Colinas do Sul, Monte Alegre de Goiás, Nova Roma, São João D’Aliança e Teresina de Goiás.

O vice-governador acredita que o Governo de Goiás deve atuar para que a população encontre oportunidades de progredir nos municípios onde vivem. 

“A parceria com a UFG irá empoderar as ações do nosso governo. Estamos em sintonia. Temos um projeto de desenvolvimento para Goiás, com muita responsabilidade, assim como esse projeto dos geólogos da universidade federal”, afirmou Lincoln Tejota.

O objetivo de incorporar a Chapada dos Veadeiros à Rede Mundial de Geoparque é expandir o desenvolvimento, ao mesmo tempo em que garante a sustentabilidade e conservação do patrimônio geológico excepcional.

Uma das estratégias propostas pela professora Joana Sanchez é impulsionar atividades formativas e educativas em todos os níveis acadêmicos, relacionando as ciências da Terra e Meio Ambiente, para gerar consciência de questões essências para a humanidade.

“Eu acredito que é possível falar de desenvolvimento e sustentabilidade no mesmo projeto. 

O processo requer compromissos firmes e parcerias coesas. Vamos unir a expertise dos pesquisadores da UFG e o respaldo do Governo para que, além do desenvolvimento estratégico, possamos envolver toda a comunidade local na proteção do patrimônio geológico da Chapada dos Veadeiros”, afirmou o vice-governador.


Fonte e texto: Jota Eurípedes

Reestruturação da UEG reacende embate entre Caiado e Marconi. Campus de Campos Belos e Posse foram rebaixados e agora pertencem a Formosa (GO)


O projeto de reestruturação da Universidade Estadual de Goiás (UEG) reacendeu a troca de farpas entre o governador Ronaldo Caiado (DEM) e o ex-governador Marconi Perillo. 

O anúncio com as mudanças ocorreu na sexta-feira (17), em entrevista coletiva do reitor interino Rafael Borges, do secretário de Desenvolvimento Econômico (Sedi), Adriano da Rocha Lima e do governador Ronaldo Caiado.

Em suas justificativas para a mudança, o governo alegou que a UEG era “instrumento de terrorismo político” e acusou seu crescimento desordenado para atender pedidos políticos de lideranças do interior no período dos governos do PSDB.

No sábado, o ex-governador Marconi Perillo emitiu uma nota em resposta às mudanças e às críticas. 

Ele disse que a universidade “está entregue à própria sorte”, que a comunidade acadêmica “foi abandonada”; afirmou que cursos “são encerrados sem prévio aviso” e também criticou demissão de professores e servidores “de forma aleatória e sem qualquer estudo sobre o impacto de seus desligamentos sobre a vida acadêmica dos estudantes”. 

A reestruturação demitiu 1.469 servidores e professores temporários com contratos irregulares, 47% da equipe.

Antes da divulgação da nota, o governador Caiado participou de entrevista em Abadiânia, às 9 horas, onde lançou o programa Balcão do Cidadão, em parceria com os Correios. 

A entrevista foi apenas sobre o programa. A nota de Marconi foi divulgada no início da tarde. No evento em Nova Crixás, depois do almoço, o governador mudou o tom.

Caiado afirmou que está acostumado a “desmamar bezerrões”, em referência a programas do antigo governo, como o de incentivos fiscais, que para ele, eram destinados aos maiores municípios goianos em detrimento dos mais carentes e à implantação de unidades do Vapt Vupt apenas nos maiores municípios. 

Ele também voltou a se referir à situação fiscal do Estado, que teria sido “assaltado” pela corrupção por mais de 20 anos seguidos.

No domingo (19) o secretário Rocha Lima deu a resposta mais dura. Em um longo texto, ele respondeu diretamente à nota do ex-governador, mas não se limitou a falar apenas sobre a UEG. 

O secretário afirmou que o que chama de “nova universidade” nasce “sem o pecado da corrupção” que seria “um dos alicerces da gestão do ex-governador Marconi Perillo”.

Ele também tocou em um assunto que tem sido recorrente nas falas do governador Caiado, a venda da Celg D para a Enel. Rocha Lima disse que Goiás sabe que grande marca dos governos de Marconi “foi a dilapidação dos patrimônios goianos” e completou: “Infelizmente não chegamos ao governo a tempo de salvar a Celg e expor toda a falcatrua na empresa. 

Resultado? Marconi conseguiu deixar Goiás com umas das piores distribuidoras de energia elétrica. 

A população se revolta a cada dia que falta energia e se recorda do ‘engenheiro’ dessa venda: Marconi. Ele tentou fazer o mesmo com a Saneago, mas já encaminhamos um caminho virtuoso para a empresa. E agora fazemos o mesmo com a nova UEG.”

O último embate entre Caiado e Marconi ocorreu em agosto de 2019 e levou o ex-governador a propor seis ações na justiça em São Paulo, onde reside desde que perdeu as eleições em 2018, com pedidos de indenização por dados morais. 

As ações ocorreram depois de entrevistas de Caiado em Cidade Ocidental, em 18 de agosto, chamando Marconi de “canalha” e “chefe de quadrilha” e em Catalão, em 20 de agosto. A UEG é considerada por Marconi um dos legados de seu governo.

A reestruturação

A reforma na UEG reduziu o número de câmpus de 41 para 8 e transformou os demais em unidades universitárias. Criou os Institutos Acadêmicos de Educação e Licenciaturas, de Ciências da Saúde e Biológicas, de Ciências Tecnológicas, de Ciências Sociais Aplicadas e de Ciências Agrárias e Sustentabilidade para coordenar os cursos. 

Também mudou a formação do Conselho Superior Universitário (CSU), reduzindo sua composição de 72 para 42 membros.

Os oito câmpus foram divididos por região da seguinte forma: 

Norte, com sede em Uruaçu, para os municípios de São Miguel, Porangatu, Minaçu, Crixás e Niquelândia; Cora Coralina, na cidade de Goiás, para Itapurança, Jussara e Itaberaí; 

Leste, em São Luís de Montes Belos, com para a coordenação de Palmeiras de Goiás, Iporá e Sanclerlândia; 

Sudoeste, em Quirinópolis, para comandar as unidades de Santa Helena, Edéia, Jataí e Mineiros; Sudeste em Morrinhos para a coordenação de Caldas Novas, Ipameri, Pires do Rio e Itumbiara; 

Metropolitana, em Aparecida de Goiânia, com a gestão de Goiânia, Trindade, Inhumas e Senador Canedo e Câmpus Nordeste, em Formosa, para a comandar as unidades de Posse e Campos Belos.

O oitavo câmpus ficará na sede principal da UEG, em Anápolis, com a responsabilidade pelas unidades de Pirenópolis, Jaraguá, Goianésia, Ceres, Silvânia e Luziânia. 

No município ficam a reitoria, as três pró-reitorias e os cinco institutos acadêmicos. 

O reitor Rafael Borges informou que a eleição para seu substituto ocorrerá em novembro, quando acredita que a atual gestão terá concluído o processo de reestruturação.

Em entrevista à Sagres 730 nesta segunda-feira (20) o secretário Adriano Rocha Lima disse que agora a UEG vai passar por uma fase de transição, com mudanças na parte pedagógica e reestruturação de seu perfil.

Fonte: Sagres

Investimentos do Governo na área da segurança pública reduzem índices de crimes violentos e letais no Tocantins, diz Governo


A área da Segurança Pública obteve grandes avanços no ano de 2019. 

Isso em razão do Governo ter investido na aquisição de equipamentos, munições, inteligência, estrutura física e de pessoal nas polícias Militar e Civil, colocando em prática as metas prioritárias estabelecidas em seu Plano de Governo entregue à Justiça Eleitoral durante as eleições de 2018.

Em relação à meta Segurança Pública, o Governo conseguiu reduzir em aproximadamente 10% os Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs) registrados pelas forças de segurança no ano passado. Foram realizadas mais de 140 operações policiais e feitos mais de quatro mil autos de prisão em flagrante.

Os investimentos de mais de R$ 5 milhões na Polícia Civil também fortaleceu a área de inteligência e o combate ao crime, com a entrega de armamentos, munições, veículos, equipamentos de proteção, materiais administrativos, além da capacitação dos policiais.

O Governo inaugurou ainda a Central de Atendimento à Mulher 24h; a nova sede da 1º Divisão Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc); e os complexos de delegacias e unidades da polícia científica em Arraias e Dianópolis.

Foram criadas também a Diretoria de Repressão a Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco); a 1ª Delegacia Especializada de Repressão a Crimes de Menor Potencial Ofensivo (1ª Deimpo); a 8ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher e Vulnerável em Porto Nacional; 

além da implementação dos Conselhos Comunitários de Segurança (Conseg) e realização de Seminário Internacional da Polícia Comunitária.

O Governo também melhorou as condições de trabalho dos servidores e a estrutura da 2ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher; 

das Delegacias dos municípios de Chapada de Natividade, Santa Fé, Aragominas, Natividade, Conceição e Alvorada; além dos Complexos das Delegacias de Dianópolis, Colinas, Araguaína, Augustinópolis, e Araguatins.

Já a Polícia Científica apresentou resultados bastante positivos em 2019 com quase 20 mil atendimentos na área da Perícia Criminal; emissão de mais de 7.500 Carteiras de Identidades e mais de 9.600 atendimentos/exame de Lesão Corporal.

Além disso, ocorreram também as inaugurações do Laboratório de Genética Forense; do Núcleo do Instituto de Identificação em Taquaralto, Luzimangues, Taquaruçu e Araguaína; e do 3º Núcleo Regional do Instituto Médico Legal (IML) de Colinas do Tocantins. 

Os policiais também coletaram material biológico dos apenados por crimes hediondos e houve a implantaram o Programa de Agendamento e Atendimento (Papi) nas unidades do Instituto de Identificação.

Em relação à meta Polícia Militar, o Governo anunciou no ano passado a realização do concurso da corporação, que vai selecionar mais de mil policiais. Além disso, foram realizadas em 2019 mais de 50 grandes operações, além de mais de 800 operações descentralizadas que atenderam a população em datas específicas.

Também houve investimentos com aquisição de material e equipamentos; capacitações; promoções de policiais; e no Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd), que atende os 139 municípios do estado.

Sobre as atividades do Corpo de Bombeiros Militar (CBM), o Governo prepara para lançar ainda neste ano o concurso público da corporação.

Já na meta Cidadania e Justiça, o Governo realizou diversas capacitações para os servidores, além da aquisição de novos veículos de transporte, equipamentos de segurança, aparelhamento das unidades prisionais e criação do Grupo de Intervenção Rápida (GIR).

Outro destaque foi a assinatura do governador Mauro Carlesse na Medida Provisória (29) que instituiu o Fundo Rotativo, no âmbito da Secretaria da Cidadania e Justiça (Seciju), com o objetivo de fomentar o trabalho de reeducandos e socioeducandos nos estabelecimentos do Sistema Estadual de Atendimento Socioeducativo e Sistema Penitenciário e Prisional, garantindo-lhes recursos para a aquisição, transformação e revenda de mercadorias.

Policlínica de Campos Belos está no planejamento da Saúde, em 2020, diz secretário





Secretário da Saúde de Goiás, o médico Ismael Alexandrino diz que herdou R$ 728 milhões em dívidas da gestão passada. 

São recursos que deveriam ter sido pagos para as Organizações Sociais (OS) que gerem os hospitais estaduais, fornecedores de medicamentos e repasses para os municípios, que estavam atrasados há 13 meses no final de 2018.

Segundo as contas do secretário, somente com as OS restam ainda cerca de R$ 70 milhões a serem pagos. Parte da engenharia financeira para fazer os repasses passa pelo encontro de contas com as próprias organizações. 

O raciocínio é que, se elas não visam lucro, o lógico é que, no caso de superávit, o dinheiro volte aos cofres do governo estadual.

Com a gestão das contas, o secretário espera uma série de entregas para 2020. Entre elas, policlínicas e hospitais. “A regionalização, que é um dos pilares da gestão e está no plano de governo do governador Ronaldo Caiado (DEM), vai ser consolidada”, diz na entrevista que segue abaixo.

Rodrigo Hirose – O governador anunciou a inauguração da primeira policlínica em Posse. É uma estrutura que foi construída do zero? Qual tipo de atendimento será oferecido na unidade?

O projeto das policlínicas visa preencher uma lacuna no Estado tanto assistencial quanto regional. A saúde é dividida em três níveis: A atenção primária, que geralmente é atribuição do município, secundária e terciária. 

No nosso Estado nós temos a primária, cada município com a sua, temos a terciária com hospitais estaduais e alguns hospitais municipais mais restritos. Só que o nível secundário, que é o nível também especializado, mas ambulatorial, não existia. E fica um vácuo assistencial.

Do ponto de vista regional, está tudo concentrado na Região Metropolitana. Fizemos um planejamento para que cada região uma das 18 regiões de saúde, exceto a central, tenha uma policlínica inaugurada ao longo de todo o governo. 

A policlínica de Posse havia um esqueleto de uma estrutura, que é um projeto arquitetônico semelhante ao nosso, com alteração de cerca de 200 metros quadrados apenas. Aproveitamos esse projeto, alteramos o que seria necessário, introduzimos a ressonância nuclear magnética, que foi um pedido do governador.

Posse é muito distante. Era um local completamente desassistido. Você visita a cidade e pensa como as pessoas sobrevivem do ponto de vista de atenção a saúde, como se faz hemodiálise aqui? 

A pessoa entra em uma van, é transportada por seis horas para Formosa ou Goiânia, fica quatro horas conectada a uma máquina e depois retorna. Isso três vezes por semana.

 Qual o nível de vida, de dignidade e de cidadania esse cidadão tem? No dia que o morador está em casa, ele descansa para reiniciar o tratamento. É um dos procedimentos que passa a ser oferecido em Posse.

Programamos 19 especialidades médicas e seis especialidades não médicas com o intuito de preencher o vácuo assistencial que tem na região. 

Quanto mais especializado é o serviço, mais multiprofissional tem de ser. Nas especialidades não médicas temos a enfermagem, a psicologia – porque teremos psiquiatria, e há casos que são para um, outro ou para os dois -, a fisioterapia, a odontologia, a parte de assistência social, que é fundamental – tem muita coisa que não é orgânica, tem a ver com a inserção da família na sociedade, algum desarranjo, dificuldade financeira – e a fonoaudiologia.

Citarei algumas especialidades médicas, como a cardiologia. Boa parte da cardiológica, como, por exemplo, hipertensão mais simples se resolve na atenção primária. Nos casos não resolvidos, o paciente ficava em um hiato. Quando o caso complicava, o paciente ia para a UTI.

O que queremos é atender na cardiologia, nefrologia, endocrinologia, ortopedia, a parte de ginecologia, sobretudo com a prevenção do câncer de mama, do colo de útero, com um diagnóstico mais precoce para dar mais chances de cura. A psiquiatria, a pediatria.

Fizemos questão de colocar Médico de Família e Comunidade. A área técnica questionou se médico de família não seria área de atenção primária. É. 

Só que se você não coloca um médico de família na unidade especializada, o paciente sai para tratar da cardiologia, é compensado, gosta tanto daquele atendimento que não volta para a atenção primária. Chamamos de efeito velcro.

Todo paciente que passar por alguma especialidade é encaminhado no final para o médico de família em comunidade, volta para sua estrutura municipal para ser acompanhado pela equipe de saúde da família. Também teremos otorrino, a parte de oftalmologia. 

Hoje mesmo recebi as fotos do equipamento de oftalmologia. Cada coisa que chega ficamos felizes ao ver a concretização do programa.

Outra especialidade oferecida é neurologia. É uma miríade de especialidades que era impensável de ter. Isso ocorrerá em Posse e em inúmeras outras cidades.

Rodrigo Hirose – O mesmo modelo será levado para as outras 16 unidades?
São outras 16 unidades, com algumas peculiaridades. A estrutura é muito similar. Seis terão estruturas praticamente idênticas. 

Dez terão estrutura idênticas e uma um pouco diferente. Algumas serão meramente clínicas, outras mistas entre clínico e cirúrgico e outras com perfil cirúrgico, com duas salas de cirurgia para fazer operações menores, que não precisam ser feitas em hospital.

A única unidade que terá ressonância é a de Posse. As demais vão até tomografia. Estamos falando de tudo de exame complementar em diagnóstico de exame e imagem: 

raio-X digital, mamografia, ultrassonografia, densitometria óssea, tomografia computadorizada, endoscopia, colonoscopia, todos os exames oftalmológicos, audiometria. É um pool significativo de exames que o médico terá à disposição.

Na parte de cardiologia teremos o ecocardiograma, teste ergométrico de esforço, esteira, Mapa [Monitorização ambulatorial de pressão arterial] e Holter. E na parte de laboratório todos os exames necessários. 

De fato dará uma resolutividade de diagnóstico e de tratamento muito robusta, muito diferente da realidade atual.

Rodrigo Hirose – Qual será a capacidade de atendimento quando toda a rede estiver pronta? Qual será o impacto na prática da chamada ambulancioterapia?
O impacto será diminuir muito essa prática da ambulancioterapia a medida em que as policlínicas forem construídas e estruturadas. A unidade de Posse, que está no Nordeste do Estado, no início será a única da região. A abrangência será em torno de 1,3 milhão de pessoas com as regiões Nordeste 1, Nordeste 2 e Entorno Norte.

Depois que a segunda unidade for para a região, tudo indica que será a cidade de Campos Belos, essa população já é um pouco dividida. A unidade de Campos Belos só não terá ressonância. Quando vamos um pouco para o Norte e chegamos em Porangatu…

Rodrigo Hirose – Esse é o cronograma inicial de instalação das policlínicas?
O cronograma inicial é Posse, Goianésia, Quirinópolis, Formosa, São Luís de Montes Belos e cidade de Goiás. Mas as demais, que ainda não foram anunciadas, provavelmente serão Campos Belos e Porangatu. São duas cidades que estão praticamente definidas. Pegamos a faixa Norte completa e assistimos o Estado com especialidade, diagnóstico e terapêutica.

Qual o impacto disso na ambulancioterapia? O paciente da cardiologia ou da endocrinologia que teria uma diabetes compensada, consegue compensar na região. Não precisa chegar à fase de cetoacidose diabético, coma diabético, para ser transferido para uma Unidade de Terapia Intensiva. 

Para fazer uma tomografia ou a densitometria óssea não precisa lotar uma van, marcar uma data e realizar o exame na capital. Faz na policlínica. É bem mais digno.

Para o Estado, isso significa menos custo. O exame que se faz na capital inclui o custo do transporte. Uma tomografia em Posse em uma unidade privada, a prefeitura paga R$ 500. A tabela SUS paga em torno de R$ 138. 

O custo da nossa tomografia ficará em torno de R$ 138 ou um pouco mais pelo custo agregado de rateio de energia e outros detalhes. Com o laudo, o valor é pago pelo Ministério da Saúde. É um valor que sai do Tesouro da prefeitura.

Direta e indiretamente, o Estado está ajudando o município. A diferença de R$ 500 para R$ 138 o município não tem que pagar mais. Multiplique isso por mil exames.

Rodrigo Hirose – Em 2020, outra policlínica será inaugurada?

Estão previstas mais duas unidades. Goianésia, que o chamamento é junto, com CNPJs diferentes, e Quirinópolis, no Sul do Estado.

Leia a entrevista completa no Jornal Opção 

Governo anuncia comissão do edital. Previsão de 5,6 mil vagas para educação do Tocantins


A Secretaria de Educação do Estado do Tocantins vai ter que abrir um novo edital de concurso público (Concurso SEDUC-TO 2019). 

Tudo porque o Ministério Público do Estado, através da 9ª Promotoria de Justiça da Capital, ajuizou uma Ação Civil Pública (ACP) que exige, com urgência, que a Justiça obrigue o Estado do Tocantins a promover um novo certame para pasta.

No último dia 06 de novembro, o governo do Estado publicou no Diário Oficial do Estado o nome dos integrantes da comissão responsável por analisar a viabilidade do concurso. 

A seleção será para provimento de cargos do quadro da Educação Básica.

Segundo o documento, foram nomeados quatro integrantes 
da Secretaria de Administração: Maria Luixa Gomes de Aguiar, José Wellyngton Noronha Aguiar, Nayane Cirqueira Garcia Godinho e Giordano Bruno Gomes Milhomem Reis. 

Além disso, o documento informa que os servidores Luciano Gomes dos Santos e Aldeniza de Souza Moura, que trabalham na Secretaria da Educação, compõe o grupo de trabalho.

Os servidores serão responsável pelos estudos que demonstram o atual déficit no quadro de servidores da Seduc. 

Também será de responsabilidade deles avaliar o impacto financeiro da realização de um novo concurso.

Ao todo, o Ministério Público exige a abertura de mais de 5,6 mil vagas. 

Na ação, o Ministério Público ainda pede que o governo seja proibido de contratar novos temporárias, de forma reiterada e sucessiva. 

Segundo o promotor de Justiça Edson Azambuja, há quase dez anos não ocorre um concurso para a Secretaria da Educação, Juventude e Esportes do Tocantins (Seduc-TO).

O inquérito civil público instaurado pela promotoria de Justiça apurou que até novembro de 2018, a rede estadual de ensino contava com 6.673 contratos temporários, o que representava 42,40% do quadro funcional. 

Em abril deste ano foram requisitadas informações à Secretaria, que se limitou a informar sobre a iminência de celebração de 4.890 contratos temporários.
Com bases nos apontamentos, a ACP requer que o Estado deflagre concurso público destinado ao provimento de no mínimo 5.644 cargos vagos, no prazo máximo de seis meses; que não celebre contratos temporários, de forma reiterada e sucessiva; e que também faça a inclusão dos valores necessários para a realização do concurso na Lei Orçamentária Anual – Exercício Financeiro de 2020. (Denise Soares)

Último edital do concurso SEDUC-TO

O último edital do concurso SEDUC-TO foi divulgado em 2009. 

Na ocasião, o edital abriu 2.198 vagas, sendo 2.088 para ampla concorrência e 110 para pessoas com deficiência. 

Todas as vagas foram destinadas ao cargo de professor da Educação Básica. A Fundação Cesgranrio organizou o certame.

Para concorrer ao cargo, o candidato precisou ter licenciatura na área que concorria ao cargo. 

As chances foram para ingresso nas especialidades de Arte; Biologia; Educação Física; Filosofia; Física; Geografia; História. Espanhol; Inglês; Língua Portuguesa; Matemática; Química; Sociologia; Libras; e anos iniciais.

O concurso contou com provas objetivas, redação e exame de títulos. A avaliação contou com 50 questões, distribuídas entre matérias de Língua Portuguesa (10); Conhecimentos Gerais (10); e Conhecimentos Específicos (30).

Para ser aprovado na primeira etapa, o candidato precisava obter, no mínimo, metade dos pontos de cada disciplina. 

Os aprovados em todas as fases foram contratados durante o prazo de validade da seleção, que foi de dois anos, prorrogável por igual período.

Os salários oferecidos chegavam a R$1.090,80 (6º ao 9º ano dos níveis fundamental e médio), R$1.636,20 (1º ao 5º ano do fundamental), R$2.181,60 (professor – jornada de trabalho de 40 horas semanais).

Edson Azambuja reforça que o concurso público é exigência constitucional, previsto no art. 37, II, da Constituição Federal e, portanto, não pode ser burlada pela manutenção excessiva e reiterada de servidores atuando por meio de contratos temporários. 

“Os detentores de contratos temporários ficam reféns das indicações políticas, fomentadas, em sua maioria, por políticos, violando os princípios da legalidade, impessoalidade e moralidade administrativa”, concluiu.

Com informações do Notícias de Concurso

Isso não pode: pastora e cantora é acusada de agredir a sogra, uma idosa de 73 anos; assista ao vídeo





De segunda-feira (20) para terça (21), imagens da pastora e cantora Lucimara Pires agredindo uma idosa começaram a circular pela internet. 

O episódio, segundo a Polícia Civil, teria acontecido há alguns dias.

Segundo o site Ivi notícias, a polícia investiga o caso de agressão envolvendo a pastora e a idosa, que aconteceu em Nova Casa Verde (SP), próximo a Nova Andradina (SP).

No vídeo é possível visualizar o desentendimento de uma mulher, que seria a líder religiosa, desferindo ataques contra uma pessoa de idade avançada.

Em sua defesa, à Polícia, Lucimara Pires, de 34 anos, negou que tenha agredido fisicamente a própria sogra, de 73 anos. 

Ela ainda classificou o acontecido como "pequeno incidente".

Segundo contou, ela foi xingada e agredida pela idosa, que chegou a lesionar sua boca e no momento em que estava se defendendo, o marido – que é filho da vítima –, começou a filmar para mostrar aos irmãos e familiares que estava sofrendo com as atitudes da mãe.

"A mãe do meu esposo é muito transtornada, aparentando um descontrole anormal, me agrediu sem motivos, com muitos insultos. Fui obrigada a respondê-la, sem qualquer violência. Não houve nenhuma agressão física", disse ela ao Ivi Notícias .

O caso envolvendo a pastora e cantora segue em segredo de justiça e a polícia investiga se houve maus-tratos ou vias de fato mediante a violência doméstica. 


Com informações do IG

Assista ao vídeo

segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

Moradores de Paranã (TO) fazem protesto e pedem ajuda contra abandono de ponte. Um adolescente morreu no local




Moradores de Paranã, Sudeste do Tocantins, fizeram um protesto neste sábado (18), pedindo a reforma de uma ponte, que já dura mais de dois anos. 


A ponte sobre o Rio São Domingos atende aproximadamente 200 famílias, que dependem diretamente do tráfego para ir a escolas, hospitais, escoar a produção e para dezenas de outras atividades. 

No ato, os moradores cantaram "parabéns", com direito a bolo, pelo aniversário de abandono e empunharam cartazes com mensagens de apelo. 

Um deles segurava um cartaz dizendo que um dos filhos morreu ao passar pelo local.

O apelo é direcionado, principalmente, à prefeitura da cidade. A ponte tem 117 metros de extensão, mas está à beira do colapso.

“Há pouco mais de dois anos um rapaz caiu de moto e faleceu no local. Depois disso, imediatamente começou a reforma da ponte, mas não foi completada.

Foi feita só até a metade e a que não foi feita está em ruínas, caindo em pedaços. 

Veículos pesados não podem fazer a travessia, as crianças para ir para a escola têm que ser escoltadas para não cair nos buracos”, explicou um dos líderes da manifestação.

Os moradores da comunidade estão indignados e buscam uma resposta e ação do Poder Público. 

Uma das mais impactadas é a comunidade quilombola Kalunga do Albino, que fica na divisa com Arraias.

Com informações da Gazeta do Cerrado 

Boa notícia: Novo tipo de "célula T" pode levar à cura universal para o câncer


Descoberta foi feita em uma amostra de um banco de sangue no País de Gales. Células se mostraram capazes de destruir vários tipos de células cancerosas

Pesquisadores da Universidade de Cardiff, no País de Gales, descobriram um novo tipo de célula no sistema imunológico humano que pode atacar e destruir a maioria dos tipos de câncer.


A descoberta é um tipo de “célula T” nunca visto. 

As células T são responsáveis pela defesa do organismo contra agentes desconhecidos, como vírus e bactérias. 

Mas o novo tipo, encontrado em uma amostra de um banco de sangue na região, tem um receptor diferente que permite que ela se “enganche” na maioria dos tumores que afetam os seres humanos, sem afetar as células saudáveis.

Em testes de laboratório, este tipo de células T foi capaz de identificar e matar células causadoras de câncer de pulmão, pele, sangue, cólon, mama, ossos, próstata, ovário, cervical e renal.

Segundo o Professor Andrew Sewell, autor do estudo e especialista em células T na Escola de Medicina da Universidade de Cardiff, a descoberta é “altamente incomum” e aponta para a possibilidade de um tratamento “universal” para diversos tipos de câncer.

Os pesquisadores ainda não conseguiram determinar o quão comum o novo tipo de célula T é. 

“Pode ser bastante raro, ou pode ser que muitas pessoas tenham estes receptores, mas que por algum motivo eles não sejam ativados. Nós ainda não sabemos”, diz o professor.

Fonte e texto: Olhar Digital 

Presidente Jair Bolsonaro confirmou que estará presente na inauguração da Policlínica de Posse (GO)


O Presidente da República, Jair Bolsonaro, confirmou que estará presente na inauguração da Policlínica de Posse, no nordeste goiano, prevista para o final do mês de fevereiro.

No último dia 11 de janeiro, o governador gravou um vídeo diretamente de Posse, ao lado de deputados, prefeitos e assessores, convidando o presidente para participar da inauguração da policlínica.

“O presidente Bolsonaro tem nos apoiado e nos ajudado muito. 

Ele já esteve em Goiás ano passado seis vezes e eu quero ver se ele inicia o ano de 2020 aqui na cidade de Posse”, disse Caiado, no dia da gravação do vídeo.

Essa será a primeira visita do presidente Jair Bolsonaro em Goiás neste ano.

Policlínica

A Policlínica de Posse tem 3.775 m²de área construída e dispõe de recepções, salas de espera, 26 consultórios, 16 salas para exames, posto de coleta do laboratório, farmácia, posto de enfermagem, central de esterilização de material, além de salas destinadas à administração. 

A unidade está localizada à Avenida Juscelino Kubitscheck de Oliveira, setor Buenos Aires. 

Funcionará de segunda a sexta-feira, das 7 às 19 horas.

A unidade prestará serviços, consultas, exames e procedimentos médicos nas áreas de clínica geral, colonoscopia, endoscopia, ultrassom, raio-x, mamografia, tomografia, densitometria, laboratório clínico, fisiatria, endocrinologia, nutrição, fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicologia, acupuntura, ortopedia, fisioterapia, neurologia, otorrinolaringologia, eletroneuromiografia, eletroencefalografia, alergologia, dermatologia, curativos, ergonometria, holter, cardiologia, ecocardiograma, eletrocardiograma, oftalmologia, urologia, colposcopia, audiometria, impedanciometria, obstetrícia de alto risco, ressonância nuclear magnética e hemodiálise.

Com texto de Antônio Carlos 

Em decisão da Justiça de Campos Belos (GO), homem que matou Bené pega mais de 22 anos de reclusão e vai continuar preso


Wanderson Marques de Araújo foi condenado a 22 anos de reclusão pelo roubo e assassinato de Benedito de Oliveira, em março de 2017, na cidade de Campos Belos (GO). 


Homem trabalhador e muito conhecido na região, a vítima foi morta a golpes de martelo e teve a sua caminhonete S10 roubada pelo réu.

O Blog publicou com exclusividade o bárbaro assassinato, que chocou a região e teve muita repercussão.

O rapaz que matou Bené é conhecido pela alcunha de “Brauninha”,  nascido em fevereiro de 1995 - na época do crime tinha apenas 21 anos- , é natural de Campos Belos (GO) e morador do setor Bem Bom. 

O caso

Na oportunidade, publicamos que a cidade de Campos Belos amanheceu estarrecida com mais um brutal assassinato ocorrido na comunidade.

No meio da manhã daquela quinta-feira (9), o corpo de um homem foi encontrado próximo à ponte do córrego gameleira, na rodovia GO-118, na entrada sul da cidade, saída para Brasília.

O corpo apresentava sinais de grave violência, sem marcas de tiros ou de facas, de acordo com as informações.

Encaminhada ao Instituto de Medicina Legal, a vítima foi identificada como Benedito de Oliveira, o Bené, de 59 anos de idade, morador da cidade vizinha de Combinado (TO) e também muitíssimo conhecido em Campos Belos, inclusive deste blogueiro.

De acordo com um morador de Combinado, a família de Bené informou que na noite da quarta-feira, ele recebeu uma ligação para fazer um frete até a cidade de Campos Belos.

A bordo de sua caminhonete, uma S10, ele se dirigiu ao estado vizinho para cumprir o combinado.

Porém não voltou e com o passar das horas a preocupação dos familiares só aumentava.

Já pela manhã e com preocupação extrema, o filho de Bené foi a Campos Belos a procura do pai, quando soube da notícia de um corpo, ainda não identificado no IML da cidade.

Ao chegar no local, o corpo teria sido reconhecido como o de Benedito de Oliveira.

No mesmo dia, a polícia civil de Campos Belos iniciou as investigações do caso e trabalhou desde o início com a hipótese de latrocínio, que é o roubo seguido de morte.

A S10 de Benedito desapareceu, assim como o celular e outros pertencentes dele. O corpo foi liberado para família no mesmo dia e foi sepultado na sexta-feira, em Combinado (TO).

A ação Penal na Justiça 

Depois de preso meses depois do crime, vendendo roupas nas ruas de Goiânia, em 23 de outubro de 2018, o promotor Bernardo Monteiro Frayha denunciou o acusado e pediu a sua condenação pelo crime de latrocínio.

Ao analisar o processo, o juiz Marcelo Alexander Carvalho Batista disse que a autoria do crime se demonstrou inconteste, sobretudo pelos depoimentos feitos durante o processo judicial.

Segundo o magistrado, uma testemunha, autoridade policial que atendeu ao fato criminoso, em seu depoimento judicial, afirmou que empreendeu diligências no sentido de fazer uma regressão do que teria acontecido no dia anterior em que o corpo da vítima foi encontrado, momento em que chegou nos depoimentos de pessoas que teriam visto o acusado no carro da vítima e que supostamente seria um frete até Campos Belos.

Narrou que pelas câmeras da Delegacia de Polícia e de outros estabelecimentos comerciais viu o momento em que o carro de Bené chegou em Campos Belos, próximo ao horário informado em que o acusado e a vítima teriam saído do Estado do Tocantins. 


A  autoridade policial também obteve conhecimento de que uma testemunha ligou para a polícia militar e informou um crime ocorrendo naquele horário, bem como ouviu-se uma testemunha que teria emprestado um martelo ou marreta a Wanderson Marques.

O policial relatou ainda em juízo que logo após a prática do crime, o réu fugiu com o carro de Bené e tomou uma multa no trevo de Posse a Brasília.

Em seu depoimento, a autoridade policial disse também que apesar de inúmeras representações ao juiz, somente teve notícias do acusado quando a filha da vítima entrou em pânico ao se deparar com ele na Rua 44, na cidade de Goiânia (GO) e somente passado alguns dias, a polícia civil conseguiu efetuar a prisão dele naquele mesmo lugar.

Outra testemunha narrou que viu o momento em que o acusado ligou para a vítima e pediu um frete até Campos Belos, alegando que não estava se sentindo bem. 


Disse que viu quando o acusado entrou na caminhonete da vítima, colocou uma bolsa no banco traseiro, entrou pela porta traseira e deitou-se no banco.

Essa mesma testemunha contou que no dia anterior ao dia dos fatos, o acusado foi até a sua residência, pediu um martelo emprestado e não o devolveu.

Um laudo pericial criminal atestou que as lesões produzidas no cadáver da vítima foram produzidas por meio de objeto contundente que não foi encontrado no local.

Uma terceira testemunha contou que estava indo fazer um serviço numa fazenda próximo a cidade de Monte Alegre de Goiás (GO), momento em que viu uma caminhonete na rodovia com um homem deitado na carroceria e um outro em pé movimentando o corpo que estava deitado. Por isso, ligou para a polícia militar e informou o ocorrido.

Outro laudo pericial atestou que o corpo de Bené foi encontrado no mesmo local mencionado por essa testemunha, ou seja, na Rodovia GO-118, sentido a Monte Alegre de Goiás (GO).

Um homem, a quarta testemunha, sustentou que no dia dos fatos, entre 13:30h e às 14:00h, viu Wanderson Marques sozinho no carro da vítima, tendo visto o momento em que ele entrou do lado do motorista e saiu dirigindo o veículo.

Já o filho de Bené, Benedito de Oliveira Júnior, disse no depoimento ao juiz que seu pai saiu de Combinado (TO) com destino a Campos Belos (GO), lhe informando que levaria um rapaz e compraria umas telhas. Mas, seu pai não retornou para casa. 

O filho de Bené sustentou que no dia seguinte soube por uma das testemunhas do caso que a pessoa que acompanhou a vítima se tratava de Wanderson Marques. 

E em decorrência do desaparecimento da vítima, ligou por diversas vezes para ele, para vê se este saberia do paradeiro de seu pai, não tendo qualquer sucesso no contato, além de dizer que o rapaz possuía vínculo de amizade com seu pai e com toda a família.

A filha de Bené, Carla Pereira de Oliveira, disse ao juiz que passado alguns meses após a morte de seu pai, ela estava na cidade de Goiânia (GO), momento em que ao passear pela Rua 44, foi abordada pelo acusado lhe oferecendo camisetas masculinas. 


Carla Oliveira disse que reconheceu a corrente da vítima no pescoço do acusado, quando ao perguntar por seu nome, o acusado fugiu sem lhe responder.

Decisão 

Ao condenar o réu, o juiz Marcelo Alexander Carvalho Batista informou que era robusto o conjunto de provas, não havendo nenhuma dúvida tanto no que se refere às circunstâncias que envolveram os crimes quanto à sua materialidade e autoria, uma vez que as provas produzidas em juízo corroboram com aquelas produzidas na fase do inquérito.

“Assim, não há o que se falar em ausência probatória sustentada pela defesa.


Portanto, desnecessárias maiores justificativas sobre a materialidade e autoria da ocorrência delituosa, ficando devidamente comprovado nos autos que o acusado é o autor do crime narrado na peça acusatória, razão a qual deverá ser condenado pela prática dele. 

Desta forma, diante da ausência de qualquer justificativa plausível para a sua prática, isto é, qualquer fato que descaracterizasse a tipicidade, a ilicitude de sua ação, ou que o isentasse de pena, o decreto condenatório do acusado é medida a ser adotada”, decidiu o magistrado. 

A pena

O juiz fixou a pena definitiva do crime em 22 anos e quatro meses de reclusão e ao pagamento de 15 dias-multa.

Ele também fixou o regime inicial fechado para o cumprimento de pena e disse ser incabível a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direito.

“Ademais, analisando a necessidade da manutenção da prisão preventiva do acusado, verifica-se nos autos que persistem os requisitos que ensejaram a decretação da prisão preventiva.

Ele negou ao acusado o direito de recorrer em liberdade, devendo permanecer preso.


Já Publicamos sobre o caso